| Cleopatra VII | |
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| Rainha do Egipto | |
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| Reinado | 51 a. C.–12 de agosto 30 a. C. Ptolomeo XIII (51 a. C.–47 a. C.) Ptolomeo XIV (47 a. C.–44 a. C.) Cesarión (44 a. C.–30 a. C.) |
| Coronación | 51 a. C. |
| Nome real | Cleopatra Filopator Nea Thea Qleupader Nechermeritites |
| Nascimento | Janeiro, 69 a. C. Alejandría, Egipto |
| Fallecimiento | Agosto, 30 a. C. |
| Predecessor | Ptolomeo XII |
| Sucessor | Não teve, Egipto passou a ser uma província romana |
| Consorte | Ptolomeo XIII Julio César Marco Antonio |
| Descendencia | Cesarión Alejandro Helios Cleopatra Selene II Ptolomeo Filadelfo |
| Casa Real | Ptolemaica |
| Pai | Ptolomeo XII |
| Mãe | Cleopatra V do Egipto |
Cleopatra Filopator Nea Thea, Cleopatra VII (em grego: Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ), foi a última rainha do Antigo Egipto da dinastía Ptolemaica, também chamada dinastía Lágida. Dita dinastía foi criada por Ptolomeo I Sóter, general de Alejandro Magno, e foi também a última do chamado Período helenístico do Egipto.
Cleopatra nasceu para o ano 69 a. C. e morreu no ano 30 a. C. Era filha de Cleopatra V Trifena e de Ptolomeo XII Auletes, de quem herdou o trono no ano 51 a. C., em torno da idade de 18 anos, junto com seu irmão Ptolomeo XIII, que contava com tão só doze anos, e que seria ademais seu esposo (facto frequente nos casais regios ptolemaicos).
Conteúdo |
O pai de Cleopatra, Ptolomeo XII, conhecido como "Auletes", era um soberano nada querido por seu povo pela despreocupación que mostrava ante os graves problemas que assolavam a Egipto, por seu manifesta corrupção, e por ser mais amante das festas que das questões de estado. Conseguia manter no trono graças à ajuda romana que recebia graças a seus contínuos subornos e promessas de tributos diversos.
Roma estava encantada de "ajudar" a Ptolomeo XII porque Egipto era para o Império uma presa muito tentadora, e fazia tempo que tinha os olhos postos no ouro desse país. Na cada conflito, Roma prestava-se gustosa como árbitro. No ano 58 a. C. em ocasião de um levantamento popular provocado por outro de seus despropósitos,[cita requerida] Ptolomeo se deslocou a Roma exilado por sua filha Berenice, em procura de ajuda militar para o sufocar. Ficaram como regentes do país sua esposa Cleopatra e sua filha maior Berenice IV, quem governaram durante um ano até que Cleopatra morreu. Os alejandrinos colocaram no trono como única rainha a Berenice IV e enviaram uma delegação a Roma para que esta arbitrase no conflito que enfrentava a pai e filha.
Ptolomeo XII conseguiu o apoio de Roma depois de ter pago a Pompeyo uma grande soma de dinheiro e prometer-lhe que durante anos pagar-lhe-ia tributos. Conseguiu derrotar ao exército de Archelaus, segundo marido de Berenice IV, e foi devolvido ao trono. Um de seus primeiros actos foi mandar executar a sua filha Berenice, era o ano 55 a. C.
Ptolomeo XII Auletes reinou desde esse dia até sua morte no ano 51 a. C; deixando-lhe o trono a sua filha Cleopatra VII Filópator e a seu filho Ptolomeo XIII Dioniso II (51-47 a. C.), que contava aproximadamente com doze anos, com quem ela teve que se casar por testamento de seu pai. Ptolomeo XII deixou como tutor de ambos ao regente de Roma, que nesse momento era Pompeyo, quem devia fazer cumprir o testamento e casar aos irmãos. Claro que esta união era puramente legal já que segundo se diz Cleopatra, extremamente inteligente e ambiciosa, deixava fora de todas as decisões a seu irmão.
