Claude Piron (Namur, Bélgica, 26 de fevereiro de 1931 -Gland, Suíça, 22 de janeiro de 2008 ) era um psicólogo suíço, muito conhecido como escritor na língua internacional esperanto.
Diplomado na Escola de Intérpretes da Universidade de Genebra, foi tradutor na ONU de chinês, de inglês, de russo e de espanhol. Posteriormente trabalhou para a Organização Mundial da Saúde, entre outros na África e Ásia. Em 1968 começa a praticar a psicoterapia, até sua morte, em seu gabinete de Gland (Suíça), ocupando-se sobretudo da supervisión de jovens psicólogos. Deu classe na Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da Universidade de Genebra de 1973 a 1994.
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Claude Piron aprendeu o esperanto em sua infância. Utilizou esta língua em numerosos países, incluindo o Japão, Chinesa, Uzbekistan, diversos países da África e da América Latina, e ensinou-o na Universidade de San Francisco (San Francisco State University, Humanities, 1981 e 1983). Foi membro da Academia de Esperanto, membro honorario da Associação Mundial de Esperanto e membro da Associação de Escritores em Esperanto. Publicou numerosos artigos em esperanto, em francês e em inglês no âmbito da psicologia, da comunicação intercultural, das línguas em general e do esperanto em particular.
Sua obra em esperanto compreende uma dúzia de novelas, numerosos contos, uma recopilación de poemas e inclusive canções, além de traduções. Parte delas foram publicados mediante o seudónimo Johan Valano (e Johan Balano para uma obra erótica). Escreveu em francês algumas obras sobre assuntos psicológicos, bem como um ensaio sobre a comunicação linguística: Lhe défi dês langues - Du gâchis au bon sens [O Desafio das línguas - Do lío ao sentido comum] (Paris: L' Harmattan, 2ª edição 2001).
Sua obra mais conhecida neste âmbito, Gerda malaperis! utiliza-se com frequência como primeiro livro de leitura após um primeiro curso de esperanto tal como Lernu!. Esta pequena novela policíaca limita-se a uma gramática básica e a um vocabulario reduzido às palavras mais frequentes nos primeiros capítulos, para alargar-se progressivamente em estruturas mais complexas e introduzir uma pequena lista de palavras novas na cada capítulo.
Claude Piron é muito famoso no âmbito do esperanto por seu livro "A bona lingvo" (A boa língua), obra de ensaio na que critica o recurso inútil aos neologismos tomados às línguas européias. Em contrapartida, defende a tese segundo a qual o esperanto é fácil porque sua estrutura se acerca à do pensamento graças a seu princípio aglutinante que permite se expressar associando criativamente morfemas segundo um esquema que está mais cerca do esquema do pensamento. Em consequência, segundo Piron, o esperanto, contrariamente a todas as línguas naturais, permite, tanto em sua gramática como na formação das palavras, se fiar do próprio reflito de assimilação generalizadora, uma lei psicolingüística descrita por Jean Piaget.