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A crítica social é a crítica de uma sociedade, com frequência definida nos termos da crítica, já seja do todo ou, pelo menos, de aspectos substantivos desta.
Essa crítica tipicamente faz-se sobre uma base radical, mas o termo não é excluyente. Argumentou-se que toda crítica social implica uma ideia da felicidade ou desenvolvimento humano, junto a uma ideia de dever ser: de como uma sociedade deveria se organizar ou seus membros deveriam se comportar a fim de conseguir essa felicidade ou desenvolvimento do potencial humano.[1]
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Academicamente, entende-se que o termo se refere ao uso de princípios ou esquemas conceptuais ou teóricos para analisar e explicar as estruturas sociais. Alguns consideram que é um ramo da sociologia mas os que praticam a crítica social geralmente consideram que a actividade é inerentemente interdisciplinaria, em uma mão se nutrindo e na outra contribuindo a disciplinas tais como a antropologia, a geografia, economia, filosofia, história, linguística, sociologia, teología, etc. produzindo, por exemplo, disciplinas tais como a psicologia crítica. Desde este ponto de vista pode-se considerar que crítica social é a ponte conceptual entre os conceitos, igualmente imprecisos, de filosofia social; sociologia e as ciências políticas.
Tomando em conta essas considerações é que na Inglaterra se fala de Crítica Cultural" (Cultural critic) ou "Estudos culturais" (Cultural Studies) ou sociocultural ou estudos culturais. Em EEUU; e alguns países da América Latina, por exemplo, Porto Rico; tem-se popularizado Teoria social (Social theory) termino que se esta estendendo a Alemanha (Kulturtheorie ou Sozialtheorie) onde esta substituindo ao mais tradicional "Gesellschaftskritik" ou simplesmente "Kritik" (ver por exemplo Analyse & Kritik: Zeitschrift für Sozialtheorie) Em francês "Critique-a sociale" tem uma tradição e reconhecimento bastante longo, devido à existência nos 1930 de uma revista com esse nome.
Como se notou, a crítica social é uma actividade fortemente influída por, entre outras, percepciones filosóficas, morais, religiosas e sociais. É difícil por tanto oferecer uma tipología das aproximações que seja geralmente satisfatória e objectiva. No entanto, e sem pretensões de oferecer algo mais que uma introdução a uma visão geral, e notando que na pratica estas visões com frequência compartilham raízes e se nutrem entre elas mesmas, parece possível, a rasgos gerais diferenciar três grandes momentos em seu desenvolvimento.
Pode-se alegar que desde os começos da sociedade tem existido uma crítica. Essa crítica parece ter sido marcadamente filosófica (por exemplo. A República de Platón ) religiosa (ver, por exemplo, apologética), utópica ou literária (por exemplo, a sátira) No entanto, e para fins desse período começa-se a usar métodos mais sofisticados a fim de tratar de entender a sociedade, por um lado procurando maneiras de integrar as novas percepciones do humanismo com a ideologia dominante (ver por exemplo, Escola de Salamanca) e pelo outro, encontrar as raízes, causas, leis que governam, já seja o desenvolvimento da história ou os factores da natureza humana (tais como o interesse próprio, o uso da razão, a cooperação, etc) que influem ou determinam as formas que as sociedades adoptam (ver, por exemplo: Spinoza)
Esse movimento para uma "explicação racional" concretiza-se em um segundo momento que se pode alegar começa com Kant. A partir de o, durante a maior parte do século XIX e até a primeira metade do século XX a crítica estava dominada por aproximações racionalistas características do chamado Século das luzes e modernismo (ver).
Geralmente considera-se que um momento importante desta nova aproximação se produz com o trabalho de Hegel , quem introduziu um sistema para entender a história da filosofia e o mundo mesmo, chamado com frequência “dialéctica”: uma progressão na que a cada movimento sucessivo surge como solução das contradições inherentes ao movimento anterior, dando assim começo às chamadas escolas criticas (ainda que o termino mesmo se deriva da critica kantiana)
A outra grande vertente da época foi constituída pelo naturalismo empiricista e o Positivismo (ver Locke e Montesquieu
Destas visões derivam-se o liberalismo, o contractualismo, o socialismo (especialmente o marxismo, a Teoria crítica da escola de Frankfurt e o socialismo democrático). Ademais, o cooperativismo; mutualismo; anarquismo, etc.
No entanto ainda naquela época tinha escolas que procuravam complementar ou substituir o uso da razão com aspectos que vão para além que ela, Por exemplo, críticas moralistas (baseadas no cristianismo, tais como a Doutrina Social da Igreja); esteticistas (ver, por exemplo, revolução cultural; naturalismo; Simbolismo e Modernismo (literatura em espanhol)) ou psicológicas, por exemplo, o existencialismo. Convém também mencionar a Escola Austríaca de Economia.
Um terceiro momento faz-se notar na segunda metade do século XX. Especialmente a partir da década do setenta desse século e possivelmente correspondendo a desenvolvimentos académicos relacionados com problemas nas fundações da consistência lógica (ver Teorema da incompletitud de Gödel; Wittgenstein; Derrida e postmodernismo) e sócio políticos mais amplos (ver contracultura; Maio do 68; Frantz Fanon; Nova esquerda e Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos) as grandes teorias unificantes deixam de ter o papel dominante e são complementadas com teorias que poderiam ser telefonemas sectoriais, que procuram dar uma voz aos directamente afectados por formas concretas de discriminação sem pretensões explicitas de explicar cientificamente o mundo.
Notáveis entre essas teorias sectoriais, contam-se a teoria da Negritud, o panafricanismo as teorias do poscolonialismo, o feminismo, a Teoria Queer, as teorias do Indigenismo, o regionalismo, etc.
No entanto, isso não significa que as teorias gerais ou unificantes têm desaparecido. Em adição às que já se mencionaram, temos por exemplo as que, aceitando a diversidade de posições, procuram promover uma visão e acção comum: por exemplo, as teorias dos telefonemas "práticos de resistência" e a Democracia social. Ademais, existem as que são declaradamente universalistas, tais como o ecologismo, os movimentos em favor dos direitos humanos; a Teología da Libertação, De especial importância a princípios do século XXI, em que se constituíram em factores aglutinantes para muitas das outros visões, são tanto a globalização como a Antiglobalización.
Modelo:ORDENAR:Critica social