Cleopatra tinha vários irmãos: Berenice IV, da que já se falou, e Cleopatra VI como irmãs maiores -esta última desapareceu não se sabe como durante o reinado de sua irmã Berenice-, uma irmã menor telefonema Arsínoe IV e dois irmãos menores chamados Ptolomeo XIII e Ptolomeo XIV, com os que se casou sucessivamente, segundo a lei dos Lágidas, a cuja dinastía pertenciam, e que permitia o casal entre irmãos. A educação de todos eles foi puramente grega, segundo costume ptolemaica. Cleopatra foi o primeiro membro desta dinastía que aprendeu a falar o idioma egípcio; mas não só conhecia este idioma senão também o grego, hebreu, sírio e arameo e quiçá também o latín. Foi instruída assim mesmo nos campos da literatura, música, ciências políticas, matemáticas, astronomia e medicina. Ademais tinha fama de possuir modais doces e refinados e uma sugerente voz, coisas que faziam dela uma mulher muito seductora segundo Plutarco.[1]
Entre o 50 e o 49 a. C. os camponeses sofreram graves fomes, rebelavam-se e uniam-se a bandas de forajidos que causavam grandes males; a moeda egípcia debilitava-se e a lenta burocracia entorpecía a recuperação: o país dependia a cada vez mais de Roma. Ademais, em seu próprio meio familiar também não iam bem as coisas. Sua irmã menor Arsinoe, em desacordo com sua política de ajuda aos romanos em sinal de boa vontade, aspirava ao trono e cedo surgiram as desavenencias também com seu irmão-esposo. Ptolomeo XIII, muito jovem e manipulable, era praticamente manejado por três conselheiros muito hostis a ela: o eunuco chamado Potino, o general Aquilas e o retórico Teodoto. Por conselho deles em 48 a. C. expulsou a sua irmã do trono derrocando com um comando dirigido por seus conselheiros Pothinus e Achillas. E obrigou-a ao exílio elegendo ela Síria. Desde esta região Cleopatra pretendeu recuperar o poder, reunindo um bom exército para este fim, ainda que não o conseguiu.
Roma também estava em guerra civil e nesse mesmo ano Pompeyo fugiu a Egipto procurando refúgio -onde creu seria bem recebido pelo faraón Ptolomeo XIII- depois de sua derrota em Farsalia a mãos de Julio César, a quem se tinha enfrentado em uma tentativa de lhe tirar o poder. A sua chegada o faraón ordenou assassinar-lhe, por conselho de Potino, pensando obter assim um consiguiente apoio de César que lhe permitisse vencer ao bando de Cleopatra. No entanto, ao general romano, que arribó a Alejandría em uns dias mais tarde em perseguição de seu rival, não lhe agradou a decisão, pois sua intenção era lhe capturar com vida ou quiçá inclusive lhe perdoar. E chorou ante a cabeça cortada de seu amigo e rival, que se lhe apresentava. Foi um mau começo para as relações de César e o soberano egípcio.
Ainda assim, César queria solucionar, em qualidade de testamentario de Ptolomeo XII Aulettes, o conflito que enfrentava aos dois irmãos e esposos Cleopatra VII e Ptolomeo XIII e convocou às duas partes. Ptolomeo, aconselhado de novo pelo eunuco Potino, regressou imediatamente a Alejandría. Cleopatra enviou dantes vários emissários para assegurar das intenções de César. Ao final aceitou ir a Alejandría, mas fazer em segredo e de noite pois desconfiava dos espiões de seu irmão. Cleopatra conseguiu aceder (burlando o controle dos partidários de seu irmão) até o palácio real no que se acomodava César para lhe persuadir de que tomasse partido por ela. Passaram a noite juntos, (pensando quiçá Cleopatra que, se apaixonava a César, já não teria que temer uma invasão por parte dos romanos, facto suposto mas não demonstrado). O general fez ir a Ptolomeo a seus aposentos mas este compreendendo a situação, recusou a proposta de reconciliação. Decidiu fugir e correu a voz de que tinha sido traído em uma tentativa de levantar aos alejandrinos contra o casal. Mas cedo foi capturado pelos soldados romanos. Para evitar o motín que se avecinaba, César leu ante o povo o testamento de Ptolomeo XII Auletes, do que se apresentou como albacea e fez promessas mais ou menos convenientes à cada um. Finalmente celebrou-se o acordo entre os três com um grande banquete ficando o mapa político como segue: César dá a Ptolomeo XIII a ilha de Creta e a Ptolomeo XIV e Arsinoe IV Chipre. Arsinoe considera que ela deveria reinar o Egipto e se une à causa de seu irmão.
