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Comunicação escrita

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A comunicação escrita, a diferença da oral ou verbal, não está submetida aos conceitos de espaço e tempo. A interacção entre o emissor e o receptor não é imediata e, inclusive, pode chegar a não se produzir nunca, ainda que aquilo escrito perdure eternamente. Por outro lado, a comunicação escrita aumenta as possibilidades expresivas e a complexidade gramatical, sintáctica e léxica com respeito à comunicação oral.


A primeira escritura, foi a cuneiforme ou pictográfica com símbolos que representavam objectos. Posteriormente desenvolveram-se elementos ideográficos.


Conteúdo

Comunicação e informação

A informação é um tipo particular de comunicação, tem umas particularidades com respeito a outros actos comunicativos. Está caracterizada pela transmissão de uns factos de actualidade, de interesse amplo e através de uns canais especializados, os meios de comunicação de massas.

O informador contempla o rigor informativo enquanto o comunicador acrescenta um componente de entretenimento, persuasión e publicidade. Ademais, a função do comunicador é mais ampla já que também inclui informação geral. Segundo Veyrat, o termo informador é mais recente, é um termo surgido como resposta a umas necessidades teóricas mais actuais. Por este motivo, a comunicação é vista como o acto, enquanto a informação seria o produto. Por outro lado, nos anos quarenta propõe-se que a comunicação era um médio, um sistema que fazia possível o traspasso da informação.


A comunicação de massas

A comunicação de massas é uma comunicação que está dirigida a um grande público. Seus inícios tiveram lugar em Nova York no primeiro terço do século XIX da mão de dois diários pioneiros como são o New York Sun e o New York Morning Herald. A combinação de uma série de factores neste tempo é o que faz possível o aparecimento deste tipo de comunicação. Estes factores são a possibilidade de financiar um jornal barato, a alfabetización de uma grande parte da sociedade, o interesse geral pela informação e o desenvolvimento técnico que permite produzir e distribuir os diários.

São numerosas as definições de comunicação de massas propostas por diferentes profissionais ao longo dos anos. Assim, Colombo assegura que "é um sistema de distribuição de informação através de grandes redes de circulação de notícias que estão sobrepostas às formas tradicionais", enquanto Wright assegura que "implica a utilização de elementos técnicos e outros como uma audiência ampla e heterogénea, mensagens transmitidas de uma forma pública, rápida e transitória, e um comunicador" integrado em uma organização complexa, como é um médio de comunicação.

Por sua vez, Scharanom define um médio de comunicação de massas como uma "equipa de trabalho organizado ao redor de um médio de difusão, com a finalidade de difundir ao mesmo tempo uma mesma mensagem". Por outro lado, Mc Quaild considera que se trata de uma "instituição caracterizada por produzir e distribuir documentos que ademais proporciona canais para relacionar às pessoas com a esfera pública".


Funções dos meios de comunicação

Lasswell chegou à conclusão de que as três funções dos meios de comunicação eram: vigilância do meio, isto é, comunicar à sociedade as ameaças e as oportunidades; correlação para pôr em contacto os componentes da sociedade e dar respostas ao meio e transmissão do legado cultural.

Em uns anos mais tarde, em 1960, Wright propõe que as funções destes meios seriam quatro em lugar das três anteriores. Estas são: informar, opinar, educar e entretener. Ademais, propõe uma crítica ao modelo anterior já que afirma que os meios de comunicação têm umas funções manifestas -o procurado- e outras latentes -resultados inesperados mas efectivos-. Por isso, os meios não só têm funções senão também disfunciones, isto é, consequências negativas. Estas novas propostas foram-se reformulando através de novas teorias, que têm em conta outros factores como são a dificuldade à hora de diferenciar funções dados os géneros jornalísticos actuais, a tematización e as novas funções como a solidariedade ou a mediação em conflitos.


