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Sugeriu-se que este artigo seja renomeado como Distribuição GNU/Linux. Motivo: O argumento a favor é que o sistema operativo que geralmente se conhece como "Linux" é a combinação das partes do sistema operativo livre GNU com o núcleo Linux, o argumento na contramão é que o sistema operativo se conhece geralmente como "Linux". Ver discussão. (Discussão) |
Uma distribuição Linux ou distribuição GNU/Linux (coloquialmente chamadas distros) é uma distribuição de software baseada no núcleo Linux que inclui determinados pacotes de software para satisfazer as necessidades de um grupo específico de utentes, dando assim origem a edições domésticas, empresariais e para servidores. Pelo geral estão compostas, total ou maioritariamente, de software livre, ainda que com frequência incorporam aplicações ou controladores proprietários.
Além do núcleo Linux, as distribuições incluem habitualmente as bibliotecas e ferramentas do projecto GNU e o sistema de janelas X Window System. Dependendo do tipo de utentes aos que a distribuição esteja dirigida se inclui também outro tipo de software como processadores de texto, folha de cálculo, reprodutores multimédia, ferramentas administrativas, etcétera.
Existem distribuições que estão suportadas comercialmente, como Fedora (Rede Hat), openSUSE (Novell), Ubuntu (Canonical Ltd.), Mandriva, e distribuições mantidas pela comunidade como Debian e Gentoo. Ainda que há outras distribuições que não estão relacionadas com alguma empresa ou comunidade, como é o caso de Slackware .
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Dantes de que surgissem as primeiras distribuições, um utente de Linux devia ser algo experiente em Unix ; não só devia conhecer que bibliotecas e executáveis precisava para iniciar o sistema e que funcionasse, senão também os detalhes importantes que se requerem na instalação e configuração dos arquivos no sistema.
As distribuições GNU/Linux começaram a surgir pouco depois de que o núcleo Linux fosse utilizado por outros programadores além dos criadores originais. Existia maior interesse em desenvolver um sistema operativo que em desenvolver aplicações, interfaces para os utentes ou um pacote de software conveniente.
Entre as distribuições mais antigas incluíam-se:
SLS não esteve bem mantida; por conseguinte, Patrick Volkerding lançou uma distribuição baseada em SLS à que chamou Slackware; lançada o 16 de julho de 1993 .[1] Esta é a distribuição mais antiga que está em desenvolvimento activo.
Os utentes viram em Linux uma alternativa aos sistemas operativos DOIS, Microsoft Windows na plataforma PC, Mac VOS em Apple Macintosh e as versões de uso baixo licença (de pagamento) de UNIX . A maioria destes primeiros utentes tinham-se familiarizado com o meio UNIX em seus trabalhos ou centros de estudos. Estes adoptaram GNU/Linux por sua estabilidade, reduzido (ou nulo) custo e pela disponibilidade do código fonte do software incluído.
As distribuições eram originalmente uma questão de comodidade para o utente médio, evitando-lhe a instalação (e em muitos casos compilação) por separado de pacotes de uso comum, mas hoje têm-se popularizado inclusive entre os experientes neste tipo de sistemas operativos (UNIX / Linux). Conquanto, historicamente, Linux esteve melhor posicionado no mercado dos servidores, distribuições centradas na facilidade de instalação e uso, tais como Fedora, Mandriva, Opensuse, Knoppix e Ubuntu, entre outras, têm conseguido uma maior aceitação no mercado doméstico.
O escritorio típico de uma distribuição Linux contém um núcleo, ferramentas e livrarias, software adicional, documentação, um sistema de janelas, um administrador de janelas e um meio de escritorio, este costuma ser GNOME ou KDE. Grande parte do software incluído é de fonte aberta ou software livre e distribuído por seus programadores tanto em binário compilado como em forma de código fonte, permitindo a seus utentes modificar ou compilar o código fonte original se o desejam. Muitas distribuições incorporam software privativo, não disponível em forma de código fonte.
Muitas distribuições proveen um sistema de instalação gráfica como o fazem outros sistemas modernos. Distribuições independentes como Gentoo Linux, T2 e Linux From Scratch proveen o código fonte de todo o software e só incluem os binários do núcleo, ferramentas de compilação e de um instalador; o instalador compila todo o software para o CPU especifico do PC do utente.
As distribuições estão divididas em pacotes”. A cada pacote contém uma aplicação especifica ou um serviço. Exemplos de pacotes são uma livraria para manejar o formato de imagem PNG, uma colecção de tipografías ou um navegador site.
O pacote é geralmente distribuído em sua versão compilada e a instalação e desinstalação dos pacotes é controlada por um sistema de gestão de pacotes em lugar de um simples gestor de arquivos. A cada pacote elaborado para esse sistema de pacotes contém meta informação tal como data de criação, descrição do pacote e suas dependências. O sistema de pacotes analisa esta informação para permitir a busca de pacotes, actualizar as livrarias e aplicações instaladas, revisar que todas as dependências se cumpram e as obter se não se conta com elas de maneira automática.
Alguns dos sistemas de pacotes mais usados são:
Ainda que as distribuições quase sempre vêm com muita maior quantidade de software que os sistemas proprietários, em ocasiões alguns utentes podem instalar software que não foi incluído na distribuição. Um exemplo poderia ser o instalar uma versão experimental de alguma das aplicações da distribuição ou alguma alternativa (como poderia ser utilizar uma aplicação de KDE dentro de GNOME ou vice-versa). Se o software é distribuído só em forma de código fonte, requererá ser compilado pelo computador. No entanto, se o programa é compilado, o pacote não será registado pelo gestor de pacotes e portanto não poderá ser controlado por ele. Isto significa que o administrador da equipa terá que tomar medidas adicionais para manter o software actualizado. O gestor de pacotes não podê-lo-á fazer automaticamente.
