Na democracia representativa, o povo delega a soberania em autoridades eleitas de forma periódica mediante eleições livres. Estas autoridades em teoria devem actuar em representação dos interesses da cidadania que os elege para os representar.
Neste sistema o poder legislativo, encarregado de fazer ou mudar as leis, é exercido por uma ou várias assembleias ou câmaras de representantes, os quais recebem diferentes nomes dependendo da tradição da cada país e da câmara em que desenvolvam seu trabalho, já seja o de parlamentares, deputados, senadores ou congressistas. Os representantes normalmente estão organizados em partidos políticos, e são eleitos pela cidadania de forma directa mediante listas abertas ou bem mediante listas fechadas preparadas pelas direcções da cada partido, no que se conhece como eleições legislativas.
O poder executivo recae em um governo composto por uma série de ministros, a cada um deles encarregado de uma parcela de governo ou ministério, e é encabeçado por um chefe de estado, presidente ou premiê, dependendo da cada país concreto.
Em alguns países como Argentina, Chile, Colômbia, Peru, ou México, (e em general na maioria de países americanos com regimes democráticos) o chefe de governo é eleito directamente pela cidadania mediante um processo eleitoral independente do legislativo, isto é, mediante eleições presidenciais. Em outros países como Espanha, Cuba, Reino Unido, Itália ou Japão, é eleito de maneira indirecta pelos representantes da assembleia, normalmente como culminación das correspondentes eleições legislativas.
Actualmente a maior parte da humanidade vive baixo este tipo de sistema democrático, já seja baixo o formato de monarquia parlamentar ou bem baixo o de república, sendo ambos formatos muito similares no essencial. Trata-se do sistema de governo mais exitoso e com maior implantação desde os tempos da monarquia absoluta.
Existe um amplo acordo, praticamente a nível mundial, de que a democracia representativa é o melhor sistema de governo possível. Ou pelo menos de que é o menos mau, expressão bastante popular que indica que apesar de seus defeitos as possíveis alternativas são menos eficientes.
Não obstante, existem alguns colectivos, repartidos por diferentes países com sistema de democracia representativa, que criticam esta forma de democracia pela considerar em realidade pouco democrática. Estes colectivos abogan por uma profundización na democracia para formas de democracia participativa e democracia directa, e em menor medida de democracia deliberativa.
Alguns críticos da democracia representativa argumentam que a existência dos partidos políticos faz que os representantes sejam forçados a seguir as linhas ideológicas, bem como interesses específicos de seu partido, em lugar de actuar segundo sua própria vontade ou a dos eleitores. Ainda que por outra parte pode-se pensar, e costuma argumentar-se que os eleitores têm expressado já sua vontade nas eleições, votando por um programa eleitoral que depois se espera que os representantes cumpram, conquanto dita vontade pode ver a sua vez limitada pela escassez ou existência limitada de partidos políticos com presença eleitoral, por uma capacidade desigual de difusão e financiamento de suas respectivas campanhas eleitorais, pela presença de listas fechadas, ou pela escassez de diferenças entre seus respectivos programas políticos (algo particularmente frequente no caso de modelos fundamentalmente bipartidistas).
Outro problema importante das democracias representativas é a corrupção, isto é, o abuso de poder resultante de aproveitar um posto de representante para obter benefícios pessoais o que levado ao extremo pode levar à cleptocracia. Outro problema é o crescente custo das campanhas eleitorais, que pode fazer que os candidatos e partidos estabeleçam acordos com quem têm financiado sua campanha, no sentido de legislar a seu favor uma vez que o candidato tem sido eleito, promovendo uma plutocracia.
Outra crítica é o bipartidismo no que desembocam muitos sistemas de partidos. Esta situação costuma implicar que dois partidos acaparen quase em exclusiva a atenção dos meios e da opinião pública, passando o resto de partidos mais ou menos desapercibidos de cara ao grosso da população.
Apesar de todas estas críticas, muita gente arguye que a democracia representativa é o melhor sistema de governo possível, ou ao menos o mais viável de todos os conhecidos ou praticados. Por exemplo Lhes Marshall, um experiente na expansão da democracia para nações que tradicionalmente não têm sido democráticas, sustenta que "globalmente, não há uma alternativa à democracia representativa baseada nos partidos". A realidade é que a democracia representativa é o sistema de governo predominante nos países geralmente considerados por ela mesma como democráticos, nos que tendem a predominar modelos económicos baseados na economia capitalista nacional de livre mercado (comummente sócia ao liberalismo, particularmente político e económico). Outros constitucionalistas como os argentinos como German J. Bidart Campos, Jorge Reinaldo Vanossi e desde outra óptica Roberto Lopresti, sustentam que incluir formas directas de democracia, como a revocatoria de mandatos ou a iniciativa popular melhoram e depuram o funcionamento institucional preponderantemente indirecto. Ainda assim existem uns poucos países com tradição de democracia directa de maneira pura como é o caso das landgemeinde em Suíça principalmente e em todo mundo.