A comunicação escrita

A composição como parte da comunicação escrita leva muita criatividade e sensibilidade em seus textos já que é a expressão de um trabalho por um indivíduo para demonstrar seu manejo do idioma e o tema, com esta se tenta conseguir que os estudantes desenvolvam a imaginación e criatividade. Suas características são: narração, reelaboración de acções, criatividade, subjetividad, interpretação, emotividad, estilo pessoal e intencionalidad de entender. Ultimamente deixou-se atrás a tendência da análise e a lógica por médio dos trabalhos escritos nos colégios de educação secundária e substituíram-no por outros métodos como a matemática. Ainda que tenham a mesma finalidade, neste caso a metodología escrita ajuda-lhes mais a desenvolver melhor a linguagem.

Em uma narração o emissor relata factos passados, esta algumas vezes se vê afectada já que se costuma utilizar a subjetividad e isto distorsiona a realidade dos factos, ao ser percebida de uma forma pessoal, e ser contada desde este ponto de vista pode ter incongruencias com o verdadeiro facto.

A Composição

Em uma composição a cada emissor pode reelaborar o relato como prefira, este é pessoal de modo que não há um processo determinado para o fazer, assim se há várias pessoas envolvidas em um facto, ver-se-ão vários relatos, todos diferentes o um do outro mas com a mesma finalidade, já que a cada indivíduo começa pela parte que prefere e, assim sucessivamente, vai contando toda a história. A criatividade é muito importante, por que desta depende que o relato seja entretenido e envolva aos receptores. No caso dos relatos escritos, desta depende que os leitores se sentam atraídos e não lhe percam o interesse de uma hora para outra. Por estas razões é importante manejar correctamente a estratégia literária, como organizar a oração de diferentes maneiras, sem que perca o sentido para produzir diferentes efeitos. A escrita fez-se possível graças à invenção do papel por parte de Gutemberg.

A subjetividad

A subjetividad é o uso do (eu) ao momento de contar uma história ou fazer um relato já seja oral ou escrita. O emissor envolve seus sentimentos, suas opiniões, suas expectativas e suas vivências. Por esta razão, o emissor quando esta relatando de maneira subjetiva costuma contar sua própria visão do mundo e dá um énfasis ao que para ele é mais importante como sua opinião com respecto esta mesma, isto é sempre toma uma posição pessoal em frente a todos os factos.

Isto é um ponto muito importante a entender bem, já que há que ser consciente de quando um esta sendo subjetivo e quando não, já que nesta profissão um não se pode dar o luxo sempre de escrever o que pensa.

Todos os relatos são diferentes para a cada um dos receptores, já que estes recebem a mensagem e o acomodam deacuerdo a suas vivências, é mais fácil que uma pessoa relacione algo que lhe contam com algo que lhe tenha sucedido, a que lho imagine. Por isso, os relatos podem ser interpretados de diferentes formas, dependendo das pessoas que o recebem.

Jornalismo e informação de actualidade

Que é jornalismo?

O jornalismo é, segundo Lorenzo Gomis, "um método de interpretação da realidade social, sucessiva e periódica" (dia a dia, hora a hora).

Os factos precisam ser interpretados e transmitidos à sociedade. Desta interpretação encarregam-se os meios de comunicação e seus trabalhadores seguindo umas convenções, interpretações ou improvisaciones, não umas regras.

Respeitando uns critérios profissionais compartilhados, como a novidade, transcendencia ou proximidade, se determinam os factos que são importantes e os que o são menos.

O método a seguir pelos profissionais para entender e expressar os factos da realidade social baseia-se em três pontos fundamentais:

1. O médio e seus trabalhadores elegem aqueles acontecimentos que consideram mais importantes.

2. Os factos são assimilados e compreendidos. Estabelece-se uma ordem de relevância dentro do mesmo tema escolhido.

3. Comunicar as informações já elaboradas, situadas e ambientadas.

Gomis adverte que a interpretação só é possível com factos que estão a nosso alcance, não as consciências, nem os pensamentos de outros. Baseia-se em cinco hipótese para poder chegar a esta afirmação:

1. A realidade social pode fragmentarse em períodos segundo a periodicidad dos meios: em um dia, em uma semana, em um mês…

2. A realidade pode fragmentarse em unidades completas e independentes (factos), e pode interpretar-se em textos breves e autónomos.

