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Desenvolvimento dentario

desenvolvimento dentario - Wikilingue - Encydia

Radiografia do terceiro, segundo e primeiro molar permanentes da mandíbula, de esquerda a direita, em diferentes estádios de desenvolvimento.

O desenvolvimento dentario ou ontogénesis do dente é um conjunto de processos muito complexos que permitem a erupção dos dentes devido à modificação histológica e funcional de células totipotentes ou totipotenciales. Ainda que a tenencia de dentes é comum em muitas espécies diferentes, seu desenvolvimento dentario é bastante parecido ao dos humanos. Nos humanos, requer-se da presença de esmalte , dentina, cemento e periodonto para permitir que o ambiente da cavidade oral seja propício ao desenvolvimento, o qual sucede em sua maior parte durante o desenvolvimento fetal. Os dentes de leite, ou deciduos, começam seu desenvolvimento entre a sexta e oitava semanas de desenvolvimento, no útero, e a dentición permanente começa sua formação na vigésima semana.[1] Se este desenvolvimento não se inicia no lapso prefixado, a ontogénesis dentaria é parcial e imperfecta.

Destinou-se boa parte do interesse investigador em determinar os processos que iniciam o desenvolvimento dentario. Aceita-se que a origem embriológico das peças dentarias se encontra no primeiro arco branquial.[2]

Conteúdo

Visão global

Micropreparación histológica mostrando um primordio dental:
A: órgão do esmalte
B: papila dental
C: folículo dentario

O primordio ou germen dentario é uma agregación de células em diferenciación para constituir o futuro dente.[3] Estas células derivam do ectodermo do primeiro arco branquial e do ectomesénquima da crista neural. [4] O primordio dentario organiza-se em três zonas: o órgão do esmalte, a papila dentaria e o folículo dentario.

O órgão do esmalte

O órgão do esmalte está composto do epitelio externo do esmalte, o epitelio interno do esmalte, do retículo estrellado e do estrato intermediário.[5] Estas células provocam a produção de esmalte por parte dos ameloblastos e o desenvolvimento do epitelio reduzido do esmalte. Denomina-se curva cervical ao lugar no que contactam os epitelios do esmalte interno e externo.[6] O crescimento das células de dita curva cervical produz a coberta epitelial da raiz de Hertwig, que determina o aparecimento da raiz do dente.

A papila dentaria

A papila dentaria contém as células que converter-se-ão em odontoblastos , que são as células que formam a dentina.[7] É mais, a união entre a papila dental e o epitelio interno do esmalte determina a forma da coroa do dente.[8] As células mesenquimatosas da papila dental são responsáveis pela formação da polpa.

O folículo dentario

O folículo dentario dá lugar a três entidades importantes: os cementoblastos, osteoblastos e fibroblastos. Os cementoblastos produzem o cemento do dente. Os osteoblastos formam o osso alveolar ao redor da raiz. Os fibroblastos conduzem ao aparecimento do ligamento periodontal que liga o órgão dental com o osso alveolar através do cemento.[9]

Cronología do desenvolvimento dentario em humanos

As tabelas inferiores mostram a cronología do desenvolvimento dentario em humanos.[10] Os dados referentes à calcificación dos dentes deciduos estão em semanas de desenvolvimento uterino. Abreviaturas: s = semanas; m = meses; a =  anos.


Dentes maxilares
Dentición decidua Incisivo
central
Incisivo
lateral

Canino
Primeiro
molar
Segundo
molar
Calcificación inicial 14 s 16 s 17 s 15.5 s 19 s
Coroa desenvolvida 1.5 m 2.5 m 9 m 6 m 11 m
Raiz desenvolvida 1.5 a 2 a 3.25 a 2.5 a 3 a
 Dentes mandibulares 
Calcificación inicial 14 s 16 s 17 s 15.5 s 18 s
Coroa desenvolvida 2.5 m 3 m 9 m 5.5 m 10 m
Raiz desenvolvida 1.5 a 1.5 a 3.25 a 2.5 a 3 a
Dentes maxilares
Dentición permanente Incisivo
central
Incisivo
lateral

