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Construction Time Again

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Construction Time Again
Álbum de Depeche Mode
Publicação 22 de agosto de 1983 na Inglaterra
7 de setembro de 1983 nos Estados Unidos
Gravação The Garden, Londres, em 1983
Género(s) Synthpop
Música industrial
Duração 49 minutos
Discográfica Mute Records na Inglaterra
Sire Records nos Estados Unidos
Produtor(é) Depeche Mode e Daniel Miller
Calificaciones profissionais
Singelos de Construction Time Again
  1. Everything Counts
    Publicação: 11 de julho de 1983 na Europa
    2 de novembro de 1983 na América
  2. Love, in
    Itself Publicação: 19 de setembro de 1983 ; só na Europa
Cronología de Depeche Mode
1982
A Broken Frame
1983
Construction Time Again
1984
Some Great Reward

Construction Time Again é o terceiro álbum do grupo inglês de música electrónica Depeche Mode (Alan Wilder, David Gahan, Martin Gore, Andrew Fletcher) produzido e publicado em 1983.

Foi produzido pelo grupo e Daniel Miller. A maioria das canções foram escritas por Martin Gore, excepto Two Minute Warning e The Landscape is Changing que foram escritas por Alan Wilder.

É o único álbum conceptual de Depeche Mode, o conceito de que trata é o Socialismo.

Com motivo do disco, Depeche Mode realizou durante 1983-84 gira-a Construction Tour.

O título Construction Time Again foi tomado da letra da canção Pipeline.

Conteúdo

Listagem de canções

O álbum apareceu em três formatos em ambos lados do mundo, o regular em disco de vinilo, em casete de fita magnética de audio e por último em CD.[3] [4]

Edição em LP.

Lado A

  1. Love, in Itself
  2. Pipeline
  3. More Than a Party
  4. Everything Counts

Lado B

  1. Two Minute Warning
  2. Shame
  3. The Landscape is Changing
  4. Told You So
  5. And Then...
  6. Everything Counts (Reprise)

Edição européia em CD

  1. Love, in Itself
  2. Pipeline
  3. More Than a Party
  4. Everything Counts
  5. Two Minute Warning
  6. Shame
  7. The Landscape is Changing
  8. Told You So
  9. And Then...
  10. Everything Counts (Reprise)

Edição americana em CD

Esta contém adicionalmente a versão longa de Everything Counts

  1. Love, in Itself
  2. Pipeline
  3. More Than a Party
  4. Everything Counts
  5. Two Minute Warning
  6. Shame
  7. The Landscape is Changing
  8. Told You So
  9. And Then...
    Everything Counts (Reprise) - não acreditada
  10. Everything Counts (In Larger Amounts)

Créditos

Martin Gore, sintetizador e segunda voz; ademais canta o tema Pipeline.
David Gahan, voz principal, excepto Everything Counts e Shame que cantam ambos.
Alan Wilder, sintetizador, piano, arranjos, produção e programação.
Andrew Fletcher, sintetizador, segunda voz em Pipeline e em And Then...
Daniel Miller, Produção.
Gareth Jones, Masterizador e Engenheiro.
Corinne Simcock, assistente de engenharia em Two Minute Warning.

Singelos

A versão de Love, In Itself como singelo é ligeiramente diferente à do álbum; além de que é um pouco mais curta os estribilhos se ouvem com efeito de eco.

Teve edições promocionais de Told You So como singelo em Espanha , só em 7 polegadas. De qualquer modo o disco sempre aparece unicamente com dois singelos.

Lados B

Os temas que originalmente ficaram fora do álbum Construction Time Again e apareceram como lados B dos singelos foram Work Hard que compuseram Martin Gore e Alan Wilder, e Fools que foi composto só por Wilder.

Work Hard incluiu-se no EP de 1984 exclusivo para a América People Are People, enquanto Fools está disponível só no disco singelo Love, InItself .

Do singelo que ficou fora do álbum, Get the Balanço Right, se incluiu como lado B o instrumental The Great Outdoors, composto por Martin Gore e Alan Wilder, o qual como dado foi a primeira contribuição criativa de Wilder a DM.