3. A realidade interpretada tem que poder ser assimilada em tempos variáveis por um público heterogéneo.

4. Essa realidade interpretada tem que encaixar em um espaço e tempo dado.

5. A realidade interpretada chega ao público sempre através de uns filtros e umas formas convencionais: notícias, crónicas, reportagens…

Os meios como mediadores

Os meios actuam como mediadores porque se situam ou interpõem entre os leitores e o mundo da experiência que está para além da percepción e do contacto directo. O que fazem é transmitir versões de uns factos aos que os leitores não têm podido assistir directamente.

Os meios são mediadores também porque servem de canal para que os protagonistas da esfera pública (políticos, anunciantes, experientes, etc.) ponham-se em contacto com os leitores. Esta função mediadora repercute indirectamente na imagem que o público leitor se forma de todo o que passa no mundo.

Segundo Gomis podem-se diferenciar três tipos de mediações:

- Política: os meios de comunicação transmitem decisões políticas. Mas, também, fazem chegar às instâncias políticas as reclamações da população civil. Perguntam, difundem informação, enfrentam posições, acordam a curiosidade do público, fazem que os políticos utilizem os meios para dar sua versão, etc. Ademais, os meios de comunicação transmitem sua própria opinião através de editoriais.

- Conhecidos e anónimos: os protagonistas dos factos costumam ser pessoas famosas, conhecidas e os leitores anónimos.

- Passado e futuro: os meios de comunicação propõem como presentes feitos que são passados. Os jornais publicam como apresente o que passo no dia anterior.

Alguns autores falam da mediação como um espelho, uma janela ou uma barreira. Também como um foro entre os meios e os leitores. Mas, dado à selecção que se faz dos factos não pode ser nem uma janela, nem um espelho, vai para além de uma simples transmissão.

Gomis: “os meios não só transmitem senão que preparam, elaboram e transmitem uma realidade que não têm mais opção que modificar quando não formar”.

Os meios de comunicação também intervêm na produção da realidade social. Em sua teoria, o sociólogo Thomas Luckmann, afirma que "os meios de comunicação e a actividade jornalística são um papel legitimado socialmente para produzir construções da realidade publicamente relevantes". Não se pode ter em conta que os meios são construtores da realidade sem ter em conta a interacção com a audiência. Se o público não se cresse o que dizem, os meios de comunicação deixariam de ter peso para a sociedade.

A actualidade e a produção da informação

O tempo é muito importante. A actualidade é o resultado, aparece como um conjunto de acontecimentos que são recentes e imediatos. Difundem-se pelos meios de comunicação e se presuponen novos para a audiência. A actualidade deve-se entender como uma coisa flexível e relativa. A actualidade jornalística, segundo advertem alguns autores, não coincide com a realidade em si, nem se limita à reproduzir ou a refletir.

Por outro lado, encontra-se a actualização das notícias. Há notícias que se esgotam com elas mesmas, outras que se fala delas ao longo de dias, incorporando as novidades.


Linguagens e estilos jornalísticos

Linguagens jornalísticas

A linguagem jornalística não tem uma função estética como possa a ter a linguagem literária, por exemplo. Ademais, o jornalístico é em terceira pessoa, referencialmente real. Também tem uns códigos e uma determinada diagramación (maquetación).A função primordial da linguagem jornalística é informar.

Do Estilo aos estilos jornalísticos

O estilo é uma série de propriedades ou características, uma –suposta- forma de expressão oral ou escrita característica dos meios de comunicação. Um modo de escrever aceitado e difundido pelos livros de estilo (manual de estilo) que todos os jornalistas têm de seguir para ser imparciais.

Ángel López García, lingüista e gramatista espanhol, escreveu um decálogo relacionado com as principais características do estilo jornalístico:

1. A clareza: os profissionais da comunicação escrevem para todo mundo.

2. A concisión: utilizar as palavras justas.

3. Verosimilitud: transmitir a informação de forma creíble, por muito incrível que seja o facto.

4. Evitar a ambigüedad

5. A densidade: trata-se de um estilo activo, que narra factos, mas não acumula descrições ou outros elementos literários.

