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Educação permanente

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A Educação Permanente (EP) é considerada como aquele movimento que pretende levar a educação a todos os níveis e estádios da vida do ser humano, para que à cada pessoa lhe seja possível tanto a receber como a levar a cabo. Podemos entender este movimento como uma das revoluções mais importantes de nossa época no plano pedagógico.

No momento em que decidimos estabelecer uma definição adequada para designar a EP, e depois de ver definições propostas por outros autores, devemos ter presente que não estamos a falar de um sinónimo de Ensino de Adultos (EA).

Ainda que ambas disciplinas ofertan uma educação posterior à idade escolar, enquanto a EA se centra em uma determinada etapa da vida, a idade adulta, a EP o que pretende é a aquisição de conhecimentos e destreza de forma contínua ao longo da vida da pessoa para que esta possa adaptar às mudanças que a sua ao redor se vão ocasionando, se dando, deste modo, um desenvolvimento integral da pessoa e uma maior qualidade de vida.

Desde uma perspectiva histórica, podemos distinguir três fases sucessivas de elaboração do conceito de Educação Permanente.

Conteúdo

Antecedentes da EP

Na Europa

Nos começos da história da educação, encontramos-nos com referências concretas sobre a necessidade de que esta se leve a cabo ao longo de toda a existência.

Neste sentido, cabe citar a paideia grega e a Ilustração européia.

Estas anotações não são as únicas, entre os precursores desta ideia tem de se assinalar a Platón (427-348 a. J.C.), que já sustentou que a educação devia se prolongar até os cinquenta anos. Séculos mais tarde, Comenio (1592-1670) associou à noção de educação às ideias de continuidade, integralidad e universalidade.

Nos séculos XVIII e XIX, as actividades «voluntaristas», esporádicas e asistemáticas transformaram-se e atingiram-se maiores níveis de organização e institucionalización. Entre os factores que influíram nesta importante mudança, se encontram as iniciativas promovidas pela Igreja Luterana, a nova ordem política preconizado pela Revolução francesa e a Revolução industrial. O organismo que tem contribuído em maior medida a impulsionar e desenvolver este âmbito da educação tem sido a Unesco. Entre as conferências internacionais mais significativas organizadas sobre este tema, destacam as celebradas em: Elsinor (Dinamarca, 1949), Montreal (Canadá, 1960), Tokio (1972), Paris (1985), Hamburgo (1997), Sofía (2002) e Bangkok (Thailandia, 2003). A estas há que acrescentar, ademais, a Conferência Geral que teve lugar em Nairobi (1976), e cuja contribuição singular é o facto de considerar a educação de adultos como um subconjunto do projecto global de educação permanente. Por sua vez, a Conferência de Dakar (Senegal, 2000) situa-a dentro do marco da educação para todos e propõe, como objectivo principal, que se atendam as necessidades de aprendizagem de todos os adultos e se reduza, nos próximos quinze anos, o número de analfabetos em um 50% –há 880 milhões de pessoas que não sabem nem ler, nem escrever, e a maioria são mulheres.

Mais longínqua a nosso tempo é a defesa deste orçamento que se encontra no Relatório apresentado em 1792 à Assembleia Nacional Francesa por Condorcet . Em dito documento, afirma-se que a instrução deveria abarcar todas as idades, pois não há nenhuma na que não seja útil e possível aprender. Outra cita inevitável é o Relatório final do Comité para a Educação de Adultos do Ministério de Reconstrução Inglês (Londres, 1919), onde se faz constar que a educação de adultos não é um luxo reservado a um grupo privilegiado de indivíduos, senão parte integrante da vida social. Por isso, deverá ser asequible a todos, ao mesmo tempo que permanente.

A implantação da educação durante toda a vida no seio da sociedade é uma das propostas essenciais que Delors (1996) formula para enfrentar as novidades que surgem e que afectam tanto à vida privada, como à vida profissional. Supõe uma transformação radical do conceito de educação, e não só implica o prolongamento dos processos educativos –sejam estes formais, não formais ou informais–, senão que também propicia o aparecimento um novo modelo contraposto à educação tradicional.

