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Disco de vinilo

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Discos de vinilo de 12 (LP), 10 (EP) e 7 (singelo) polegadas, respectivamente.

O disco de vinilo ou disco gramofónico é um formato de reprodução de som baseado na gravação mecânica analógica. Generalizou-se a nomenclatura disco de vinilo ou só vinilo porque este era o material habitual para sua fabricação. Não obstante, os discos também podiam ser de plástico, alumínio ou outros materiais. Ainda que pára muitos seja um artigo obsoleto, segue sendo o formato de audio mais usado pelos DJs. Desde 2005 a venda destes discos viu-se incrementada ininterruptamente,[1] chegando a crescer um 200% em 2008 respecto do ano anterior.[2]

Conteúdo

Processo de gravação

O disco de vinilo grava-se com base a um processo complexo de gravação mecânica analógica de sete etapas. Ainda que é um processo complicado, fazer a cada disco demora ao redor em media hora.

Discos de vinilo.
  1. Uma vez gravada, misturada e masterizada a música no estudo, em fita magnética ou na actualidade em algum suporte digital, esta é processada para adecuarla ao médio onde vai ser impressa finalmente, no que se conhece como processo de re-masterización, e que, no caso dos discos, é especialmente crítico e tem muita relevância na qualidade final do disco obtido. Este processo implica ou não (dependendo da equipa e a técnica usada) a eliminação de certas frequências, o cuidado especial sobre a fase do audio (se a gravação é estéreo), bem como a determinação de volumes (nível sonoro do sinal), determinação das intensidades de som dos instrumentos nos canais estéreo e largura de surco em função da duração total da obra a registar, quanto mais volume mais espaço ocupa o surco e menos espaço físico ou duração do tempo de gravação no disco.
  2. Nesta fase, conhecida como "cortar o disco padrão" (também se pode cortar um dubplate se não se deseja prensar discos) se transfere o conteúdo da fita mestrado ou maestra a um disco padrão conhecido como laca mestre. Trata-se de um disco feito geralmente de alumínio polido recoberto com um banho a gravidade de laca nitrocelulosica (acetato de nitrocelulosa) negra, ou com tons azulados ou vermelhos (dependendo do fabricante) com uma espessura entre 0,6 e 1 mm. A equipa usada para o corte do disco padrão é conhecido como "torno vertical de gravação fonográfica", o qual contém uma cabeça de corte que grava (curta e modula) o surco, transferindo a música contida na fita mestre ao disco padrão, passando por um processador que lhe aplica uma ecualización especial telefonema curvo R.I.A.A. para gravação, que adapta o sinal registado às características físicas do disco. As entradas de "phono" de um amplificador ou mesa de misturas diferenciam-se de qualquer outro tipo primeiramente (para um cd por ej.) por incorporar a curva investidora da curva riaa de gravação, a curva riaa de reprodução, necessária para ouvir o disco correctamente.
  3. Uma vez gravado o disco padrão, este é lavado com água e jabón e depois, se recobre com cloruro de estaño, o qual permite a adherencia de uma delgada capa de prata que se lhe aplica posteriormente.
  4. O disco já plateado é submerso em uma solução baseada em níquel à qual se aplica electricidade para que o níquel o recubra. O disco é retirado e lavagem novamente. Este processo denomina-se banho galvánico ou galvanoplastia.
  5. A capa de prata e níquel é retirada do disco padrão, obtendo-se uma cópia negativa do mesmo, chamada disco matriz ou disco pai.
  6. Do disco matriz, obtém-se uma cópia positiva, chamada disco mãe. Se a informação do disco mãe é correcta, repete-se o processo até obter oito discos mãe mais. Da cada uma das 8 cópias do disco mãe fazem-se duas cópias negativas, chamadas discos estampadores. Este processo é levado a cabo com o outro disco padrão que representa a outra cara do disco.
  7. A partir do disco estampador saca-se a cópia positiva final ou cópia comercial, mediante o prensado de uma pastilla quente ou "donut" de poli cloruro de vinilo ou poliester entre os dois moldes estampadores ou matrizes correspondentes às duas caras do disco, à qual se acrescentam as etiquetas previamente preparadas que contêm a informação da música gravada. Esta copia final é a que vender-se-á ao público. Actualmente estão-se prensando atiradas curtas de não mais de 100 discos de vinilo com o disco padrão.