6. Singeleza: sem ser vulgar.

7. Naturalidad

8. Conexão: cumprindo umas normas gramaticales.

9. Interesse humano: acercar as coisas ao leitor.

10.Variedade: nos aspectos formais e nos conteúdos.

Quando se fala de estilo jornalístico, há que ter em conta este decálogo já que se dirige a um público amplo e heterogéneo e, ademais, é uma questão de tradição. Tudo isto se traduz em um par de normas a seguir no momento de apresentar uma informação:

- Impersonalidad expresiva (terceira pessoa)

- Seguir a ordem lógica da frase: sujeito-verbo-pregado

O problema é que normalmente se confunde uma maneira de escrever com o conteúdo da informação de maneira que o público acha que o facto de utilizar um determinado estilo garante a imparcialidad, e isto não sempre é assim.

Pode-se informar com um estilo não informativo e informar parcialmente com um estilo informativo.

Outro engano é utilizar estilo” em singular e com um sentido unificador. Não existe um único estilo jornalístico, senão uma heterogénea e complexa variedade de estilos e registos.

Os estilos jornalísticos

Os jornalistas não podem escrever segundo eles criam conveniente senão que devem fazer segundo o género jornalístico no que estejam a escrever.

- Géneros informativos como a notícia: estilo informativo.

- Géneros interpretativos como a crónica e a reportagem: estilo informativo mas mais ameno, com concessões à própria criatividade do autor.

- Géneros de opinião como o artigo e a editorial: estilo livre.

O jornalista, Albert Chillón explica que é inconcebível falar de um sozinho estilo jornalístico, do mesmo modo que não se pode falar de um único género literário. Trata-se de uma heterogénea e complexa rede de estilos, já que não há nenhum estilo que seja completamente referencial, nem exento de um desvio estético. Segundo sua opinião, também não há um estilo que seja capaz de reproduzir a realidade porque: “falar de estilo informativo i de opinião somente é uma quimera dos meios que pretende assegurar que têm uma visão que reproduz fielmente a realidade”.

Chillón mantém que se trata de um método de interpretação da realidade e não de que os jornalistas tenham uma capacidade para refletir a realidade verdadeira. A cada um dos modos e estilos de explicar a realidade, os factos, suscita e constrói sua própria realidade. Por tanto, os jornalistas constroem a realidade à medida que vão contando os factos que nela ocorrem. Segundo a definição do escritor francês, Gustave Flaubert: “o estilo é um modo de ver as coisas”. A linguagem não é somente um instrumento com o qual se pode explicar a realidade, senão que a linguagem é o modo da experimentar. Em definitiva, constrói-se a realidade através das palavras. Há pluralidad de estilo.

Chillón pensa que essa característica do estilo exige um esforço expresivo para encontrar sempre a palavra mais precisa, mais exacta, mais sugeridora. Isto é, os recursos de escritura que melhor lhe permitam explicar uma realidade. Por isso, deveria passar de uma redacção a uma escritura jornalística, uma vontade de estilo para procurar a palavra e a expressão mais depurada para explicar a realidade. Chillón tem a convicção de que não somente uma escritura ambiciosa pode ser uma escritura aceitável e responsável.

Livros de estilo

Os livros de estilo aparecem na zona anglosajona e chegam a Espanha nos anos setenta, sendo O País (Espanha) o primeiro em ter um.

Segundo Joan Fontcuberta: “um livro de estilo é um conjunto da norma linguística e a estilística das quais se dota um médio para produzir mensagens que sejam mais concretos, mais eficazes e mais correctos”. Também especifica o tratamento da informação e beta alguns temas como o boxe no caso do jornal O País. A maioria dos meios de comunicação tem um livro de estilo.

Chillón critica o facto de que os manuais de estilo contêm uma série de receitas que ditam regras genéricas de composição e estilo, e que têm uma atitude normativa que limita a criatividade através da imposição de pautas de obrigado cumprimento. Mas, em sua opinião, todas estas normas não tratam a fundo quais são as necessidades de expressão da imprensa. Isto empobrece a escritura jornalística e aposta por procurar sempre as formas de expressão mais adequadas para aquilo que queremos contar.