Até não faz muito tempo, se defendia que o processo de ensino devia se centrar, unicamente, em etapas concretas –a niñez e a juventude. Fazia-se hincapié em que o sujeito aprendesse em dito período todo o que fosse precisar, já que esta era a única etapa da vida na que se podiam adquirir conhecimentos. Deste modo, o desenvolvimento de destrezas, habilidades e atitudes que facilitassem à pessoa o aprender a aprender ficava relegado a um segundo plano.

As políticas educativas comunitárias não têm sido tão homogéneas e coerentes como caberia esperar.

As primeiras décadas da posta em marcha da União Européia caracterizam-se, em linhas gerais, pela tardanza no tratamento das questões relacionadas com a educação. Afirma-se, não sem razão, que a educação tem sido a grande ausente no começo do processo de construção européia. Uma das conquistas mais relevantes é a obtenção, não sem esforço, de uma interpretação ampla dos poucos artigos do Tratado de Roma relacionados com a educação. Em relação com o tema que nos ocupa, há que assinalar que, nesses momentos, se confere à educação de pessoas adultas a finalidade de completar, continuar e ampliar os estudos iniciais de educação geral e, especialmente, de formação profissional.

O Tratado de Maastrich (1992) significou um considerável avanço, já que sentou, nos artigos 126 e 127, as bases jurídicas da política educativa relativo ao desenvolvimento de uma educação de qualidade e à política de formação profissional, respectivamente. No plano prático, a União Européia ocupa-se de maneira específica de aumentar a cooperação européia no campo da educação de adultos através da acção Sócrates-Grundtvig, que pretende promover a inovação, a acessibilidade e a qualidade das actividades destinadas a este sector da população.

Nesta linha, a proclamación do Ano Europeu da Educação Permanente (1996) e a publicação do Memorándum sobre a Aprendizagem Permanente (2000) representaram metas importantes. Pela primeira vez, dedica-se em um ano europeu à educação e, especificamente, à educação de pessoas adultas.


Em Espanha

Os termos "educação de adultos" e "educação permanente" são conceitos que se misturaram em muitas ocasiões, provocando confusões que têm tergiversado o conteúdo real e o significado próprio implícito na cada um deles.

No entanto, desde faz algumas décadas, vem-se desenvolvendo uma tentativa clarificador que tem levado à maioria de especialistas à seguinte precisão: a educação permanente serve como marco referencial, não só à educação de adultos, senão também ao conjunto do processo educativo, ao se propor como "sistema dos sistemas educativos".

“O governo fomentará o estabelecimento de lições de noite e de domingo para os adultos cuja instrução tenha sido descuidada ou que queiram adiantar os estudos” (Artigo 106, Lei Moyano 1857).

Estátua a Claudio Moyano em custa-a homónima de Madri.

Desta forma quis-se dar resposta ao 81% de analfabetos existentes por então em nosso país.

Durante o século XIX, tanto a nível normativo como de estudos e reflexões teóricas, tem existido uma considerável preocupação pelo fomento da educação das pessoas adultas. Prova disso são a lei Someruelos de 1938 ou a lei Moyano de 1857 no plano legislativo, e os estudos de Puig Sevall, Fontanalls do Castillo ou o Boletim da I.L.E. em um plano reflexivo-teórico e de análise.

No século XX, será a República a que impulsione de maneira importante a educação das pessoas adultas, que ver-se-á truncada pela conflictividad e a Guerra Civil.

Como se mencionava em linhas anteriores, será a República a que se ocupe prontamente da educação de adultos. Assim em maio de 1931, se põe em marcha o Patronato de Missões Pedagógicas e em agosto do mesmo ano, se organiza um serviço de bibliotecas como instrumento de cultura popular.

Durante o franquismo, em 1950 cria-se a Junta Nacional contra o analfabetismo, como antecipo da Campanha Nacional de Alfabetización, que levar-se-ia a cabo durante a década dos anos sessenta, coincidindo com o desenvolvimento económico.

Na postguerra, e dado o ingente número de analfabetos existentes em Espanha, o franquismo fará das campanhas de alfabetización seu objectivo prioritario em matéria de educação de adultos, tratando de consertar as deficiências da instrução elementar, com um enfoque centrado em um ensino primário, tal e como expressaria o Livro Branco de 1.969.

O princípio da educação permanente foi tido em conta pelo Livro Branco de 1.969, em sua análise e projecção de futuro. Do mesmo modo, a LGE de 1.970, incorporá-lo-á como "uma ampla atalaya desde a qual a lei tem construído um sistema flexível, único e interrelacionado", em palavras de Manuel Puelles.

