Colonização é a acção de dominar um país ou território (a colónia) por parte de outro (a metrópole). O processo de colonização pode ser de carácter económico, político, militar, cultural, ou apresentar outras manifestações; bem como desenvolver-se de forma violenta ou pacífica.
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A colonização implica a emigración de contingentes de população da metrópole à colónia, especialmente nas denominadas colónias de poblamiento, mas também nas denominadas colónias de exploração, onde se estabelece o domínio de uma casta colonial, composta por colonizadores , sobre a população indígena. Em uma fase histórica posterior, os fluxos migratorios investiram-se, passando a ser as antigas colónias, convertidas em países subdesarrollados, as que emitem emigrantes, e as antigas metrópoles, convertidas em países desenvolvidos, as que recebem imigrantes.
A colonização económica caracteriza-se pelo intercâmbio desigual (de matérias primas por produtos manufacturados, que deixa na metrópole a maior parte do valor acrescentado do trabalho), o que intensifica a relação de dependência. Às vezes estipula-se legalmente (pacto colonial).
No Mediterráneo antigo distinguem-se três civilizações pela fundação de colónias: Fenicia, Grécia e Roma. Os fenicios começaram a fundar colónias na costa do Mediterráneo, no norte da África com fins comerciais. Uma destas fundações terminou sendo mais importante que a metrópole, Cartago.
A colonização grega deu-se em várias etapas, ocupando grande quantidade da costa da Ásia menor e enclaves estratégicos em zonas civilizadas. Consistia em quando chegaram os espanhóis despoblada e seu posterior cultivo. Na época clássica, terra cultivable era reclamada com frequência por "tribos bárbaras", quem viviam da caça e a recolección ou inclusive da colheita. À gente civilizada a terra parecia despoblada.
Outra grande colonização da época antiga foi a colonização romana do império que se estendeu por três continentes (Europa, Ásia e África). Muitas das grandes cidades actuais da Europa começaram como colónias romanas. De facto, a cidade alemã de Colónia originalmente foi fundada com o nome Colónia Claudia pelos romanos.
A formação de impérios durante a Idade Média não costuma utilizar o termo colonização para o designar. Não obstante, existiram processos parecidos: na Península Ibéria sucessivos períodos de dominación muçulmana e cristã na o-Andalus (para a Reconquista cristã, o processo denominado Repoblación), no Leste da Europa a Drang nach Osten e no Levante mediterráneo as Cruzadas.
Após a Descoberta do Novo Mundo em 1492 por Cristóbal Colón (seu apellido, apesar da homonimia, não tem nada que ver com a etimología de colónia ou colonização), a era das Descobertas iniciou a expansão européia incialmente protagonizada pelo Império português e o Império espanhol; e desde finais do século XVI o império holandês, junto com outras potências européias (França, Inglaterra, Dinamarca) que competiram pela colonização européia da América e pela manutenção de escalas comerciais na costa africana e o Índico (especialmente a actual Indonésia e Filipinas).
A partir do século XVIII, as guerras coloniales aumentaram sua importância, passando a ser o império colonial francês e o império britânico os que competiam pelos mais atraentes espaços em disputa (nas Caraíbas, Canadá, a Índia); enquanto o império russo chegava até o Pacífico e o império espanhol atingia sua máxima extensão territorial.
A começos do século XIX o império britânico tinha-se convertido em hegemónico. Na segunda metade do XIX (a denominada Era do imperialismo) as principais potências da Europa entregaram-se a uma carreira colonial (especialmente a partilha da África) com grande influência na conformación do mundo actual.
O terceiro quarto do século XX presenció o processo de descolonización e o surgimiento de um novo conceito: a neocolonización.