Denomina-se dia (do latín dies), ao lapso que demora a Terra desde que o sol está no ponto mais alto sobre o horizonte até que volta ao estar. Trata-se de uma forma de medir o tempo —a primeira que teve o homem— ainda que o desenvolvimento da Astronomia tem mostrado que, dependendo da referência que se use para medir um giro, se trata de tempo solar ou de tempo sidéreo —o primeiro toma como referência ao Sol e o segundo toma como referência às estrelas—. Em caso que não se acompanhe o termo "dia" com outro vocablo, deve se entender como dia solar médio, base do tempo civil, que se divide em 24 horas, de 60 minutos, de 60 segundos, e dura, por tanto, 86.400 segundos.
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É o usado para todos os assuntos quotidianos. Define-se como o lapso que emprega o Sol em culminar duas vezes consecutivas no meridiano do observador, segundo uma média anual. Dura 24 horas, o qual equivale a 86.400 segundos.
Com a mesma referência, o Sol, tem-se no ano tropical ou ano trópico, lapso que demora a Terra em seu movimento anual. Em um ano trópico a Terra dá 365,242189 voltas em torno de seu eixo e, por tanto, em um ano trópico dura 365,242189 dias solares médios.
Também chamado dia sideral, é o lapso entre dois trânsitos sucessivos do equinoccio médio ou, de maneira equivalente, é o lapso entre dois culminaciones sucessivas de uma estrela no meridiano local. Para um observador determinado no dia sidéreo começa quando o ponto Aries atravessa seu meridiano.
Em um ano trópico a Terra dá 365,242189 voltas em torno de seu eixo com respeito ao Sol, mas com respeito às estrelas dá uma volta mais: 366,242189. Pode-se obter uma aproximação suficientemente boa do valor do dia sidéreo:
No dia sidéreo resulta ser algo menor de 24 horas: 23 h 56 min 4 s, aproximadamente.
Em astronomia observacional utiliza-se o tempo sidéreo. Suponhamos que hoje alinhamos uma estrela e anotamos a hora. Amanhã a estrela atingirá o mesmo alinhamento uns 3 min 55,9 s dantes.
Por outra parte, há que distinguir entre o período de rotação da Terra com respeito às estrelas e no dia sidéreo propriamente dito. Ao ser o equinoccio médio um ponto móvel devido à precesión, no dia sidéreo é 0,0084 segundos mais curto que o período rotacional com respeito às estrelas.
Resumindo:
Também se conhece como dia, de maneira genérica, ao lapso que vai desde a saída do Sol a seu ocaso. A refração na atmosfera terrestre motiva que se veja luz ainda que o Sol não tem saído ainda: aurora, alva ou crepúsculo matutino. Dita difusão alonga o tempo de luminosidade.
Medido desde o meio dia, o orto caracteriza-se por um ângulo horário -H, onde:
onde
é a latitud do lugar e D a declinação solar. O ocaso ocorre a um ângulo horário H.
No dia dura
e a noite
.
A duração do dia e a noite vai mudando em decorrência do ano, sendo de 12h (em todas as latitudes) nos equinoccios, a mais de 12 horas em primavera e verão (atingindo o dia mais longo no solsticio de verão, onde também ocorre a noite mais curta), e de menos de 12 horas em outono e inverno (se atingindo no solsticio de inverno o dia mais curto e a noite mais longa).
Este efeito acentua-se mais quanto maior é a latitud. Em alguma época do ano há dia ou noite permanente nas regiões polares —tanto do Hemisfério Norte como do Hemisfério Sur— caracterizadas por estar a uma latitud que, em valor absoluto, é maior que λ = 90º -23º26’ = 66º34’. Esta é precisamente a definição de círculo polar.
No calendário gregoriano, em um dia é a sétima parte de uma semana. A cada dia de uma semana tem nome diferente, consecutivo e cíclico: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo.
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