Na estela da LGE, põe-se em marcha o Programa de Educação Permanente de Adultos com a Ordem Ministerial de 26 de julho de 1973. O objectivo básico e prioritario do Programa era proporcionar uma formação elementar às pessoas que em seu momento e por diferentes causas não puderam completar a EGB.

Algo significativo é que o profesorado tem sido em sua imensa maioria recrutado na E.G.B., e a metodología empregada a que se levava a cabo nas escolas com os alunos não adultos.

Convém fazer uma menção especial à implantação em uns casos, e à consolidação em outros, do ensino a distância em nosso país, ao amparo da LGE. Ainda que este ensino não era especificamente para adultas, sim que podemos afirmar que um bom número de adultos a seguiu.

Depois da Constituição espanhola de 1978, com uma nova ordem política e territorial (além do contexto geral de mudança e renovação de estruturas), surgiram importantes planos de actuação por iniciativas de Comunidades Autónomas, Prefeituras e outras instituições.

Esta situação, impulsionada por uma sociedade a cada vez mais dinâmica e moderna, gera a necessidade de fazer uma oferta mais ampla desde o sistema educativo. Disso se faz eco a administração socialista, no governo desde 1982 (em realidade 1983), que impulsionará um considerável labor de análise e debate sobre a educação de adultos em Espanha, que culmina com o aparecimento em 1986 -Livro Blanco-, no que se estabelecia uma série de linhas de actuação futura para a educação das pessoas adultas.

Com a Ordem Ministerial de 8 de maio de 1989 perseguir-se-á um modelo transformador, convertendo aos Centros de Adultos em algo mais que instituições expedidoras do Graduado escolar, para ser centros nos que se impulsionem e satisfaçam necessidades sócio-culturais, ocupacionales e de formação e rectificação profissional.

Em 1990 se promulga a LOGSE, que recolhe a nova concepção da Educação de Adultos no Título III. Este novo marco legal recolhe os princípios da educação permanente, mas não incorpora a Educação de Adultos ao Sistema Educativo, já que não está incluída nos Ensinos de regime Geral nem especial, delimitadas no art. 3º do Título Preliminar.

Por conseguinte, a educação de Adultos em Espanha ficará definida em termos de política escolar e académica de promoção social e cultural.

Actualmente a Educação Permanente recolhe-se na Lei Orgânica de Educação (LOE), bem como na Ordem de 10 de agosto de 2007, pela que se regula o Plano Educativo de Formação Básica para Pessoas Adultas.

Marco Legislativo


Tipos

Complementando-se entre si, se pode dizer que existem vários tipos de Educação Permanente. Por conseguinte, encontramos as seguintes:

Ao entender que uma educação é permanente no momento em que é capaz de ocasionar mudanças no indivíduo, não nos interessa ver se a mudança efectuada é bom ou mau, nos basta com saber que essa mudança se produziu ou não.

Defende-se a ideia de que é necessário conceber um sistema educativo onde se utilizem e aproveitem todos os recursos que existam em uma determinada sociedade. Entendendo nesta linha a Educação Permanente como uma intervenção socioeducativa em um grupo concreto que procura converter à cada indivíduo em sujeitos activos tanto de sua transformação como a de seu meio, procurando antes de mais nada uma melhor qualidade de vida.

Segundo os recursos que se é capaz de oferecer, a EP possui diversas características:


Apresentação Histórica

Para educar a seus membros em todas as sociedades e em todas as épocas se foram desenvolvendo processos, técnicas e procedimentos a cada vez mais complexos e sistémicos, se apreciando assim as formas de transladar a cultura de umas gerações a outras.

Com isto podemos afirmar que não é nada novo dizer que vida e aprendizagem caminham juntas. Nas sociedades primitivas já se transmitia o legado cultural de forma oral de umas gerações a outras. Por sua vez, as sociedades agrárias desenvolveram um sistema de transmissão de saberes produtivos, ao que se vinculava um conjunto de práticas e valores sociais, políticos e religiosos que regulavam os sistemas de vida colectiva.

