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Edema

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Edema periorbital produzido por uma inflamación.

O edema (ou hidropesía) é o agregado de líquido no espaço tisular intercelular ou intersticial, além de em as cavidades do organismo.

O edema considera-se um signo clínico. Revisa-se de forma interdiaria (dia por médio) e, quando é factible, se mede o contorno da zona afectada com uma fita métrica (em milímetros). Este efeito é facilmente apreciable quando se produz uma queimadura solar, já que se produz edema e enrojecimiento. Após apertar com o dedo sobre a queimadura, essa zona fica branca durante um tempo até que volta a seu estado anterior.


Conteúdo

Homeostasis de fluídos corporales

Em general, a quantidade de líquido intersticial está definido pelo equilíbrio de fluídos do organismo, mediante o mecanismo de homeostasis . Na prática, a distribuição de líquidos no corpo segue a regra 60-40-20. Para um indivíduo normal, aproximadamente o 60% do peso corporal é água; aproximadamente o 40% é intracelular, e o 20% é extracelular. Como 1 L de água pesa 1 kg, se deduze que o 60% de uma pessoa de 70 kg são 42 kg (ou 42 L) de água corporal total. Se o 40% da água corporal é intracelular, então o volume intracelular é aproximadamente 28 L, e o volume extracelular aproximadamente 14 L, que se reparte entre o volume intravascular (o plasma sanguíneo, que representa o 25%: uns 4 L) e extravascular (o líquido intersticial, o 75% restante: 10 L).[1]

Os fluídos dos compartimentos intravascular e extravascular trocam-se facilmente para manter o equilíbrio indicado. O fluído intravascular sai dos copos sanguíneos (fundamentalmente através dos capilares) e entra no espaço intersticial.[2] Este é o processo de filtración de fluídos. Estima-se que, em um órgão típico, aproximadamente um 1% de plasma se filtra para o espaço intersticial. Em condições normais, para que o organismo esteja em equilíbrio, o mesmo líquido que sai dos copos sanguíneos para o espaço intersticial deve voltar à vasculatura. Há duas vias pelas quais o fluído retorna ao sangue:

O edema forma-se quando se produz uma secreción excessiva de líquido para o espaço intersticial ou quando este não se recupera de forma correcta, bem por problemas de reabsorción ou por problemas linfáticos.

Há cinco factores que podem contribuir à formação de edema:[3]

  1. Por incremento da pressão hidrostática ou
  2. redução da pressão oncótica nos copos sanguíneos;
  3. por aumento na permeabilidad da parede dos copos sanguíneos, como sucede na inflamación;
  4. por obstrucción da recolhida de fluídos via o sistema linfático; ou,
  5. por mudanças nas propriedades de retenção de água dos tecidos.

Uma pressão hidrostática elevada com frequência reflete um aumento na retenção de água e sodio pelos riñones.

Uma pressão oncótica reduzida pode dever a um defeito de síntese de proteínas plasmáticas no hígado ou uma perda excessiva de proteínas a nível renal, como ocorre na síndrome nefrótico.

No linfedema, o sistema linfático encontra-se obstruido, bem porque está danificado (por causa de uma infecção, por exemplo), bem pela existência de malformaciones.

Quanto ao edema de origem inflamatorio, é causado por uma molécula produzida pelos mastocitos e basófilos, a histamina, que dilata as arteriolas e aumenta a permeabilidad das vénulas, o que favorece a saída de fluído plasmático.

Patogenia do edema

A geração de fluído intersticial está regulado pelas forças da equação de Starling.[4]

\ Q = K_f ( [P_c - P_i] - R [\pi_c - \pi_i] )

A pressão hidrostática dentro dos copos sanguíneos (Pc) tende a que a água se filtre para o espaço intercelular, e de aqui aos tecidos. Isto gera uma diferença na concentração de proteínas entre o plasma sanguíneo e o tecido, que gera uma pressão oncóticac): a concentração de proteínas no plasma tende a reabsorber a água de volta desde os tecidos para o plasma. A equação de Starling estabelece que a taxa de fluxo de fluído vem definida pela diferença entre as duas pressões (a hidrostática e a oncótica) e pela permeabilidad do copo sanguíneo (Kf). A resultante das duas pressões determina o sentido do fluxo. A maior parte do fluxo de água ocorre nos capilares, ou nas vénulas postcapilares, que têm uma parede semipermeable que permite passar a água mais facilmente que as proteínas. Diz-se que as proteínas são "refletidas", porque não podem passar livremente, e a eficiência da reflexão vem dada por uma constante (R), de valor máximo 1. Se as separações entre as celulas que formam o copo se abrem, a permeabilidad à água aumenta em primeiro lugar, mas à medida que as aberturas aumentam de tamanho, a permeabilidad às proteínas aumenta também.

