Copista é a palavra que designa a quem reproduz livros a mão. Daí seu sinónimo, amanuense.
Destaca seu labor na difusão do livro até o aparecimento da imprenta de tipos móveis no mundo ocidental, em meados do século XV. Um copista experimentado era capaz de escrever de dois a três folios por dia. Escrever um manuscrito completo ocupava em vários meses de trabalho. Isto só no que se refere à escritura do livro, que posteriormente tinham de ilustrar os iluminadores, ou encarregados de desenhar as miniaturas e iniciais miniadas (de minium , em latín, substância que produzia a cor vermelha da tinta, o mais habitual nestas ilustrações), nos espaços em alvo que deixava o copista.
Os utensilios mais habituais que utilizava o copista eram: penna (a pluma ou péñola), rasorium ou cultellum (raspador) e atramentum (tinta).
A técnica empregada era sujeitar a péñola com mano-a direita e o raspador com a esquerda, que lhe servia tanto para corrigir os erros na escritura como para reparar as irregularidades (arrugas, defeitos) do pergamino, vitela ou papel, este último usado em Occidente a partir do século XIV.
O labor do copista teve grande importância social no Antigo Egipto, onde os escrevas ou copistas eram muito valorizados em uma sociedade cuja escritura jeroglífica era um saber ao que acediam só uns poucos, e por sua necessidade para as classes dirigentes, ocupavam um alto lugar entre a hierarquia administrativa. O escreva, sempre de família principal, aprendia de um escreva experimentado os ensinos de seu oficio desde menino. Sentado no solo com as pernas cruzadas, o escreva egípcio utilizava como suporte o papiro, elaborado depois de um complicado processo a partir a planta homónima, e usava para escrever uma pluma de cana ou um talho da mesma planta do papiro. A escritura adoptava o sentido de direita a esquerda em colunas verticais.
Relativo a uma das características semánticas mais importantes da palavra copista, a de reprodução, difusão e conservação do livro mediante sua cópia, este oficio, que desempenhavam os servos, começa na Grécia, e mais tarde em Roma. O dominus ou senhor fazia copiar para seus escravos, com destino a sua biblioteca particular, qualquer livro. Os livreiros, que comercializavam estes manuscritos, também tinham um número variável de copistas a seu cargo para atender suas necessidades de reprodução de livros.
O panorama muda quando são os centros monásticos os encarregados de transmitir e salvaguardar o património de livros escritos. O amanuense medieval acostumava a escrever ou isolado em sua cela (o caso dos monges cartujos e dos cistercienses) ou no scriptorium (escritorio), que era uma dependência comum do monasterio acondicionada para tal fim. Nesta sala os monges escreviam habitualmente ao ditado, com o que se podiam efectuar várias cópias simultaneamente. Era um trabalho ingrato, que obrigava a forçar a vista, devido à luz pobre que em general penetrava nos monasterios medievales. A cada dia o copista trabalhava em um fragmento da instância ou modelo encomendado, ou bem podiam trabalhar vários copistas ao mesmo tempo em um códice se repartindo os cuaterniones ou cuadernillos.