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Economia de mercado

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Por economia de mercado entende-se a organização explícita e atribuição da produção e o consumo de bens e serviços que surge do jogo entre a oferta e a demanda junto com uma determinada participação do Estado que pode intervir para garantir o acesso de bens, impor preços em determinados produtos considerados de primeira necessidade, impor taxas e tributos. Também se utiliza para designar ao país e sobretudo ao conjunto dos países que a adoptam, habitualmente em plural: economias de mercado.

Descrição segundo Marx da economia de mercado: Marx descreveu o sistema de mercado como uma luta de classes entre os proprietários dos meios de produccion ( ou capitalistas ) e os trabalhadores ( ou proletarios ). Este conflito, no que a classe operária sempre levaria as de perder, se conhece com o nome de luta do proletariado --Juan Jose Castillo Falcon. Bibliografía Livro Economia" ed. Mc Graw Hill

Conteúdo

Economia de mercado, Livre mercado e Capitalismo

Ainda que desde a perspectiva ocidental há uma tendência a identificar os termos economia de mercado, Livre mercado e Capitalismo é conveniente fazer algumas puntualizaciones. Assim, uma economia de mercado não necessariamente vai associada a um livre mercado já que o Estado pode intervir tanto para regular preços básicos como orientar a produção e por tanto o consumo. O livre mercado, desde o ponto de vista liberal supõe a absoluta liberdade de oferta e a demanda tolerando a única intervenção estatal para garantir mercados abertos e ausência de monopólios. Também não a Economia de mercado tem por que ir sócia necessariamente ao capitalismo, entendido este como um sistema de agregado de capital em um sistema produtivo. Historicamente a criação de economias de mercado no mundo somente tem ido sócia ao capitalismo a partir da segunda metade do século XIX na Europa e mais concretamente em Grã-Bretanha e Estados Unidos. No século XVIII a maior economia de mercado -não capitalista- se encontrava na China.[1]

Processo do mercado

Em uma economia de mercado, produtores e consumidores podem interactúar no mercado. Supõe-se que ambos tipos de agentes económicos assumem o preço dos bens como um dado dado e, a partir de ali, tomam suas decisões de produção e consumo, maximizando o ganho no caso dos ofertantes e maximizando a função de utilidade (satisfação) no caso dos consumidores. A participação deles, oferecendo e demandando quantidades de bens e serviços, a sua vez altera as condições do mercado afectando a evolução dos preços. Este processo tem sido denominado por Adam Smith, como a mão invisível.

Desde o liberalismo económico a economia de mercado é uma ordem económica no que todos os processos económicos, isto é produção, distribuição e consumo; bem como os preços e as condições de intercâmbio, determinam-se exclusivamente através da oferta e a demanda. Assim, uma verdadeira economia de mercado que funciona como um livre mercado é definida como o sistema mais eficiente e justo de fornecimento e distribuição de bens, ao se basear na mutualidad e a igualdade.

Economia livre ou Livre mercado

O livre mercado só pode existir em uma economia sem monopólios ou cárteles. Os agentes envolvidos têm que ser pequenos, para não ter grande influência sobre quantidades ou preços. Por outro lado, uma economia de mercado com mercado livre é incompatível com um Estado Social ou com agrupamentos corporativas que introduzam regras e sistemas de suporte para os débis, alterando a livre concorrência.

A economia livre é a que opera sobre a base da oferta e a demanda, sem que a autoridade estatal intervenha em seu planejamento.

Economia mista

Uma 'Economia mista' é aquela na que os interesses privados e os estatais se misturam para regular os assuntos económicos próprios.

Leis e interpretações

A teoria económica liberal clássica, por exemplo com David Ricardo, supõe que, teoricamente, em uma economia de mercado a taxa de interesse do capital e os benefícios empresariais tendem para zero com o tempo. A terça, quinta ou sucessivas unidades de produção não podem render os mesmos benefícios que a primeira, segundo a lei de rendimentos decrecientes. Similares predições efectuavam-se para os salários, que devem se ajustar ao mínimo de subsistencia, segundo a lei de bronze dos salários.

A crítica que o marxismo realiza da economia clássica parte em boa medida da interpretação dessas teorias, além de suas próprias formulaciones, como a teoria da plusvalía e a alienación; supõe que a aplicação de uma economia de mercado levaria a uma polarización social entre proletarios a cada vez mais pobres e capitalistas a cada vez mais ricos. O que ambas predições (liberal clássica e marxista) não se cumprissem na evolução histórica da economia real tem suposto diferentes reinterpretaciones a cargo das diferentes escolas de pensamento económico posteriores: a economia neoclásica, o marginalismo, o monetarismo, o keynesianismo, o neoliberalismo económico, a escola de Chicago, etc.

Limitações do mercado

Uma causa possível de uma falha do mercado é uma externalidad. Uma externalidad é a influência das acções de uma pessoa no bem-estar de outra. A contaminação é o exemplo clássico. Se uma fábrica de produtos químicos não suporta todo o custo da fumaça que emite, provavelmente emitirá demasiado. Neste caso, o governo pode melhorar o bem-estar económico legislando sobre o médio ambiente...

Outra causa possível de uma falha do mercado é o poder de mercado. O poder de mercado refere-se à capacidade de uma pessoa (ou de um pequeno grupo de pessoas) para influir indevidamente nos preços de mercado. Suponhamos, por exemplo, que todos os habitantes de um povo precisam água, mas só há um poço. Seu proprietário tem poder de mercado -neste caso, um monopólio- sobre a venda de água. Não está sujeito à rigorosa concorrência com que a mão invisível freia normalmente o interesse pessoal. O leitor verá que neste caso a regulação do preço que cobra o monopolista pode melhorar a eficiência económica.

Processo autoorganizado

A partir da divisão (ou especialização) do trabalho, é necessário estabelecer o intercâmbio posterior dos produtos. Quando a oferta de verdadeiro produto supera à demanda, o preço tende a baixar. Em mudança, quando é a demanda a que supera à oferta, o preço tende a subir. Quando se igualam oferta e demanda, o preço tende a ser estável.

Este processo autorregulado pode descrever-se como um sistema de realimentación negativa no que na entrada temos o preço estável (como objectivo do sistema do mercado), enquanto à saída temos o preço real, variável (que pode chegar a se estabilizar). A diferença entre oferta e demanda pressiona à ascensão ou descenso do preço, segundo as circunstâncias mencionadas dantes. Quando a oferta iguala à demanda, a diferença entre ambas é nula, e o sistema se estabiliza em um determinado preço.

Restrições

Para que o processo do mercado seja eficiente, deve submeter a algumas restrições, tais como:

a) Os compradores e os vendedores devem ser demasiado pequenos para influir sobre o preço do mercado. b) Todos os participantes devem dispor de informação completa e não pode ter segredos comerciais. c) Os vendedores devem suportar o custo completo dos produtos que vendem e transladar ao preço de venda. d) O investimento de capital deve permanecer dentro dos limites nacionais e o comércio entre os países deve equilibrar-se. e) As poupanças devem investir na criação de capital produtivo.[2]

Referências

  1. Giovanni Arrighi, Adam Smith em Pequim. Origens e fundamentos do século XXI, Akal, 2007, ISBN 978-84-460-2735-5, p.334-350
  2. “O mundo pós empresarial” de David C. Korten – Edições Granica SA

Veja-se também

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/n/d/Andorra.html"
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