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Economia ecológica

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A terra no espaço ilustra a fragilidad de nosso lar e a nova consciência da finitud da economia.

A economia ecológica (em adiante EE) define-se como a "ciência da gestão da sustentabilidad"[1] ou como o estudo e valoração da (in)sostenibilidad.[2] Não é um ramo da teoria económica, senão um campo de estudo transdisciplinar, o que quer dizer que a cada experiente de uma ciência, por exemplo biologia, conhece um pouco de economia, física ou outras, com a finalidade de se comunicar entre pesquisadores e realizar uma fusão de conhecimentos[3] que permita enfrentar melhor os problemas já que o enfoque económico convencional não se considera adequado. No entanto, está aberta também a não científicos. Artigo introductorio em ICE:[4]

O problema básico que estuda é a sostenibilidad das interacções entre os subsistemas económicos e o macro sistemaNatureza. Dita sostenibilidad entendida como a capacidade da humanidade para viver dentro dos limites ambientais[5] é enfocada como metabolismo social, a sociedade toma matéria, energia e informação da natureza e lhe expulsa residuos, energia dissipada e informação aumentando a entropía.A sostenibilidad não é possível encontrar pela concepção do mercado da economia convencional.[6]

A EE, pois, estuda as relações entre o sistema natural e os subsistemas social e económico, incluindo os conflitos entre o crescimento económico e os limites físicos e biológicos dos ecosistemas como o ónus ambiental da economia aumenta com o consumo e o crescimento demográfico. Os economistas ecológicos adoptam posturas muito críticas com respeito ao crescimento económico, os métodos e instrumentos da economia tradicional e os desenvolvimentos teóricos que procedem desta como a economia ambiental e a economia de recursos naturais.

O interesse na natureza, a justiça e o tempo são características definitorias da EE. Estes aspectos são deixados de lado pela economia convencional.[7]

Em ocasiões denomina-se-lhe economia verde,[8] enfoque ecointegrador (Naredo)[9] [2] ou bioeconomía (Georgescu-Roegen) [3][4],[10] e encontra-se em amplo contraste com as escolas de pensamento da economia, denominando-as como economia convencional (mainstream economics) ou economia neoclásica pelo predominio desta escola na actualidade.

Conteúdo

Características

O Clypeaster ou sand dollar é o símbolo da Sociedade Internacional de Economia Ecológica.

Em resumem as ideias básicas da EE são:[11]

A economia está incorporada na natureza, existem limites ao crescimento material e problemas ambientais críticos, a escala da economia tem podido ultrapassar seu tamanho sostenible afectando a resiliencia da mesma.

O trabalho transdisciplinar, o pluralismo e a visão holistica do mundo são fundamentais para enfrentar os problemas ambientais, nenhuma disciplina isolada proporciona uma perspectiva suficiente ante a magnitude e complexidade da problematica ambiental planetaria.

A natureza é o suporte vital da humanidade, faltam-nos conhecimentos sobre a natureza e as relações entre as sociedades e seu médio. Por isso existe incerteza com respeito às consequências de nossas acções, o que a sua vez supõe adoptar princípios precautorios e enfoques abertos à participação social já que o conhecimento científico é insuficiente.

Uso da teoria de sistemas, proveniente das ciências naturais, para compreender a dinâmica e evolução dos problemas.

As questões de equidad e distribuição inter e intrageneracionales são fundamentais.

A natureza tem um valor por si mesma, independentemente de seu uso ou utilidade para os humanos.

A economia está integrada em sistemas culturais e sociais mais amplos de tal maneira que natureza, economia e sociedade coevolucionan. Os aspectos sociais e culturais adquirem muita importância.

Outras bioeconomías

Não deve confundir com uma corrente de economia convencional (neoclásica), ligeiramente posterior no tempo, denominada também bioeconomía [5]. Foi fundada por economistas da Escola de Chicago como Gary Becker, Jack Hirshleifer e Gordon Tullock quem apresentaram ideias muito diferentes. Consistentes em aplicar a análise neoclásico (escassez, concorrência, egoismo) para explicar a conduta em temas sociais como o casal, o crime, racismo... até o comportamento de outros seres vivos.

É o chamado imperialismo económico que consistiria em introduzir os princípios neoclásicos de concorrência e maximización em outras ciências, como a biologia, até as converter em economia segundo Hirshleifer. Tal reduccionismo tem recebido críticas também desde a biologia pois a natureza não maximiza e a concorrência é só um aspecto.

Por outro lado, estes autores baseiam tais características na genética, afirmando por exemplo que quando sejam identificados os genes dos desejos humanos saber-se-á que política terá efeito,[12] esquecendo completamente a cultura.[13] [14]

Esta corrente não está relacionada com a EE mas se presta a confusão com facilidade pois a revista publicada por Springer inclusive dedicou um número à EE [6].

Potência teórica e debilidade institucional da EE

O conservadurismo social e político prejudica à liberdade e difusão de novas ideias. A reacção aos atentados do 11S incrementou as dificuldades para as propostas da economia crítica.

Nunca teve tantos pesquisadores, correntes ou etiquetas científicas em concorrência pela elaboração teórica dos problemas, financiamento e prestígio profissional.

O predominio da escola neoclásica,[15] a fragmentação que se está a produzir no meio da EE[16] [17] e a aparente diversidade na economia convencional, pois suas postulados básicos mal se discutem, são alguns dos factores que promovem o aparecimento de múltiplas correntes e etiquetas, por exemplo: evolutionary economics[18] [7] [8] e neuroeconomics [9] respectivamente.

Isto cria uma bruma confusa de superficiais reformulaciones dos princípios neoclásicos (e a correspondente abundância de siglas e associações em concorrência EAEPE, EAERE, AERE, ASE, SASE, AFEE por citar algumas) que carecem da profundidade da EE, representando mais bem intercâmbios limitados entre disciplinas (algo muito frequente na história da ciência), a focalización em aspectos particulares (como feminist economics) até mero oportunismo em procura de promoção profissional (publica ou perece). Todo isso, segundo certos autores, contribui a enterrar as tentativas sérias de crítica radical[9] e pode confundir às pessoas interessadas.