As mudanças nas variáveis da equação de Starling podem contribuir à formação de edema, bem por aumento na pressão hidrostática dentro do copo (que impulsionará a água para o espaço intercelular), um descenso na pressão oncótica no interior do copo ou um aumento na permeabilidad da parede do copo. Isto último tem dois efeitos: permite à água fluir com mais liberdade e reduz a diferença de pressão oncótica, ao permitir às proteínas sair do copo com mais facilidade.

Em forma resumida, as causas principais de edema são:[2]

a.- Aumento da pressão hidrostática do sangue na microcirculación:

b.- Aumento da permeabilidad capilar, por dano vascular (por exemplo, em queimaduras ou traumatismos) ou devido à presença de inflamación ;

c.- Diminuição do nível de proteínas plasmáticas, sobretudo albúmina, que determina o 70% da pressão oncótica. Quando diminui o nível de proteínas diminui a pressão oncótica, como ocorre na cirrosis hepática, malnutrición, queimaduras e síndrome nefrótico.

d.- Bloqueio do drenaje linfático (linfedema), por traumatismos, inflamación das vias linfáticas ou invasão destas por parasitas (por exemplo, filariasis).

O edema pode danificar os órgãos afectados e em alguns casos, causar a morte:

O tratamento do edema depende da causa que o gerou, e por tanto pode ser muito variável.

Tipos de edema

Segundo a extensão

Edema generalizado

Também denominado sistémico, que quando é intenso provoca uma hinchazón difusa de todos os tecidos e órgãos do corpo, especialmente o tecido celular subcutáneo, se chamando então anasarca.

Na falha cardíaca, produz-se um aumento na pressão hidrostática, enquanto na síndrome nefrótico e na falha hepático produz-se uma queda da pressão oncótica. Considera-se que estas patologias explicam o aparecimento de edema, ainda que a situação poderia ser mais complexa.[5]

Nestes casos, pode-se produzir edema em múltiplos órgãos e nos membros periféricos. Por exemplo, uma falha cardíaca importante pode causar edema pulmonar, pleural, ascitis e edema periférico.[6]

No caso da síndrome nefrótico, o edema aparece normalmente dantes de que os níveis de proteína na urina sejam suficientemente elevados como para explicar por si só o aparecimento de edema devido à diminuição da pressão oncótica. Isso se deve a que nesta síndrome, além das alterações da permeabilidad glomerular, também se produz um aumento da permeabilidad vascular geral, o que aumentaria a filtración para o espaço intersticial, se produzindo o edema.

Edema localizado

Produz-se em uma parte do corpo, por exemplo ante uma inflamación ou hinchazón de uma perna em caso de trombosis venosa.

O edema localizado deve-se principalmente à diminuição da circulação linfática e ao aumento da pressão venosa no segmento afectado, bem por obstrucción ou bloqueio linfáticos, no primeiro caso; ou por obstrucción (devida à presença de um trombo, por exemplo) ou compressão de um ou vários troncos venosos correspondentes a um segmento do corpo. Estes edemas que se produzem por circunstâncias principalmente mecânicas se chamam edemas mecânicos.

O edema localizado também pode dever a um aumento da permeabilidad capilar limitado a uma sozinha área ou região, mais bem circunscrita, por causa inflamatoria (edema inflamatorio) ou alérgica (edema angioneurótico).

Segundo a localização

Profundo edema da extremidade inferior de uma pessoa com falha hepático crónico, com signos de estasis venosa também presentes.

Alguns exemplos de edema em órgãos específicos:

O mixedema não constitui um tipo de edema, pois nesta afección (que aparece no hipotiroidismo) o tecido é infiltrado por uma substância mucosa e não por líquido como ocorre no edema. Dão-se, em alguns casos, edemas generalizados, como por exemplo o caso de Jon Brower Minnoch.

Causas principais de edema

Referências

  1. Jackson, B.A.; C.E. Ott (1999). «Ch. V Maintenance of body fluuam volume.», Renal system. Integrated medical science., Fence Creek Editors. ISBN 978-1-889325-31-6.
  2. a b Klabunde, R.E. (2005). «Ch.8 Exchange function of the microcirculation.», Cardiovascular physiology concepts, Lippincott Williams & Wilkins. ISBN 0-7817-5030-X.
  3. Kumar, Abbas, Fausto (1999). Pathologic Basis of Disease, 7th edition, Chinesa: Elsevier Saunders, pp. 122. ISBN 0-7216-0187-1.
  4. Walter F., PhD. Boron. Medical Physiology: A Cellular And Molecular Approaoch, Elsevier/Saunders. ISBN 1-4160-2328-3.
  5. Renkin EM. (1994) Cellular aspects of transvascular exchange: a 40-year perspective. Microcirculation 1(3):157–67.
  6. Cho S, Atwood J (2002). «[Expressão errónea: operador < inesperado Peripheral oedema]». Am J Med 113 (7):  pp. 580–6. doi:10.1016/S0002-9343(02)01322-0. PMID 12459405. 
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