As normas de estilo mais comuns são:

- Construir correctamente as orações.

- Voz activa preferível à pasiva.

- Os verbos de acção preferíveis aos de estado.

- Melhor duas frases curtas que uma longa.

- Evitar arcaísmos, neologísmos ou termos científicos.

- Frases afirmativas melhor que negativas.

- Intercalar fragmentos de estilo directo e indirecto.

- Normas gramaticales.


Géneros jornalísticos

Introdução à teoria dos géneros

Para Gomis a noção de género no jornalismo "procede da tradição literária e esta, a sua vez, vem da cultura grecolatina". Esta divisão procede de se as formas de escrever eram miméticas ou não com a natureza. Um género faz referência a uma realidade muito heterogénea e, por isso, os critérios que se utilizam para os definir e estabelecer uma fronteira entre eles são: forma, função e conteúdos.

Existem dois tipos de classificações. A primeira delas é a teoria normativa: que estabelece normas sobre como deviam de ser os géneros, entendidos estes com formas de expressão literária exigidos pela natureza. A segunda é a teoria moderna: que não impõe umas regras, senão que reconhece os elementos em comum sem fixar limites entre eles. Deste modo proporciona ao escritor umas formas estabelecidas de expressão e ao leitor facilita-lhe seu reconhecimento.

Os géneros jornalísticos aparecem quando os jornais começam a utilizar a linguagem de modos diversos. A origem está na imprensa escrita e os demais médios têm ido adoptando-as e transformando-as. Os géneros actuais são o resultado de uma lenta evolução histórica. Ángel Benito analisa as etapas dessa evolução: 1. Jornalismo ideológico (metade do s. XIX e o final da I Guerra Mundial) É um jornalismo doctrinal proselitista ao serviço de umas ideias políticas, religiosas ou sociais. Dá lugar aos géneros de opinião. 2. Jornalismo informativo (1870- II Guerra Mundial). Este jornalismo dá lugar ao género informativo por excelencia que é a notícia. Após a Guerra de Secessão de EEUU aparece o interesse pela notícia e perde importância o género de opinião. 3. Jornalismo de explicação (após a II Guerra Mundial). Dá lugar a géneros como a reportagem. Seu aparecimento deve-se à necessidade de explicar em profundidade o mundo que lhe rodeia da guerra fria. Dado que surgiram a rádio e a televisão, o jornal devia centrar-se explicam mais a fundo as coisas.


Definição e funções

Segundo Gomis, os géneros jornalísticos estabelecem-se como filtros, convenções comunicativas ou fórmulas de redacção que precisam os meios para a interpretação da realidade social. A cada género implica graus diferentes de interpretação, já seja explícita ou implícita. Por isso implicam formas de expressão variadas e cumprem funções diferentes. Para Wolf estes géneros são formas de comunicação culturalmente estabelecidas no seio de uma sociedade; enquanto pára Castañares são modelos de produção textos e uns marcos de interpretação para o receptor. Sánchez e López Pan asseguram que oferecem aos redactores um modelo que oriente seu trabalho de escritura. No entanto, para estes autores os géneros estão vivos e evoluem. Em definitiva, pode-se estabelecer a definição de género jornalístico como uma instituição que está viva e evolui que se apresenta como útil para o leitor e o redactor.

Segundo Gomis, as funções dos géneros jornalísticos são três. Em primeiro lugar, permitem uma assimilação rápida e sucessiva da realidade através de esquemas; em segundo lugar permitem fixar uns mínimos para combinar o trabalho de redacção e, por último possuem uma função didáctica já que podem-se ensinar e aprender.


Classificação

As classificações dos géneros respondem a diferentes critérios. Assim, os críticos da teoria dos géneros clássica asseguram que esta não recolhe a tendência à mistura que se produz entre eles na actualidade e que as barreiras que não são nítidas. Existem duas teorias de géneros clássicas: a anglosajona e a latina. A anglosajona surgiu nos anos 20 e pretendia uma separação nítida entre informação e comentário baseando no critério de objetividad . Por este motivo estabelece que os factos são sagrados e as opiniões livres pelo que existem dois géneros diferentes: o relato- story e o comentário. A latina, por sua vez, aparece nos anos 60 e seu artífice é Martínez Albertos. Esta classificação está proposta como uma ferramenta para a docencia e se baseia na teoria anterior mas acrescenta um terceiro género: o interpretativo.