O conservadurismo político das últimas décadas também tem contribuído a desgastar a renovação conceptual que promove a EE. Pois a abertura das comunidades científicas para a crítica e a renovação vai da mão da impugnación do status quo social e político.[9] Dispersión que também pode relacionar com os conflitos e dificuldades internas e externas encontradas pela EE para sua consolidação e expansão desde finais dos anos 90. H. Daly consciente desta debilidade afirmou que se podes converter ao Papa tens dado um grande passo, referindo à busca de apoio entre os economistas destacados da economia convencional. No entanto, também mostrou sua preocupação por algumas tentativas de absorción pela economia convencional agora que este campo resulta atraente e tem reputação profissional.[17]

No interior da EE existem tensões com respeito ao desenvolvimento do campo. Assim, uma parte dos membros, principalmente economistas, desejam aprofundar na crítica para a economia neoclásica enquanto os cientistas naturais em general procuram cooperar com ela. Alguns membros querem que a transdisciplinariedad seja o elemento definitorio da EE enquanto outros o encontram demasiado amplo. Também existe divisão em torno da prioridade dos modelos económico-ecológicos e a valoração enquanto outros recalcan os estudos socioeconómicos ou o intercâmbio desigual. Discute-se a preeminencia da Ecología sobre outras disciplinas naturais e a necessidade de atrair mais científicos naturais.[17]

É de notar que a alusão à como principal baluarte da economia neoclásica é frequente em alguns economistas críticos ante a imposibilidad de estabelecer um debate rigoroso e nivelado sobre seus princípios [10]. Um aspecto relacionado com a relativa debilidade política e institucional da EE é o risco de subordinación à economia ambiental e dos recursos naturais, como propôs abertamente David Pearce na conferência inaugural da ESEE em 1996 e que foi muito criticado. Logicamente, segundo muitos autores, devesse ser ao invés. Um exemplo é sua apresentação como uma corrente ou etiqueta adicional junto à economia ambiental e a de recursos naturais: [11].

Diferenças com a teoria económica convencional

Adam Smith, um dos economistas que simbolizam a economia convencional.

A economia ecológica (EE) tem um enfoque diferente ao parcelario (útil até verdadeiro ponto) e analítico enfoque da economia convencional (a economia separada da biologia, separadas da física...), pois considera à economia como um subconjunto da sociedade e esta da biosfera. Esta mudança de visão tem profundos envolvimentos. Assim a EE incorpora conhecimentos de diferentes ciências incluindo a ecología já que estuda os fluxos de matéria e energia da vida sobre a Terra, e a economia humana está incluída neste sistema. Estuda-se a economia como um objecto natural e social. Uma descrição extensa das diferenças segundo Aguilera Klink, aqui:[12]

À cabeça das críticas à actual teoria económica pelos economistas ecológicos encontra-se sua aproximação às interacções entre a natureza e a sociedade. As análises desde o ponto de vista da economia convencional minusvaloran o capital natural, no sentido de que é tratado como um factor de produção intercambiável ou sustituible por trabalho e tecnologia (capital humano).

Desde a economia ecológica argumenta-se que o capital humano e o capital manufacturado são complementares ao capital natural, e não intercambiáveis, já que o capital humano e o capital fabricado derivam inevitavelmente do capital natural de uma ou outra forma. A economia ecológica estuda de que maneira o crescimento económico este relacionado com o aumento na exploração de insumos materiais e energéticos.

Outro ponto de confrontación entre EE e economia convencional é a questão do comércio e o médio ambiente, pois a primeira considera que um incremento no comércio pode aumentar o dano ambiental.

Os economistas ecológicos afirmam que uma grande parte do importante no bem-estar humano não é analizable desde um ponto de vista estritamente económico, sugerindo a transdisciplinariedad das ciências sociais e naturais como um médio para abordar o estudo do bem-estar económico e sua dependência dos serviços que proporciona a natureza.

Na EE discute-se sobre indicadores de sostenibilidad, a validade da curva ambiental de Kuznets, o paradoxo de Jevons, o efeito rebote das estratégias de suficiencia, a hipótese da desmaterialización da economia, impressão ecológica, inputs directos e ocultos de materiais[13], tamanho da economia e limites ao crescimento económico[14], a medida do bem-estar, estado estacionário, ecologismo dos pobres (activismo de pessoas ameaçadas pela destruição de recursos e serviços ambientais que precisam para viver), ecología política[15], os trabalhos não remunerados, distribuição justa da renda (a distribuição precede à produção), sostenibilidad forte em frente a sostenibilidad débil, dívida ecológica, coevolución de sistemas ecológicos e económicos, biodiversidade, limitações da taxa de desconto, relação dos direitos de propriedade e a gestão de recursos naturais, instrumentos de política ambiental,a justiça ambiental, e o metabolismo social entre outros temas. A economia ecológica critica também a contabilidade macroeconómica, propondo em mudança um conjunto de indicadores físicos e sociais, além dos monetários.

Diferentes linguagens de valoração

Se a economia convencional de raiz cartesiana apresenta-se como neutra, em mudança a EE afirma que a teoria e análise sempre estão influenciados por valores e crenças. Os valores e a ideologia devem discutir-se abertamente.[11] Existe inconmensurabilidad[6] ou ausência de uma unidade comum de medida, o que leva também ao desenvolvimento de métodos de avaliação multicriterio desenvolvido por G Munda (1970)[16] que admitem uma comparabilidad débil de valores, diferentes da comparabilidad forte da análise custo-beneficio, baseados em um processo participativo de todos os agentes implicados em um problema ou projecto de investimento, como ferramentas para contribuir à tomada de decisões de acordo com a chamada democracia deliberativa em um contexto de múltiplos de valores ou critérios.

Os valores monetários( crematísticos) que os economistas atribuem às externalidades negativas ou serviços ambientais são o fruto de decisões políticas, a distribuição da propriedade, o dinheiro e o poder.[19]

A EE não abandona a utilização de elementos monetários, senão que os relativiza: perdem sua posição de privilégio e exclusividad dentro de uma nova visão. Isto é, não se propõe uma eliminação completa dos enfoques convencionais do dinheiro ou do mercado. Pois há muitos tipos de mercados segundo as regras institucionais que os regulem. Desde o ponto de vista da EE, a economia convencional teve um grande sucesso ao transmitir que suas noções de mercado, ou de dinheiro, eram universais.[9]

Os economistas ecológicos, pois, participam na discussão da pertinencia de procedimentos para atribuir valores monetários aos serviços e danos ambientais e a correcção da contabilidade macroeconómica mas seu eixo principal é o desenvolvimento de índices físicos de (in)sostenibilidad.Os indices de impacto ambiental usados mas frequentemente são o indice de impressão ecológica ( Wachernagel e Rees, 1996), apropiación humana da produção primária neta ( Vitousek, 1986), Input material por unidade de Serviço( Wuppertal Institute), Indicadores de fluxo de materiais( Wuppertal Institute e Faculty for Interdisciplinary Studies), impressão hídrica agrícola e água virtual ( UNESCO-Institute for water education),os balanços energéticos das actividades económicas e a análise integrada multiescalar do metabolismo social(Giampietro 2003).

Génesis da economia ecológica

Precursores

Frederick Soddy, Nobel de Química, precursor da economia ecológica.

Os precursores intelectuais da economia ecológica podem rastrearse em grande parte em autores que não eram economistas senão físicos, biólogos ou químicos como Sadi Carnot, Rudolf Clausius, Leopold Pfaundler, Patrick Geddes, Sergei A. Podolinsky, Popper-Lynkeus, Frederick Soddy. Suas teorias não foram tomadas em consideração pela economia convencional apesar de que conduziam a uma melhor atribuição e gestão de recursos escassos da que se ocupa a economia, segundo a ambigua expressão popularizada posteriormente pelo economista convencional Lionel Robbins.