Edição 2007

Construction Time Again
Álbum de Depeche Mode
Publicação 20 de março de 2007 nos Estados Unidos
26 de março na Europa
Gravação 1983
Género(s) Synthpop
Música industrial
Discográfica Mute Records na Europa
Sire/Reprise/Rhino Records nos Estados Unidos
Produtor(é) Depeche Mode e Daniel Miller

Em 2007 o álbum Construction Time Again relançou-se com todo o conteúdo da edição original, os lados B dos singelos e canções que tinham ficado fora, em edições para formato de SACD e DVD, como parte da reedición de todos os álbuns anteriores ao Playing the Angel do 2005.

O relanzamiento consistiu em empatar todos os álbuns prévios com o Playing the Angel, o qual foi lançado em duas edições, uma normal só com o disco e outra acompanhada de um DVD, e ao igual que este a reedición americana contém o álbum Construction Time Again em CD acompanhado do DVD enquanto na reedición européia aparece em formato SACD junto com o DVD, de qualquer modo o conteúdo em ambas edições é o mesmo.

Adicionalmente o álbum relançou-se em sua edição de CD, bem como em disco de vinilo em ambos lados do mundo.

Disco um, SACD/CD

Híbrido em multicanal de audio.

  1. Love, In Itself
  2. More Than A Party
  3. Pipeline
  4. Everything Counts
  5. Two Minute Warning
  6. Shame
  7. The Landscape Is Changing
  8. Told You So
  9. And Then...
  10. Everything Counts (Reprise)

Disco dois, DVD

Disco de video que além do Construction Time Again em DTS 5.1, Dolby Digital 5.1 e PCM Stereo, contém material adicional.

Documental

Depeche Mode 83 (Teenagers, Growing Up, Bad Government, And All That Stuff) (video de 31 minutos)

Construction Time Again
  1. Love, In Itself
  2. More Than A Party
  3. Pipeline
  4. Everything Counts
  5. Two Minute Warning
  6. Shame
  7. The Landscape Is Changing
  8. Told You So
  9. And Then...
  10. Everything Counts (Reprise)
Canções adicionais (só em PCM Stereo)
  1. Get the Balanço Right
  2. The Great Outdoors
  3. Work Hard
  4. Fools
  5. Get the Balanço Right (Combination Mix)
  6. Everything Counts (In Larger Amounts)
  7. Love, In Itself.4 (The Lounge version)

Dados

É o primeiro disco no qual Alan Wilder aparece como membro do grupo e a mudança no som foi evidente, pois desde esse momento se encarregou de boa parte da produção das canções. O disco caracteriza-se ademais por sua tendência à Música industrial e por ser precursor do uso de sampleos, como pode ouvir ao início de Everything Counts.

O som resultou mais definido que o do anterior álbum de Depeche Mode, Alan Wilder se integrou ao grupo contribuindo dois temas ao disco que resultam inclusive mais electrónicos que o resto das canções. Martin Gore continuou sendo o compositor principal de DM com Wilder como arreglista de suas canções, mas ainda assim se elogiou a melhora de Gore como músico sobretudo graças à exitosa Everything Counts.

Por outra parte, foi um experimento de álbum conceptual, neste caso com uma temática a respeito do socialismo e do totalitarismo, mas nesse sentido é um experimento conseguido a médias pois como conceito ao disco lhe faltou coesão, o qual levou aos próprios integrantes do grupo a dizer que ainda foi um pouco pretencioso, prova disso é que não voltaram a tentar fazer outro álbum assim.

A ideia para isto foi que naquela época, ainda após dois discos, Depeche Mode não tinha um contrato formal com Mute, o qual primeiramente inspirou Everything Counts, o mais sólido quanto a denunciar e satirizar (após tudo é um tema bailable) as práticas mercantilistas das grandes e médias companhias disqueras.

Um dos factores determinantes na mudança de som em Construction Time Again foi Gareth Jones, quem chegou para encarregar da engenharia do disco. O álbum gravou-se no famoso estudo The Garden do artífice do techno John Foxx (de Ultravox ) e depois o mesmo Jones recomendou transladar-se a Berlim para misturá-lo. Em adiante, a presença de Jones seria fundamental para dar-lhe a Depeche Mode sua característico som, pois também coprodujo os dois álbuns que seguiram a Construction Time Again e em vários anos depois voltou como engenheiro do álbum Exciter em 2001.