A notícia

A notícia está composta pelo titular, o lead ou lid e o corpo. Seu objectivo é comunicar de maneira directa um facto novo através de uma estrutura rígida na que o primeiro parágrafo concentra o mais importante. A capacidade expresiva está mais limitada neste género que nos restantes.

Crónica

Uma crónica é um relato que recreia um acontecimento enquadrado em um espaço e em um tempo. Trata-se de uma narração unida à actualidade pelo que exige a presença no lugar dos factos e implica a inclusão dos detalhes de ambiente e as descrições. Classificam-se em crónicas a distância –corresponsales- e crónicas temáticas.

Reportagem

A reportagem exige uma documentação e contextulización dos factos já que trata de explicar em profundidade as chaves ou o contexto de um facto noticioso. Para isso, intercala depoimentos e temas, o que lhe permite evitar a monotonia.

Entrevista

A entrevista define-se como uma conversa informativa com uma personagem cujo depoimento é relevante dadas umas circustancias determinadas. Deve incluir uma fotografia do entrevistado, um destacado com o nome, profissão ou características do mesmo e uma breve referência bibliográfica. Segundo o conteúdo pode ser informativa, de personalidade, mista; e segundo o formato de pergunta-resposta, indirecta, cuestionario ou de profundidade.

Crítica

A crítica tem um carácter prescriptito, isto é, o experiente recomenda ou recusa um determinado produto cultural através de uma descrição e uma argumentación final. Este género permite maior liberdade criativa e expresiva.

Artigo

Um artigo é uns textos de análise e/ou exposição a cargo de experientes ou assinaturas de prestígio que servem para acentuar a qualidade do médio.

Coluna

Uma coluna (imprensa) é o último degrau do jornalismo pessoal já que requer uma técnica adaptada à personalidade de seu criador. Estes textos aparecem como uma secção e o articulista como assinatura fixa com certa periodicidad.

Editorial

Um editorial jornalístico é um instrumento de máxima influência de um médio de comunicação no que se expõe a opinião institucional com tom de autoridade. Com este género abordam-se os temas mais importantes ou aqueles sobre os que se quer formar uma opinião.

Desenho de humor

Os desenhos de humor situam-se na página de opinião ou política. Estes servem como complemento a um texto das mesmas características.

Cartas ao director

Através das cartas ao director, o leitor tem a oportunidade de expressar sua opinião sobre diversos temas de actualidade. Trata-se de um termómetro da audiência com o que se cria um vínculo com o espaço de participação das edições electrónicas.


Fontes de informação

Fontes. Validação ou contrastación

As fontes de informação são a origem, de onde emana a notícia. Há gente disposta a contar coisas interessantes e jornalistas ávidos de divulgá-lo.


Que são as fontes?

Segundo alguns autores, as fontes são aqueles actores aos quais o jornalista observa ou entrevista, que podem ou não aparecer citados. Dão a informação básica e as ideias.

Toda a notícia parte de uma fonte que deseja pôr um facto em conhecimento dos demais. Na construção de uma notícia tem lugar um processo de procura e selecção de fontes.

Qual é a relação entre as fontes e o jornalista?

- Dependência mútua: o jornalista precisa uma notícia e as fontes querem ter uma presença nos meios. Sempre têm como ponto de encontra a notícia.

- Deve-se de contrastar sempre a informação para evitar a intoxicación de fontes com um interesse pouco digno ou inexacto.

- Há que procurar sempre também as duas caras, dando cabida às fontes com interesses contrários.

- O principal perigo é o acomodar às fontes interessadas.