Dentro da ciência económica, no século XVIII os fisiócratas (fisiocracia significa governo da natureza) como François Quesnay propuseram que as sociedades civis deviam ser um espelho da ordem natural, com suas leis inscritas por Deus, no entanto um mau governo ou grupos influentes podiam trastocar a relação.[20] Mas para apuntalar suas teorias, que continham outros importantes elementos que passaram à economia clássica, ainda não se tinham desenvolvido os conhecimentos necessários, como os relacionados com a termodinámica ou a biologia.[9] [21]

A teoria fisiocrática do produto neto é coerente com as análises energéticas e de fluxos materiais realizados pela economia ecológica. Alguns aspectos finques da teoria fisiocrática foram criticados pelos economistas clássicos, como a identificação do produto neto directamente com fluxos monetários (mistura dos enfoques físico e monetário), já que ao ser este gerado pela agricultura não se podia explicar a riqueza dos comerciantes.[9]

Economistas clássicos do século XIX como Malthus, Ricardo e Mill expressaram sua preocupação pela existência de limites ao crescimento que progressivamente seriam abandonadas. Os trabalhos de Jevons sobre o carvão ficariam a margem de suas próprias considerações da economia neoclásica. As obras relativas a limites ao crescimento publicadas nos anos 70 do século XX foram amplamente recusadas pela economia convencional que supunha que o progresso técnico e o capital resolveriam o problema.

O marxismo, que compartilha com a economia clássica as ideias de progresso, optimismo tecnológico e domínio da natureza, também é considerado parte da economia convencional por diversos autores da EE, pois Karl Marx aceitou as categorias reformuladas e centradas nos valores de mudança dos clássicos, ditos conceitos não foram afectados pelas críticas que realizou à economia clássica. Marx assinalou que a natureza está relacionada com o valor de uso e centrou seu sistema teórico em torno do valor de mudança, marginando os aspectos físicos e biológicos da economia apesar da reiteración de termos confusos como produção material, ou das poucas citas que em defesa da natureza se podem entresacar em sua vasta obra. Engels por sua vez recusou explicitamente o trabalho de Podolinsky.[9] [21]

Economia Ecológica moderna

A origem da economia ecológica como um campo específico per se se atribui a economistas como Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994), | Herman E. Daly, Kenneth Boulding, Karl W. Kapp, Robert Ayres. Foram influenciados pelos trabalhos de biólogos como Alfred Lotka (quem introduziu a importante distinção entre uso endosomático e exosomático da energia), Holling, Eugene e Howard T. Odum.[22] [23]

Kapp tratou o tema dos custos sociais que inclui as consequências negativas e danos que resultam das actividades produtivas e que recaen sobre outras pessoas ou a sociedade mas das que os empresários não se consideram responsáveis apropriando deste modo de uma parte do produto nacional maior da que corresponder-lhes-ia e reduzindo o preço para os consumidores.[24]

Boulding publicou em 1966 um artigo titulado The economics of the coming spaceship earth que popularizó a metáfora, aplicada a toda a humanidade mas de profunda inspiração norte-americana, da transição de um mundo sem limites própria do pioneiro do oeste (cowboy economy) a um limitado como uma nave espacial (spaceship economy) refletindo o necessário trânsito a realizar para uma economia de equilíbrio, não expansiva.

Georgescu-Roegen, que realizou importantes contribuições à economia convencional dantes de converter em um economista dissidente, caracteriza o processo económico, desde um ponto de vista físico, como a transformação inevitável de baixa entropía ou recursos naturais, em alta entropía ou residuos. De aqui o recurso à termodinámica ainda que Georgescu-Roegen critica a introdução da probabilidade nela (mecânica estatística). O resultado deste processo seria, ou segundo Naredo devesse ser, o desfrute da vida. Há duas fontes de baixa entropía: os limitados estoques (que inclui entre os fluxos) de materiais (minerales) da corteza terrestre e o, inesgotável a escala humana, fluxo de energia solar.[25]

Em frente à analogia mecânica da economia convencional Georgescu-Roegen descreve o processo económico como interrelacionado e sujeito a mudança cualitativo. O tempo introduz-se no processo produtivo mediante seu conceito de fundo. Outro aspecto de sua obra é o enjuiciamiento dos dogmas energéticos pois afirmou a imposibilidad do reciclaje perpétuo e recusou uma teoria do valor baseado na energia segundo a qual os preços das mercadorias correspondem a seu conteúdo energético.

Em 1987 celebrou-se na UAB de Barcelona [17] uma reunião de economistas, biólogos e físicos tanto europeus como norte-americanos, organizada por Joan Martínez Alier (pesquisador que tem estudado e divulgado a incomensurabilidad de valores, o ecologismo dos pobres, os conflitos distributivos ecológicos como a destruição do manglar para a produção de camarón [18] e a história da EE), que é considerada por muitos como chave na decisão de publicar uma revista sobre EE (actualmente Ecological Economics. The transdisciplinary journal of the international society for ecological economics) com a editorial Elsevier, graças aos esforços de Herman Daly, AnnMari Jansson e Robert Constanza. A editorial recomendou que se criasse uma sociedade para a apoiar, que foi fundada em 1988 nascendo a Sociedade Internacional de Economia Ecológica (ISEE). Seu primeiro presidente foi Robert Constanza e o primeiro número de Ecological Economics publicou-se em fevereiro de 1989.[11] Sobre a história moderna da EE e a ISEE, em inglês: 2004.pdf

É importante notar que a economia convencional não tem tomado em consideração a obra dos precursores e pioneiros da EE, mostrando uma clara falha nas supostas regras do jogo científico. A morte de Georgescu-Roegen passou praticamente desapercibida.[9]

Em castelhano existem a Revista Iberoamericana de Economia Ecológica (REVIBEC) e Ecología Política, bem como a Rede de Economia Ecológica Espanhola [19]. Os economistas ecológicos mais conhecidos em Espanha e América Latina são Manfred Max-Neef, Joan Martínez Alier e José Manuel Naredo.

No diálogo entre ecología e economia marxista destacam James Ou´Connor [20] e sua teoria da segunda contradição do capitalismo, Elmar Altvater [21] e John Bellamy Foster [22]. O geógrafo David Harvey tem incluído preocupações ecológicas em seus trabalhos, algum dos quais tentou publicar em Ecological Economics [23].

Economia Ecológica vs. Economia ambiental e Economia dos recursos naturais

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Cálculo da contaminação e produção óptimas segundo a economia convencional mediante funções de benefício e custo.

A economia ambiental e a dos recursos naturais são subdisciplinas da economia neoclásica centradas na atribuição óptima dos recursos e a contaminação. Mas, segundo a EE, ignoram questões como o funcionamento dos ecosistemas, o tamanho da economia e a distribuição dos benefícios e ónus ambientais na sociedade.

