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Costumes da Antiga Grécia

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Os costumes da Antiga Grécia são as rotinas diárias dos habitantes, as cidades, os oficios, a economia, suas necessidades e seus benefícios.

Conteúdo

Organização do Estado

Depois do desaparecimento da civilização micénica os gregos formaram pequenas comunidades, que evoluíram no século VIII a. C., e converteram-se em cidades. Estas cidades conheceram-se com o nome de cidades-estado" ou polis.

A diferença das cidades dos grandes impérios (Mesopotamia, Egipto, Persia), que estavam organizadas ao redor do palácio real e do templo, o centro da polis o constituía o ágora, um espaço aberto onde os cidadãos iam pára comerciar e para trocar ideias. No ágora tem lugar a vida política da polis, e nela surge também a filosofia grega.

O aspecto orográfico da Grécia fez que as polis se situassem em sua grande maioria em territórios costeros de difícil acesso e em vales que estavam rodeados por montanhas.

As polis constituíram-se como uma unidade política, social e económica da Grécia, mas conquanto compartilhavam uma língua, religião comum, laços culturais e uma identidade racial e intelectual que exibiam com orgulho, os habitantes destas cidades não puderam fundar um estado unificado. Existia uma grande rivalidad entre as diferentes polis, consideravam que o reduzido tamanho da cada uma era o mais idóneo para praticar uma adequada política.

Religião

Artigo principal: Mitología grega
Artigo principal: Religião da Grécia Antiga
Estátua de Zeus(Museu do Prado).

Os gregos criam em um panteón de deuses e deusas que estavam associados com os aspectos específicos da vida. Por exemplo, Afrodita era a deusa do desejo sexual, enquanto Ares era o deus da guerra e Hades o dos mortos. Algumas deidades como Apolo e Dioniso revelavam personalidades complexas e mezcolanza de funções, enquanto outros como Hestia (literalmente ‘lar’, ‘lareira’) e Helios (literalmente ‘sol’) eram pouco mais que personificaciones. Tinha também deidades específicas de um lugar: deuses dos rios, ninfas de mananciais, grutas e bosques. Heróis e heroínas locais também costumavam ser venerados em suas tumbas por habitantes das zonas próximas.

Muitos seres descritos nos mitos gregos poderiam ser considerados «deuses» ou «heróis». Alguns só eram reconhecidos no folclore ou adorados localmente em certos lugares (por exemplo Trofonio) ou durante festivais concretos (por exemplo Adonis). Os templos mais impressionantes tendiam a estar dedicados a um número limitado de deuses: os doze olímpicos, Heracles, Asclepio e ocasionalmente Helios. Estes deuses foram o centro de grandes cultos panhelénicos. Era no entanto comum que muitas regiões e populações dedicassem seus próprios cultos às ninfas, os deuses menores e os heróis locais. Muitas cidades também honravam aos deuses mais conhecidos com ritos locais característicos e lhes associavam estranhos mitos desconhecidos nos demais lugares.

Família

Higiene e cuidado pessoal

Apesar da modéstia na que viviam muitos gregos, estes tinham um especial cuidado por seu higiene pessoal. Desde o período arcaico, desde meninos aprendiam a nadar e banhavam-se em rios e no mar. Durante a época clássica, as casas começaram a ter quartos de aseo e pequenas bañeras, feitas de varro, pedra ou tijolos. Estas se enchiam com água quente e se esvaziavam a mão.

Também surgiram os banhos públicos, lugares de encontro e discussão, só para homens, porque as mulheres não coincidiam a eles.

As mulheres livres levavam longas cabelleras (a diferença das escravas, as quais levavam o cabelo curto), às que lhes costumavam dedicar diversos cuidados durante diversas horas do dia. Também podia requerer várias horas o embellecimiento com cosméticos e perfumes. As mulheres livres se maquillaban para diferenciar das escravas; costumavam prestar-lhe especial atenção a suas unhas e se rasuraban o vello corporal. A higiene corporal contrastava com a sujeira e a desordem das cidades.

Indumentaria

Artigo principal: Indumentaria na Antiga Grécia)

O traje ordinário na Antiga Grécia constava de duas peças:

Alimentação

Salero de cerâmica barnizado em negro, Século V a. C., Museu do Louvre.

