Visita Encydia-Wikilingue.com

Cojutepeque

cojutepeque - Wikilingue - Encydia

Cojutepeque é a cidade cabeceira do Departamento de Cuscatlán , El Salvador

Conteúdo

Geografia

Encontra-se a 34 km ao oriente de San Salvador, a 890 msnm nas saias do Cerro das Pavas, tesouro natural. Seu clima é fresco. Anteriormente, quando as ruas eram empedradas e tinha uma adequada filtración de água para o subsuelo, pelas tardes e noites costumava se formar uma densa capa de nevoeiro, pelo que era conhecida poeticamente como "A Cidade das Neblinas". O nome emblemático ainda persiste, ainda que agora só eventualmente se cobre de neblina.

Dados básicos

Cojutepeque tem uma área de 31,43 km2 e alberga a 50,315 hab. segundo censo do 2007 ocupando o posto número 28 em população

Etimología

O doutor Barberena, em uma monografía de Cuscatlán, diz que uns a interpretam como “Cerro dos Pericos” e outros como Cerro dos “Coyotes” ou como “Cerro dos Faisanes”, como COXOL–TEPEC.

Não obstante, a pronunciación mais próxima ao nome da cidade de Cojutepeque é Cushutépec, que literalmente significa “no Cerro das pavas”, mas que pode se traduzir, como usanza, em “Cerro das Pavas”.

Economia local

Cidade muito famosa por possuir um comércio emprendedor. É o centro de intercâmbio comercial mais importante da zona.

Gastronomia

Em Cojutepeque encontrará vários platillos típicos, mas os mais conhecidos são seus embutidos (chorizos, butifarras e salchichones), que acostumam a vender mulheres ao passo dos autocarros interurbanos que transitam pela Estrada Panamericana.

Turismo

Os turistas e visitantes em general encontram o clima agradável, em comparação com a maior parte do País, em onde prevalece o clima caluroso. Desde o ponto de vista arquitectónico lamentavelmente há pouco que ver, principalmente porque a maioria das velhas construções, feitas de adobe e bajareque, foram destruídas quase em sua totalidade nos terramotos de janeiro e fevereiro do 2001, e em seu lugar se construíram casas sem apegarse a nenhum critério estético particular. Cabe destacar o templo de "San Sebastián" como uma das construções mais antigas da cidade, da qual unicamente fica a fachada pois na reconstrução do templo desenvolvida na decáda dos 80's durante o século XX, foi retirado o altar maior de estilo gótico, onde se encontravam as imagens dos patronos San Sebastián e a Imaculada Concepção, bem como os patronos dos bairros da cidade: Sta. Luzia, San Nicolás, San José e o Coração de Jesús.

Não obstante, nos arredores da cidade podem-se encontrar lugares formosos, dos quais o mais destacado é o Cerro das Pavas e o lago de Ilopango.

O Cerro das Pavas

Tem uma altura de 5500 pés sobre o nível do mar. No alto do cerro pode-se observar para o norte à cidade; ao sudoeste desfruta-se da melhor vista do majestuoso lago de Ilopango; ao sudeste, o Vale de Jiboa, e o histórico vulcão de San Vicente. Para aceder à parte de acima existem três vias: uma delas é a rua adoquinada; outra, o zig zag, um caminho ondulado pelo que se ascende a pé e é uma das vias preferidas pelos cojutepecanos, e uma terça é o chamado "caminho de gato", que é uma senda semiescondida à esquerda do zig zag, coberta pela vegetación do lugar.

O 25 de novembro de 1949, o Congresso Mariano de San Salvador e as autoridades eclesiásticas inauguraram oficialmente no Cerro das Pavas um santuário a Nossa Senhora de Fátima, para o qual recrearam uma gruta de pedra, a qual foi destruída nos terramotos do 2001. A gruta estava construída com pedra vermelha extraída do mesmo cerro e era resguardada em sua parte posterior por uma fileira de cactus. As festas em sua honra realizam-se nos dias 13 de maio.

