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Edificación pública (Roma Antiga)

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A engenharia civil foi um dos pilares básicos sobre os que se construiu o Império romano.

A existência de uma ampla rede de calçadas e portos facilitou o comércio e as comunicações, aspectos fundamentais para o crescimento económico e o controle político e militar.

Os acueductos e cloacas permitiram o crescimento das cidades ao garantir umas condições higiénicas e sanitárias mínimas sem as quais teria sido impossível atingir os níveis de população que tiveram as grandes urbes do império.

Conteúdo

Materiais empregados

Os engenheiros romanos realizavam suas obras utilizando como matéria prima a pedra, a arcilla, a argamasa e a madeira.

Técnicas empregadas

Técnicas construtivas

Há que ter sempre presente que o Império romano era um império esclavista. Isto é, a força de trabalho dos escravos era a fonte de energia básica empregada nos labores de construção. Assim, sendo o trabalho dos escravos gratuito, seus músculos são uma fonte de energia barata. Isto, sem dúvida, limitou as possibilidades de desenvolvimento técnico de Roma, ao não ser necessário o desenvolvimento de fontes de energia alternativas como o vapor.

Pese a tudo, dado o colosal tamanho de muitas de suas construções, sim se usava maquinaria especializada:

Topografía

Com frequência tende-se a esquecer a importância fundamental da topografía à hora de levar a cabo fazes de engenharia civil. Os espectaculares acueductos da antiga Roma não teriam sido possíveis sem o labor de uma legión de topógrafos que medissem o terreno e marcassem o traçado.

Alguns dos acueductos romanos atingiram longitudes que, ainda hoje, resultam surpreendentes. Mais ainda se temos em conta que as técnicas da época não permitiam garantir o sellado das conduções, o que obrigava a transportar a água mediante pendentes de queda constante.

Estas pendentes, da ordem de milésimas, obrigavam a traçar os percursos com uma precisão vertical de metros por quilómetro de traçado em planta ao longo de distâncias tais como 90 quilómetros (Aqua Marcia, em Roma ) ou, inclusive, 132 quilómetros (Cartago).

Vias de comunicação

Calçadas

Artigo principal: Calçadas romanas

As cidades estavam interconectadas por calçadas que se construíam cavando uma limpa e a recheando de pedras de diferentes espessuras até nivelar o terreno, e recobrindo com umas última capas com de revestimento de material de grão fino. Em casos excepcionais e geralmente no interior das cidades a última capa de revestimento substituía-se por um empedrado de pedras planas, formando um enlosado.

As cidades também estavam atravessadas por calçadas, com aceras laterais ligeiramente elevadas. Estas ruas dispunham de uns blocos de pedra separados regularmente entre si que permitiam cruzar de uma acera a outra em dias de chuva, e impediam que os veículos atingissem velocidades perigosas. Por esta razão, poder passar entre as pedras, a separação entre as rodas das carroças era sempre a mesma.

Pontes

As pontes surgem como um elemento secundário mas imprescindible das vias de comunicação. Isto é, as pontes não são o objectivo último, que é o transporte de pessoas e mercadorias, mas sua construção é fundamental para conseguir este objectivo.

As pontes cumprem a função de salvar obstáculos naturais como rios ou vales profundos, poupando longas distâncias procurando vaus ou passos planos.

Os romanos construíram grande quantidade de pontes para que as vias atravessassem os rios que encontravam a seu passo, muitos dos quais ainda subsistem. A maior parte deles estava construída em pedra, ainda que se não tinha canteras na zona, se faziam de tijolo cocido.

Portos

Para o Império romano, cujo crescimento e expansão se deu, fundamentalmente, ao redor do Mediterráneo, o mar era uma via de comunicação fundamental. Isto fazia dos portos pontos finque para seu crescimento económico, sendo o nexo de união entre as vias de comunicação terrestres e marítimas.

Engenharia hidráulica

Termas

Artigo principal: Termas romanas

Estes templos do lazer e a saúde -banhos quentes, frios e temperados, gimnasios- desempenharam um papel destacado nas relações sociais. Entre as mais célebres figuram as de Caracalla .

Acueductos

Artigo principal: Acueducto

Os acueductos eram característicos da engenharia romana, para solucionar o problema de abastecimento de água, pois não dispunham de manufactura de encanamentos resistente à pressão e, portanto, não podiam construir sifones de uma verdadeira altura. Os acueductos consistiam em pontes suportados por grossos pilares unidos mediante arcos de médio ponto, coroados por um canal com uma ligeira inclinação, para permitir correr a água. A água obtinha-se em mananciais ou embalses situados a maior altura, até a cidade onde se canalizaba e distribuía por médio de encanamentos de chumbo. Outro elemento arquitectónico, da mesma estrutura que os acueductos, eram as pontes, feitos a base de arcos e abóbadas.

Cloacas

No subsuelo romano estavam as cloacas, que recebiam as águas residuales vertidas através do alcantarillado da cidade. Eram suficientemente amplos como pára que um homem pudesse caminhar por elas, mas se punha uma grade na desembocadura para impedir a entrada à cidade.

Engenharia militar

Artigo principal: Engenharia militar romana

Muralhas

cidades estavam defendidas por muralhas, com uma via de circulação na parte superior que permitia a vigilância. As muralhas estavam protegidas por almenas, e prolongavam-se vários metros baixo terra. As portas da cidade tinham três abóbadas: uma central pela que passavam os carruajes e dois laterais para os peatones. Fechavam-se com portões de madeira e grades levadizas.

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