Existe uma técnica denominada "direct metal mastering" (Matrizaje directo em metal) ou DMM na qual a música é transferida directamente a um disco metálico relativamente macio, pelo geral, cobre. Deste modo, só é necessário um processo galvánico para obter os estampadores, abaratando o custo. Também existem discos nos que o processo de corte se leva a cabo à metade da velocidade normal de reprodução, ou à quarta parte, já que isto melhora notavelmente a qualidade da transferência em toda a banda, audible pelos humanos ou não. Este processo também permite gravar vídeo em um vinilo, ou audio multicanal como o Jvc cd4 (4 canais).

Processo de reprodução

Primeiro disco gravado electricamente da história: You May Bê Lonesome, de Art Gillham, gravado o 25 de Fevereiro de 1925.

O processo de reprodução do disco de vinilo fundamenta-se na conversão mecânica do movimento que sofre a agulha ao seguir o surco, em um sinal eléctrico que apresenta idênticas variações às do surco. Nas equipas estéreo (que substituíram aos monaurales) os movimentos laterais representam a soma dos canais estéreo e os movimentos verticais representam a subtração ou resta de ambas sinais. Estes sinais eléctricos podem ser geradas de diferentes formas, ainda que o mais habitual é a de um conjunto de íman-bobina unido ao ramo da agulha, o qual está contido na cápsula fonocaptora, a qual a sua vez está contida no braço. A equipa reprodutor chama-se tocadiscos ou tornamesa, mas também costuma se denominar modernamente giradiscos. Os sinais eléctricos geradas na cápsula fonocaptora, são processadas para obter os sinais separados estéreo e enviadas ao amplificador (integrado ou separado) e de ali aos auriculares ou altavoces.

Velocidades de gravação e reprodução

Disco de 7 polegadas e 45 RPM.
Disco LP de 33 RPM de 12 polegadas.

Os discos de vinilo editam-se em 4 velocidades: 16 (ou 16 2/3) R.P.M., 33 (ou 33 1/3) R.P.M., 45 R.P.M. e 78 (ou 78 4/5) R.P.M. e em diâmetros de 7, 10 e 12 polegadas. Em função do diâmetro e do número de canções que contenham por cara, recebem diferentes denominações:

A velocidade de 16 R.P.M era usado para as publicações de contos infantis, audio biblias e outros registos de audio que não tinham música, já que era uma velocidade muito lenta como para poder reproduzir fielmente uma canção, mas excelente para a leitura lenta e pausada. Esta velocidade deixou-se de editar a princípios dos anos setenta com o aparecimento do casete. O disco de 45 r.p.m. apareceu no ano 1955.

O material de acetato de vinilo, outorgava maior qualidade de som com respeito aos materiais anteriormente usados, como a pizarra dos discos de gramófono ou a cera, o papel de estaño ou o plástico denominado Amberol dos cilindros do fonógrafo de Edison.

Aproximadamente para 1985 e a começos da década de 1990 nos países latinoamericanos o disco de vinilo começou a ser deslocado pelo CD-Audio, de menor tamanho e maior durabilidade.

Ademais, para eliminar grande parte dos inconvenientes dos discos de vinilo, têm aparecido os leitores ópticos para discos de vinilo, ainda que são extremamente caros para aplicações pessoais.

Na actualidade um de seus muitos usos são como discos de misturas para os DJ's em salas de música.

Apesar que o CD-Audio se impôs sobre o disco de vinilo, este se segue editando já que a cada dia mais artistas também editam seus trabalhos em vinilo e é utilizado tanto pelos disc jockeys como pelos melómanos e a cada vez mais gente da pé que prefere o romantismo do formato.[3]

Referências

Veja-se também

Enlaces externos

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