Director de orquestra é o título de quem encarrega-se, em um contexto orquestal, de coordenar os diferentes instrumentos que a compõem. Arturo Toscanini, amplamente reconhecido como o melhor director de seu tempo, é um exemplo.
São deveres do director de orquestra levar o tempo (ver compás), indicar a entrada de grupos instrumentales individuais (ver orquestra), marcar os acentos dinâmicos (ver dinâmica) e levar a cabo qualquer outra instrução relevante deixada na partitura pelo compositor.
Também são deveres do director de orquestra coordenar os ensaios, resolver disputas e desacordos entre os músicos dentro deles.
A maioria dos directores utilizam para dar suas indicações, além de gestos, um pequeno pau chamado batuta.
Cabe notar que conquanto as funções da cada director são as mesmas, a forma nas que a levam a cabo é o que os distingue. Normalmente, a cada partitura usa termos que se prestam a diferentes graus de ambigüedad , e por onde são sujeitas à interpretação do director. Alguns exemplos são rubato, allegro, ou forte.
Disse-se por isto que nenhuma versão de uma peça é exactamente igual a outra, nem sequer quando são feitas por um mesmo director em duas ocasiões diferentes. Por exemplo, Ígor Stravinski, quem dirigiu ao menos seis gravações de sua obra A consagración da primavera, notou que a cada uma delas era marcadamente diferente das outras.
Às vezes, se o compositor ou compositora está presente aos ensaios de sua obra, pode mudar de opinião a respeito do que escreveu na partitura e lho informar ao director. Em ocasiões, alguns directores interessam-se por conhecer bem não só a obra que dirigirão senão também ao mesmo compositor: seus gustos, conhecimentos musicais e maestría, pois consideram que é essencial para uma execução de qualidade. Este é normalmente o caso ante a estréia mundial da obra.