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Cultura Nasça

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Nasça Cultura Nasça/Nasca

Civilização indígena peruana

100–600

Bandera

Ubicación de
Capital Cahuachi
Religião Politeísta
Governo Teocracia
Período histórico Pré invasão européia
 • Estabelecido 100
 • Dissolução 600
Gentilicio:nasça.
Cerâmica Nasça.
Huaco Nasça.
Canal de riego Nasça.

A cultura Nasça foi uma civilização indígena que surgiu na época preincaica em terras peruanas, na província de Nasça da Região Ica. A orlas do rio Maltrata, encontrava-se a capital, Cahuachi. Esta cultura surge no século I desta era e entra em decadência no século VI.

Sua área de influência pelo norte foi até Pisco, pelo sul até Arequipa e pelo este até Ayacucho. Até o século VI d. C., aumentaram seus contactos com a zona andina, chegando inclusive até as zonas altas de Ayacucho . Este contacto teve especial importância na formação do Estado Wari.

Um aspecto impressionante de nasça-os é sua cerâmica policromada, com figuras de homens, animais, plantas, etc. Em muitas destas cerâmicas, representam-se a homens mutilados. O trabalho em metais era inferior aos factos em Chavín de Huántar, mas tinham estilo próprio. A arte têxtil floresceu tanto como na época dos Paracas.

O mais impressionante desta civilização são os traços efectuados por nasça-os nas Pampas de Nasça e em outros lugares da costa sul do Peru. Os traços conhecidos como Linhas de Nasça se localizam em uma zona geográfica com poucas precipitações, o que demonstra conhecimentos de geografia e meteorologia. Como dato sumamente interessante e que reforça a teoria do conhecimento meteorológico dos Nasças.

A uns trinta quilómetros da cidade de Nasça acha-se o Cemitério de Chauchilla. Uma necrópolis ao ar livre na que apesar dos saques ainda se podem ver momias em bom estado de conservação bem como restos de cerâmica.

A economia nazquense estava baseada na agricultura e esta foi intensiva e um exemplo à posteridad de como resolver o problema de terras eriazas na costa. O estudioso Antonio Raimondi sobre isto, disse: “No subsuelo de Nasça existe água subterrânea, mas, achando-se esta à profundidade de 4 ou 5 metros, não pode servir para o riego dos terrenos. O rio, comummente só tem água corrente durante 40 dias no ano; de maneira que, por mais de 10 meses, Nasça careceria de água se não fora pelos trabalhos empreendidos pelos antigos índios”. Os principais cultivos de Nasça, foram: maíz, frijol, calabaza, zapallo, yuca, maní, ají, guayaba, lúcuma, pacae e algodón.

Os antigos nasquenses, construíram acueductos para poder ter água durante todo o ano; obras que por outro lado deveram significar um grande esforço físico, organizado e direcção técnica de engenheiros hidráulicos. Suas tomadas encontram-se nas alturas de Nasça e tomam por infiltración as águas subterrâneas para levar à cidade. Os acueductos mais importantes, são: Ocaña, Matasse, Uchulla, Tejeje, Bisambra, Maltrata, Curve, Llícuas, Soisonguito, Copara e a Achirana.

Conteúdo

Origem e desenvolvimento

Diz-se que a cultura Nasça teve sua origem proveniente da cultura Paracas, mas os Nasça foram um povo que desenvolveu mais a cerâmica que a textilería. Também se diz que os Nasça e Paracas conviveram durante algum tempo. Nasça não teve um governo unificado, sendo assim a união de assentamentos pela zona fértiles do território Nasça. Como assentamento mais importante se encontrava Cahuachi, o qual era um conjunto de pirâmides de adobe, plataformas e praças. Ali os habitantes de diferentes grupos reuniam-se durante períodos para celebrar festas ceremoniales. A decadência ocorreu fazia no ano 600 d. C. Acha-se que o deserto avançou rápido aos assentamentos Nasça, e que o centro mais importante de Nasça (Cahuachi) perdeu seu religiosidad. Durante sua existência trocou produtos com diferentes culturas, construindo assim o que séria uma rede de comércio entre Nasça, Warpa e outros.