Os antigos gregos faziam três comidas ao dia:

Pode acrescentar-se uma merienda (ἑσπέρισμα / hespérisma), que se costumava tomar ao anochecer.

Comiam sentados; o emprego de banquetas estava reservado aos banquetes (daí seu nome). As tortas de pan podiam servir de plato, mas são mais correntes os recipientes de terracota ou de metal. A vajilla refina-se com o tempo e, por exemplo, encontramos platos de materiais preciosos ou de vidro ao longo da época romana. O tenedor é desconhecido; come-se com os dedos. Ajudavam-se de uma faca para cortar a carne e de uma colher semelhante às colheres de hoje em dia para comer sopas e caldos.

Economia

Artigo principal: Economia na Antiga Grécia

Os gregos eram principalmente camponeses dedicados a labores de produção agropecuarias. De facto pode dizer-se que correspondem a sociedades de auto consumo; no entanto o comércio entre cidades era também muito importante. Estes contactos também se deveram aos contínuos confrontos bélicos entre estados.

Em Atenas uma grande parte da população estava implicada no comércio, já fosse ambulante ou em um estabelecimento.[cita requerida]

Medicina

ferramentas quirúrgicas do Grego antigo. A medicina hipocrática fez o bom uso destas ferramentas.
Veja-se também: Hipócrates

Dantes de Hipócrates, existiam os curanderos que trabalhavam nos santuários e tinha também médicos laicos que tratavam de aplicar métodos experimentales e eram classificados entre os chamados demiourgoi que eram profissionais que trabalhavam para o povo com capacidade para criar ou transformar e em cujo colectivo se incluíam adivinos, médicos, carpinteros e aedos.[1]

A partir de Hipócrates a medicina adquire conhecimentos autónomos, separando-se completamente da religião.

Descreve-se o corpo humano como uma associação dos quatro humores: flema (água), bilis amarela (fogo), bilis negra (terra), e sangue (ar). A doença desenvolve-se por uma perda do equilíbrio destes humores. A manutenção da saúde efectua-se através da dieta e a higiene. Estas ideias persistem durante a Idade Média e o Renacimiento.

Desenho de um Banco hipocrático do período Bizantino.

A partir de então já se dava importância ao diagnóstico baseado tanto nos sintomas como no historial dos pacientes. Prepararam-se recetarios que incluíam sedantes, purgantes, astringentes e diuréticos. Diversos instrumentos encontrados cerca dos santuários de Asclepio , o deus da medicina, provam que se empregava também cirurgia.

O método hipocrático era muito acertado ao tratar doenças simples tais como as fracturas e luxaciones ósseas. O banco hipocrático e outros dispositivos foram utilizados com este fim.

Exército

O exército espartano

Ilustração de um Hoplita.

Este poder terrestre de Esparta baseava-se em primeiro lugar em um sistema educativo desde a infância totalmente orientado à preparação para a guerra.
Dos 16 aos 20 anos o adolescente convertia-se em irene de primeiro, segundo, terceiro ou quarto ano. O «irenado» correspondia à efebía ática, com a diferença de que esta era mais breve, dois anos tão só.

Aos 20 anos todo espartano se incorporava ao exército activo, mas sua formação militar não tinha finalizado. A educação dos espartanos prolongava-se até a idade madura.
Dos 20 aos 30 anos, estes jovens guerreiros, ainda que estivessem casados, seguiam vivendo com seus «camaradas de loja», e seguiam comendo todos juntos (sissitías).
Ainda não se lhes permitia o acesso ao ágora, nem podiam exercer seus direitos políticos. Para eles a vida familiar não podia começar até após os 30 anos, mas laterada ademais pelo costume dessas comidas em grupo.
Aos 60 anos o espartano ficava ao fim libertado do serviço militar, e podia fazer parte do Senado (Gerousia). Mas seguia passando muito tempo nos gimnasios vigiando os exercícios dos meninos e as lutas dos irenes.

O exército espartano, mandado por um dos dois reis que vigiavam com frequência os éforos, estava composto unicamente pelos hoplitas, cidadãos de pleno direito ou periecos.

