Consumo (do latín: cosumere que significa gastar ou destruir) é a acção e efeito de consumir ou gastar, bem sejam produtos, e outros géneros de vida efémera, ou bens e serviços, como a energia, entendendo por consumir como o facto de utilizar estes produtos e serviços para satisfazer necessidades primárias e secundárias.
Em termos puramente económicos entende-se por consumo a etapa final do processo económico, especialmente do produtivo, definida como o momento em que um bem ou serviço produz alguma utilidade ao sujeito consumidor. Neste sentido há bens e serviços que directamente se destroem no acto do consumo, enquanto com outros o que sucede é que seu consumo consiste em sua transformação em outro tipo de bens ou serviços diferentes.
O consumo, por tanto, compreende as aquisições de bens e serviços por parte de qualquer sujeito económico (tanto o sector privado como as administrações públicas). Significa satisfazer as necessidades presentes ou futuras e considera-se-lhe o último processo económico. Constitui uma actividade de tipo circular enquanto que o ser humano produz para poder consumir e a sua vez o consumo gera produção.
Para o antropólogo García-Canclini o consumo é «o conjunto de processos socioculturais nos que se realizam a apropiación e os usos dos produtos»
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O conceito consumo também se emprega em macroeconomía já que intervém no cálculo do Produto Nacional Bruto (PNB). Para isso se tem em conta:
Os estudos económicos mostram que a renda é o principal determinante do consumo e da poupança. Os ricos poupam mais que os pobres, tanto em termos absolutos como em termos percentuais. As pessoas muito pobres não podem poupar nada; mais bem, se têm alguma riqueza ou podem pedir empréstimos, tendem a desahorrar. Isto é, tendem a gastar mais do que ganham, reduzindo assim a poupança acumulada ou endeudándose mais, isto é, se produz um sobreendeudamiento. Esta é basicamente a teoria exposta por Keynes.
Aprofundando nesta influência podem-se analisar as principais forças que afectam à despesa dos consumidores. Os factores da vida e a subsistencia de um país que determinam o ritmo de sua despesa de consumo.
Estatisticamente comprovou-se que a renda e o consumo são variáveis que avançam conjuntamente.Tanto a observação como os estudos estatísticos mostram que o nível de renda disponível anual é o factor mais importante que determina o consumo de um país.
A teoria mais singela do consumo só utiliza a renda da cada ano para predizer as despesas de consumo. Alguns autores têm mostrado que os indivíduos baseiam sua despesa de consumo de um ano tanto nas tendências da renda em longo prazo como na renda disponível desse ano.
Esta teoria estabelece que a parte da renda de uma família dedicada ao consumo depende do nível de sua renda relativa em frente à renda das famílias vizinhas ou de outras famílias com as que aquela se indentifica e não do nível absoluto da renda da família. Esta teoria desenvolvida por Duesenberry trata de recalcar o carácter imitativo ou emulativo do consumo.
O consumo regular é a despesa de matérias primas em que se espera incurrir em um processo produtivo. O consumo real é o consumo de matérias primas realmente observado depois da produção, e geralmente apresenta diferenças com o consumo regular.
O consumo é um processo económico necessário para o sustento da actual sociedade de consumo, mas este se leva a limites onde o acto de usar os produtos e serviços que estão ao alcance dos consumidores e utentes, se converte em um acto de abusar. O consumismo entende-se como a aquisição ou compra desaforada, que associa a compra com a obtenção da satisfação pessoal e inclusive da felicidade pessoal.
O termo consumerismo, usado pelos agentes sociais que estão em contacto com a defesa dos interesses dos consumidores e utentes, como podem ser as organizações de consumidores, engloba um consumo responsável, ético e solidario, que consiste em consumir com critérios responsáveis, tendo em conta a história dos produtos que compramos e as repercussões medioambientales e sociais desse consumo.