Daniel Alberto Perissé (Temperley, Província de Buenos Aires, Argentina, 16 de fevereiro de 1936 - Buenos Aires, Argentina, 27 de setembro de 2008 .[1] ) Capitão de Fragata de Infantería de Marinha (R.E.), ufólogo, foi reconhecido por suas investigações sobre o fenómeno OVNI.
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Seu rendimento à Armada produziu-se no ano 1952, e em 1965 era Tenente de Fragata quando lhe coube se desempenhar como Comandante do Destacamento Naval Decepção, na ilha do mesmo nome, pertencente ao archipiélago das Shetland do Sur, na Antártida.
Seu particular interesse pelo fenómeno ovni iniciar-se-ia nesse ano, ao produzir-se várias observações de objectos não identificados que envolveram à baseie "B" inglês, à base "Pedro Aguirre Cerdá", chilena, e ao Destacamento argentino no que se encontrava, todos com assento em Ilha Decepção, mais outros fenómenos anómalos informados desde o Destacamento Naval Orcadas, em Ilha Laurie.
Esse múltiplo avistamiento de ovnis nos céus antárticos foi imediatamente refrendado por vários comunicados oficiais e teve alta difusão na imprensa mundial da época.
No âmbito ufológico desenvolveu numerosos estudos de gabinete e tarefas de investigação de campo. Publicou trabalhos nas revistas Quarta Dimensão, Extraterrestre, Pesquisando, Ufopress e Cadernos de Ufología, ademais pronunciou conferências em diferentes pontos da República Argentina.
Entre os anos 1966 e 1974 integrou a Comissão Permanente de Investigação do fenómeno ovni, presidida pelo Capitão de Navio Omar Roque Pagani, no seio da Armada Argentina.
Pertenceu à Comissão de Investigações Ufológicas (CIU), fundado por Guillermo Carlos Roncoroni e Alejandro Agostinelli, e integrou durante cinco anos (1984/1989), Como Vogal Titular Segundo, a Comissão Directiva da Federação Argentina de Estudos da Ciência Extraterrestre (FAECE), participando como expositor dos Congressos anuais que esta organizava.
Era asiduo participante das reuniões mensais que a Roda de Pesquisadores do Fenómeno Ovni (RIFO) levava a cabo no Centro Cultural Encontro, de Buenos Aires. Em dito âmbito desempenhava-se como coordenador das Primeiras Jornadas Federais de Trabalho Ufológico.
Convidado pela Fund for UFO Research Inc. (FUFOR), participou como expositor no décimo oitavo Simposio Internacional da Mutual UFO Network. (MUFON), reunido em Washington D.C., Ou.S.A., em Junho de 1987 , publicando-se dois trabalhos seus nos Proceedings editados nesse ano com motivo de dito evento.
Era consultor em Estatística da MUFON e estava associado a FUFOR , a Aerial Anomalies International (AAI) e ao projecto UNICAT.
Era membro honorario da REDE ARGENTINA DE OVNILOGÍA (R.A.Ou.)
Cabe destacar que a parapsicología constituiu sua outra área de interesse investigativo. Durante seu estadía na Antártida levou a cabo uma série de experiências coordenadas com o Instituto Argentino de Parapsicología nas quais participaram especialistas de umas vinte nações. Pertenceu durante 1967 à Comissão Directiva do mencionado Instituto, como Vocal Suplente da mesma, e foi convidado em 1981 a integrar o Comité de Honra do Primeiro Congresso Argentino de Parapsicología.
Em 1993 um acidente cerebrovascular deixou-lhe como secuela uma severa hemiplejía, faleceu na Cidade de Buenos Aires em 2008 .[2]
Em Junho, Julio e Agosto de 1965 argentinos, chilenos e britânicos observaram na Ilha Decepção o passo de um objecto luminoso que voava em ziguezague e que ficou suspenso no ar.
O 3 de julho, o pessoal do destacamento naval Decepção (Argentina) do qual Daniel Perissé era seu Comandante observa o passo de um artefacto extremamente raro. Nesse mesmo dia, os chilenos desde sua base na mesma ilha detectam os movimentos de outro objecto, quiçá o mesmo que viram os argentinos desde seu destacamento, para o sudoeste da ilha onde se encontra o destacamento naval argentino.
Por sua vez, os britânicos também observam esse mesmo objecto. Os cinco membros da base antártica inglesa na ilha confirmam nesse mesmo dia de julho que vêem no céu uma estranha mancha luminosa. Sua cor é vermelha, com variações ao amarelo e verde. Segundo os britânicos, o ovni permaneceu estático durante 10 minutos.
Por último, esse mesmo 3 de julho de 1965, os variómetros que se encontravam no laboratório do destacamento naval argentino nas Ilhas Orcadas do Sur sofrem notáveis perturbaciones.
Os Governos da Argentina e Chile emitiram comunicados oficiais sobre os avistamientos.[4] [5] [6]