Esta infantería pesada estava dividida em 5 regimientos (mores ou moras), mandados pelos polemarcos, a cuja ordem estavam os locagós, chefes de batalhão, os pentecontarcas, comandantes de companhia e os enomotarcas, chefes de secção.

As diferentes unidades maniobraban com tal flexibilidade que provocaram a admiração do ateniense Jenofonte, sobretudo por passar da formação de marcha em coluna à formação em linha: um movimento de conversão punha ao instante a todas as secções à altura da secção de cabeça, que se tinha detido; se nesse momento tivesse aparecido por detrás uma tropa inimiga, a cada bicha teria levado a cabo uma sábia contramarcha para que os melhores soldados estivessem sempre em frente ao inimigo em primeira linha.

Os hoplitas de Esparta, distinguiam-se a simples vista dos de outras cidades pela cor de sua túnica e por sua cabellera. Seus túnicas eram de cor escarlata para, segundo diziam, «que o sangue não se notasse», enquanto no exército ateniense, por exemplo, só o traje dos oficiais estava enfeitado com faixas púrpuras. Levavam o cabelo longo, o que na Atenas de Pericles era um arcaísmo.
Dantes da batalha limpavam e cuidavam essa cabellera que pelo geral deviam levar bastante descuidada. Dantes da batalha das Termópilas um ginete persa enviado por Jerjes como observador ao campo de Leónidas conseguiu surpreender aos soldados espartanos «alguns dos quais, nos diz Heródoto, se dedicavam a realizar exercícios, enquanto outros se peinaban».

Esparta tinha plena confiança em suas hoplitas, decididos a morrer dantes que retroceder. Tinha uma caballería muito exigua.

No campo a disciplina era muito estrita, e a menor falta castigava-se com bastonazos. As faltas graves supunham a morte ou a degradação militar e a perda dos direitos cívicos.

A única debilidade de Esparta desde o ponto de vista militar (debilidade que à longa foi mortal) era a falta de homens, a oligantropía. Seus hoplitas eram admiráveis, mas escassos. A casta dos Iguais (homoioi), cuja existência material estava unida às propriedades rurais (cleroi) cultivadas em seu proveito pelas classes inferiores, era sumamente fechada e, por egoísmo, limitava o número de filhos, até o ponto de que a perda nas batalhas a reduziram sem cessar e terminaram pela aniquilar literalmente.
Em Platea , no 479 a. C., tinha 5.000 hoplitas espartanos (acompanhados por 5.000 hoplitas periecos e por uma multidão de 35.000 hilotas ligeiramente armados); em um século depois, em Leuctra no 371 a. C., teria já tão só 700 hoplitas espartanos. (Jenofonte, Helénicas, vi, 4, 15)

No entanto, apesar de seu reduzido número, os hoplitas de Esparta, por causa de seu perfeito treinamento e de seu sentido da honra e da disciplina, seguiram sendo os donos indiscutibles dos campos de batalha, até o momento preciso da batalha de Leuctra, onde foram vencidos pelo exército tebano de Epaminondas .

O exército beocio

Os beocios sempre tiveram uma das melhores caballerías da Grécia. Seus hoplitas não levavam o escudo redondo habitual, senão um escuo ligeiramente alargado por ambos lados.
No século IV a. C., Górgidas criou o famoso «batalhão sagrado» de Tebas, uma tropa de elite de 300 homens nada mais, mas concebida como uma «unidade de choque». Os hoplitas deste batalhão eram casais de amantes. Em Tebas, quando um jovem chegava à idade de enrolarse, era sua erasta quem lhe presenteava sua equipa militar completo, a panoplia.

Epaminondas conseguiu por fim dominar a táctica dos lacedemonios, mediante um novo sistema de combate: o ataque em ordem oblíquo, e assim é como pôde vencer aos guerreiros de Esparta.

O exército ateniense

Em Atenas, a infância e o começo da adolescencia desenvolviam-se com maior liberdade e em condições muito diferentes a Esparta.

O jovem ateniense se ejercitaba com regularidade na palestra, baixo a direcção do pedotriba, e a gimnasia era uma preparação normal para o oficio das armas: a luta, a carreira, o salto e o lançamento do disco desenvolviam a força física e a elasticidade. Quanto à quinta prova do pentatlón, o lançamento de jabalina, tratava-se já de um exercício puramente militar.