Canino
Primeiro
premolar
Segundo
premolar
Primeiro
molar
Segundo
molar
Terceiro
molar
Calcificación inicial 3–4 m 10–12 m 4–5 m 1.5–1.75 a 2–2.25 a ao nascer 2.5–3 a 7–9 a
Coroa desenvolvida 4–5 a 4–5 a 6–7 a 5–6 a 6–7 a 2.5–3 a 7–8 a 12–16 a
Raiz desenvolvida 10 a 11 a 13–15 a 12–13 a 12–14 a 9–10 a 14–16 a 18–25 a
 Dentes mandibulares 
Calcificación inicial 3–4 m 3–4 m 4–5 m 1.5–2 a 2.25–2.5 a ao nascer 2.5–3 a 8–10 a
Coroa desenvolvida 4–5 a 4–5 a 6–7 a 5–6 a 6–7 a 2.5–3 a 7–8 a 12–16 a
Raiz desenvolvida 9 a 10 a 12–14 a 12–13 a 13–14 a 9–10 a 14–15 a 18–25 a


Formação dos tecidos mineralizados

Estrutura dentaria submetida a desenvolvimento. Chave numérica:
1 esmalte
2 dentina
3 polpa
4 encía
5 cemento
6 osso
7 copo sanguíneo
8 nervo

Esmalte

Artigo principal: Amelogénesis

A formação do esmalte ou amelogénesis ocorre no estado de coroa do desenvolvimento dentario. Existe uma indução recíproca entre a formação da dentina e do esmalte; a da dentina deve necessariamente suceder dantes que a do esmalte. Geralmente, o esmalte produz-se em duas etapas: as fases secretora e de maduración.[11] As proteínas e a matriz orgânica começam sua mineralización na fase secretora; a fase de maduración completa este processo.

Durante a fase secretora, os ameloblastos produzem proteínas do esmalte para fraguar sua matriz, que é mineralizada parcialmente pela enzima fosfatasa alcalina.[12] O aparecimento deste tecido mineralizado, que ocorre sobre o terceiro ou quarto mês de gravidez, inicia o aparecimento de esmalte no feto. Os ameloblastos depositam esmalte sobre as zonas adjacentes, externas, às cúspides. Logo este depósito continua de dentro para fora.

Durante a fase de maduración, os ameloblastos transportam algumas das substâncias empregadas na fase secretora fosse do esmalte. Desta forma, a função dos ameloblastos converte-se agora na de transporte de substâncias. Dito transporte costuma consistir em proteínas requeridas para a completa mineralización do dente, como é o caso da amelogenina, ameloblastina, esmaltina e tuftelina.[13] Ao final desta fase o esmalte já está completamente mineralizado.

Dentina

Artigo principal: Dentinogénesis

A formação da dentina, conhecida como dentinogénesis, é a primeira característica identificable do estado de coroa do desenvolvimento dentario. A formação da dentina sucede necessariamente dantes da formação do esmalte. Os diferentes estádios em sua formação repercutem na classificação dos diferentes tipos de dentina: predentina, dentina primária, dentina secundária e dentina terciária.

Os odontoblastos, as células que formam a dentina, procedem da diferenciación de células da papila dentaria, que começam a segregar uma matriz orgânica a seu arredor e em contacto com o epitelio interno do esmalte, próximo à área da futura cúspide do dente. A matriz orgânica possui fibras de colágeno de grande espessura (0.1-0.2 μm).[14] Os odontoblastos começam a migrar para o centro do dente, formando uma invaginación denominada processo odontoblástico.[15] Por isso, a dentina se forma centrípetamente. O processo odontoblástico origina uma secreción de cristais de hidroxiapatita , que mineralizan a matriz, em uma área laminar denominada predentina, que costuma possuir uma espessura de 150 μm.[16]

Enquanto a predentina evolui desde a papila dental prévia, a dentina primária produz-se de uma forma diferente. Os odontoblastos se hipertrofian e colaboram na elaboração de uma matriz extracelular rica em colágeno, que resulta crucial na nucleación heterogénea durante o processo de mineralización, conquanto também intervêm lípidos, fosfoproteínas e fosfolípidos secretados.[17]

A dentina secundária produz-se após que surja a raiz dentaria, e finaliza a uma velocidade muito menor e de forma heterogénea ao longo do dente, conquanto sua eficácia é maior na zona da coroa.[18] Este desenvolvimento continua de por vida, e pode afectar à polpa em indivíduos idosos.[19]

A dentina terciária, também conhecida como dentina reparadora, se produz como resposta a estímulos como as caries ou o bruxismo.[20]

Secção coronal de uma raiz. Note-se a aparência clara e acelular do cemento.
A: dentina
B: cemento.