Então, César instalou-se em Alejandría, onde levava uma vida tranquila e culturalmente activa, além de obter a aliança da rainha Cleopatra. Esta recuperou o trono, protegida por seu aliado romano e Ptolomeo XIII residia cerca deles ainda que mais como refém que como soberano. No entanto, não se esteve quieto. Junto a sua irmã Arsinoe e seu conselheiro Potino, levou a cabo uma guerra de intrigas que acabaram por provocar a animosidad dos alejandrinos para os dois amantes. O povo já podia aceitar um ataque aos soldados romanos aproveitando ademais seu isolamento e assim o ordenou Ptolomeo a Aquilas quem, desde Pelusio, marchou sobre Alejandría à frente de 20.000 soldados e 2.000 ginetes e rodearam a cidade. É então quando a guerra entre Cleopatra e Ptolomeo se transformou na guerra de Arsinoe IV e Ptolomeo XIII contra o César. César e Cleopatra VII resistiram o assédio ao palácio real de Alejandría, onde retinham a Ptolomeo XIII, até que a chegada de reforços lhes permitiu contratacar e conseguir a vitória final.A guerra durou longos meses. O eunuco Potino foi tomado como refém e mais adiante executado por ter tentado, em seu cativeiro, envenenar a César. Arsinoe conseguiu fugir de palácio e chegar ao acampamento de Aquilas, com seu pai putativo, o eunuco Ganímedes, que se pôs à frente do exército após executar a seu aliado Aquilas, e foi proclamada rainha do Egipto pelos soldados. Depois que os alejandrinos ganhassem uma das batalhas, que não a guerra, estes exigiram a César a liberdade de Ptolomeo ao que gostosamente cedeu convencido de que a juventude e inexperiência militar do soberano mais bem prejudicaria a seus inimigos como assim foi. Por que Ganímedes foi destituído e seu posto ocupado pelo rei. Graças à chegada dos reforços e à incompetência de Ptolomeo, César pôs em fuga aos egípcios empurrando-os Nilo acima onde centenas deles morreram afogados. Ptolomeo XIII estava entre os mortos, no lodo: tratou de fugir em uma barcaza demasiado carregada que terminou zozobrando.
A coraza de ouro que levava, pela que foi reconhecido, foi a prova que blandió César ante o povo que chorava vestido de luto. Cleopatra recuperou seu trono uma vez mais (47). Mas tinha que ter um rei e, para poder seguir governando, se casou com outro de seus irmãos, Ptolomeo XIV Filópator II. Mas o novo faraón só tinha 10 anos, e Cleopatra se encontrou de novo com as riendas do poder em suas mãos. Arsinoe, prisioneira, foi enviada a Roma onde desfilou carregada de correntes no festejo das últimas vitórias militares de Julio César.
Julio César e Cleopatra passaram juntos em vários meses no Egipto e fruto de sua relação nasceria, o 23 de junho de 47 a. C., Ptolomeo XV, mais conhecido como Cesarión, o apodo que lhe deram os alejandrinos[cita requerida]. Depois ele partiu a combater (e derrotar) a Farnaces do Ponto (47) e a doblegar com sucesso a resistência dos optimates em Tapso (fevereiro de 46 ) e Munda (março de 45 ), ao mesmo tempo em que efectuava em Roma diversas reformas políticas que lhe atañían tanto a ele pessoalmente como ao Império em general. Além da instauración de uma monarquia romana, entre os objectivos finais de César provavelmente encontrasse-se o de agrupar, mediante seu casal com Cleopatra, aos Estados romano e egípcio, dando bem como resultado a unidade política de todo mundo mediterráneo.