A primeira, refere-se à forma em que os residuos são dispostos e a qualidade resultante da atmosfera, a hidrosfera, a biosfera e a pedosfera como receptores de residuos. Ademais, a economia ambiental (EA) relaciona-se com a contaminacion ambiental e conservação dos ecosistemas e a biodiversidade.

A economia de recursos naturais (ERN), por outra parte, define-se como o estudo da forma em que a sociedade atribui recursos naturais escassos, em termos monetários com respeito a fins medidos também em dinheiro (preços), tais como reservas pesqueiras, plantações de árvores, água doce e petróleo, que segundo a economia convencional são inesgotáveis ou sustituibles.

Deste modo a economia convencional apresenta como economias mais sostenibles aquelas que apresentam uma alta percentagem de poupança de sua renda nacional o que significa que as economias da UE, Japão e USA compõem as mais sostenibles, com a excepcional presença de Costa Rica. Aparecendo como insostenibles países com enormes recursos naturais per capita como Papúa Nova Guiné.[3]

Assim o programa de investigação da EE se diferencia em que seu conceito de sostenibilidad ecológica é diferente do de sostenibilidad económica da EA-ERN. Inclui a dinâmica de sistemas e o efeito ombreira em frente à fixação no equilíbrio da economia neoclásica. A ERN centra-se em um recurso isoladamente de seu ecosistema. E os preços de mercado não indicam se um sistema está a ultrapassar os limites de sua capacidade para se recuperar. Surpreendentemente na revista da ISEE há mais artigos desde a perspectiva da EA-ERN que da EE.[11]

Valoração monetária em frente a incomensurabilidad de valores

No entanto para a EA-ERN, no caso da introdução de impostos sobre a contaminação (a negociação Coasiana comenta-se mais abaixo), a chave reside na possibilidade de obter em termos monetários (valoração económica) a função de Custos Marginales Externos mediante técnicas como a valoração contingente [24], método do custo da viagem e outros. A valoração monetária considera-se reflito das preferências individuais, "o que a gente quer" é o que está disposta a pagar. E os preços de mercado são a guia. Formalmente o benefício marginal tem de igualar ao custo marginal de proporcionar esse benefício.[26] Para isso se usa o cálculo pelo que tem de se reduzir o problema à optimização matemática já seja maximización ou minimización.

O que é alheio, segundo a EE, à complexidade da maioria dos problemas que pretende enfrentar nos que não há preços, mercados, propriedade, os afectados podem não existir ainda, o ignorar ou ser muito numerosos; os efeitos são desconhecidos ou complexos, por exemplo a crise das migrações animais [25]Ademais, o que uma pessoa esteja disposta a pagar depende de sua renda (os pobres padecem maiores danos ambientais que os ricos) e a teoria neoclásica fracassa pois afirma que a predisposición a pagar (variação equivalente do rendimento) para evitar um dano (por exemplo a incineração de residuos cerca de sua casa) tem de ser similar à predisposición a aceitar uma compensação (variação compensatoria do rendimento). Mas na realidade não ocorre assim.[27]

Em todo o caso o óptimo obtido não tem por que ser asimilable pelos ecosistemas ou aceitado pela sociedade, só poder-se-ia aproximar, com graves incertezas e enorme complexidade na maioria dos casos, usando as ciências da terra. Cúal é a curva de custos no caso dos residuos nucleares? Ou de Chernobyl ? Sobre análise custo beneficio (ACB) [26][27]

Trata-se, segundo a EE, de propostas discutibles: Em 1991, o economista chefe do Banco Mundial foi o centro de uma polémica ao filtrar-se (Let them eat pollution, The economist) um memorandum interno sobre a exportação de residuos a países do Terceiro Mundo, dado que a esperança de vida era menor e as rendas que percebiam mais baixas que as dos cidadãos ocidentais, economicamente era mais acertado exportar a contaminação a estes países, se quantificou o preço de suas vidas em uma décima parte da de um ocidental, diferença que aumentou em uma revisão posterior [28]. É um exemplo de conflitos distributivos ambientais um dos temas cobertos pela ecología política que a relaciona com a EE pois o tipo de uso dos recursos e sumideros ambientais depende das relações de poder e a distribuição do rendimento.

Em resumem, a ERN e EA diferenciam-se da Economia Ecológica (EE) em que ambas usam os conceitos e metodologías próprios da economia convencional (resumibles em preços e mercados capitalistas), para voltar sobre as questões de recursos e residuos que anteriormente tinham suprimido do objecto de estudo da economia (convencional). A EE, em mudança, abarcaria a ambas e superá-las-ia em amplitude e profundidade sendo um ramo da ecología humana.[28]

São o resultado de que a economia convencional classificou para sua conveniencia como bens livres, gratuitos e indestructibles, aos recursos naturais e como carentes de valor, e interesse, aos residuos. Por tanto alheios a seu campo de estudo: o bem económico com valor de mudança, aqueles que são productibles, apropiables, valorables e intercambiáveis em mercados, como sintetizou Léon Walras.[9]

Um pouco de história

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O esquema convencional do processo económico, isolado da natureza e a sociedade, representa um movimento pendular entre a produção e o consumo e prove da epistemología mecanicista.[25]

Há que destacar que historicamente a economia se separou da sociedade ao se fazer autónoma da política, a política independizada da moral resurgió no Renacimiento com a quebra da religiosidad, que até então empapaba todos os aspectos da vida, com autores como Nicolás Maquiavelo.

A separação da ética da economia convencional formalizar-se-á finalmente na divisão actual entre economia positiva, que mostra o resultado de aplicar a análise económica à realidade e a evidência empírica, e a economia normativa na que se incluem os preceitos éticos e os julgamentos de valor que só podem ser resolvidos pelo debate político e a tomada de decisões. No entanto, os críticos afirmam que esta distinção é incorreta pois, por exemplo, aceitar a actual distribuição da renda como algo dado como faz a economia positiva é já um julgamento de valor.[29]

A separação da economia e a política foi possível pela selecção de aspectos cuja cuantificación (preços, quantidades) parecia prometer melhores resultados para o estudo e a prática podendo-se formalizar matematicamente. Como ficou refletido na obra Aritmética Política de William Petty. Progressivamente produzir-se-ia uma nova escisión desta vez entre a naciente noção de sistema económico e a Natureza.[9]

Os cientistas estavam convencidos nesta época da existência de uma ordem natural determinista que regia o mundo e o economista devia descobrir as leis subjacentes na sociedade como outros pesquisadores hacian o próprio na física ou astronomia. Os fundadores do novo sistema de economia política contemplavam a ordem económica como um sistema de liberdade natural obrigado paradoxalmente a uma rígida ordem social natural que mal precisava intervenção externa por parte do governo, assim A. Marshall descreveu-o como um universo económico copernicano.[24] Exemplo [29] e contrapunto de J.L. Sampedro [30].