Este reconhecimento da necessidade de uma educação que abarque desde o nascimento até a morte pode se encontrar nos primeiros textos conhecidos pela humanidade. O Antigo Testamento, o Corán e outros livros sagrados refletem, em seus particulares enfoques, a humanidade possibilidade e necessidade a aprender ao longo da vida.

Os começos da elaboração de modelos e a produção de meios próximos à EP costumam-se situar no século XVIII, com as influências da Ilustração.

A EP é uma ideia que nasceu entre os especialistas e os animadores da educação de adultos, em meios externos ao sistema escolar e universitário tradicional e também do contacto com a realidade social e económica da vida.

A noção de EP estendeu-se em consequência considerável e ampliou-se ao longo dos anos. Suas relações com a EA não são exclusivas mas desta origem parcial tem conservado algo muito importante: o sentimento de que o sistema de educação actual, tal como está institucionalizado não é suficiente. E não o é porque:

A partir destas considerações, os especialistas da educação de adultos, determinaram necessária uma reforma da concepção, da execução e prática deste tipo de educação.

O influjo da implantação da EP na Europa chega a Espanha relacionado com esta mesma concepção de educação de adultos. A primeira referência legal data do século XIX com a Lei Moyano. Paralelamente a este desenvolvimento foi-se produzindo a separação das acções da EP em quatro âmbitos fundamentais, para a formação integral, especialmente de pessoas adultas: instrução básica e alfabetización, formação para o trabalho, formação para o desenvolvimento pessoal e formação cívico-social. Esta separação terá como consequência, entre outras, a interpretação da EP como Educação Básica de Pessoas Adultas.

As realizações do século XX podem dividir-se em três etapas: República, Ditadura e Transição democrática. Na primeira etapa foram notorias as actividades levadas a cabo pela Instituição Livre de Ensino: Museu Pedagógico, Instituto Escola, Missões Pedagógicas. A segunda etapa é conhecida pela influência do “nacional-catolicismo”, a doutrina do Movimento Nacional dada pela Secção Feminina, a OJE (Organização Juvenil Espanhola) e as escolas de comandos. Na terceira etapa, restaurada já a democracia, se desenvolveram no âmbito estatal os Programas de Educação Compensatoria, chamados Programas de Educação Permanente de Adultos” e os Programas de Formação Profissional. Também tem lugar a criação de programas de formação autonómicos.

As realizações serão diferentes em diferentes lugares e condições sociais; mas pode afirmar-se que, tanto a Lei Geral de Educação de 1970 e a Lei de Classificação Geral do Sistema Educativo (LOGSE) de 1990 recolhem a EP como princípio orientador do sistema educativo e os quatro âmbitos citados de educação de adultos.

Reptos apresentados

1. O repto da abertura de novas e múltiplas dimensões educativas.

A educação permanente deve permitir a todos os jovens e adultos: - Aquisição de concorrências básicas de aprendizagem. - Educação básica obrigatória. - O acesso aberto e flexível a todos os níveis de educação. - A educação profissional contínua. - Formação e a capacitação para e no trabalho. - Formação para as relações sociais. - Formação para a diversidade. - A educação para a superação pessoal e colectiva.

2. O repto da equidad.

A educação permanente deverá atender de maneira prioritaria aos sectores de população com escassa escolaridad e em condições de pobreza, com a finalidade de reduzir as brechas de escolaridad e conhecimento que separam à população do país.

3. O repto de uma nova institucionalidad da educação permanente. A educação permanente requer de uma nova institucionalidad que permita coordenar, estimular, impulsionar fortalecer, regular e avaliar redes e estruturas abertas que se gerem e operem a escala municipal, estatal e nacional por diferentes actores públicos e da sociedade civil. Uma educação permanente com o alcance proposto só será possível com a ampla participação coordenada, aberta e flexível de muito diversos actores dos organismos públicos, dos centros de trabalho, das organizações da sociedade civil e dos meios em massa de comunicação.

4. O repto de uma nova base pedagógica.

A educação permanente requer de um sustento pedagógico que permita desenvolver propostas curriculares que respondam a demandas e processos de formação locais, derivados das necessidades grupos muito heterogéneos e diversos de jovens e adultos; que experimente e avalie a diversidade de métodos e meios, em particular o uso das novas tecnologias de informação e comunicação; que se base no conhecimento científico sobre os processos de aprendizagem dos jovens e adultos; e que estabeleça de maneira congruente as modalidades de certificación de conhecimentos e concorrências. Entre o repto institucional e o pedagógico encontra-se o desafio de desenhar os mecanismos que permitam integrar a multiplicidad de ofertas em frente ao jovem e o adulto como sujeitos únicos de aprendizagem, com histórias de vida e condições específicas.