Depois de converter em um lugar de peregrinación detonou-se o turismo não só religioso e se fizeram diversas adecuaciones ao lugar, incluindo a construção de um restaurante-cafetería, zonas de jogos infantis e vários olhadores. Acima podem-se desfrutar diversos antojitos salvadoreños em vários postos localizados em toda a área. ==

História

O povo de Cojutepeque é um dos mais antigos de El Salvador, existindo em tempos precolombinos desde que emigrantes nahuatles se estabelecessem em canton cujuapa o arenal e canton olho de água baseie de acentamientos nahuatles isto se dá no século XI. Fazia parte do senhorio cuzcatleco, era só indígena e não foi até 1659 quando começaram a chegar famílias espanholas. Tem sido capital da República em quatro ocasiões (1832, 1834, 1839, e de 1854 a 1858). Na praça de San Juan existiu, até princípios deste século , uma hermosísima ceiba, à que cantou com inspirados versos o bardo lugareño Rafael Cabrera: "A Ceiba de meu Povo", "Poema da Nostalgia". O nome de Rafael Cabrera está unido, na imortalidade, ao de Ana Rosa Arias, como "Os poetas noivos de Cuscatlán"

Divisão administrativa

Cojutepeque está dividido em 7 bairros:

Serviços públicos

Os serviços públicos com os que conta Cojutepeque são: Mercado, rastro, correio, telecomunicações, água potable, alumbrado eléctrico, alcantarillado, autocarros, aseo, agências bancárias, Prefeitura Municipal, Hospital Nacional, clínicas asistenciales, consultorios de ISSS, guardería infantil, Caixa de Crédito, Julgado de Paz, e Primeira Instância, Câmara da Segunda Secção do Centro, radiodifusoras, corpo de segurança, parques, campos desportivos, centros escoares, Polícia Nacional Civil (PNC), Corpo de Bombeiros.

Datas importantes

As Festas Patronales

O 29 de junho de 1586 já se tinha estabelecido em Cojutepeque o convento menor de dominicos, atendido por dois pais, em cumprimento do prescrito na Cédula Real do 7 de junho de 1550, que ordenava "que se tentasse o possível por ensinar aos índios dessa terra, a língua castelhana, para que pudessem vir ao conhecimento de nosso verdadeiro Deus e ser instruídos na fé".

O templo original de San Juan foi construído pelos dominicos em 1612, quem colocaram ao povo baixo a advocación de San Juan Bautista, a quem os índios deviam honrar com suas festas o 29 de agosto.

Os dominicos construíram posteriormente o templo de San Sebastián, a quatro quadras do noroeste do de San Juan, como o crescimento do povoado vinha-se conformando de oriente a poente na dilatada loma da saia norte do cerro e cujas festas se celebram o 20 de janeiro.

As festas patronales são duas: uma que se desenvolve no mês de janeiro dedicadas à Imaculada Concepção de María e San Sebastián Mártir, patronos da cidade e outra desenvolvida no mês de agosto dedicada a San Juan Bautista, conhecida como "a feira de agosto".

Na festa de Janeiro desenvolve-se a procissão das imagens da Imaculada Concepção conhecidas como "as conchitas", que percorrem as principais ruas da cidade, saindo da Igreja "O Calvario". A carroza das "Conchitas" é conhecida como "a nuve" no dia 18 e 21 do mesmo mês. É muito característico a descoberta, onde uma das imagens que vai oculta ao longo da procissão, se descobre aos feligreses no canto sul-oeste do parque Rafael Cabrera. Ao momento da descoberta há fogos artificiais e toca a banda regimental, posteriormente reza-se uma Salve na cada canto de dito parque.

No dia 21 de Janeiro também tinha outra procissão dedica às "Conchitas", não obstante na última década do século XX, estando como párroco o Pbro. Jesús Octavio Cruz, mudou-se por uma procissão dedicada a San Sebastián que sai da Igreja de Santa Luzia.