A influência egípcia durante estes anos de Julio César em Roma também se refletiu na administração, a sociedade, a cultura e inclusive a religião. Cabe citar, por exemplo, a arrecadação directa dos impostos pelo Estado (que evitava os anteriores abusos dos publicanos); o início da administração racional (e não a mera exploração) das províncias; a adopção, com pequenas correcções, do calendário de Canopo (chamado desde então Juliano); e a introdução do culto a Isis . A própria Cleopatra esteve duas vezes (46 e 45-44 a. C.) em Roma junto a Cesarión e vivendo como concubina na villa de César. Nunca foi aceite pelo povo romano que a olhavam com desconfiança. Ademais, César desafiou à opinião pública e rendeu homenagem oficial à rainha egípcia. Durante a segunda estadia Julio César foi vítima do assassinato (15 de março do 44) projectado e executado por um grupo de famílias senatoriales republicanas que tratavam de frustrar seus planos políticos. Cleopatra, que acabava de perder a seu poderoso aliado não podia fazer outra coisa que abandonar a capital italiana e regressou com seu filho a Egipto.
A partir do ano 43 a. C., depois de seu regresso a Egipto, Cleopatra, temendo que seu irmão-esposo Ptolomeo XIV, que já contava com 15 anos de idade, quisesse ter mais poder do que a ela lhe convinha, o envenena e estabelece a Cesarión como seu corregente à idade de 4 anos. O estado em que encontrou a seu reino foi muito desalentador. Sofria plagas e fome. Os canais do Nilo tinham sido descuidados durante seus dois anos de ausência e isto fez que as colheitas fossem más e as inundações não fossem bem aproveitadas.
Marco Antonio era um general e político romano, amigo de Julio César, que tinha sido comandante chefe em seu exército. A raiz do assassinato deste, perseguiu aos culpados, Marco Bruto e Cayo Casio e ademais soube enfrentar ao povo romano contra eles e se ganhar o apoio e a inclinação das gentes para ele. Ao surgir outros dois rivais, o 23 de novembro de 43 a. C., a Lex Titia oficializaba o pacto entre os três por um período de cinco anos: acabava de criar-se o Segundo Triunvirato, que reunia a Antonio, Octavio (herdeiro político designado por Julio César) e Lépido, antigo chefe da caballería de César que passou ao lado de Antonio. Desencadeou-se desta maneira uma guerra civil entre os partidários do triunvirato e os seguidores republicanos. Marco Antonio chamou em sua ajuda à rainha Cleopatra, para que fosse com suas naves a Tarso na actual Turquia, mas a rainha não queria que Egipto entrasse em uma guerra civil dos romanos e também não se fiava dele. Finalmente cedeu à reunião com a condição de que esta se desenvolvesse em seu próprio barco, considerado onde for que estivesse ancorado como solo egípcio. Encontraram-se em Tarso no (41 a. C.). Ainda que Egipto estava à beira do colapso económico, Cleopatra navegou com os remos de prata, as vai-as púrpuras e todo o luxo ao que estava habituada, até se vestiu como Afrodita, a deusa do amor. O encontro durou quatro dias. O resultado desta viagem foi que ambos personagens se apaixonaram, que Cleopatra conveio em lhe prestar a ajuda económica que lhe pedia a mudança de que Antonio executasse a sua irmã Arsinoe IV a quem considerava uma contínua ameaça, como assim se fez, e que Marco Antonio decidiu ficar no Egipto ao lado de Cleopatra. O casal passou junta no Egipto o inverno de 41-40 a. C. desfrutando dos máximos luxos e festas contínuas. Mas os assuntos de Roma chamavam ao geral e no ano 40 a. C. teve que regressar à capital do Império. Ali cumpriu com a promessa de casar-se com Octavia, irmã de Cayo Julio César Octavio Augusto, o futuro primeiro imperador de Roma e sobrinho neto de Julio César. Octavio (que assim se lhe chamava então) era grande amigo de Marco Antonio, ainda que com o tempo e os acontecimentos, esta amizade se viu truncada.