Para os homens adultos, que tinham superado já a idade da efebía, a gimnasia constituía o melhor médio de se manter em forma e de se treinar entre duas campanhas. No século V a. C., a maioria dos atenienses de todas as idades prosseguiam com este treinamento que lhes mantinha preparados para suportar as fadigas militares.
A partir do século IV a. C., teve verdadeiro relajamiento na prática do desporto. Nessa época foi precisamente quando as cidades gregas trataram de confiar a soldados mercenários a tarefa dos defender, a mudança de um salário, enquanto dantes da guerra do Peloponeso, os exércitos gregos estavam compostos quase exclusivamente por cidadãos.

Todo ateniense tinha que servir a seu polis dos 18 aos 60 anos. Dos 18 aos 20, era efebo. Neste momento realizava sua aprendizagem militar.

Dos 20 aos 50 anos, como «hoplita do catalogo (lista de reclutamiento)» ou como ginete, fazia parte do exército activo, alguma de cujas classes (e às vezes todas) se mobilizavam ao começo da campanha militar fosse do país (éxodos).

Dos 50 aos 60 anos passava a ser veterano, os presbytatoi, que com os efebos e os metecos de qualquer idade integravam uma espécie de exército territorial encarregado de defender as fronteiras e as praças fortes do Ática.
Em tempos de paz o grosso do exército sozinho era uma milícia disponível, excepto os efebos, que durante dois anos estavam ocupados por inteiro em seus exercícios e, por essa mesma razão, exentos de qualquer dever político ou inclusive de comparecer ante a justiça. Eram cidadãos desde o momento de seu rendimento na efebía, mas não exerciam seus direitos até que tinham decorrido esses dois anos.

O ateniense passava pois 42 anos de serviço e a cada uma destas 42 classes designavam-se com o nome de um herói epónimo. Os cidadãos que tinham chegado aos 60 anos ficavam libertados de toda obrigação militar e se convertiam em diaitetas , árbitros públicos, algo parecido aos «juízes de paz».

Ao início da guerra do Peloponeso no 431 a. C., Atenas possuía um exército activo de 13.000 hoplitas e 1.000 ginetes, e um exército territorial de 1.400 efebos, 2.500 veteranos e 9.500 metecos, uns 27.400 homens.

Apesar de uma teoria de origem alemão que tem prevalecido durante longo tempo, é verdadeiro que em lhe século V a. C. existia a efebía. Os hoplitas de Maratona tinham recebido seguramente uma formação militar. Só cabe se perguntar se a partir desse momento todos os atenienses estavam obrigados a passar pela efebía, isto é, se a classe humilde, os tetes, que eram sobretudo remeros da frota, estavam exentos dela. Aristóteles descreve-nos com detalhe a instituição no século IV a. C., que talvez não tinha sofrido mudanças importantes desde a época de Pericles.

A começos do ano cobertura, em Hecatombeon, os jovens atenienses de 18 anos inscreviam-se como demotas, isto é como membros do demo de seu pai. A assembleia do demo comprovava sua idade e decidia mediante votação se eram filhos legítimos e de condição livre. Qualquer impugnación supunha sua remessa ante um tribunal da Heliea e o jovem preso de impostura era vendido imediatamente pelo Estado como escravo.
Mais tarde a Bulé submetia aos efebos a um novo exame. As aptidões físicas dos jovens valorizavam-nas, sem dúvida alguma, bem a assembleia do demo, bem a Bulé em um conselho de revisão e inclusive um tribunal em caso de impugnación.

No templo da deusa Aglauro, ao norte da Acrópolis, os efebos prestavam mais tarde este juramento, com a mão estendida sobre o altar:

Não deshonraré as armas sagradas que levo; não abandonarei a meu camarada de luta; combaterei pela defesa dos santuários do Estado, e transmitirei à posteridad não uma pátria empequeñecida, senão maior, mais poderosa, na medida de minhas forças e com a ajuda de todos. Obedecerei aos magistrados, às leis estabelecidas e as que se instituam devidamente; se alguém tentasse as abolir impedir-lho-ei com todas minhas forças e com a ajuda de todos. Honrarei os cultos de meus pais. Tomo como testemunhas às divinidades: Aglauro, Hestia, Enio, Enialio, Ares e Atenea, Areia, Zeus, Devasto, Auxo, Hegemones, Heracles, limite-los da pátria, os Trigos, as Cebadas, as Vinhas, as Oliveiras e as Higueras.