5. O repto da cobertura.

Dada a natureza da educação permanente, o repto da cobertura implica o estabelecimento de muito diversas modalidades e tipos de espaços de atenção em tempos abertos e flexíveis. O uso eficiente das novas tecnologias de informação e comunicação deverá jogar um papel fundamental nesta cobertura.

6. O repto das equivalencias. O novo conceito de educação permanente implica a possibilidade de que os conhecimentos e as concorrências adquiridos pela população de muito diferentes maneiras e em muito diferentes espaços sejam reconhecidos e certificados para permitir um trânsito fluído dos jovens e adultos entre os diferentes níveis e modalidades escoares e entre estes e os centros de trabalho. O anterior implica um complexo processo de consenso interinstitucional sobre os múltiplos valores que adquirem os diferentes tipos de conhecimento para diferentes fins, independentemente dos processos que a população tenha seguido para os adquirir.

7. O repto de uma nova base financeira.

Este novo conceito de educação requer de uma base financeira que consolide os recursos públicos necessários para impulsionar o projecto com a participação da federação, os estados e os municípios; que inclua contribuas específicos das empresas e os sectores lucrativos do país; que gira recursos internacionais; e que propicie a canalización de fundos para os processos locais e a participação de grupos não lucrativos organizados da sociedade civil.

8. O repto de uma nova base comunicacional.

A base comunicacional deve estar orientada a estimular e motivar à população jovem e adulta para participar nas oportunidades de educação permanente, a informar de maneira transparente do uso e eficiência dos recursos que se lhe destinem e a estabelecer uma nova relação com os meios de comunicação em massa.

9. O repto da descentralización.

Ao igual que muitas outras políticas e programas, a educação permanente requer ser atendida com maior autonomia na escala do estatal e inclusive o municipal. Isso implica maior pertinencia e qualidade da atenção dada aos adultos, mas também maior corresponsabilidad e uma adequada redistribución das atribuições e faculdades dos diferentes níveis de governo de maneira que o local, não por isso deixe de ter validade nacional.

10. O repto de uma nova base jurídica.

Não existe uma lei que preveja e legisle sobre o novo conceito, alcance e conteúdo da educação permanente. A Lei Nacional de Educação de Adultos foi abrogada pela Lei Geral de Educação em 1993. Esta última tem alguns artigos referidos à educação de adultos, nos que a reduz a quem não tenham terminado a educação básica obrigatória, incorpora de maneira ambigua a formação para o trabalho e abre as portas a um regime de certificación dos conhecimentos, acumulativo e independente da maneira como se tenham adquirido. A magnitude e profundidade da tarefa requer, portanto, de uma nova lei: a Lei Nacional de Educação Permanente.

Uma educação permanente conforme com as Novas Tecnologias

Com o passo do tempo a sociedade tem ido adoptando importantes mudanças na maneira de actuar tanto de cara à realidade como com as demais pessoas. Por causa dos avanços científicos e tecnológicos também se dá lugar a que as pessoas vão mudando os valores e a ideologia, bem como as novas ordens políticas e económicos.

Em anos anteriores a educação permanente estava orientada à idade adulta mas hoje em dia isto está a mudar, já que a constante mudança em sectores tecnológicos, económicos e sociais faz que se precise de uma actualização permanente. Para estas aprendizagens podemos valer-nos de instituições tanto regradas como não regradas (educação formal, não formal e informal).

Tal e como se afirma no relatório Delors "a educação... abarca desde a infância até o final da vida", indicando-se quatro aprendizagens básicas para aquele que aprende ao longo de toda a vida:

Encontramos na tecnologia uma boa fonte de motivação à hora de aprender, já que o controle da aprendizagem recae sobre a pessoa que aprende e sobre o próprio processo de aprendizagem, sem ter em conta a idade do sujeito ao que vai dirigido.