Continuidade

Afirma-se que os Nasça são uma continuidade dos Paracas, já que ambos tinham as mesmas tradições e usaram as mesmas técnicas de agricultura, ademais também eram umas culturas militares.

Os militares da cultura nasça foram muito valentes e por isso se ganharam um lugar privilegiado na pirâmide social.

Economia

Nasça foi uma cultura cuja economia estava cimentada na agricultura. Economia de subsistencia.

Comércio

Tiveram um sistema de comércio que abastecia as necessidades dos Nasça. Com os Warpas trocaram produtos da serra tais como papa e lana, plumas da sobrancelha de selva (para seus tecidos), a mudança de pescado , algodón e quiçá sua cerâmica.

Agricultura

A economia em Nasça baseava-se na agricultura, e esta foi intensiva e um exemplo à posteridad de como resolver o problema de terras eriazas na costa.

Antonio Raimondi disse: “No subsuelo de Nasça existe água subterrânea, mas, achando-se esta à profundidade de 4 ou 5 metros, não pode servir para riego dos terrenos. O rio, comummente só tem água corrente durante 40 dias no ano, de maneira que, por mais de 10 meses Nasça careceria de água se não fora pelos trabalhos empreendidos pelos antigos índios”.

Construíram mais de quarenta acueductos, que se limpavam por médio de umas construções chamadas olhos de água, tudo isto para poder ter água todo o ano, e assim poder desenvolver uma agricultura sólida. As obras de acueductos deveram significar grande esforço físico, organizado e direcção técnica de engenheiros hidráulicos. Suas tomadas de água proviam das alturas de Nasça e também (por infiltración) das águas subterrâneas.

Os principais cultivos foram: maíz, fríjol, calabaza, zapallo, yuca, maní, ají, guayaba, lúcuma, pacae, pallares e algodón. Com este último desenvolviam seus tecidos e vestimenta.

Lucros tecnológicos

A tecnologia desenvolveu-se principalmente no âmbito agrícola, já que ao ser um lugar em onde caem poucas chuvas, se precisou de intervenção hidráulica por médio de acueductos, canais e poços para abastecer de água os terrenos; chamados canais de irrigación, mostra disso é a construção dos canais de Cantalloc e os puquios. Para fazer os acueductos, primeiro cavavam vários poços localizados a 20 ò 50 metros uns a outros, até que encontravam a napa acuífera. Depois ligavam-se com outros canais subterrâneos. Este sistema filtrava a água do subsuelo e levava-o para as reservas de água desde os quais se irrigaban os vales. Nasça-os também construíram reservorios para armazenar água.

Organização social

A organização social de nasça-os teve autoridades centralizadas, constituídas principalmente por sacerdotes. Estes tinham a capacidade de organizar o trabalho comunitário e dirigir as complexas actividades ceremoniales. Ao serviço destas autoridades encontrava-se uma grande quantidade de artesãos especializados, tais como ceramistas e textileros, astrólogos, músicos e soldados, os quais habitam em pequenas cidades e centros ceremoniales, entre os que destaca o complexo de Cahuachi. Na base da sociedade encontravam-se os agricultores e pescadores, os quais viviam dispersos em diversos pontos do território. Os agricultores tinham quase a totalidade dos vales, já que assim poderiam desenvolver a agricultura, com mais espaço e terreno fértil.

Organização política

Nasça estava dividida em vales, em onde tinha assentamentos aos extremos. Estes tinham sua própria autoridade que era um sacerdote. A elite vivia em edifícios piramidales, em sectores especiais cujas habitações estavam feitas com adobe e muros cobertos com uma capa de yeso ou cal para tampar as grietas. O povo residia em aldeias ou na periferia da cidade. Suas casas construíam-se colocando troncos de algarrobo que definiam as paredes.

Costumes

Umas dos costumes que a cultura de Nasça era:

Arte

Os geoglifos

É a expressão artística mais conhecido de nasça-os. Estas são uns enormes desenhos traçados sobre a pampa que se encontra ao norte do assentamento de Cahuachi. Ali apresentam-se figuras antropomorfas, zoomorfas e fitomorfas, junto a linhas rectas de vários quilómetros de longo. Todas têm sido realizadas com uma precisão que até estes dias assombra ao mundo.