Esta lista de divinidades, sobretudo Aglauro, Devasto, Auxo, e a inclusão dos limites e dos frutos do Ática tinham um carácter arcaico muito evidente: dita fórmula de juramento é seguramente anterior ao século V a. C.

Para dirigir aos efebos, o povo elegia a um sofronista (censor) por tribo , de uma lista de três nomes eleitos pelos pais dos efebos, e um cosmeta (director), chefe de todo o corpo efébico. Ele nomeava também aos instrutores dos efebos (pedotribas) e aos maestros especiais que lhes ensinavam a lutar como hoplitas (hoplomaquia), a atirar o arco e lançar a jabalina: na época de Aristóteles tinha-se acrescentado um instrutor para maniobrar a catapulta, recentemente inventada. O traje distintivo dos efebos, a clámide, parece ter sido, se for o caso, negra.

No ano de serviço iniciava-se dois meses após o começo do ano civil, boedromion. Cosmeta e sofronistas começavam por levar a seus efebos a visitar os santuários do Ática (que deverão defender), depois vão ao Pireo onde estavam acuartelados, uns em Muniquia , outros na Acté.
O sofronista recebia dinheiro para os efebos de sua tribo (quatro óbolos por cabeça e dia) e comprava o necessário para a alimentação de todos, pois comiam por tribos.

Talvez se para já então a divisão entre infantería e caballería, nesta escola de efebía, mas não é seguro. O cosmeta devia preocupar-se por converter aos efebos em bons ginetes e ensinar-lhes a lançar a saeta desde o cavalo.

Deste modo decorria no primeiro ano, ao final do qual se celebrava no teatro uma assembleia do povo, onde passava revista aos efebos em movimentos de ordem fechado. Nesse momento o estado dava-lhes um escudo e uma lança, faziam marchas militares pelo Ática e estavam acuartelados nas fortalezas.
Durante esse segundo ano os efebos comportavam-se como peripoloi, isto é, como soldados patrulleros em torno das fortalezas de Eléuteras, de Filé e de Ramnunte .

Em Ramnunte, umas inscrições do século IV a. C. permitem evocar a vida dos efebos e suas relações com a população local. Os exercícios dos efebos requeriam um elevado consumo de azeite e cidadãos de Ramnunte contribuíam com seus próprios fundos, com uma generosidad que lhes supunha agradecimiento e honras (coroas) outorgados pelos efebos e seus chefes.

O pequeno teatro de Ramnunte tinha uma animação especial graças à presença dos efebos: Sentados nos lugares de honra (da proedría) os magistrados do demo e os oficiais da guarda participavam nos espectáculos que ali se celebravam, sobretudo concursos de comédias.

Desporto

Artigo principal: Jogos Olímpicos Antigos
Vasija com atletas gregos em uma carreira.

Desde os primeiros tempos, os exercícios físicos do homem, tinham como finalidade sua sobrevivência; preparavam-se para caçar, pescar e defender-se. Mas na Antiga Grécia os exercícios físicos adquiriram uma maior importância. Para os gregos, a beleza e a força física perseguiam um objectivo: a educação harmônica e completa do corpo e do espírito.

A principal manifestação desportiva da Antiga Grécia foram os Jogos olímpicos na antigüedad.

Os Jogos olímpicos na antigüedad (chamados assim por celebrar na cidade de Olimpia ) foram festas religiosas, culturais e desportivas celebradas na antiga Grécia (776 a. C. - 392 d. C.) em honra aos deuses maiores. Neles participavam os atletas, que deviam ser cidadãos, só homens, e se treinavam durante anos nos gimnasios.

