Uma consonante aproximante é um som ou fonema que é articulado pela aproximação entre os órgãos sem interromper totalmente a corrente de ar (como sucede nas oclusivas) ou produzir gargalo com turbulência audible (como sucede nas fricativas). São sons intermediários entre as vogais e as consonantes obstruyentes, já que produzem um estreitamento maior que o das vogais mas sem chegar a ser tão estreito como o que se dá no resto de consonantes. As aproximantes criam por tanto um grau de obstrucción menor que as fricatives e naturalmente, as oclusivas.
As aproximantes incluem os laterais como [l] (como em l abio) e [ʎ] (como na pronunciación antiga de ll ave) e as semivocales como [j] (familia )e [w] (fouera).
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Quando se pronunciam muito enfaticamente as aproximantes se fricativizan ligeiramente, isto é, o fluxo ar é algo mais turbulento, o qual recorda à articulação das fricativas. Isso sucede tanto na pronunciación enfática do inglês yes!, como nos alófonos intervocálicos em espanhol de b, d, g/, que muitas vezes lassamente são transcritas como fricativas (às vezes pela falta de símbolos específicos dedicados a essas aproximantes, e por evitar diacríticos tipográficamente engorrosos). No entanto, na fala rápida não enfática, e na análise espectrográfico do som a diferença entre uma aproximante e uma fricativa é clara.
A confusão ou laxitud nas transcrições entre aproximantes e fricativas, é ainda mais comum nas aproximantes surdas. Por exemplo, a aproximante velar labializada surda [ʍ] tradicionalmente descreveu-se como fricativa. O tibetano tem uma aproximante lateral surda [l̥] diferente da fricativa lateral surda [ɬ] do galés, ainda que nas transcrições destas línguas às vezes a diferenciación não fica suficientemente clara.
Com respeito aos lugares de articulação quanto mais atrás na cavidade oral, mais difícil é que as línguas distingam entre aproximantes e fricativas (devido naturalmente a que essa parte da cavidade é mais estreita). Também ocasionalmente as fricativas glotales são classificadas como aproximantes, assim [h] tipicamente não tem muita mais atrito que a maioria de aproximantes surdas.
As aproximantes [j] e [w] são particularmente abundantes nas línguas do mundo, estas duas aproximantes chamam-se semivocales porque frequentemente relacionam-se com os sons vocálicos [i] e [ou]. Por exemplo em espanhol [j] e [w] (também representados como ) aparecem como alófonos de /i/ e /ou/ na posição não silábica de um diptongo: reouma [rewma], roueda [rweð̞a ]; ree [rej], riesgo [rjezγou].
Quando se examina o espectrograma da onda sonora correspondente à emissão de [j] e [w] se vê que são tipicamente mais breves e usam menor energia articulatoria que a vogal correspondente.