- Há um processo circular de negociações: fontes-jornalistas-público


Tratamento das fontes

A relação entre os jornalistas e as fontes é complexa:

- A capacidade ou o interesse da fonte por apropriar ao jornalista está influenciada:

  1. Incentivos: notoriedad, presença pública
  2. Poder da fonte
  3. Capacidade de fornecer informações fiáveis (legitimidade)
  4. Proximidade geográfica e social

- Interesse do jornalista em servir de uma fonte:

  1. Oportunidade: que tenha sido útil anteriormente
  2. Produtividade: adecuación de conteúdo e tempo
  3. Confiabilidade: menos necessidade de comprovar
  4. Credibilidade: se não pode se comprovar a veracidad, deve a ter a nível público
  5. Autoridade: primam mais as que ocupam lugar de autoridade

- Há um predominio de fontes oficiais ou institucionais (gabinetes de imprensa). São úteis por sua rapidez e acessibilidade, mas sempre darão uma versão favorável ao médio que representem.

- Devem-se procurar fontes não compartilhadas, exclusivas, para marcar o carácter diferencial. Cabe mencionar também os termos de filtración e de desinformación.

- Filtración: a fonte oferece a informação com o compromisso de manter-se em segredo e o médio de verificá-lo. Há diferentes tipos:

- Desinformación: tentativa premeditado de enganar.

Uso das fontes

Devem-se ter em conta certas coisas:

- O jornalista deve citar sempre as fontes ou informar da causa da reserva.

- Explicitar se a fonte é de agência ou de outros meios de comunicação.

- Consultar às diferentes partes de um conflito e citá-las.

- As fontes confidenciais não podem ser reveladas sem autorização expressa.

- A atribuição de fontes não exime de responsabilidade.

- O jornalista pode negar-se a revelar suas fontes a instâncias do médio de comunicação ou jurídicas.

- Sem valoração de fontes não há informação estrita.


Tipos de fontes informativas

Segundo a procedência

(Mauricio Bustamante)

- Oficiais: vêm da administração pública

- Partidos políticos e sindicatos

- Empresas

- Organizações sociais: ONG, fundação, associação.

- Experientes

- Depoimentos

- Agências de notícias

- Documentação do médio

- Outros

Segundo o modelo de actuação

(Héctor Borrat)

- Resistente: fala, mas põe condições.

- Aberta: não tomam a iniciativa, mas oferecem a informação sem resistência.

- Espontánea: fala por iniciativa própria para contar alguma coisa.

- Ávida: não só toma a iniciativa senão que o faz com certa urgência e intensidade.

- Compulsiva: não só toma a iniciativa e dá urgência, senão que ademais põe a todos os meios a seu abaste.


Segundo os métodos profissionais

(Josep Maria Casasús)

- Genéricas e convencionais: agências, gabinetes de imprensa, esvaziado de imprensa.

- Específicas e eventuais: protagonistas ou depoimentos de um facto.

- Pessoais: recursos e fontes próprias, não compartilhadas. Fruto do trabalho e os contactos do jornalista.


Outras classificações

(Denis McQuail)

- Fontes de primeira mão ou secundárias

- Oficiais ou extraoficiales

- Personalizadas ou não personalizadas (oficiosas)


Identificação, atribuição ou tipos de citas

Identificação de pessoas

- Os nomes que aparecem citados nas notícias devem de ir identificados com sua personalidade pública: Cargo, ocupação e vinculação com os factos

- A identificação é obrigatória, constitui o “quem” da notícia e situa-se no lead, menos em contadas excepções.

- Se cita-se a fonte várias vezes, utilizam-se sinónimos para as identificações posteriores, sempre acompanhadas do apellido.


Identificação de siglas

- As siglas, excepto as mais conhecidas, têm-se que identificar sempre.

- Fórmula habitual para o primeiro aparecimento: nome completo e as siglas entre parênteses.

- Siglas/Acrónimos a mais de quatro letras: a primeira em maiúscula e o resto em minúscula.


As notícias devem atribuir às fontes sempre

Deve-se identificar a fonte da notícia: atribuí-la

- Dão força e credibilidade ao material noticiário, menos as dos serviços de segurança.

- Necessária para oferecer opiniões e pontos de vista diferentes ou enfrentados.

