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Documental

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Cartaz de Nanuk o esquimal (Nanook of the north), 1922, o primeiro documental da história.

O documental é a representacion da realidade vista por algo audiovisual. A organização e estrutura de imagens, sons (textos e entrevistas) segundo o ponto de vista do autor determina o tipo de documental.

A sequência cronológica dos materiais, o tratamento da figura do narrador, a natureza dos materiais — completamente reais, recreaciones, imagens infográficas, etcétera — dão lugar a uma variedade de formatos tão ampla na actualidade, que vão desde o documental puro até documentales de criação, passando por modelos de reportagens muito variados, chegando ao docudrama (formato no que as personagens reais se interpretam a si mesmos), chegando até o documental falso conhecido às vezes como 'mockumentary'.[1]

Com frequência, os programas de ficção adoptam uma estrutura e modo de narração muito próximas ao documental, e a sua vez, alguns documentales reproduzem recursos próprios da criação de obras de ficção.

Conteúdo

História do documental

Origens: Luis Lumière e o cinematógrafo (dantes de 1900)

Para 1894 vários inventores estavam na carreira por desenvolver novos aparelhos para capturar o movimento a partir de fotografias, entre os quais se encontravam o norte-americano Thomas Alva Edison e os irmãos franceses Lumière. Estes últimos conseguiriam o triunfo em 1895 com seu aparelho: o "cinématographe", ou cinematógrafo. Este era portátil e pesava tão só cinco kilogramos, em frente ao gigantesco "Kinetoscope" ou kinetoscopio de Edison, que requeria de vários homens para mover de um lugar a outro e estava geralmente ancorado ao solo em uma espécie de estudo.

Estas diferenças técnicas ofereceram a possibilidade de transportar facilmente o cinematógrafo a qualquer parte, podendo retratar a realidade do mundo exterior. Ademais este aparelho oferecia outras características muito atraentes: com só uns pequenos ajuste se podia transformar em proyector e também em máquina de impressão.

O mesmo Luis Lumière encarnaria a figura do mesías do documental, não só com seu grande invento, senão também com o primeiro filme documental, a plano sequência Trabalhadores saindo da Fábrica Lumière, de 1895 . Depois viria a apresentação pública do invento onde Lumière projectou dito filme. Após essa apresentação seguiram outras em diferentes partes da França, criando uma grande incerteza. Lumière não só se limitou a apresentar este filme, senão que realizaria outros, incluindo a personalidades importantes que vinham a ver sua invento e que sem o saber tinham sido capturados pela lente de Lumière, para depois, com grande surpresa, verse retratados nos filmes aos que assistiam.

Mas os planos de Lumière não se limitavam a estas demonstrações. Com grande visão e astúcia dedicou-se a contratar e treinar um pequeno exército de viajantes que encarregar-se-iam de levar seu invento a todos os rincões do planeta; pessoas que ao mesmo tempo se foram documentar ditos lugares e a mostrar alguns filmes já realizados por Lumière.

Seu pessoal encarregou-se de capturar filmes de um sozinho plano, chamados filmes de actualidade", onde se retrataban momentos tais como a chegada de botes a um porto, a aproximação de um comboio, gente trabalhando, etc. Desta maneira, esta etapa temporã do nascimento do cinema esteve marcada pela moda de mostrar um evento em curtos lapsos de tempo, devido principalmente a que as câmaras só podiam conter pequenas quantidades de filme, muitos deles de um minuto ou menos de duração.

No entanto, este cinema chamou-se mais adiante cinema documento porque se era verdadeiro que mostrava imagens da realidade, não mostrava um ponto de vista claro dela nem tentava uma dramaturgia própria; eram só planos que estavam conforme com a evolução nesse momento da linguagem cinematográfica, essas filmaciones não são documentales. O termo documental foi-lhe atribuído mais adiante a John Grierson quem, além de fazer várias obras, teorizó sobre o tema.