Com esta separação a economia convencional, depois de um longo e complexo processo, acabaria configurando-se como uma máquina atemporal, reversible (sem mudanças cualitativos), de crescimento cíclico e perpétuo (o dinheiro pode crescer ao infinito, o material não) centrada nos valores de mudança (e em uma correspondente entelequia denominada utilidade) sem referência já ao limitante mundo físico e abstrayéndose igualmente do mundo social pois se reduziu a sociedade ao indivíduo e este a uma ficção denominada homo oeconomicus, em esencia uma máquina cobiçosa e egoista. Nos manuais de economia representa-se como um simples esquema circular de fluxos entre empresas e indivíduos.[9] [30] [31] [27]

O sXIX é o da Grande Transformação como a denominou Polanyi[32] na que o liberalismo económico impôs pela força seu modelo na sociedade, implementando o primeiro exemplo de engenharia social em massa da modernidad em um século dantes que o socialismo de estado, o que incrementou enormemente a fabricação e comércio de mercadorias mas com graves transtornos para a sociedade como a proletarización, pauperismo e, paradoxalmente pois o liberalismo se define como baluarte da propriedade, a destruição da propriedade privada comunal e religiosa (enclosures, desamortizaciones). Estes problemas impulsionaram o nascimento da Sociologia com o fim de compreender cientificamente suas repercussões para domesticá-las.

A intervenção do Estado protegeu parcialmente à sociedade e ao mesmo tempo boa parte do liberalismo, recorrendo a medidas de controle: seguros sociais, direitos de voto e associação, regulações e inspecções da actividade mercantil e industrial, etc. Isto é, o Estado actuo tanto para legitimar as práticas liberais como para proteger à sociedade de suas manifestações mais extremas contribuindo às assentar.[9]

O Romantismo e o Socialismo moderno apareceram como reacção ante as novas práticas industriais e comerciais capitalistas. Os românticos consideravam a natureza como independente e fonte da vida em todas suas formas em frente à visão da natureza como simples médio material para os seres humanos e suas necessidades.[7] [33]

Configuração da noção convencional de sistema económico: nasce o medioambiente

A noção da economia convencional de que a natureza tem um papel secundário ou nulo na produção comparado com o capital e o trabalho, criou a ideia do médio ambiente. Contrastando com as noções primitivas de que vivemos e dependemos da natureza.

Em está época criou-se finalmente a versão actual do "médio ambiente", termo desnecessariamente repetitivo usado na actualidade, composto por factos que a teoria económica convencional (clássica, neoclásica, marxista e keynesiana) progressivamente deixou fora de seu objecto de estudo porque em lugar de seguir exclusivamente as supostas regras do jogo científico esteve fortemente influída durante sua construção como ciência (século XIX) pelo uso comum nas práticas contables e comerciais segundo a ideologia e interesses da naciente burguesía, o que conduziu à redefinição de suas categorias conceptuais básicas agora definitivamente centradas no mobiliário (inclusive um inmueble se valoriza principalmente segundo seu preço), isto é, o dinheiro:

A escassez que antigamente era de sentido comum pois não tinha nada infinito, salvo Deus, passou a denotar dinheiro insuficiente para comprar todas as cestas de mercadorias e a correspondente necessidade de eleger o que significa de facto uma miserabilización progressiva, o needy man, segundo autores como Wolgang Sachs e Marshall Sahlins. A escassez vem determinada pela asimetría dos meios e fins: em nossas sociedades individualmente não se pode obter mais que uma parte insignificante de toda a oferta de mercadorias.[34] [35]

Argumenta Sahlins que a economia primitiva paradoxalmente é de abundância pois as necessidades são poucas e os meios para as satisfazer estão ao alcance de todos, se dedicando menos tempo que hoje ao trabalho e carecendo do afán de acumular riquezas. As sociedades com Estado incrementaram e estenderam o afán de agregado segundo Pierre Clastres. O que hoje denominamos trabalho não aparecia como um aspecto concreto da sociedade e carecia das connotaciones penosas de hoje, em verdadeiro sentido não trabalhavam. Por añadidura, um incremento na produtividade traduzia-se em maior tempo de lazer criativo.[36]

A riqueza, que incluía todos os bens sem preço como a luz do sol e a fertilidad da terra, passou a significar dinheiro e produzir que se entendia antigamente como sinónimo de criar matéria, depois de um complexo processo no que se teve em conta a 1ª lei da termodinámica mas se ignorou a 2ª, se reduziu finalmente a revender com benefício.

Arquivo:Magpie mine.jpg
Mina abandonada, o destino dos recursos fósseis é o agotamiento, se os residuos não ultrapassam dantes os limites.

O carvão, por exemplo, produz-se , isto é, é um estoque que se extrai e se vende restando os custos de sacar ao resultado de sua venda, não se tem em conta o processo natural de concentração nem sua abundância na corteza terrestre já que se dá por suposto que ao se esgotar uma exploração a amortização (da equipa de extracção, a concessão e do trabalho) automaticamente permitirá sacar mais carvão em uma nova mina, globalmente não se considera se fisicamente existem essas novas minas. Nesta linha se enmarca o debate sobre o teto petroleiro.

Arquivo:Trawler Baldvin.jpg
O mercado capitalista também ocasionaria a destruição de recursos renováveis como a pesca.

Um exemplo similar mas com um recurso renovável é o caso de pesca-a , o excesso de capacidade extractiva das grandes frotas de altura transfere-se de umas zonas a outras depois de sua colapso. O mar é em grande parte um bem de livre acesso (salvo a plataforma continental) que não deve confundir com os bens comunales, pelo que é racional para a cada empresa o obter o maior rendimento possível dantes de que o faça a concorrência, conduzindo ao agotamiento do recurso e ao desemprego de milhares de pessoas. Como ocorreu em Terranova , actualmente à espera de uma eventual recuperação do estoque de bacalhau. Isto não impede que nas águas continentais a gestão capitalista não conduza a sérios problemas: Em 1945 o presidente de Peru e governos vizinhos apoiaram a criação da zona económica exclusiva para evitar a sobreexplotación de pesca-a por estrangeiros mas foram os empresários locais quem provocaram-na no final dos anos sessenta.[19]

Em mudança a EE reflexiona sobre: o meio institucional que favoreça uma gestão correcta e justa dos recursos, a contribuição gratuita da natureza mediante conceitos como o de custo físico de reposição para orientar melhor a gestão de recursos minerales, os conhecimentos da ciência físicas e biológicas para melhorar a gestão da água, bosques, pesquerías, etc.[9] [37]

O conceito de trabalho também sofreu uma funda transformação para encaixar na nova noção de sistema económico, assim na Antigüedad clássica, na que não existia uma palavra equivalente à actual, se considerava indigno o trabalho assalariado ou o desenvolver as capacidades para obter um ganho. As actividades livres eram aquelas que se praticavam por si mesmas. Ademais o labor humano não era a única que produzia obras senão também a natureza ou o próprio lazer, que não se considerava estéril ou mero consumo como actualmente.[36]

A natureza, anteriormente pródiga e divina para o ser humano, passou a ser uma entidade avara à que deviam lhe lhe arrancar penosamente os frutos.