- Em caso que um jornalista não esteja completamente seguro da exactidão da informação.

- Importante quando se fazem públicas conclusões, resoluções e informações.


Os tipos de atribuição são os seguintes

- Directa: atribuible e citable

- Com reservas: citable mas não atribuible com o nome específico ou o cargo da pessoa que as faz

- De reserva obrigada: o jornalista fala em nome próprio, sem citar à fonte. É a que costumam utilizar dês de alguns departamentos oficiais para proporcionar informação.

- Atribuição de reserva total: não se cita nem se atribui (off the reccord). Negociação com a fonte.


Tipo de cita

Directa: reproduz textualmente as declarações

- Cita-a directa vai sempre entre aspas para diferenciar onde começa e acaba a cada atribuição.

- Máximo grau de contacto do leitor com os sujeitos que informam. Dá credibilidade e rompe a linealidad.


Indirecta: o jornalista não reproduz textualmente as informações senão que se limita às explicar.

- Cita-a introduz-se mediante conectores verbais e sem aspas.

- Permite condensar declarações longas em um curto espaço.


Mista: o jornalista destaca só umas palavras do protagonista da informação entre aspas.


Agências de informação

Uma agência de informação é uma organização que recolhe notícias de suas corresponsales em diferentes lugares de sua área de actividade e as transmitem imediatamente à central, onde, após tratar a informação, a enviam, o mais rápido possível, a seus clientes (rádios, diários, revistas ou televisoras), conhecidos no jargão jornalístico como abonados. Estes pagam em função dos serviços recebidos, que podem ser de muito diferente índole (uma conferência de imprensa, uma foto ou imagem determinada), ainda que habitualmente se paga mensalmente em forma de abono pelos serviços pactuados: informação nacional, internacional, serviço gráfico.


Desenho

Um diário não se define só pelo conteúdo senão também pela apresentação. Por este motivo, desenho e informação formam um todo unitário de maneira que a forma e o conteúdo mantêm uma relação idisuluble.

O desenho é um elemento da comunicação. Canga define o desenho como a técnica que permite determinar a situação de um conjunto de elementos impressos e não impressos, sobre a superfície de um espaço gráfico com a finalidade de estruturar, jerarquizar e facilitar a legibilidad das informações jornalísticas. A importância do desenho reside em que faz mais atraente o produto enquanto facilita a leitura e jerarquiza as informações para que possam ser comunicadas com um sentido da proporção. Ademais, dá coerência e faz reconocible um médio. O desenho permite combinar texto com imagens, gráficos e infografias.


A fotografia

A primeira fotografia foi publicada pelo diário Nova York Daily Graphic em 1880. Nesta ocasião, a imagem representava uns suburbios. Ao longo dos anos, estas infografías têm adquirido uma dupla finalidade: por um lado jornalística e por outro estética.

Canga define a fotografia como uma mensagem icónico que mostra a realidade de um acontecimento em um momento dado. Esta pode ser tomada desde um lugar próximo ou longínquo, mediante um artilugio que permite a recolher e plasmarla em um suporte. As funções das fotografias são várias e entre elas destacam a informativa, a documental, a estética, a simbólica, a ilustrativa e a de entretenimento.


Gráficos informativos

Existem diferentes tipos de gráficos informativos. Enquanto os estatísticos oferecem informação cuantitativa, os ilustrativos baseiam-se nos desenhos com figuras e símbolos que representam um projecto ou uma realidade. Este tipo de gráficos emprega-se quando a fotografia não é válida.


Infografía

A infografía é definida por Canga como a "técnica que permite difundir sobre um suporte escrito ou audiovisual, informações jornalísticas expressadas graficamente mediante o uso de procedimentos informáticos e que permitem ao receptor captar visualmente a esencia da mensagem".


Desenho e atiras cómicas

As ilustrações manuais, como os desenhos e as viñetas de humor, foram diminuindo com o aparecimento da fotografia mas ainda hoje se mantêm. Sua função é equiparable a um artigo de opinião e localiza-se nas páginas editoriais.


Veja-se também



Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/n/d/Andorra.html"