As eleições gerais do Brasil de 2006 celebraram-se o 1 de outubro de dito ano, para eleger ao presidente da república e a um novo parlamento, bem como aos governadores dos estados brasileiros e a suas respectivas assembleias legislativas, uns 1059 deputados estatais. Ao todo apresentaram-se 19.619 candidatos, oito à presidência, 213 a governador, 236 a senador, 5.525 a deputado federal, 12.945 a deputado estatal e 692 a deputado distrital de um total de 29 partidos políticos.[1] [2]
Estas eleições foram as segundas totalmente digitalizadas do país. Instalaram-se 432.000 urnas electrónicas nos 91.244 colégios eleitorais, 207 no exterior do país. O voto electrónico agiliza o processo, tanto à hora de votar como no escrutinio. O voto no Brasil é obrigatório, pelo que os eleitores deviam justificar sua ausência se não podiam ir a votar. Apesar disto, teve uma abstenção considerável; na primeira volta, por exemplo, situou-se no 17,74% dos votos.[3]
As eleições presidenciais foram ganhadas na primeira volta por Luiz Inácio Lula dá Silva. No entanto, Lula não obteve mais de 50% dos votos, pelo que se enfrentou o 29 de outubro ao segundo candidato com mais votos, que foi Geraldo Alckmin. Essa votação também foi ganhada por Lula, com um 60% dos votos, obtendo assim a reeleição como presidente do Brasil.[4]
As eleições legislativas foram ganhadas por número de votos pelo Partido dos Trabalhadores de Lula, mas o partido que obteve mais deputados foi o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).[5] Quanto a senadores , elegeram-se 27, repartidos entre doze partidos. O partido que mais senadores conseguiu foi o Partido da Frente Liberal com seis.[6]
Por último, nas eleições estatais,[7] o PMDB conseguiu sete governadores, seguido do Partido da Social Democracia Brasileira com seis. Outros seis partidos conseguiram ao menos um governador: o Partido dos Trabalhadores, o Partido Socialista Brasileiro, o Partido Democrático Laborista, o Partido Popular Socialista, o Partido da Frente Liberal e o Partido Progressista.[1]
Todos os cargos eleitos começaram seu mandato efectivo o 1 de janeiro de 2007 .
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Em 1964 , um golpe de Estado derrocou ao governo democrático, instalando-se um governo militar que eliminou o pluralismo político, permitindo posteriormente um bipartidismo entre um partido oficialista, a AREIA, e um opositor, o MDB. Na década dos oitenta o bipartidismo desapareceu, conseguindo a oposição as primeiras vitórias eleitorais, a nível municipal e inclusive no parlamento, representada por partidos como o PMDB ou o PFL. O partido oficialista mudou várias vezes de nome até converter-se no actual Partido Progressista.[8]
As eleições presidenciais de 1989 foram as primeiras directas por quase trinta anos. Nelas, Fernando Collor de Mello ganhou de forma ajustada na segunda volta a Luiz Inácio Lula dá Silva, líder do esquerdista Partido dos Trabalhadores criado em 1982. Nas eleições legislativas do ano seguinte, o PMDB consolidou-se como primeiro partido seguido do PFL. Em 1992 o presidente Collor de Mello foi destituído por corrupção, assumindo o poder o vice-presidente Itamar Franco de forma interina. Em 1994, Fernando Henrique Cardoso ganhou as eleições com maioria absoluta baixo o paraguas de uma grande coalizão entre seu partido, o PSDB, e o PFL. Quatro anos depois revalidó seu cargo, também sem necessidade de segunda volta.[9]
Nas eleições gerais do ano 2002, Lula ganhou na segunda volta derrotando a José Serra. Obteve um 61,3% dos votos. O partido de Lula, ganhou as eleições ao congresso com o 18,4% dos votos. Conseguiu, então, 91 deputados de um total de 513.[10] Por isso, se formou uma coalizão entre diversos partidos de esquerda radical e moderada que sustentou o governo de Lula. A princípios de 2005 , dois dos principais aliados do governo, o Partido Popular Socialista e o PMDB, abandonaram-no. A debilidade do governo ficou patente ao perder a presidência da Câmara de Deputados, ainda que recuperá-la-iam posteriormente.[11] Ademais nesse mesmo ano saiu à luz o Escândalo das mensualidades no PT, causando sucessivos despedimentos e mudanças no governo.[12] [13] A popularidade do presidente baixou, devendo destituir a vários suspeitos de corrupção. A falta de apoios obrigo-o ademais a incluir de novo ao PMDB no governo. De qualquer forma, uma comissão do Congresso sobre a corrupção, que inculpó a numerosos políticos de primeira bicha, não acusou directamente a Lula.[14] Nessa legislatura, muitos políticos abandonaram o PT criando outros novos partidos, que inclusive apresentar-se-iam a estas eleições presidenciais como Heloísa Helena.[15] Ademais previa-se um futuro incerto, já que fosse quem fosse o ganhador, deveria encontrar suficientes apoios em um Congresso com muitos partidos e possíveis coalizões.