Cemento

A formação do cemento conhece-se como cementogénesis, e ocorre tardiamente no desenvolvimento dentario; as células responsáveis deste processo conhecem-se como cementoblastos. Existem dois tipos de cemento: o acelular e o celular.[21]

O cemento acelular aparece primeiro na ontogénesis. Os cementoblastos diferenciam-se a partir de células foliculares, que só afloran na superfície do dente quando a coberta epitelial da raiz de Hertwig tem começado a retraerse. Os cementoblastos segregan fibrillas de colágeno ao longo da superfície radicular dantes de migrar fosse do dente. Assim que fazem-no, mais colágeno é depositado para incrementar a robustez e longitude das fibras colágenas. Não obstante, intervêm também outro tipo de proteínas diferentes, como a sialoproteína do osso ou a osteocalcina, também secretadas.[22] A mineralización desta matriz rica em proteínas fibrilares indica o momento no qual os cementoblastos migram abandonando o cemento, e estabelecendo na estrutura ligamentaria do periodonto.

O cemento celular desenvolve-se após que a maioria dos processos de ontogénesis dentaria tenham finalizado; de facto, fá-lo quando o dente se põe em contacto com o do arco oposto.[23] Este tipo de cemento forma-se ao redor dos ligamentos do periodonto, e por isso, os cementoblastos que segregan a matriz componente do cemento ficam incluídos nela, dotando do componente de celularidad.

A origem dos cementoblastos parece ser diferente para os componentes do cemento celular e do acelular. Uma hipótese comummente aceitada postula que as células produtoras do cemento celular migram da área de osso adjacente, enquanto as do cemento acelular o fazem do folículo dentario.[24] No entanto, existem evidências de que o cemento celular não costuma aparecer em dentes com uma única raiz.[25] Nos premolares e molares, o cemento celular só se acha na parte da raiz mais próxima ao ápice e nas células interradiculares entre múltiplas raízes.

Corte histológico de uma erupção dental na boca.
A: Dente
B: Encía
C: Osso
D: Ligamentos do periodonto

Formação do periodonto

O periodonto, como estrutura de suporte do dente, possui como componentes ao cemento, ligamentos do periodonto, encía e osso alveolar. O cemento é a única parte correspondente ao dente. O osso alveolar rodeia as raízes dos dentes proporcionando-lhes suporte e uma oquedad que os albergue. Os ligamentos do periodonto ligam o osso alveolar com o cemento. E, finalmente, a encía é o tecido visível na cavidade oral que rodeia a todas as anteriores estruturas.

Ligamentos do periodonto

As células do folículo dental evoluem até dar lugar aos ligamentos do periodonto (LPD). Para isso, sucede uma corrente de eventos muito variável entre a dentición decidua, ou de leite, e entre espécies diferentes.[26] No entanto, sua formação sempre deriva dos fibroblastos do folículo dentario, fibroblastos que segregan colágeno, que interacciona com as fibras das superfícies do osso e cemento adjacentes.[27] Esta interacção conduz à íntima relação que permite a erupção do dente. A oclusión, fenómeno consistente na interacção da superfície apical de um dente com o imediatamente relacionado na vertical, situado no arco oposto, afecta à formação de ligamentos do periodonto, já que estes se geram continuamente. Este facto, a sua vez, gera o aparecimento de fibras associadas em fascículos com orientações diferentes, fundamentalmente horizontais e oblíquas.[28]

Osso alveolar

Conforme produz-se a formação da raiz e do cemento produz-se a geração de novo osso na área adjacente. Em toda osteogénesis as células formadoras de osso se conhecem como osteoblastos, células que, no caso do osso alveolar, procedem do folículo dentario.[29] De modo similar à formação do cemento primário, as fibras de colágeno são criadas na superfície próxima ao dente, e permanecem durante a ancoragem dos ligamentos.

