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Electronegatividad

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A electronegatividad, denotada pelo símbolo χ é uma propriedade química que mede a capacidade de um átomo (ou de maneira menos frequente um grupo funcional) para atrair para ele os elétrons, ou densidade electrónica, quando forma um enlace covalente em uma molécula.[1]

A electronegatividad de um átomo determinado está afectada fundamentalmente por duas magnitudes, sua massa atómica e distancia-a média dos elétrons de valencia com respeito ao núcleo atómico. Esta propriedade pôde-se correlacionar com outras propriedades atómicas e moleculares. Foi Linus Pauling o pesquisador que propôs esta magnitude pela primeira vez no ano 1932, como um desenvolvimento mais de sua teoria do enlace de valencia.[2]

A electronegatividad não se pode medir experimentalmente de maneira directa como, por exemplo, a energia de ionización, mas se pode determinar de maneira indirecta efectuando cálculos a partir de outras propriedades atómicas ou moleculares.

Propuseram-se diferentes métodos para sua determinação e ainda que há pequenas diferenças entre os resultados obtidos todos os métodos mostram a mesma tendência periódica entre os elementos.

O procedimento de cálculo mais comum é o inicialmente proposto por Pauling. O resultado obtido mediante este procedimento é um número adimensional que se inclui dentro da escala de Pauling. Escala que varia entre 0,7 para o elemento menos electronegativo e 4,0 para o maior (o valor para o hidrógeno é de 2,2)

É interessante assinalar que a electronegatividad não é estritamente uma propriedade atómica, pois se refere a um átomo dentro de uma molécula[3] e, por tanto, pode variar ligeiramente quando varia o "meio"[4] de um mesmo átomo em diferentes enlaces de diferentes moléculas. A propriedade equivalente da electronegatividad para um átomo isolado seria a afinidad electrónica ou electroafinidad.

Conteúdo

Escalas de electronegatividad

Os diferentes valores de electronegatividad classificam-se segundo diferentes escalas, entre elas a escala de Pauling anteriormente aludida e a escala de Mulliken.

Em general, os diferentes valores de electronegatividad dos átomos determinam o tipo de enlace que formar-se-á na molécula que os combina. Assim, segundo a diferença entre as electronegatividades destes se pode determinar (convencionalmente) se o enlace será, segundo a escala de Linus Pauling:

Quanto mais pequeno é a rádio atómico, maior é a energia de ionización e maior a electronegatividad e vice-versa, a electronegatividad é a tendência ou capacidade de um átomo, em uma molécula, para atrair para sim os elétrons. Nem as definições cuantitativas nem as escalas de electronegatividad baseiam-se na distribuição electrónica, senão em propriedades que se supõe refletem a electronegatividad. A electronegatividad de um elemento depende de seu estado de oxidación e, portanto, não é uma propriedade atómica invariável. Isto significa que um mesmo elemento pode apresentar diferentes electronegatividades dependendo do tipo de molécula na que se encontre, por exemplo, a capacidade para atrair os elétrons de um orbital híbrido spn em um átomo de carbono enlaçado com um átomo de hidrógeno, aumenta de acordo com a percentagem de carácter s no orbital, segundo a série etano < etileno(eteno) < acetileno(etino). A escala de Pauling baseia-se na diferença entre a energia do enlace A-B no composto ABn e a média das energias dos enlaces homopolares A-A e B-B.

R. S. Mulliken propôs que a electronegatividad de um elemento pode se determinar promediando a energia de ionización de seus elétrons de valencia e a afinidad electrónica. Esta aproximação concorda com a definição original de Pauling e dá electronegatividades de orbitais e não electronegatividades atómicas invariáveis.

A escala Mulliken (também chamada escala Mulliken-Jaffe) é uma escala para a electronegatividad dos elementos químicos, desenvolvida por Robert S. Mulliken em 1934 . Dita escala baseia-se na electronegatividad Mulliken (cM) que promedia a afinidad electrónica A.E. ( magnitude que pode relacionar com a tendência de um átomo a adquirir ónus negativa) e os potenciais de ionización de seus elétrons de valencia P.I. ou E.I. (magnitude associada com a facilidade, ou tedencia, de um átomo a adquirir ónus positiva). As unidades empregadas são o KJ/mol:

c_M = \frac {A.E + P.I.} 2

Na seguinte tabela encontram-se tabulados alguns valores da electronegatividad para elementos representativos na escala Mulliken:

Ao
1,37
Ar
3,36
As
2,26
B
1,83

1,99
Br
3,24
C
2,67
Ca
1,30
Cl
3,54
F
4,42
Ga
1,34
Ge
1,95
H
3,06
I
2,88
In
1,30
K
1,03
Kr
2,98
Li
1,28
Mg
1,63
N
3,08
Na
1,21
Ne
4,60
Ou
3,21
P
2,39
Rb
0,99
S
2,65
Sb
2,06
Se
2,51
Se
2,03
Sn
1,83
Sr
1,21
Te 2,34.
Xe
2,59

E. G. Rochow e A. L. Alfred definiram a electronegatividad como a força de atração entre um núcleo e um elétron de um átomo enlaçado.

Electronegatividades dos elementos

Grupo (Vertical) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Período (Horizontal)
1 H
2.1
Tenho
 
2 Li
1.0

1.5
B
2.0
C
2.5
N
3.0
Ou
3,5
F
4.00
Ne
 
3 Na
0.9
Mg
1.2
Ao
1.5
Se
1.8
P
2.1
S
2.5
Cl
3.0
Ar
 
4 K
0.8
Ca
1.0
Sc
1.3
Ti
1.4
V
1.6
Cr
1.6
Mn
1.5

1.8
Co
1.8
Nem
1.8
Cu
1.9
Zn
1.6
Ga
1.6
Ge
1.8
As
2.0
Se
2.4
Br
2.8
Kr
3.00
5 Rb
0.8
Sr
1.0
E
1.2
Zr
1.4
Nb
1.6
Mo
1.8
Tc
1.9
Ru
2.2
Rh
2.2
Pd
2.2
Ag
1.9
Cd
1.7
In
1.7
Sn
1.8
Sb
1.9
Te 2.1.
I
2.5
Xe
6 Cs
0.7
Ba
0.9
*
 
Hf
1.3
Ta
1.5
W
1.70
Re
1.9
Vos 2.2.
Ir
2.2
Pt
2.2
Au
2.4
Hg
1.9
Tl
1.8
Pb
1.8
Bi
1.9
Po
2.0
At
2.2
Rn
7 Fr
0.7
Ra
0.7
**
 
Rf
 
Db
 
Sg
 
Bh
 
Hs
 
Mt
 
Ds
 
Rg
 
Cn
 
Uut
 
Uuq
 
Uup
 
Uuh
 
Uus
 
Uuo
 
Lantánidos *
 
A
1.10
Ce
1.12
Pr
1.13
Nd
1.14
Pm
1.13
Sm
1.17
Eu
1.10
Gd
1.10
Tb
1.10
Dy
1.10
Ho
1.10
Er
1.10
Tm
1.10
Yb
1.10
Lu
1.27
Actínidos **
 
Ac
1.10
Th
1.30
Pa
1.40
Ou
1.40
Np
1.40
Pu
1.22
Am
1.30
Cm
1.30
Bk
1.30
Cf
1.30
É
1.30
Fm
1.30
Md
1.30
Não
1.30
Lr
 

Grupo electronegativo

Em química orgânica, a electronegatividad associa-se mais com diferentes grupos funcionais que com átomos individuais. Os termos grupo electronegativo e sustituyente electronegativo podem-se considerar termos sinónimos. É bastante corrente distinguir entre efeito inductivo e ressonância, efeitos que poder-se-iam descrever em termos de electronegatividades σ e π, respectivamente. Também há um número de relações lineares com a energia livre que se usaram para quantificar estes efeitos, como a equação de Hammet, que é a mais conhecida. Assim mesmo, os parámetros de Kabachnik são um grupo de electronegatividades que se usam na química dos organofosforados.

Veja-se também

Referências

  1. Electronegativity.", Compendium of Chemical Terminology
  2. Pauling, L. (1932). «[Expressão errónea: operador < inesperado The Nature of the Chemical Bond. IV. The Energy of Single Bonds and the Relative Electronegativity of Atoms]». Journal of the American Chemical Society 54 (9):  pp. 3570–3582. doi:10.1021/ja01348a011. 
  3. Pauling, Linus (1960). Nature of the Chemical Bond, Cornell University Press, pp. 88–107. ISBN 0801403332.
  4. Greenwood, N. N.; Earnshaw, A. (1984). Chemistry of the Elements, Pergamon, p. 30. ISBN 0-08-022057-6.

Enlaces externos

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