Existem muitas lendas a respeito da origem dos antigos Jogos Olímpicos. Uma delas associa os primeiros Jogos com o conceito da antiga Grécia de εκεχειρία (ekecheiria) ou Trégua Olímpica. A data de começo dos mesmos serve como referência ao calendário helénico e se considera no ano 776 a. C., ainda que as opiniões de académicos situam-na em um intervalo entre o ano 884 a. C. e o 704 a. C.

Os jogos ocuparam um lugar muito importante na vida pública das cidades. Organizavam-nos e presidiam seus magistrados que representavam neles ao estado. A vida pública ficava paralisada durante as festas já que suspendia-se toda actividade oficial. Durante elas somente se resolviam os assuntos de extrema urgência. Exerciam uma grande influência nas relações dos estados, ia-se a eles desde os lugares mais remotos e se estabeleciam tréguas de carácter sagrado. Os jogos públicos eram uma ocasião de aproximação entre os Estados Gregos. Constituíam a alma das relações interhelénicas, já que equivaliam a verdadeiras assembleias gerais do povo grego. Progressivamente além das polis da Grécia continental, aumentou a participação das múltiplas colónias gregas diseminadas pela costa do Mediterráneo. Olimpia converteu-se em uma poderosa força, que aglutinou, com a ideia de um panhelenismo crescente, a todos os emigrantes gregos dispersos pelo mundo helénico. A participação oficial das cidades gregas nas oferendas e sacrifícios e a colaboração dos particulares criava uma sensação de hermandad e surgia o sentimento do pertence a uma estrutura sócio-política superior ao da polis. Paralelamente o espírito de concorrência, monopolizado tradicionalmente pela nobreza, estendeu-se ao resto da sociedade, que sem abandonar ainda suas raízes religiosas, infundieron no desporto características mais democráticas.

Jogos quotidianos

Aquiles e Áyax jogando aos dados. Museu britânico. Londres.

A informação que existe em relação a este tema se obteve fundamentalmente de três classes de fontes: representações em cerâmica, brinquedos achados nos santuários (onde eram ofrendados aos deuses ao se casar ou chegar à maioria de idade) e brinquedos achados em tumbas de meninos fazendo parte de seu ajuar.

Entre os brinquedos de recém nascidos encontravam-se campanillas e biberões com forma de animais. Para os meninos mais maiores existiam peonzas, aros, cometas, carretes (usados como eu-eu) e bonecas realizadas com terracota ou madeira talhada entre as quais se acharam inclusive com braços articulables. Também tinha jogos em grupo como a mosca cega e o lançamento de nozes e huesecillos de animais.

Outro jogo de grupo que muito popular era o ephedrismos: parece ser que consistia em tratar de golpear com um acessório um objecto fincado no solo; o perdedor devia levar sobre seus ombros ao ganhador e devia de tratar de chegar a uma meta com os olhos tampados pelo colega que estava sobre ele e atendendo às instruções verbais de um terceiro.

Os adultos jogavam aos dados e à morra. Também tinha jogos de mesa que se realizavam sobre tablillas e se usavam uma espécie de bolitas como peones, mas se desconhecem as regras destes jogos.

Costumes atenienses

Classes sociais

Em Atenas do século V a.c, a progressiva ampliação da participação política não atingiu nunca a todas as classes sociais que eram:

Os cidadãos

Eram os únicos que podiam possuir terras, e dedicar aos assuntos da Polis. Para os gregos, a verdadeira ocupação do cidadão era participar na política da cidade. No entanto também se distinguiam pelas qualidades próprias que tinham.

Os Metecos

Eram os estrangeiros residentes em Atenas . Eram livres e podiam participar de cerimónias cívicas e religiosas. Tinham em suas mãos a maior parte do comércio marítimo, a banca, e a produção mercantil. Mas careciam de direitos políticos e não podiam ter uma terra, salvo que piedieran uma permissão.

Os escravos

Estavam no último peldaño da escala social, eram propriedade de outras pessoas, careciam de liberdade. O escravo não tinha direito sobre sua pessoa e estava obrigado a trabalhar contra sua vontade. Mas o proprietário não tinha sobre o escravo direito de vida ou morte.