A aprendizagem levada a cabo pelas novas tecnologias converte-se em um processo mais significativo já que:

As aprendizagens que se constroem ao longo de toda a vida se dão em um processo no que intervêm e participam as pessoas que aprendem, por isso, não nos equivocamos ao afirmar que as novas tecnologias podem favorecer em grande parte ditos aprendizagens oferecendo vantagens como as seguintes:

Como expõe Maior Zaragoza, não é menos urgente investir no terreno da educação, para que todos os seres humanos estejam em condições de utilizar as redes informáticas. Isto supõe a educação para todos, começando pelos que pensam que com o computador está já todo resolvido. E supõe também que a educação desenvolva o autodominio, o pensamento crítico e a criatividade, o que requer a intervenção, dantes do computador, dos pais e dos enseñantes.

Objectivos estratégicos

Espera-se contar com um novo esquema para a atenção a jovens e adultos cujo propósito fundamental é:

Os dez objectivos estratégicos seguintes, são aqueles que deverão se ter conseguido:

  1. Identificar e definir de maneira modular as concorrências básicas de aprendizagem, impulsionar sua aquisição de maneira aberta, flexível e apropriada; e propiciar seu acreditación e certificación unitária e acumulável.
  2. Incrementar as oportunidades de acesso dos jovens e adultos à primária e à secundária obrigatórias por múltiplas vias plurais, flexíveis e abertas. Melhorar as oportunidades, as condições e a qualidade das situações de interacção entre aprendices e enseñantes.
  3. Incrementar e reconhecer as concorrências trabalhistas de jovens e adultos como seu património intelectual em frente às demandas do trabalho. Fortalecer as oportunidades de formação contínua em e para o trabalho. Fortalecer os vínculos entre a escola e o trabalho e os espaços educativos no trabalho.
  4. Estimular a acção de múltiplos actores públicos, privados e da sociedade civil para gerar, desenhar e distribuir programas de formação que contribuam a fortalecer, em toda sua extensão, a educação cidadã.
  5. Distribuir de maneira em massa, por diferentes meios e múltiplas vias, conhecimentos práticos, apropriados, de curta duração e fácil acesso que permitam melhorar as condições quotidianas de existência, no âmbito do familiar, o trabalhista e na localidade de vida.
  6. Definir as normas de concorrência docente para os educadores de adultos nas diferentes modalidades e dimensões e estabelecer os critérios e mecanismos para certificá-las.
  7. Impulsionar todos os sistemas abertos, flexíveis e a distância que permitam uma incorporação autónoma, independente e autogestionada da população interessada aos níveis médio e superior do sistema educativo e a diferentes opções da educação permanente.
  8. Estabelecer os mecanismos, sistemas de créditos e equivalencias que permitam o trânsito fluído dos indivíduos entre as diferentes instituições educativas e entre estas últimas e os centros de trabalho.
  9. Estabelecer redes de informação local, estatal e nacional sobre as oportunidades de educação permanente e vincular as necessidades de formação com a oferta existente.
  10. Estimular e motivar à população jovem e adulta do país para aproveitar as oportunidades de educação permanente.

Estrutura curricular da EP em Andaluzia.