Os dois primeiros álbuns de DM foram produzidos só por eles e Daniel Miller mas já trabalhando também com Jones os resultados foram todo o singulares que os lucros do disco quanto a público e crítica avalan. No entanto em Construction Time Again, Jones apareceu acreditado só como "Tonmeister", algo bem como Masterizador, ainda que na prática foi em realidade coproductor do material.

Do impacto provocado pelo álbum Construction Time Again na trajectória de Depeche Mode geralmente faz-se um especial hincapié em que foi o disco que sentou as bases de todo seu som posterior, o qual não é completamente verdadeiro. O álbum é em realidade o mais industrial de todos os que têm realizado e de facto o menos pop, o qual si caracteriza aos álbuns seguintes. Em soma, o disco é bastante singular, ainda para Depeche Mode.

Também normalmente se menciona que foi o primeiro álbum de DM com tendência gótica, o qual de plano não é verdadeiro. O disco tem as líricas mais pretenciosas ao falar sobre desencanto, materialismo, situações sociopolíticas, guerra nuclear e até deterioro ambiental, mas não há nada que se acerque sequer aos estándares do gótico que naquela época era um movimento ainda recentemente descoberto; Depeche Mode mudaria sua tendência um pouco mais adiante, não em Construction Time Again.

A importância do material realmente foi que nele Depeche Mode tomou sua correcta forma, a que teria dos fazer famosos, com a cada integrante fazendo o que corresponder-lhes-ia em adiante, David Gahan como imagem característica do grupo distinguindo dos demais e se convertendo por si só em uma influência do Techno com sua voz grave e nasal, Martin Gore como motor criativo e o tempo todo como omnipresente segunda voz, Alan Wilder como incansable perfeccionista da musicalización dos temas e Andrew Fletcher como o eterno acompanhante sempre arrendondando de algum discreto modo as canções.

Outro detalhe. As canções Photographic, Dreaming of Me e See You precederam álbuns nos que eventualmente foram incluídas, o caso de Construction Time Again esteve precedido pelo desangelado singelo Get the Balanço Right que por sua mesma pobre resposta não foi incluído no álbum, o deixando unicamente com dois singelos.