O esclavismo

Na Atenas de Pericles a proporção escravos/cidadãos livres era quiçá de 3 a 2. Em outras polis (Quíos, Egina, Corinto) provavelmente mais. Aristóteles dava por suposto a necessidade de escravos em abundância e Jenofonte propunha como proporção ideal 3 a 1. O verdadeiramente importante é que pela primeira vez os escravos foram utilizados de forma habitual no artesanato, a indústria e a agricultura em escala superior à utilização doméstica, própria de uma concepção menos utilitaria e mais de ostentación.

Ao mesmo tempo em que a escravatura fazia-se geral, a natureza da escravatura fazia-se absoluta: já não consistia em uma forma relativa de servidão entre outras muitas, ao longo de um contínuo gradual, senão em uma condição extrema de perda completa de liberdade, que se yuxtaponía a uma liberdade nova e sem travas. A liberdade e a escravatura helénicas eram indivisibles: a cada uma delas era a condição estrutural da outra, em um sistema diádico que não teve precedente nem equivalente nas hierarquias sociais dos impérios do Oriente Próximo, que não conheceram nem a noção de cidadania livre nem a de propriedade.

Costumes espartanas

Classes sociais

Os cidadãos

Busto de um hoplita, quiçá Leónidas (Museu arqueológico de Esparta).

Os únicos que possuíam direitos políticos eram os espartanos descendentes dos conquistadores dorios, chamados “astoi” ou “cidadãos” (termo mais aristocrático que o de “polités”, habitual em outras cidades gregas). Também se lhes conhecia como “Homoioi” (“Pares” ou “Iguais”). Recebiam educação militar desde os 7 aos 17 anos e adquiriam a maioria de idade aos 30, quando podiam ser parte da Assembleia dos Cidadãos e tinham que se casar. Existia um verdadeiro número de cidadãos considerados covardes no combate, aos que os historiadores denominam com o termo latino de “tresantes” (“os trémulos”). Segundo Heródoto, Jenofonte, Plutarco e Tucídides, aos “trémulos” submetia-se-lhes a toda a classe de desprezos e vejaciones: obrigação de pagar o imposto de soltería, expulsión das equipas de pelota, dos coros, das comidas em comum, etc. Seu estado de marginación era quase tão absoluto como o dos ilotas, com a excepção de que eles sim podiam aceder aos lugares públicos (sempre nos últimos postos) e que lhes estava permitido isentar seu deshonra mediante actos de valor na guerra.

Um autêntico espartano devia ser filho de pais espartanos, ter recebido a educação espartana, fazer suas comidas junto aos demais cidadãos nos comedores públicos e possuir uma propriedade suficiente como para lhe permitir sufragar as despesas de sua cidadania.

O nome de “Homoioi” (“Iguais”) é depoimento, segundo Tucídides, do facto de que em Esparta “se instaurou a máxima igualdade entre o estilo de vida dos acomodados e o da massa” (I, 6, 4): todos levam uma vida em comum e austera.

Os periecos

Os periecos eram descendentes dos membros das comunidades camponesas que não opuseram resistência aos invasores Dorios e, portanto, não foram submetidos pela força. Os periecos podiam viver em liberdade em suas terras, mas careciam de direitos políticos. Ocupavam-se das actividades artesanais e comerciais. Deviam pagar ao Estado altos tributos e podiam ser obrigados a incorporar ao exército.

Os Ilotas

Artigo principal: Ilota

Os Ilotas eram descendentes dos membros das comunidades camponesas que opuseram resistência aos invasores Dorios. Estavam obrigados a servir aos cidadãos; o Estado distribuía-os ente os iguais para que trabalhassem suas terras. Os cidadãos ficavam com quase todo o produzido, enquanto só uma pequena parte lhes correspondia aos ilotas. Não tinham nenhum tipo de direitos e careciam de protecção das leis. Não eram escravos senão servos públicos e como pertenciam ao Estado, não podiam ser comprados nem vendidos.

A educação espartana

A educação espartana (“agogé”), sistema educativo introduzido a partir de Licurgo, caracteriza-se por ser obrigatória, colectiva, pública e destinada em princípio aos filhos dos cidadãos, ainda que parece que em ocasiões se deveu admitir a ilotas ou periecos, e os filhos de um ateniense como Jenofonte se educaram em Esparta. A educação espartana estava enfocada principalmente à guerra e a honra, a tal ponto que as mães espartanas diziam a seus filhos ao partir para a guerra: "volta com o escudo ou em cima dele", em referência a que mantivessem a honra e não se rendessem nunca ainda que com isso perdessem a vida.