Âmbito de comunicação

Nível I

Módulo I

Bloco 1 Expressamos nossas ideias

Bloco 2 Somos diferentes, falamos de forma diferente

Módulo II

Bloco 3 Contamos nossas experiências

Bloco 4 Comunicamos-nos desde o exercício da cidadania

Módulo III

Bloco 5 Contos, fábulas, lendas e refranes

Bloco 6 Diferentes formas de comunicar


Nível II

Módulo IV

Bloco 7 Expressamos-nos e conhecemos-nos

Bloco 8 Razões para comunicar-nos

Módulo V

Bloco 9 Novos canais, novas mensagens

Bloco 10 Trabalhamos a informação

Módulo VI

Bloco 11 A criatividade na expressão

Bloco 12 Lemos e opinamos


Âmbito científico tecnológico

Nível I

Módulo I

Bloco 1 Os números facilitam-nos a comunicação

Bloco 2 Biodiversidade

Módulo II

Bloco 3 Representamos a realidade que nos rodeia

Bloco 4 Médio ambiente e vida saudável

Módulo III

Bloco 5 Medimos e representamos nosso meio

Bloco 6 Exploramos nosso planeta


Nível II

Módulo IV

Bloco 7 Utilizamos os números em diferentes contextos comunicativos

Bloco 8 Dependemos das plantas, cuidemos o meio

Módulo V

Bloco 9 As proporções e seu uso na economia doméstica

Bloco 10 Nossos parques naturais, nossa herança biológica

Módulo VI

Bloco 11 Utilizamos a geometria para representar nosso meio

Bloco 12 Conhecemos e valorizamos os recursos energéticos


Âmbito social

Nível I

Módulo I

Bloco 1 Conhecemos onde vivemos

Bloco 2 A aventura de conviver

Módulo II

Bloco 3 Espanha, encontro de culturas

Bloco 4 Conhecemos nossos direitos e deveres

Módulo III

Bloco 5 Lugares diferentes, modos de vida diferentes

Bloco 6 Compartilhamos uma mesma realidade: Europa

Nível II

Módulo IV

Bloco 7 Andaluzia, uma sociedade multicultural

Bloco 8 O mercado trabalhista

Módulo V

Bloco 9 Referentes culturais europeus

Bloco 10 A população espanhola e a diversidade de nossa paisagem

Módulo VI

Bloco 11 Olhamos para o futuro

Bloco 12 Para um médio mais seguro e saudável

Absentismo e abandono

A partir do ano 2000 o absentismo tem diminuído sensivelmente. Poder-se-ia falar de um absentismo estacional, coincidente com certos períodos do curso (proximidade de festas, períodos de recolección , cansaço nas últimas semanas do curso, etc.), e em outro provocado por causas de tipo doméstico, sobretudo nas donas-de-casa. Em todo o caso, sim que predomina, a cada vez mais nos alunos o desejo de justificar a não assistência quando esta se produz.

Perspectivas de futuro da EP na Europa e Espanha

Ao invés do que se reproduzia nos anteriores relatórios do Eurostat, o Escritório Europeu de Estatística, a perseverancia dos espanhóis com respeito ao cultivo contínuo de sua formação se reforçou nos últimos tempos, segundo se indica no último estudo ‘Progrido para os objectivos de Lisboa em educação e formação’ publicado em junho de 2008.

O 10,4% das pessoas com idades compreendidas entre 25 e 64 anos em Espanha recebeu uma formação continuada em 2007. O incremento desta estatística com respeito a 2000 é a mais de seis pontos (4,1%). A média européia, por sua vez, encontra-se no 9,7%, pese a que também tem aumentado em mais de 2,5 pontos com respeito às cifras do passo ao novo século.

A formação permanente é uma matéria pendente dos países mediterráneos, como se demonstra por sua ausência no podio da classificação, copado por Suécia, Dinamarca e Reino Unido, no primeiro (32%), segundo (29,2%) e terceiro lugar (26,6%), respectivamente. Cerca deles se situa Finlândia, com um 23,4%, e algo depois Holanda, Eslovénia e Áustria, com percentagens que vão de 16,6% holandês ao 12,8% austríaco.

Espanha é o último país que se localiza acima da média européia de uma classificação claramente dominada pelos países escandinavos. Uma mostra mais do alto desenvolvimento social nórdico representam a Islândia e Noruega fora da UE, que com respectivas percentagens de 27,9% e 18% são reacios ao rendimento ante o desejo de manter seu alto nível de vida.

Entre o resto de países da UE-27 destacam a Chipre, Alemanha, Irlanda, França, Bélgica e Letónia, todas acima do 7%, bem como Romênia, Bulgária e Turquia –este último ainda candidato ao rendimento-, nestes casos em sentido negativo, ao se encontrar por embaixo do 2%.


2010 como objectivo

O ponto de referência ao que se pretende chegar por parte da UE em 2010 é o 12,5% em media de formação permanente entre cidadãos europeus dentre 25 e 64 anos. A evolução da média continental nos últimos sete anos (2000-2007) tem sido de 2,6 pontos ao passar de 7,1% a um 9,6%. Um progresso contínuo, mas quiçá demasiado lento.

Atingir dantes de 2010 os níveis de referência adoptados pelo Conselho de Educação da UE em maio de 2003 sobre educação e formação se antoja difícil, mas converte-se agora em um dos principais objectivos aos que se enfrentam a maioria de países europeus nos próximos dois anos.

Referências bibliográficas

Enlaces externos

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