Depois da marcha de Marco Antonio a Roma, Cleopatra deu a luz dois meninos gémeos, Cleopatra Selene II e Alejandro Helios. Não voltaram a se encontrar até quatro anos depois. Ele regressou a Egipto em outono do 37, durante o curso de uma campanha contra os partos, e contraiu casal com Cleopatra (sem repudiar a Octavia). Marco Antonio cedeu a sua esposa Chipre, Fenicia e Creta, e Egipto voltou a ter uma extensão similar à dos tempos dos primeiros Ptolomeos. Tiveram outro filho (Ptolomeo Filadelfo), levaram juntos uma vida de luxo e derroche, e nomearam a seus ramos herdeiros de vários Estados satélites como Armenia e Cirene (34 a. C.).
A relação entre Octavio e Marco Antonio tinha ido piorando progressivamente e a partir do ano 37 o primeiro já considerava ao segundo um inimigo contra o que empregou a propaganda ante o povo e o Senado de Roma, lhe apresentando como um fantoche em mãos da rainha do Egipto e em detrimento dos interesses de Roma. Em frente a esta imagem negativa de um Marco Antonio indolente, dado aos prazeres mundanos na porção mais rica do Império e submetido à vontade e caprichos de uma soberana estrangeira, Octavio contrapunha a sua: o governante sacrificado e trabalhador que tratava de superar as circunstâncias adversas com esforço e determinação. Virtudes estas muito apreciadas pelo povo romano e que ele soube difundir habilmente para criar um estado de opinião favorável a seus propósitos, ao mesmo tempo em que aumentava o ódio a Cleopatra e a indignação pelo comportamento de Antonio.
Ao terminar a vigência do triunvirato que no 38 a. C. tinham renovado por mais cinco anos, isto é até o 33, os dois rivais se lançaram acusações mútuas no Senado. Marco Antonio repudió a Octavia. Octavio violou e expôs o testamento secreto que aquele tinha depositado no templo das vestales, corroborando assim seus argumentos. Soube-se pelo mencionado documento que além de ter outorgado posses romanas à rainha egípcia, Antonio pretendia transladar a capital de Roma a Alejandría e fundar lá uma nova dinastía. A isso se acrescentaram depois multidão de graves acusações (desde o ponto de vista romano) para Cleopatra de diversa índole (brujería, incesto, lujuria, adoración de ídolos animais, etc.). Tudo isto, mas em especial o primeiro, acabou propiciando a definitiva hostilidade da opinião pública para Marco Antonio e sua esposa. E mais importante ainda, sua destituição como triunviro e a declaração de guerra a Egipto (32) por parte do Senado.
O exército de Marco Antonio (tanto terrestre como marítimo), ainda que menos disciplinado e treinado que o de Octavio, era mais numeroso. No entanto, na decisiva batalha naval de Actio (2 de setembro do 31), os mais maniobrables barcos do general Agripa conseguiram situar-se em frente à flotilla de Cleopatra. Esta fugiu então presa do pânico, e ao se dar conta Antonio foi por trás dela abandonando a seus homens, que ao final perderam a batalha. Isto decantaba a vitória final para o bando de Octavio, quem o 30 de julho do ano 30 entrava com facilidade em Alejandría. A seguir, Marco Antonio, enganado por um falso relatório sobre a morte de Cleopatra, suicidou-se deixando-se cair sobre sua própria espada.
Os planos de Octavio eram tomar à rainha como prisioneira e a exibir em Roma durante a tradicional cerimónia conhecida como Triunfo, simbolizando com isso a superioridad e a vitória sobre a humilhada inimiga à que o povo de Roma tanto odiava. Isto aumentaria mais se cabe seu respaldo popular e impulsionaria decisivamente suas aspirações políticas.