Esparta praticava uma rígida eugenesia. Nada mais nascer, o menino espartano era examinado por uma comissão de idosos no "Lesjé" (“Pórtico”), para determinar se era formoso e bem formado. Em caso contrário considerava-se-lhe uma boca inútil e um ónus para a cidade. Em consequência, conduzia-se-lhe ao "Apótetas" (lugar de abandono), ao pé do monte Taigeto, onde se lhe arrojava a um barranco. De ser aprovado, atribuíam-lhe um dos 9.000 lotes de terra disponíveis para os cidadãos e o confiavam a sua família para que o criasse, sempre tendo em vista o endurecer e o preparar para sua futura vida de soldado.

Aos sete anos (ou aos cinco, segundo Plutarco) arrancava-se aos meninos de seu meio familiar e passavam a viver em grupo, baixo o controle de um magistrado especial, em condições paramilitares. A partir de então, e até os vinte anos, a educação caracterizava-se por sua extrema dureza, encaminhada a criar soldados obedientes, eficazes e apegados ao bem da cidade, mais que a seu próprio bem-estar ou a sua glória pessoal (esta última, o ideal dos tempos homéricos). Os rapazs devem ir descalzos, só se lhes proporciona uma túnica ao ano e nenhum manto e, submetidos a uma subalimentación crónica, se lhes força a se procurar seu próprio sustento mediante o roubo. As disciplinas académicas centram-se nos exercícios físicos e o atletismo (os espartanos sobresalieron regularmente nos Jogos Olímpicos), a música, dança-a e os rudimentos da leitura e escritura.

Pelo que à educação das meninas se refere, se encaminhava a criar mães fortes e sãs, aptas para engendrar filhos vigorosos. Por isso, insistia igualmente na educação física, bem como na repressão sistémica dos sentimentos pessoais em aras do bem da cidade.

A Moradia

Cidade grega

A cidade-estado grega, a polis, tinha um plano ortogonal, mais regular quanto mais organizada estivesse a cidade. Tinham edifícios e lugares públicos onde se reunia o povo, e onde se organizou a democracia e surgiu a filosofia. Estes lugares são os templos, o ágora, o mercado que às vezes estava coberto com soportales (a stoa). Também foi necessário construir edifícios de administração e de lazer, como os teatros e os estádios. O plano tópico é o que aplicou em Mileto Hipodamos, ao que Aristóteles atribui o nos ter legado a doutrina da distribuição lógica da cidade. Este plano baseia-se na disposição ortogonal das ruas e as maçãs. Todas as ruas deviam de ter a mesma largura, e a distribuição de oficios deveria se fazer com critérios lógicos. Os gregos construíram colónias em diferentes partes do Mediterráneo, e para a construção de nova planta de uma cidade este tipo de plano é muito útil. Cidades como Mileto, Atenas, Esparta, Antioquía, etc., têm esta tipología, modificada só pela topografía. Sempre que pode-se, o plano está orientado em direcção norte-sul, com o que todas as moradias tinham uma fachada com vistas ao sul.

A casa grega

A casa grega organiza-se em torno de um pátio central. Costumavam ser de adobe, e não especialmente de boa qualidade: na Grécia dava-se mais importância à vida pública que à privada. As casas ordinárias compunham-se de um andar baixo com duas peças muito pequenas, e de um andar alto, ao que se subia ordinariamente por uma escada exterior. A parte inferior estava aberta na rocha e as paredes eram de madeira, de tijolos ou de argamasa. No interior das moradias, as paredes estavam blanqueadas com cal; não tinha lareiras. As casas ricas pareciam-se aos palácios homéricos, e compreendiam três partes:

Durante o período helenístico este tipo de cidade estende-se por todo mundo já que se criam muitas urbes novas, várias com o nome de Alejandría na antiga Persia. No entanto, em parte, os lugares tradicionais, como o ágora, tinham perdido sua função.

Bibliografía

Notas
  1. Homero.Odisea, xvii,383

Veja-se também

Enlaces externos

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