O osso alveolar não é uma excepção a nível da fisiología óssea: ainda em um estado de equilíbrio se produz continuamente osteogénesis, por parte dos osteoblastos, e resorción óssea, por parte dos osteoclastos.[30] No caso de que exista uma ortodoncia que apresente uma resistência ao movimento dentario, a área de osso baixo dita força compresiva possuirá uma grande quantidade de osteoclastos, que provocarão uma resorción óssea neta. No sentido que oponha menor resistência produzir-se-á um movimento ósseo resultante da existência de uma maior densidade de osteblastos, pelo que dar-se-á uma ostegénesis neta.

Encía

A conexão entre a encía e o dente conhece-se como união dentogingival. Dita união possui três tipos epiteliales: gingival, sucular e epitelio de coesão. Estes três tipos formam uma massa celular compacta entre o dente e a boca.[31]

Ainda se desconhece parte do processo de formação da encía; não obstante, constata-se a importância do aparecimento de hemidesmosomas entre o epitelio gingival e o dente, da qual deriva a ancoragem epitelial primário.[32] Os hemidesmosomas permitem uma interacção entre células mediante pequenas estruturas filamentosas provenientes dos remanentes dos ameloblastos. Quando isto ocorre, o epitelio de coesão se diferencia em um pequeno epitelio de esmalte, um produto do órgão do esmalte, e que se prolifera. Isto desemboca no aumento mantido da espessura de epitelio de coesão e do isolamento dos remanentes de ameloblastos de qualquer fonte trófica. Quando os ameloblastos degeneram aparece o sulco gingival.

Irrigación e inervación

É habitual que os nervos e copos sanguíneos discurran paralelos, e que seu génesis suceda simultaneamente. Não obstante, isto não sucede no desenvolvimento dentario, onde existem taxas de desenvolvimento diferenciais para ambos tipos histológicos.[33]

Inervación

As fibras nervosas surgem cerca do dente durante o estado de capuchón e crescem junto com o folículo dentario. Uma vez aqui, os nervos desenvolvem-se ao redor do primordio dentario e entram na papila quando a dentinogénesis tem começado. Os nervos nunca proliferan no órgão do esmalte.[34]

Irrigación

Os copos sanguíneos crescem no folículo dentario e introduzem-se na papila no estádio de capuchón.[35] Grupos de copos sanguíneos agrupam-se na entrada da papila dentaria. Seu número atinge um máximo no começo do estádio de coroa, e a papila dental finalmente forma-se na polpa do dente. Ao longo da vida, a quantidade de tecido pulpar diminui com a idade.[36] O órgão do esmalte está desprovisto de copos sanguíneos já que sua origem é epitelial, e os tecidos mineralizados também não precisam de contribuas tróficos procedentes do sangue.

Erupção

Define-se a erupção do dente como o momento em que sobresale da encía e é visível. Ainda que os pesquisadores estão de acordo em que se trata de um processo complexo, existe incerteza sobre o mecanismo inherente a seu controle.[37] Algumas hipóteses têm sido recusadas com o passo do tempo,[38] como, por exemplo:

  1. o dente sobresale como resposta ao empurre pelo crescimento da raiz
  2. o dente sobresale como resultado ao crescimento do osso ao redor deste
  3. o dente é empurrado por pressão vascular
  4. o dente é empurrado por parte do tecido de sustenta.

A última hipótese foi defendida por Harry Sicher, que creu formalmente nela desde a década dos trinta até a dos cinquenta. Esta hipótese postulaba que um ligamento, que Sicher observava nas preparações histológicas, era o responsável pela erupção. Mais adiante, comprovou-se que dito "ligamento" não era mais que um artefacto criado durante a técnica histológica.[39]

A hipótese já recusada que mais arraigó foi a de que um número de forças provocavam a deslocação da peça dental; fundamentalmente, dita acção se achacaba aos ligamentos do periodonto. Os teóricos supunham que ditos ligamentos promoviam a erupção por interacção com as fibras de colágeno e mediante a contracção dos fibroblastos como fonte motora.[40]

Ainda que este processo sucede a diferentes idades, segundo o indivíduo, existe uma válida linha temporária generalizada. Tipicamente, os humanos possuem vinte dentes deciduos e 32 permanentes.[41] A erupção sucede em três fases. Durante a primeira, conhecida como o estádio de dentición decidua, ocorre só quando os dentes primários são visíveis. Uma vez que o primeiro dente definitivo sai, existem ambos tipos na boca, e se fala de uma dentición transicional. Após que a última peça de leite caia, se diz que a dentición remanente é permanente.