Ver Linhas e geoglifos de Nasça e de Pampas de Jumana

Plato da Cultura Nasça.

Cerâmica

Estudada por Max Uhle em 1901, é considerada por uma da melhor conseguida do antigo Peru. A cultura Nasça caracteriza-se pela qualidade das vasijas, as complexas representações que se pintaram em suas superfícies dantes de ser cocidos e a policromía dos motivos, com peças que têm até seis ou sete cores, e uns 190 matizes diferentes. A forma mais típica das vasijas é a garrafa alça-ponte com duas vertederos, mas também fabricaram ollas esféricas, xícaras e copos. Sua característica principal era o “Horror ao vazio”, isto é que os Nasças não deixaram em nenhuma de suas cerâmicas algum espaço sem pintar ou decorar. Nestas peças apresentaram-se elementos da vida quotidiana, tais como flores, frutos, aves, animais e insectos, como também personagens mitológicos ou que combinam atributos humanos e animais. Os motivos Nasça dividem-se em três categorias:

Textilería

Foi herdada dos Paracas (necrópolis), no que se refere à elaboração de finísimos mantos ou teias, ainda que não conseguiram a mesma qualidade e suntuosidad dos acabamentos. Para elaborar os tecidos, utilizaram algodón e lana de camélidos. Nasça-os expressavam as mesmas figuras que os que tinham em seu alfarería.

Orfebrería

Utilizavam o ouro e a prata para fazer máscaras, orejeras, narigueras e outros objectos rituales, enfeitados por médio do gravado em altorrelevo, já que eram lâminas. Estes objectos eram para usos ceremoniales e/ou religiosos.

Cabeças Troféu

Estes tiveram sua origem nas culturas Chavín e Paracas. Para elaborá-las, sacava-se o cérebro pela base do cráneo, depois, a boca era com costura ou fechada com espinhas, e faziam-se um pequeno oco na frente, por onde passava uma sensata para que pudesse ser pendurado. Acha-se que faziam isto os Nasça, para fazer ritos com relação à fertilidad das terras.

Por último, nasça-os elaboraram, como parte da indumentaria ritual, tambores que eram decorados com cenas ou desenhos míticos, e de animais estilizados, todos de características policroma. O parche era colocado na parte de abaixo e para fazê-lo soar, punha-se de custado. Dantes que o guerreiro ou a tropa ganhadora se pendurasse a cabeça troféu, o sacerdote de dita tropa tomava o sangue da cabeça e depois se procedia ao dito anteriormente. Foram um elemento constante nas cerâmicas e têxtiles Nasca.

Música

A Cultura Nasca, surpreende com a construção de antaras de cerâmica que superam a todos os instrumentos de américa precolombina. não faz mas fique Nasca possuem 8, 9, 10, 11 notas diferentes. Estamos a falar de escalas cromáticas.

Esta afirmação está sustentada por importantes musicólogos estrangeiros e peruanos como:

Charles Mead (1924), Raoul e Marguerite D`harcourth (1925), Carlos Vega (1932), Mariano Béjar Pacheco (1935), André Sas Orchassal (1938-1939), Robert Stevenson (1959), Alberto Rossel Castro (1960), César Bolaños (1980-1988), Américo Valencia Chacón (1982), Miguel Oblitas Bustamante (1984-2009), Arturo Ruiz do Poço (1992), Giuseppe Orefici (1999), Anna Gruczinska (2001), Milano Trejo e Carlos Mansilla (2006).

Outros instrumentos musicais achados nas tumbas nascas -constuídos de cerâmica-são:

Quenas, Trombetas, bombos e tambores. Todos estes instrumentos musicais estão decorados pelos geniales artistas da cerâmica Nasca.

Crenças

Diz-se que os Nasça achavam que os cerros eram deuses, bem como o mar, o céu, a terra, o fogo e a água. De modo que grande parte de suas construções e elaborações, faziam-se para seus deuses, com o fim de que não tenha secas, e que os canais não se sequem. Seu religion também ténia que ver muito com o mistério das linhas de Nasça, que é considerado por alguns como um círculo agrícola e calendário astronómico, mas outros dizem que estas eram lugar de numerosos rituales a seus deuses.

Galería

Veja-se também

Enlaces externos

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