Por outra parte, arrastaram-se ao seio da naciente economia antigos elementos irracionais procedentes do inconsciente colectivo e a alquimia como os sonhos de superação das barreiras físicas e servidões que impõe o mundo ao ser humano (transmutación, cornucopia, limites espaço tempo) reincorporados na noção de Progresso, agora se espera da tecnologia e a ciência os milagres que dantes se atribuíam aos deuses ou magos.[38]

É de assinalar, por último, que tomou como modelo o hoje superado Mecanicismo newtoniano que então deslumbraba às ciências nacientes por seu sucesso na física e astronomia. Incorporando parte de seu aparelho matemático e inspirando-se nas próprias leis de Newton .[9] [30] Um exemplo da relação entre economia convencional e mecânica clássica pode ver-se, em francês, aqui [31]

Crescimento e destruição

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O capital está feito de recursos naturais e precisa-os para obter um produto, gerando inevitavelmente residuos.

Isso contribuiu de modo formidable a magnificar os lucros do Capitalismo, e posteriormente do Socialismo de Estado (que se mostrou menos eficaz para fomentar o crescimento económico), a base de ignorar o uso e ocasional agotamiento/destruição de recursos que está em sua fonte, e os residuos que necessariamente produz com os correspondentes problemas de contaminação. E ainda mais ao ocultar que os bens e serviços onerosos oferecidos pelo sistema económico productivista procediam de, ou substituíam pobremente, os bens e serviços gratuitos da natureza, cuja fundamental contribuição ao processo económico foi minimizada ou eliminada, em favor do trabalho e o capital (o capital e o trabalho também se constroem com recursos como aço ou alimento).[9]

Assim mesmo, Georgescu-Roegen indicou que um breve exame da função de produção, que os economistas convencionais actualmente usam como representação do funcionamento do sistema económico, mostra uma inútil receita de ingredientes gravemente incompleta pois, segundo Georgescu-Roegen, dá a entender que a economia pode funcionar com mínimos recursos naturais dado suficiente capital ou trabalho (perfeita sustituibilidad de factores), pois despejando em uma função Cobb-Douglas os recursos naturais (acrescentados na variante Stiglitz-Solow, normalmente não se representam) se podem fazer tão pequenos como se queira, ainda que não zero.[39]

Herman Daly criticou a "manía do crescimento" ou atitude da teoria convencional, a qual a partir do suposto de que as necessidades humanas são infinitas estabelece que a obrigação do sistema é produzir continuamente mais em um mundo sem fim e que propõe o crescimento económico como solução aos problemas de pobreza, desemprego, inflação, desequilíbrios da balança de pagamentos, agotamiento de recursos e contaminação e inclusive a guerra.[40] Problemas criados em boa parte pelo próprio crescimento.

Finalmente o Capital (certos economistas ecológicos[27] são contrários à ideia de Capital Natural pois Natureza e Capital têm características diferentes: os recursos não renováveis não se reproduzem como o Capital) é o factor que finalmente anulou aos outros na economia convencional, deste modo tendo capital suficiente não importavam os recursos naturais nem o trabalho. São numerosos os economistas destacados que explicitamente negaram importância alguma aos recursos naturais e quase todos o fizeram implicitamente ao aceitar e trabalhar dentro dos limites da noção convencional de sistema económico.

Exemplos: Para S. Jevons, Princípios de Economia 1871, os recursos naturais podem ter utilidade potencial, mas esta não cai dentro da ciência do económico. Solow, prêmio Nobel 1987, a princípios dos anos 70 do sXX disse que o mundo poderia continuar perfeitamente sem recursos naturais indicando em diversas ocasiões que os recursos naturais, que não incluiu em seu modelo, seriam substituídos por outras coisas ou factores (capital).[9]

Hoje em dia estas afirmações passadas são ignoradas e são raras as afirmações similares, pois podem atrair críticas da EE como Beckerman (assessor do Banco Mundial, professor de Oxford) recebeu faz em uns anos de H. Daly[41] por negar que um descenso na produção agrícola nos Estados Unidos devido à mudança climática fosse importante dada a escassa contribuição, em termos monetários e percentuais (3%) do sector primário ao PIB. Daly disse que o sector primário é o fundamento sobre o que se levanta todo o edifício da economia indicando que Beckerman expressou as consequências segundo o modo de pensar convencional. Tais ideias derivam-se directamente do sistema de pensamento e funcionamento da economia convencional, como se representa nos manuais usuais.

Crise local e global

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Economia convencional com externalidades, as quais se consideram acidentes menores dentro do processo económico convencional.

Ante as crises energéticas, a destruição de recursos, os problemas causados pelos residuos, a pressão social, a crítica interna de pioneiros como Georgescu-Roegen e a evidência de outras ciências nestas questões, os economistas convencionais se viram obrigados a desenvolver médios para tratar estes assuntos que a formalización no sXIX da naciente economia como crematística, tinha deixado fora de suas análises.

Assim a princípios do século XX se incluíram questões de contaminação pontual na noção de externalidad : danos ou benefícios na utilidade ou produção que ocasiona um agente económico a outro, fora do mercado e sem compensação económica. Um cajón de sastre teórico de multidão de aspectos positivos ou negativos de diversa importância classificados como falhas de mercado alheios ao sistema económico tal e como o formula habitualmente a economia convencional por não cumprir as condições sistematizadas por Walras.

A economia ambiental nascerá da economia do bem-estar de Pigou que tratou entre outros temas, a diferença entre o produto neto marginal social e o produto neto marginal privado devido a custos que não são tidos em conta, com o já clássico exemplo do dano não compensado que se causa a um bosque pelas chispas de uma locomotora de vapor.

À economia do bem-estar acrescentou-se-lhe posteriormente em 1960 o problema do custo social de Coase . Há que notar que em ocasiões se representa a Pigou e a Coase como defensores contrapostos da intervenção do estado e do mercado capitalista respectivamente, no entanto apresentam mais acordos que divergências.[22]

Seus trabalhos conduziram posteriormente à economia dos recursos naturais para a gestão óptima dos recursos que usa o sistema económico (consumo ou destruição em termos monetários atribuídos artificalmente ao não existir mercados pois a Natureza não é um agente económico) e a economia ambiental para a gestão da contaminação óptima,[26] também com preços arbitrários (obtidos mediante cuestionarios por exemplo) a fim de obter uma função de custo marginal em unidades monetárias que igualar-se-ia aos benefícios, função de benefício privado marginal neto em unidades monetárias, para obter analiticamente um óptimo matemático reversible.