A dentición primária começa com o aparecimento do incisivo central mandibular, usualmente aos oito meses, e acaba com o primeiro molar permanente, tipicamente aos seis anos.[42] A dentición primária costuma originar nesta ordem: primeiro, o incisivo central; segundo, o incisivo lateral; terceiro, o canino; quarto, o segundo molar.[43]

Como norma geral, a cada seis meses saem quatro dentes novos; os dentes mandibulares originam-se dantes que os maxilares: e saem dantes em mulheres que em varões.[44] Durante a fase de dentición decidua, os primordios de dentes permanentes desenvolvem-se baixo os primeiros, cerca do paladar ou da língua.

A dentición mista começa com o aparecimento do primeiro molar permanente, geralmente aos onze ou doze anos.[45] Existe uma cronología diferenciada dependendo de se trata-se da mandíbula ou a maxila. Os dentes maxilares respondem a esta ordem: primeiro, o primeiro molar; segundo, o incisivo central; terceiro, o incisivo lateral; quarto, o primeiro premolar; quinto, o segundo premolar; sexto, o canino; sétimo, o segundo molar; e oitavo, o terceiro molar.

Em mudança, os correspondentes à mandíbula fazem-no nesta ordem: primeiro, o primeiro molar; segundo, o incisivo central; terceiro, o incisivo lateral; quarto, o canino: quinto, o primeiro premolar: sexto, o segundo premolar; sétimo, o segundo molar; e oitavo, o terceiro molar.

Já que não há premolares na dentición decidua, os molares primários são substituídos por premolares permanentes.[46] Se o dente definitivo sai dantes de que o de leite caia, pode existir um déficit de espaço que provoque desarreglos em sua disposição espacial;[47] por exemplo, pode suceder uma maloclusión, que pode ser corrigida mediante ortodoncia.

A dentición permanente começa quando cai o último dente primário, aos onze ou doze anos, e termina quando o indivíduo perde todos seus dentes (edentulismo). Durante este estádio, os molares terciários, chamados "muelas do julgamento", são frequentemente extraídos por cirurgia devido à frequência de patologias. A queda dos dentes está relacionada, principalmente, com a doença periodontal.[48]


Cronología da erupção de dentes deciduos e permanentes [49]
Dentes primários
Incisivo
central
Incisivo
lateral

Canino
Primeiro
premolar
Segundo
premolar
Primeiro
molar
Segundo
molar
Terceiro
molar
Dentes maxilares 10 meses 11 meses 19 meses 16 meses 29 meses
Dentes mandibulares 8 meses 13 meses 20 meses 16 meses 27 meses
Dentes permanentes
Incisivo
central
Incisivo
lateral

Canino
Primeiro
premolar
Segundo
premolar
Primeiro
molar
Segundo
molar
Terceiro
molar
Dentes maxilares 7–8 anos 8–9 anos 11–12 anos 10–11 anos 10–12 anos 6–7 anos 12–13 anos 17–21 anos
Dentes mandibulares 6–7 anos 7–8 anos 9–10 anos 10–12 anos 11–12 anos 6–7 anos 11–13  anos 17–21 anos

Nutrición e desenvolvimento dentario

A nutrición afecta ao desenvolvimento dentario, como é habitual em outros aspectos fisiológicos de crescimento. Os nutrientes essenciais implicados na manutenção de uma fisiología dental correcta são o calcio, fósforo, flúor e as vitaminas A , C e D.[50] O calcio e fósforo, como componentes dos cristais de hidroxiapatita, são necessários estruturalmente; seus níveis séricos estão controlados, entre outros factores, pela vitamina D. A vitamina A é necessária para a formação de queratina , tal e como a vitamina C o é para o colágeno. O flúor incorpora-se nos cristais de hidroxiapatita incrementando sua resistência à desmineralización, e, por tanto, a sua queda.[51]

As deficiências em ditos nutrientes pode repercutir em muitos aspectos do desenvolvimento dentario.[52] Quando se dá uma carência de calcio, fósforo ou vitamina D, se produz uma desmineralización que debilita a estrutura. Um déficit de vitamina A pode ocasionar uma redução da quantidade de esmalte formado. Um nível baixo de flúor produz uma maior desmineralización por exposição a meios ácidos, e inclusive atrasa a remineralización. Não obstante, um excesso de flúor pode ocasionar patologias, como é o caso da fluorosis.