Cleopatra se percató do final que lhe esperava depois de se entrevistar com Octavio, um homem frio e calculador que a diferença de César e Antonio não poderia seduzir ou sugestionar de nenhum modo. Vendo pois seu futuro como escrava, talvez no reino do que tinha sido soberana (convertido agora na província romana do Egipto), Cleopatra elegeu morrer e tomou a decisão de se suicidar. Segundo a versão mais estendida, pediu a suas criadas Iras e Charmion que lhe trouxessem uma cesta com frutas e que metessem dentro uma cobra egípcia (o famoso áspid), responsável por sua morte, no final de agosto do ano 30 a. C. Outras versões relatam que se tirou a vida ao conhecer o suicídio de seu esposo. Dantes de falecer escreveu uma misiva a Octavio na que lhe comunicava seu desejo de ser enterrada junto a Marco Antonio, e assim se fez. Até o dia de hoje desconhece-se a localização da sepultura, ainda que Zahi Hawass localiza-a em Tabusiris Magna, a 30 Km de Alejandría segundo recentes descobertas. As últimas excavaciones (6-2008) descartam esta hipótese.[2]
Após a batalha de Accio e temendo o pior, Cleopatra mandou a seu filho Cesarión longe do Egipto para o sul, com uma pequena fortuna para poder defender-se de seus possíveis inimigos, mas foi traído por seu professor particular, Rhodon, que lhe convenceu de que se regressava a Alejandría, Octavio respeitar-lhe-ia a vida mas foi assassinado por ordem deste último.
Após a morte de Cleopatra, seus outros filhos foram levados a Roma e criados pela esposa de Octavio. Cleopatra Selene casou-se com o rei Juba II de Mauritania e tiveram um filho ao que chamaram Ptolomeo e que herdou o reino de seu pai no ano 23 a. C., até que o imperador Calígula lhe mandou matar quarenta anos mais tarde. De Alejandro Helios e Ptolomeo Filadelfo não se sabe bem seu paradeiro, ainda que se acha que se foram viver a Mauritania junto com sua irmã.
| Titulatura | Jeroglífico | Transliteración (transcrição) - tradução - (procedência) |
| Nome de Sa-Ra: |
| q l ou p t r (Qleupater) Cleopatra |
| Nome de Sa-Ra: |
| q l ou p d r nṯrt mr<t> its (Qleupader Necher meri<t>ites) Cleopatra, Divina, Amada de seu pai |
| Nome de Sa-Ra: |
| q l i ou p 3 d r t 3 (Qliupadtra) Cleopatra |
Sua vida e sua trágica morte, bem como seus amores com as duas personagens romanos, Julio César e Marco Antonio, têm servido de inspiração em todas as épocas a literatos, pintores, escultores e cineastas. Ao todo, entre os anos 1540 e 1905, escreveram-se: 200 obras de teatro, cinco óperas, cinco ballets, inclusive um das bandas desenhadas do popular Asterix o galo estava dedicado a ela: Asterix e Cleopatra. As obras literárias mais famosas são Cleopatra e Marco Antonio (1606), de William Shakespeare, Tudo por amor (1678), do autor teatral inglês John Dryden e César e Cleopatra (1901) de George Bernard Shaw.
Têm realizado pinturas e esculturas sobre ela artistas como Giambattista Tiepolo e Regnault. Os cineastas Méliès, Joseph L. Mankiewicz e Cecil B. De Mille dedicaram-lhe filmes. De Mille rodou sua versão com Claudette Colbert em 1934, e Mankiewicz rodou em 1963 a famosa (e polémica) superproducción Cleopatra, protagonizada por Elizabeth Taylor e com Richard Burton no papel de Marco Antonio. Outro filme mais moderno (e menos ambiciosa) foi protagonizada pela actriz chilena Leonor Varela.
Em 2001, o Museu Britânico dedicou uma exposição a Cleopatra e teve um interessante debate sobre sua beleza. Segundo as informações mais fiáveis, o atractivo desta rainha radicaba em sua cultura, cuidada presença e modais seductores, com uma voz muito agradável, e não em sua beleza. Seus rasgos faciais eram mais bem imperfectos, com uma prominente nariz.
| Predecessor: Ptolomeo XII | Último Faraón: Reinou com Ptolomeo XII Ptolomeo XIII Ptolomeo XIV e Ptolomeo XV | Sucessor: Octavio (imperador romano) Egipto (província romana) |
mwl:Cleópatrapnb:قلوپطرہ