A maior parte das distribuições instalam os pacotes, incluindo o núcleo Linux e outras peças fundamentais do sistema operativo com uma configuração preestablecida. Isto faz a instalação mais singela, especialmente para os utentes novos, mas não é sempre aceitável, pois há programas que devem de ser cuidadosamente configurados para que sejam funcionais, para que operem correctamente com outra aplicação ou para que sua segurança seja robusta. Nestes casos, os administradores vêem-se obrigados a investir tempo reconfigurando e revisando software suportado pela distribuição.
Em outras distribuições a instalação pode chegar a ser muito lenta, pois é possível ajustar e configurar a maior parte ou a totalidade do software incluído na distribuição. Não todas o fazem. Algumas oferecem ferramentas de configuração para ajudar no processo.
É também possível armar um sistema à medida em sua totalidade, descartando inclusive o uso de uma distribuição. O primeiro que há que fazer é gerar um sistema baseie que permita conseguir, compilar, configurar e instalar o código fonte. Gerar os binários deste sistema baseie requererá de outra máquina que seja capaz de gerar os binários para o dispositivo desejado, isto pode ser atingido por médio de uma compilação cruzada. Ver por exemplo Linux from Scratch.
Em general, as distribuições Linux podem ser:
A diversidade das distribuições Linux é devido a questões técnicas, de organização e de pontos de vista diferentes entre utentes e provedores. O modo de licenciamiento do software livre permite que qualquer utente com os conhecimentos e interesse suficiente possa adaptar ou desenhar uma distribuição de acordo a suas necessidades.
Uma distribuição live ou Live CD ou Live DVD, mais genericamente Live Distro, (traduzido em ocasiões como CD vivo ou CD autónomo), é uma distribuição armazenada em um médio removível, tradicionalmente um CD ou um DVD (daí seus nomes), que pode se executar desde este sem necessidade de instalar no disco duro de um computador, para o qual usa a memória RAM como disco duro virtual e o próprio médio como sistema de arquivos.
Quando o sistema operativo é executado por um dispositivo de somente leitura como um CD ou DVD, o utente precisa utilizar uma memória USB ou um disco duro instalado na máquina para conservar sua informação entre sessões. A informação do sistema operativo é usualmente carregada na memória RAM.
A portabilidade deste tipo de distribuições fá-las ideais para ser utilizadas em demonstrações, operações de recuperação, quando se utiliza uma máquina alheia ou como médio de instalação para uma distribuição regular. Actualmente, quase todas as distribuições têm uma versão CD/DVD autónomo ou "vivo".
A maioria das distribuições estão, em maior ou menor medida, desenvolvidas e dirigidas por suas comunidades de programadores e utentes. Em alguns casos estão dirigidas e financiadas completamente pela comunidade. como ocorre com Debian GNU/Linux, enquanto outras mantêm uma distribuição comercial e uma versão da comunidade, como faz RedHat com Fedora, ou SuSE com OpenSuSE.
Em muitas cidades e regiões, associações locais conhecidas como grupos de utentes promovem este sistema operativo e o software livre. Costumam oferecer conferências, oficinas ou suporte técnico de forma gratuita ou introdução à instalação de GNU/Linux para novos utentes.
Nas distribuições e outros projectos de software livre e código aberto são muito comuns as salas de chat IRC e grupos de notícias. Os foros também são comuns, sobretudo no suporte a utentes, e as listas de correio costumam ser o médio principal para discutir sobre o desenvolvimento, ainda que também se utilizam como médio de suporte ao utente.
Um estudo sobre a distribuição Rede Hat 7.1 revelou que esta em particular possui mais de 30 milhões de linhas de código real. Utilizando o modelo de cálculo de custos COCOMO, pode estimar-se que esta distribuição requereria 8.000 programadores por ano para seu desenvolvimento. De ter sido desenvolvido por meios convencionais de código fechado, tivesse custado mais de mil milhões de dólares nos Estados Unidos.[2]
A maior parte de seu código (71%) pertencia à linguagem C, mas foram utilizados muitos outras linguagens para seu desenvolvimento, incluindo C++, Bash, Lisp, Ensamblador, Perl, Fortran e Python.
Ademais, a licença predominante em ao redor da metade de seu código total (contado em linhas de código) foi a GPL em sua versão 2.
O núcleo Linux continha então 2,4 milhões de linhas de código, o que representava o 8% do total.
Em um estudo posterior[3] realizou-se a mesma análise para Debian GNU/Linux versão 2.2. Esta distribuição continha mais de 55 milhões de linhas de código fonte, e teria custado 1.900 milhões de dólares (ano 2000) o desenvolvimento por meios convencionais (não livres); o núcleo Linux em outubro de 2003 tem umas 5,5 milhões de linhas mais.
Entre as distribuições Linux mais populares incluem-se:
O lugar site DistroWatch oferece uma lista das distribuições mais populares; a lista está baseada principalmente no número de visitas, pelo que não oferece resultados muito confiáveis a respeito da popularidade das distribuições.
Outras distribuições especializam-se em grupos específicos:
Debian 5.0 "Lenny" |
Fedora 12 "Constantine" |
Gentoo Linux 10.0 |
Mandriva Linux 2010.0 "Adelie" |
openSUSE 11.1 |
Slackware 13 |
Ubuntu 9.10 "Karmic Koala" |
Sabayon Linux 5.0 |
Puppy Linux 4.3 |
SLAX 6.0.7 |
Linux Mint 8 "Helena" |
PCLinuxOS 2009.2 |