Anomalías

Existem várias anormalidades dentarias relacionadas com uma ontogénesis defeituosa.

Anodoncia é a carência total de dentes, e hipodoncia a perda de algum deles. A primeira é rara, e geralmente está associada à displasia ectodérmica hereditaria, enquanto a segunda, que é a doença dentaria por falha no desenvolvimento mais comum (pois afecta ao 3,5–8.0% da população, descontando os casos referidos à muela do julgamento). A ausência do terceiro molar é muito comum: tanto é de modo que afecta ao 20–23% da população, seguida em prevalencia pela relativa ao segundo molar e ao incisivo lateral. A hipodoncia é com frequência acompanhada por uma falta de lâmina dental, o qual provoca uma maior vulnerabilidad aos factores externos, como podem ser a quimioterapia ou um processo infectivo, ou bem a síndromes como o de Down ou o de Crouzon.[53]

Conhece-se como hiperdontia ou dentes supernumerarios ao fenómeno caracterizado pelo aparecimento de dentes extra. Sucede em 1–3% da população caucásica, sendo mais comum na Ásia.[54] Aproximadamente um 86% de ditos casos implicam a um sozinho dente, geralmente situado na maxila, na zona de inserção do incisivo.[55] Acha-se que a hiperdontia está relacionada com um excesso de lâmina dental.

Desenvolvimento dentario em animais

Em general, o desenvolvimento dentario em humanos é similar ao de outros mamíferos: só divergen em morfología, número, cronología de erupção e tipo de dentes (em definitiva, na fórmula dentaria); em mudança, não há diferenças nos processos ontogenéticos.

A formação do esmalte em mamíferos não humanos é idêntica à dantes descrita. Os ameloblastos e o órgão do esmalte, incluindo à papila dental, seguem uma fisiología similar.[56] Não obstante, conquanto os ameloblastos morrem em humanos e outros mamíferos impedindo a ulterior formação do esmalte, isto é possível em roedores .[57] Ademais, os dentes de roedores estão divididos em duas metades, conhecidas como análogos da raiz e da coroa. A parte labial está coberta por esmalte e assemelha a uma coroa, enquanto a parte lingual está coberta por dentina e recorda à raiz. O desenvolvimento de ambas estruturas é simultâneo nos roedores, e é contínuo ao longo da vida do indivíduo.

A distribuição dos minerales no esmalte de roedores é diferente da presente a macacos , cães, porcos e humanos. Nos dentes dos cavalos, as capas de esmalte e dentina estão entrelazadas, o que os dota de maior resistência e incrementa sua durabilidade.[58]

A presença de um alveolo dentario só se dá em mamíferos e cocodrilos.[59] Os manatíes possuem uns molares mandibulares que se desenvolvem de forma independente à mandíbula, estando separados por tecido macio; isto ocorre também nos dentes de substituição contínua de elefantes .

A diferença de outros animais, os dentes dos tiburones renovam-se continuamente ao longo da vida do indivíduo mediante uma fisiología absolutamente peculiar e singular.[60] Já que seus dentes carecem de raízes, os tiburones perdem facilmente os dentes em seus comportamentos de depredación (tanto é de modo que estima-se que um só tiburón perde 2.400 dentes ao ano),[61] pelo que devem ser continuamente repostos.[62]