Origem do dia típico

As festas vinham declinando na primeira metade do Século XX. Essa declinação deu motivo a uma série de pláticas privadas de jovens dos anos 39 e 40 do século passado para ver que inovações poderiam introduzir às festas dos cojutepecanos. Foi bem como nos primeiros dias do mês de novembro de 1940 reuniram-se no salão principal da Prefeitura Municipal as seguintes pessoas: dom Faustino Alfaro, dom Casiano Moreira, dom Gonzalo Cabeças, dom Carlos Novellinoh, dom Pedro Ángel h., dom Alonso Bustamante, dom Alonso Alegria, dom Enrique Cardona, e doña Cristina Navarrete, com o objecto de discutir a ideia surgida no outrora parque velho (“Francisco Menéndez”) por um grupo de jovens que comentavam a proximidade das festas titulares da população. Alguém dos ali assistentes dantes mencionados sugeriu a ideia de celebrar em Um "Dia Típico", a fim de lhe dar outro rosto à festa enerina.

A opinião madurou dias depois, ao celebrar a primeira sessão referida, com assistência de membros das diferentes classes sociais daquele então, quem ofereceram apoio incondicional ao comité que se organizasse, o qual ficou integrado assim:

Pró Secretário: dom J. Armando Donas C.

Em uma das sessões celebradas lembrou-se por unanimidade de votos eleger a Rainha do património do Departamento de Cuscatlán: a Cana de Açúcar, ainda que não teve consenso para determinar se à futura soberana se lhe denominava “Rainha da Panela” ou “Rainha do Atado”.

Mas ao retomar-se o tema, prevaleceu a ideia de eleger uma Rainha da Cana de Açúcar.

O 31 de dezembro de 1940 foi eleita como a primeira Rainha da Cana Açúcar a señorita Merceditas Díaz. Outra das aspirantes ao título foram as señoritas Carmencita Costumar e Martita Rivas. A eleição foi popular e desenvolveu-se por médio de votos que se encontravam no jornal, participando de todos os departamentos do país.

O 17 de janeiro de 1941 celebrou-se o primeiro dia típico em Cojutepeque. Celebraram-se muitas actividades com grande vistosidad e alegria. Na madrugada desse dia teve foguetes, música de guitarras. Ao meio dia, saiu a carroza titulada “Idilio Cuzcatleco”, que representava a um casal que arrullaba a orla de um poço.

Na tarde, a señorita Mercedes Díaz foi acompanhada com suas damas de honra, todas vestidas com seus trajes típicos, e foi coroada no atrio da igreja de San Sebastián pelo Dr. Alfredo T. Ferrufino, presidente do Comité Pró Dia Típico, e a salutación oficial correu a cargo do Dr. Guillermo Rosales.

Nesse mesmo dia foi cantada a “Canção Típica”, composta por J. Armando Donas C.

Uma estrofa da canção diz o seguinte: “17 de janeiro glorioso, os rapazs alegres estão, anuncia ao povo de Cojute, que chega o momento de grande ansiedade”

Os costumes desta festividade têm mudado em diferentes aspectos. Dantes no dia típico caracterizava-se porque as pessoas assistentes ao dance, que se realizava nas noites, se vestiam tipicamente com lenços e sombrero. As mulheres vestiam trajes com muito colorido, com trajes de manta.

Actualmente esta tradição foi-se perdendo, já que agora não se vê este tipo de vestuario.

Na actualidade desenvolve-se o tradicional desfile típico, onde as rainhas dos diferentes bairros, colónias ou instituições desfilam em carretas artisticamente decoradas com elementos alusivos à produção da cana de azucar e vestindo trajes típicos.

As festas de janeiro foram-se celebrando a cada ano de forma ininterrumpida com excepção do 2001, já que viram-se afectadas pelos terramotos que sucederam nessas datas. O primeiro terramoto do dia 13 de janeiro de 2001, causou graves danos ao longo do território nacional, nesse mesmo dia pela tarde esperava-se celebrar a coronación da Rainha da Cana de Açúcar e depois o dance típico.


Coordenadas: 13°43′N 88°56′Ou / 13.717, -88.933

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/r/t/Artes_Visuais_Cl%C3%A1sicas_b9bf.html"
Your Ad Here