Em ambos casos com pouca ou nula referência às ciências que podem contribuir informação para sua directa gestão como a biologia, física... Em contraste, a EE usa esses conhecimentos para realizar, entre outros, o estudo de balanços energéticos e análises de fluxos de energia e materiais consumidos pelas economias. Por outro lado, a EE considera que os recursos e residuos estão directamente relacionados, sem o uso dos primeiros não teria contaminação pelo que necessariamente tem de abarcar ambos.[9] [30] [27]

Crescimento como desenvolvimento sostenible

A corrente de montagem simboliza o sucesso productivista do maridaje entre capitalismo e indústria mas tem um lado oculto na destruição ambiental, o trabalho esgotador e o consumismo.

Segundo certos autores da EE, a percepción do falhanço da ideia de crescimento derivada da crise social e ambiental, provocou a proliferación de etiquetas que simulam a enfrentar enquanto encobrem as práticas usuais. É o caso do termo desenvolvo sostenible criticado como vadio (múltiplos significados), hipócrita (usado para promover actividades insostenibles) e contradictorio (ignora os limites sociais e biofísicos ao crescimento ou focaliza questões erróneas).[5]

Historicamente considerou-se crescimento e desenvolvimento como sinónimos. Por isso (utilitarismo) bastava com produzir mercadorias de modo em massa para directamente incrementar o bem-estar humano. A distribuição óptima seria automática graças à mão invisível. A convicção actual de que crescimento não é desenvolvimento cualitativo (melhora social, ambiental) deriva da percepción do falhanço, paradoxalmente fruto de seu sucesso productivista, da economia convencional.[42]

Muitos autores costumam apresentar a ideia de desenvolvimento como mudança cualitativo, o problema surge ao redefinir isoladamente o desenvolvimento. Pois, segundo José Manuel Naredo, Sobre a origem, o uso e o conteúdo do termo sostenible, disponível aqui: [32], a noção de desenvolvimento sostenible é sinónimo de crescimento porque a modificação do significado de um conceito não reforma todo o complexo malha de definições, indicadores e práticas do sistema económico convencional ao que pertence. Deste modo os manuais estão estruturados de modo coerente (conceitos como riqueza, mercado, indicadores como o PIB, etc.) em torno da ideia de crescimento.[9]

No entanto, para Herman Daly, pode ter desenvolvimento sem crescimento, o que lhe leva a conservar esse termo mas com outro sentido dentro de sua noção de estado estacionário. Isto é, introdú-lo dentro de um sistema económico diferente, já que de produzir-se uma transição a uma economia estacionária produzir-se-iam profundas mudanças: A população humana deveria ser numericamente constante e também o estoque de capital físico, ambos manter-se-iam em longo prazo reduzindo a energia e materiais necessários para repor a população e o capital ao mínimo possível.

Resposta da Economia Ecológica

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Esquema da Economia ecológica, os recursos e energia da natureza que movem o circuito económico. A fracção reciclada tem de aumentar-se fechando os ciclos de materiais.

A EE diz que suas críticas não são recolhidas pela economia convencional e que esta trata principalmente de preservar sua autonomia, superioridad, unidade e coerência limitada ao mundo do valor de mudança com suas noções de propriedade, mercados formadores de preços, etc. Em lugar de conseguir uma melhor gestão das relações das sociedades humanas com o sistema natural ao que pertencem.

Isto é, trata-se de remendar a rede analítica que uma vez deixou fora estes aspectos (recursos, residuos, sociedade) reincorporando de modo tergiversado estes fenómenos à economia convencional (mediante a invenção de direitos de propriedade, preços e mercados) mas sem pôr em discussão por que se lhes deixou fora em primeiro lugar, o que revelaria sua contradição insalvable com os postulados básicos da economia convencional.[9] Por exemplo, um reconhecimento explícito dentro da economia convencional da sustuibilidad limitada de factores romperia a coerência do enfoque neoclásico.[43] [44]

Para a EE, a noção de sistema económico convencional avala a ideologia do crescimento e oculta seu dano que está na raiz da destruição ambiental e social de nossa época,[45] pois se acha no nexo de união entre a natureza e a humanidade e dentro desta última define e oculta as relações injustas entre os seres humanos mediante o dinheiro.[46]

A EE também discute, o intercâmbio inequitativo e desigual em terminos biofisicos entre países centrais e periféricos que pela divisão internacional do trabalho são produtores de matérias primas, sem ter em conta que vendem por um menor aprecio o estoque criado pela natureza o que implica ao empobrecimiento em longo prazo para aquelas sociedades que não desenvolvam ao mesmo tempo um substituto renovável (noções relacionadas: semear o petróleo, intercâmbio ecológico desigual e asimetría entre o custo físico e a valoração monetária denominada regra do notário).[27] [37]

Desde a EE critica-se a contabilidade macroeconómica porque considera rendas o que em realidade é agotamiento de recursos e por isso um empobrecimiento, por contabilizar como incremento do PIB as despesas defensivas que se realizam para proteger dos efeitos do crescimento ou, directamente, porque não se pode reduzir a um indicador cuantitativo a valoração do estado da economia (Se veja as apartado Limitações do uso do PIB). Não obstante, propôs-se a adopção de indicadores corrigidos como o PIB verde que tratariam de corrigir alguns destas falhas. Outras críticas são que a economia convencional não cobre suficientemente alguns aspectos como o trasiego de activos financeiros e patrimoniais que afectam profundamente à distribuição da renda, é uma crematística incompleta. A EE também discute a fabricação de poder de compra pelos sistemas financeiros de EEUU, Japão e a UE que permite às nações avançadas aceder aos recursos do resto do mundo de modo injusto.[37]

Isto faz que, segundo a EE, a economia dos recursos naturais e a ambiental sejam de nula utilidade prática para além de casos muito localizados no espaço e o tempo, nos que se podem criar intercâmbios monetários em mercados ficticios. Isto é, casos como o ganadero que contamina a água de um agricultor (dando por suposto que não há ninguém ou nada mais prejudicado no presente ou futuro salvo eles, que há uns direitos de propriedade definidos, uns produtos danificados ao agricultor com preço de mercado, um mercado competitivo onde realizar transacções baratas) é a denominada negociação Coasiana. Cuja significação se reduz a recrear as características finque dos bens económicos já sistematizadas por Walras.