Referências

Referências citadas no texto

  1.   A. R. Tem Prove, Oral Histology: Development, Structure, and Function, 5th ed. (Saint Louis: Mosby-Year Book, 1998), p. 95.
  2.   Prove, Oral Histology, p. 81.
  3.   University of Texas Medical Branch.
  4.   Prove, Oral Histology, p. 102.
  5.   University of Texas Medical Branch.
  6.   Prove, Oral Histology, p. 86.
  7.   University of Texas Medical Branch.
  8.   Prove, Oral Histology, p. 86 e 102.
  9.   Ross, Michael H., Gordon I. Kaye, e Wojciech Pawlina. "Histology: a text and atlas." 4th ed, p. 453.
  10.   Ash & Nelson, Wheeler's Dental Anatomy, Physiology, and Occlusion, pp. 32, 45, e 53.
  11.   University of Southern Califórnia School of Dentistry, The Bell Stage: Imagem 26 veja-se aqui.
  12.   Prove, Oral Histology, p. 81.
  13.   Prove, Oral Histology, p. 82.
  14.   Prove, Oral Histology, p. 84.
  15.   Prove, Oral Histology, p. 84.
  16.   University of Texas Medical Branch.
  17.   University of Southern Califórnia School of Dentistry, The Bell Stage: Imagem 30 veja-se aqui.
  18.   Prove, Oral Histology, p. 87.
  19.   Prove, Oral Histology, p. 89.
  20.   Prove, Oral Histology, p. 86.
  21.   Prove, Oral Histology, p. 95.
  22.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histologoy: a text and atlas, p. 444.
  23.   Prove, Oral Histology, p. 95.
  24.   Prove, Oral Histology, p. 197.
  25.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histology: Text and Atlas, p. 445.
  26.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histology: Text and Atlas, p. 447.
  27.   Prove, Oral Histology, p. 136.
  28.   Prove, Oral Histology, p. 95.
  29.   Prove, Oral Histology, p. 138.
  30.   Prove, Oral Histology, p. 139.
  31.   Summitt, Fundamentals of Operative Dentistry, p. 13.
  32.   Prove, Oral Histology, p. 128.
  33.   Summitt, Fundamentals of Operative Dentistry, p. 183.
  34.   Johnson, Biology of the Human Dentition, p. 183.
  35.   Prove, Oral Histology, p. 236.
  36.   Prove, Oral Histology, p. 241.
  37.   Prove, Oral Histology, pp. 241 e 243.
  38.   Prove, Oral Histology, p. 241.
  39.   Prove, Oral Histology, p. 245.
  40.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histology: Text and Atlas, p. 453.
  41.   Prove, Oral Histology, p. 245.
  42.   Prove, Oral Histology, p. 244.
  43.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histology: Text and Atlas, p. 452.
  44.   Prove, Oral Histology, pp. 247 e 248.
  45.   Prove, Oral Histology, p. 248.
  46.   Prove, Oral Histology, p. 93.
  47.   Prove, Oral Histology, p. 93.
  48.   Prove, Oral Histology, p. 93.
  49.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histology: Text and Atlas, p. 452.
  50.   Riolo e Avery, Essentials for Orthodontic Practice, p. 142.
  51.   Harris, Craniofacial Growth and Devleopment, pp. 1-3.
  52.   Harris, Craniofacial Growth and Devleopment, p. 3.
  53.   Harris, Craniofacial Growth and Devleopment, p. 5.
  54.   The American Dental Association, Tooth Eruption Charts veja-se aqui.
  55.   Ash & Nelson, Wheeler's Dental Anatomy, Physiology, and Occlusion, pp. 38 e 41.
  56.   Ash & Nelson, Wheeler's Dental Anatomy, Physiology, and Occlusion, pp. 38.
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  60.   Health Hawaii, Primary Teeth: Importance and Care veja-se aqui.
  61.   American Academy of Periodontology, Oral Health Information for the Public veja-se aqui.
  62.   Ash & Nelson, Wheeler's Dental Anatomy, Physiology, and Occlusion, p. 53.
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  64.   Ross, Kaye, e Pawlina, Histology: Text and Atlas, p. 453.
  65.   The American Dental Hygiene Association, Table II. Effects of nutrient deficiencies on tooth development veja-se aqui.
  66.   Neville, Damm, Allen, e Bouquot, Oral & Maxillofacial Pathology, p. 70.
  67.   Neville, Damm, Allen, e Bouquot, Oral & Maxillofacial Pathology, p. 70.
  68.   Kahn, Basic Oral & Maxillofacial Pathology, p. 49.
  69.   Neville, Damm, Allen, e Bouquot, Oral & Maxillofacial Pathology, p. 86.
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  71.   Kahn, Basic Oral & Maxillofacial Pathology, p. 58.
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Referências gerais

Enlaces externos

Em idioma inglês:



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