| Coca | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Coca é uma localidade e município espanhol da província de Segovia no território da Campiña Segoviana, na comunidade autónoma de Castilla e León.
No município acham-se outras duas populações dependentes da Prefeitura:
Localidade situada no Caminho de Santiago de Madri.
Conteúdo |
Coca está situada na província de Segovia, 50 km ao noroeste da capital. Bem comunicada desde Madri, da que dista 135 km, e próxima à capital de Castilla e León, Valladolid, a 60 km. Enclavada na comarca natural de Terra de Pinares, é por sua história, seus monumentos, pela importância de seu meio natural um ponto de atração para o turismo de interior da península.
O município tem uma população de 2.131 habitantes (INE 2009).
Os primeiros vestígios da presença humana no solar caucense remontam-se ao Bronze Antigo (1800-1600), no segundo milénio a.C. São várias pontas de seta que põem em relação esta presença com outros achados campaniformes dos arredores. Não seria um estabelecimento permanente senão itinerante. Poderia ser um núcleo estável organizado e jerarquizado de população na Primeira Idade do Ferro (800-500 a. C.) sendo suas principais actividades económicas a agricultura cerealista e a ganadería.
Na Segunda Idade do Ferro, a partir de 500 a. C., a cidade de Cauca dos textos clássicos, é uma das cidades mais prósperas do vale do Duero. Tem entre 6 e 8 mil habitantes, um urbanismo plenamente desenvolvido, uns órgãos de governo independentes, e uma economia diversificada (incluindo o comércio). É, como o resto de cidades vacceas, uma cidade-estado dirigida por uma aristocracia guerreira, muito potente política e militarmente e, graças a sua particular situação estratégica, facilmente defendible ao se encontrar entre os profundos tajos dos rios Eresma e Voltoya. Completa esta defesa natural com uma potente muralha como assinalam os autores latinos.
Roma consegue doblegar sua resistência no ano 151 a. C. só por médio de um cruel engano, narrado por Apiano , quem eleva a cifra de seus habitantes a 20.000. Pouco depois, no 134 a. C., Escipión, de passagem para Numancia, permite repoblar de novo a cidade. Novamente destruída nas Guerras Sertorianas (74 a. C.) consegue refazer-se economicamente nos séculos posteriores.
O Bronze de Montealegre de Campos constata como Cauca no século II já gozava do privilégio de ser municipium romano. Durante os séculos IV e V, Cauca terá uma notável importância no contexto de Hispania.
Numerosas villas romanas em seus arredores atestiguan a existência de uma rica economia agrícola. É agora quando aparece aqui assentada uma rica aristocracia romana que chegará a reger os destinos do império em seu trecho final: Teodosio o Grande é o reflito do domínio em Roma deste clã hispano.
Depois do assentamento visigodo na cidade, poucas notícias existem de Coca. Pertenceu, mais tarde, tanto a muçulmanos como a cristãos, foi conquistada por Almanzor e posteriormente por Alfonso VI em 1086 . Nestas datas funda-se a Comunidade de Villa e Terra de Coca, da que dependerão 17 aldeias repobladoras e se rodeia a cidade de uma extensa muralha.
No século XIV possui 7 parroquias, entre elas a igreja de S. Nicolás e a de Sª María. No século XV pertence a Dom Íñigo López de Mendoza, marqués de Santillana. Por um intercâmbio entre este e Alonso I de Fonseca, Coca passa a propriedade deste último quem inicia a construção do Castillo de Coca,[1] o que sucede a partir de 1453. Vários membros da família Fonseca acham-se enterrados na igreja parroquial de Santa Maria a Maior baixo uns excelentes sepulcros renacentistas lavrados em mármol de Carrara.
Napoleón ocupou Coca no 1808, estabelecendo-se suas tropas no castelo. Estas saquearam o povo, queimando o arquivo municipal, a fábrica de vidro, o Convento de Franciscanos e deixando o castelo em ruínas a sua saída.
Durante a guerra civil espanhola[2] Coca permaneceu em poder das tropas franquistas, não se desenvolvendo combate armado, mas sim teve presos políticos.
| Mandato | Nome do prefeito | Partido político |
|---|---|---|
| 1979–1983 | Pablo Leonides González Oviedo | UCD |
| 1983–1987 | Pablo Leonides González Oviedo | UCD |
| 1987–1991 | ||
| 1991–1995 | ||
| 1995–1999 | Ricardo Catalina Miranda | CDs |
| 1999–2003 | Ricardo Catalina Miranda | CDs |
| 2003–2007 | Juan Carlos Alvarez Cabrero | PP |
| 2007– | Juan Carlos Alvarez Cabrero | PP |
Município:
| Evolução demográfica de Coca (Segovia) entre 2000 e 2008 | ||||
| 2000 | 2002 | 2004 | 2006 | 2008 |
| 1968 | 1944 | 2005 | 2103 | 2151 |
Localidade:
| Evolução demográfica de Coca (Segovia) entre 2000 e 2008 | ||||
| 2000 | 2002 | 2004 | 2006 | 2008 |
| 1779 | 1765 | 1833 | 1938 | 1989 |