Vertov e Flaherty: pais do género

Se os irmãos Lumière foram os encarregados de sentar as bases da relação do cinema com o mundo: olhando ao que tinham mais perto, Dziga Vertov e Robert Flaherty foram dos primeiros em adoptar o género naciente, e já ameaçado pela objetividad, e defender sua esencia cinematográfica. A cada um desde posições muito diferentes, mas sempre afastados do que anos mais tarde identificar-se-ia como documental: o noticiario televisivo ou reportagens.

Dziga Vertov

Artigo principal: Dziga Vertov

Foi antes de mais nada um artista e um experimentador. Muito dantes de recaer no cinema, trabalhou o som, e a rádio, experimentando com collages sonoros, em procura de uma montagem não necessariamente objectivo nem realista. Seu filme mais célebre, O homem da câmara, recolhe sua ideia de recolher "a vida de improviso", e supõe uma das cimeiras da cinematografía mundial por sua experimentación formal, sua montagem acelerada e seu movimento do plano e não dentro do plano, como vinha sendo habitual. O filme, rodada em diferentes cidades, recreia em um dia na vida de um camarógrafo que percorre a cidade em procura de imagens. Além de ser uma dos primeiros filmes sem intertítulos, é a primeira em desvelar o processo de criação do próprio filme, ao mostrar à montadora elegendo, cortando e montando planos, pondo de relevo que, tal e como defendia Vertov, a objetividad não existe, pelo menos no cinema. Promulgó a teoria do "cinema olho", que quer dizer que a câmara deve mostrar o que o olho não vê, é por isso que experimentou em várias ocasiões com a velocidade da fita e as posições da câmara para mostrar o que o olho não podia ver.

Robert Flaherty

Artigo principal: Robert Flaherty

Considerado um dos pais do cinema documental. Seu primeiro filme, Nanuk o esquimal (1921), teve que a rodar duas vezes, depois de perder todo o material rodado durante anos em um incêndio no laboratório. Este acidente abriu-lhe os olhos, e decidiu não se limitar a registar a realidade, para passar a intervir nela mais activamente, criando, a partir de materiais reais, uma narração complexa. Flaherty sentava assim as bases de um cinema documental muito afastado do que posteriormente se veio a considerar documental: a reportagem televisiva. Seus posteriores filmes afundaram nessa forma de trabalhar e de conceber o cinema documental, mais como uma visão pessoal do autor que como um retrato objectivo da realidade.

O documental hoje: as possibilidades da rede

As múltiplas opções que oferecem as novas tecnologias para produzir e pôr ao alcance do público este tipo de obras tem feito que o género do cortometraje tenha experimentado um enorme crescimento nos últimos anos. Através de plataformas como Youtube, a desaparecida MSN Soapbox de Microsoft , Yahoo! Video ou Joost, os internautas podem pendurar seus videos documentales e desfrutar das obras de outros utentes.

Quanto ao visionado de documentales em Internet, muitos destes estão sujeitos a direitos de autor, pelo que não são de acesso livre, ainda que existem muitas opções para ver este tipo de filmes respeitando as leis de propriedade intelectual. Por exemplo, em Espanha, os internautas têm a opção de visionar documentales de forma gratuita mediante o acesso a páginas especializadas em cinema que oferecem alguns filmes (títulos clássicos e actuais) a seus utentes.

Documentales em televisão

Festivais de cinema documental

Pese a que o cinema nasceu documental, a supremacía taquillera da ficção, a confusão com respeito ao género, e a apropiación do termo por parte das reportagens televisivas, têm relegado ao cinema documental a uma posição quase marginal.

Os festivais têm sido, e a cada vez são-no mais, a maneira de manter vivo o género. Ademais, constituem o principal ponto de encontro entre directores, aficionados e público, se não o único. Os festivais são em parte responsáveis (e reflito também) do boom ou moda documental que os meios de massas se empenham em anunciar desde faz em uns anos, e que não é senão uma maior visibilidade de um género que sempre tem existido.

Referências

  1. Das palavras inglesas "mock" e "documentary".

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/t/e/Ate%C3%ADsmo.html"
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