Canção por canção

Love, in Itself abre o conceito do disco tratando o tema em sua vertente do materialismo; ademais foi seleccionada como o segundo promocional do mesmo, conquanto com os anos foi perdendo um pouco de força entre os seguidores do grupo. A letra fala sobre o amor às coisas materiais, como indica no título. O tema não é o mais forte do álbum, ainda que sim muito rítmico misturando sons vários desde trombetas, sensatas e até piano.
More Than a Party foi o primeiro tema vertiginoso de Depeche Mode, o qual distinguiria sucessos de álbuns posteriores como Some Great Reward de 1984, Black Celebration do 86 e até Songs of Faith and Devotion de 1993, ainda que este não atingiria a se converter em clássico. Consiste de sons industriais que vão se fazendo a cada vez mais rápidos, uma letra mais bem sugerente, bem como o teclado grave e presuroso de Wilder dando à canção sua forma principal.
Pipeline foi o tema mais experimental do álbum, e o único cantado por Martin Gore. Em realidade é a recopilación de um montão de sons capturados nos lugares mais incomuns, revelaria o próprio Andy Fletcher, como estações de comboio, estradas e construções. Conquanto industrial, a canção é essencialmente uma função minimalista, pois os sons são em general muito acompasados, sem efeitos fortes nem muito agressivos, ademais há acompañamiento de vozes guturales, o qual a volta uma função um pouco extravagante.
Everything Counts foi qualificada pela crítica como uma das canções mais duras desse ano no Reino Unido. Proposta como uma sátira contra as grandes companhias disqueras e suas práticas mercantilistas, o tema está inspirado singelamente na própria experiência de Depeche Mode com Mute, a qual lhes produziu seus primeiros discos sem contrato de por médio, se combinando com a metade dos ganhos netos, e promocionándolos praticamente só na Europa. Ao respecto os próprios integrantes chegariam a dizer que eles eram jovens e inocentes, de modo que quando receberam a oferta de Mute para lhes produzir seus primeiros materiais não pensaram em estabelecer relações mais formais. Como seja, o tema foi um de seus primeiros grandes sucessos, o qual ademais replanteaba seu som como banda de música electrónica se burlando de sua própria situação, demonstrando com isso que as líricas de Martin Gore não tinham que ser sempre sobre relações sentimentais ou poemas oníricos, senão arriscados experimentos musicalizados com ritmos industriais e sons pregrabados em qualquer parte. Assim que o conceito do disco, o tema trata sobre o empoderamiento de uns poucos, o qual fosse um dos maiores defeitos do Socialismo.
Two Minute Warning é a primeira contribuição de Alan Wilder ao álbum. A canção continua o conceito do disco falando sobre a Guerra Nuclear, tema ainda patente naquela época na qual prevalecia a Guerra Fria. Certamente é um tema algo menos industrial que as canções de Gore e opta mais pela electrónica tradicional, o qual revelava o interesse de Wilder pelo género em seu sentido mais purista.
Shame é por muito o tema menos conseguido do álbum, feito como função minimalista que intercala sons industriais, é uma espécie de intermediário no disco. É o tema mais esquecido da colecção e alguns pensam que tivesse sido melhor incluir em seu lugar a canção Work Hard que apareceria como lado B de Everything Counts, a qual conserva mais o espírito industrial de Costruction Time Again. Ironicamente, assim que conceito do álbum este tema é o único que lhe dá certa coesão, pois é um intermediário ao discurso, um "respiro" como seu próprio nome indica, no entanto a falta de concreción de todos os temas em conjunto relegaron seu possível trascendencia.
The Landscape is Changing é a segunda canção de Alan Wilder e mantém a forma da primeira, ainda que mais comprometida com o som industrial do disco, conquanto é muito electro em sua forma principal. O tema fala sobre o deterioro ambiental, o qual também a volta uma canção muito crítica. O estilo deste tema influiria o singelo "Stylo" de Gorillaz em 2010.
Told You So é outro tema bailable do álbum um pouco parecido a Everything Counts, ainda que não tão forte em sua proposta lírico. A canção utiliza um sampleo duro acompanhado de sons industriais e inclusive o teclado grave de Wilder.
And Then... como fechamento é um tema de som mais bem tristón, o qual como outros do disco também sentaria as bases do trabalho posterior de Depeche Mode para fazer canções bem mais melancólicas. A canção trata sobre a depressão económica, tema vigente na Inglaterra daqueles anos devido à política interna do Premiê Margaret Thatcher.

Lista de posições

Lista de canções (1983) Melhor
posição
Certificación Vendas
França 100,000+
Lista de albums alemã[5] 7 Ouro[6] 450,000+
Itália 75,000+
Holanda 34 20,000+
Espanha 50,000+
Lista de albums sueco[7] 12 50,000+
Lista de albums suíça[8] 21
UK Albums Chart[9] 6 Ouro[10] 200,000+
US Billboard 200 300,000+
Vendas na Europa 1,210,000+
Vendas mundiais 2,800,000+

Referências

  1. allmusic.com. «allmusic ((( Construction Time Again > Overview )))» (HTML). Consultado o 10 de May de 2010.
  2. popmatters.com. «Depeche Mode: Black Celebration < PopMatters» (HTML). Consultado o 10 de May de 2010.
  3. depechemode.com. «depeche mode dot com» (HTML). Consultado o 10 de May de 2010.
  4. depmod.com. «DEPMOD · Construction Time Again · Depeche Mode Discography» (HTML). Consultado o 10 de May de 2010.
  5. "Suchergebnis". Charts-Surfer.de. Retrieved 24 February 2009. Note: User must define 'neuer suchbegriff' search parameter as "Depeche Mode".
  6. "Gold/Platin-Datenbank". MusikIndustrie.de. Revisado o 14 de dezembro de 2009. Note: User must define 'Sie können nach Titel, Jahr oder Interpret suchen' search parameter as "Depeche Mode".
  7. "Discography Depeche Mode". SwedishCharts.com. Revisado o 14 de dezembro de 2009.
  8. "Discography Depeche Mode". SwissCharts.com. Revisado o 14 de dezembro de 2009.
  9. "Chart Stats: Depeche Mode". ChartStats.com. Revisado o 14 de dezembro de 2009.
  10. "Construction Time Again UK gold certification". British Phonographic Industry. 10 de novembro de 1983. Revisado o 14 de dezembro de 2009.
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