Stigler elevou a proposta de Coase à faixa de "Teorema" e a formulación habitual é que em um conflito como o mencionado e em ausência de custos de transacção não importa qual das duas partes tem o direito a contaminar, é suficiente com sua definição clara. Ainda que para os implicados tem efeitos diferentes segundo quem deva ser compensado, para a economia em seu conjunto não importaria.[27]

Segundo diversos autores da EE, a utilidade da EA-ERN é principalmente ideológica ao tratar de salvar a noção habitual de sistema económico da teoria convencional e sua definição de desenvolvimento como crescimento exponencial da produção de bens e serviços[9] [27] e que é completamente incapaz, segundo a EE, para tratar problemas complexos, com incerteza e falta de informação, que afectarão a gerações futuras e com numerosos e diversos afectados no presente, como ocorre por exemplo com a mudança climática, a acidificación dos oceanos ou o agotamiento da natureza.[27]

Limites ao crescimento e Decrecimiento

Em mudança, na EE o funcionamento das economias e a gestão de recursos e residuos analisam-se directamente mediante conceitos e métodos tomados da Física (a termodinámica explicaria por que não podemos usar uma e outra vez o mesmo trozo de carvão; ou o calor do mar para propulsar os barcos),[30] [38] Biologia (conhecimento dos ecosistemas que nos proporcionam sustento vital, recursos ou recebem residuos), Geologia (os yacimientos minerales são rarezas da corteza terrestre),[47] Antropologia e Sociologia (análise de balanços energéticos e de outras sociedades e instituições), Ecología Industrial[48] (a ecología como marco e modelo para a indústria) e também, de modo subsidiario e limitado, em termos monetários.[27] Exemplos: [33], [34]

Deste modo calcula-se que o 45% da população activa mundial trabalha com a biomasa agrícola e florestal ainda que só gera um 5% do PIB mundial. Os fluxos de biomasa estão estreitamente unidos aos ciclos do carbono, nitrógeno, fósforo e outras substâncias e ao fluxo de energia trófica nos ecosistemas. A extracção e produção de biomasa está relacionada com a degradação dos ecosistemas. Unicamente a quinta parte da superfície global tem pouca ou nula interferência humana enquanto certos autores como Giampetro e Pimentel recomendam a preservación de 33% dos ecosistemas para assegurar sua estabilidade. A parte da Produção Primária Neta (PPN, aquela que excede as necessidades de crescimento e manutenção dos produtores primários e constitui a fonte para animais e humanos) apropriada pela humanidade oscila entre o 16% da produção terrestre (ano 2000, só extracção terrestre sem pesca e sem ter em conta a perda de PPN devido a urbanización ou agotamiento do solo) a mais de 40% (13% produção biomasa terrestre) segundo os resultados de vários estudos. O que a sua vez propõe o problema da escala máxima da economia.[49] [37] [50] Página site, inglês, sobre a HANPP [35]

Segundo a EE existem limites ao crescimento, por isso muitos autores apoiam abertamente o decrecimiento, como o próprio Georgescu Roegen que afirmou cedo que os países desenvolvidos devem reduzir drasticamente seu consumo (também em favor dos subdesarrollados) no uso de materiais e energia e residuos gerados. Por outro lado o consumo depois de superar certa ombreira,[51] não conduz à felicidade, nem responde em muitos casos a necessidades reais senão a desejos estimulados ou criados pela própria economia, que devem ser cobertos por mercadorias ou serviços de pagamento e permanentemente insatisfechos,[9] [52] para seguir funcionando. Max-Neef diferencia entre necessidades e satisfactores.[53]

Abertura e profundidade do enfoque da Economia Ecológica

Arquivo:SAIC-STM DIsh Stirling System at SRP in Phoenix Arizona.JPG
A meta é articular a economia em torno das fontes de energia renováveis e fechar deste modo os ciclos de materiais que usa, reduzindo sua quantia.

A EE é um campo aberto que permite a pluralidad pois há um núcleo de crenças compartilhadas que proporcionam um marco para a investigação mas não a determinam. No entanto, contribuições sem relação podem aparecer como pertencentes a este campo. A maior parte do trabalho é empírico e enfocado a questões concretas.[17]

A identidade do campo é débil já que os pesquisadores fazem tipos muito diferentes de investigação e muitos relacionam-se com outras organizações. Mas a EE tem verdadeiro controle sobre níveis de concorrência e a definição da importância relativa das diferentes investigações, ainda que discute-se sobre isso na EE e muitos pesquisadores dependem do reconhecimento de outros campos para obter fundos e estabelecer suas carreiras.[17]

A organização interna da EE é principalmente horizontal, no que à investigação respecta, mas há certa jerarquización na revista e boletins. A institucionalización da EE tem sido exitosa, tanto a nível internacional como regional, com muitos membros, ainda que para alguns dos pertencentes à geração de média idade foi mais importante publicar em outros lugares. A EE dispõe de vários centros de investigação, programas de formação e cursos de postgrado. A maior parte dos membros consideram importante influir na agenda política.[17]

A EE tem recebido financiamento da União Européia que tem sido muito importante. Sua investigação tem sido usada pela Agência Ambiental Européia, Eurostat e certas organizações não governamentais e activistas (impressão ecológica, conflitos ecológicos). Nos EEUU têm tido protagonismo certas fundações privadas como a Ford e a Pew.[17]

Mencionou-se ao princípio a transdisciplinariedad, ademais, a EE é democrática[54] porque nos processos de caracterização dos problemas e de tomada de decisões têm de ser tidos em conta explicitamente os cidadãos pois já não há óptimos cuantitativos que possam se obter de forma automática mediante um conjunto de equações como pretende a economia convencional (ciência pós-normal, avaliação multicriterio).[27] [55]

A EE reconhece que há gerações futuras que não existem e por isso não podem decidir e sobre as que recaerán nossos aciertos e erros; indertidumbre e falta de conhecimentos. Diferenciando da economia convencional na qual uns experientes, economistas, sustentam de forma tecnocrática os resultados de seus mecanicistas modelos económicos. Que não são neutros nem objectivos, por exemplo, o uso da noção de externalidad serve para desactivar os aspectos políticos e sociais dos problemas.

A diferença tajante entre EE, EA e ERN é principalmente de tipo conceptual, na prática os autores e teorias sobrepõem-se e interrelacionan[27] tal e como pode comprovar por alguns artigos publicados na revista Ecological Economics. Por exemplo o número de fevereiro de 2008, no que se podem encontrar artigos relacionados com a EA (Contingent valuation: A new perspective), com a ERN (Reconciling economic and biological modeling of migratory fish estoques: Optimal management of the Atlantic salmon fishery in the Baltic Seja) e mais próprios da EE (Ecological footprint accounting in the life cycle assessment of products).[56]

A Economia Ecológica é um campo relativamente novo, bem mais aberto à discussão teórica também com outras correntes da economia como a Economia institucional, sendo mais fértil que a teoria económica convencional. Dentro da EE são comuns os debates em torno de epistemología, filosofia da ciência, história da ciência e outras disciplinas teóricas que possam fundamentar ou inspirar os novos enfoques.

Também se pode enlaçar com a Agroecología [36]História Ambiental, Ecología Política, Agricultura ecológica, Ecología urbana e disciplinas similares já que compartilha alguns princípios, métodos e perspectivas.[21]

A EE pretende fechar um longo período de separação entre a economia, a natureza e a sociedade cujos resultados em termos de destruição ambiental e injustiça social entende que são evidentes.

Veja-se também



Referências e Notas

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Bibliografía adicional

Enlaces externos

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