Desde 1994, como resultado de uma emenda constitucional que reduziu o mandato do presidente e dos governadores a quatro anos, todas as eleições nacionais, estatais e parlamentares coincidem na mesma data. As eleições do presidente e dos governadores da cada estado realizam-se a duas voltas. Se na primeira um candidato não tem obtido a metade dos votos mais um se realiza uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. As eleições legislativas, tanto a nível federal como estatal, são muito similares, salvo pelo facto de que se realizam a uma única volta. Por exemplo, em Sergipe elegeram-se oito deputados, sendo aqueles que conseguiram mais votos entre os 48 candidatos totais. Por tanto, os deputados não precisam o 50% dos votos. Seguindo o exemplo, o mais votado de Sergipe foi Eduardo Alves do Amorim, do PSC, com tão só o 11% dos votos. A nível estatal, com as Assembleias Legislativas da cada região, sucede igual, os candidatos mais votados são designados automaticamente sem necessidade de segunda volta.[1]
Nas eleições à Câmara de Deputados usa-se um sistema de listas fechadas de partidos políticos, mas o votante pode eleger dar um voto a toda a lista ou a uma sozinha pessoa de dita candidatura.[16]
Na eleição para o presidente e o vice-presidente teve que se realizar uma segunda volta, já que nenhum candidato conseguiu a maioria absoluta. A primeira votação realizou-se o 1 de outubro de 2006 e a segunda volta efectuou-se o 29 de outubro. Nesta última, Lula ganhou amplamente a Alckmin por uns 20 milhões de votos.[1]
O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou como candidato ao actual presidente, Luiz Inácio Lula dá Silva, candidato do partido desde 1989. Sua candidatura foi registada oficialmente o 5 de julho,[17] ainda que já se tinha anunciado previamente o 24 de junho.[18]
Geraldo Alckmin foi o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), principal partido da oposição. Dantes que Alckmin teve outros potenciais candidatos, como José Serra, candidato em 2002 , ou Aécio Neves, governador de Minas Gerais. A candidatura de Alckmin foi confirmada o 11 de junho na Convenção Nacional de seu partido.[19]
O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), outro grande partido da política brasileira, não apresentou candidato próprio nem apoiou a nenhum outro. A razão foi o confronto interno do partido, especialmente entre Anthony Garotinho, ex governador do estado do Rio de Janeiro e Germano Rigotto, governador dantes das eleições de Rio Grande do Sul. Garotinho já tinha sido candidato às eleições em 2002, ainda que pelo Partido Socialista Brasileiro, conseguindo o terceiro lugar com o 17,9% dos votos válidos. Rigotto retirou-se prontamente da pugna, dedicando às eleições estatais. Em qualquer caso, uma parte do partido se decantó por não apresentar candidato próprio e, em mudança, apoiar a algum dos outros dois grandes partidos. O presidente do partido, Michel Temer, pôs de relevo que unir a uma coalizão, decantándose por Alckmin, obrigaria à realizar em todos os estados nas eleições às gobernadorías. A colaboração PMDB-PSDB em alguns territórios seria quase impossível.[20] Demonstrando a divisão do partido, o ministro Tarso Genro disse que "sonhava" com ser o vice-presidente de Lula e que inclusive apoiaria dantes a Alckmin que a seu colega de partido Garotinho.[21] O 12 de maio de 2006, o tribunal eleitoral afirmou que os desígnios da convenção do partido em 2004 (que obrigavam a ter candidato próprio) eram legais. Isto foi um espaldarazo para Garotinho que já tinha ganhado umas eleições prévias no partido que foram consideradas ilegais e se converteram em uma "consulta informal".[22] Depois da sentença, o 23 de maio, Pedro Simon remarcó sua intenção de apresentar-se, contando com o apoio de Garotinho que tinha desistido já a se apresentar ele mesmo.[23] O 25 de maio Pedro Simon lançou sua candidatura com Garotinho como vice-presidente. As encuestas davam-lhes pouco mais de 2%.[24] Ante as escassas possibilidades eleitorais, o partido recusou a candidatura de Simon, impedindo-lhe apresentar-se fixando a data da convenção que poderia eleger candidato mais tarde da data limite para o apresentar. Simon recorreu à justiça, mas seus próprios defensores foram-no abandonando.[25] Finalmente, o 14 de junho, pressionado pela cúpula de seu partido, Simon desistiu, ficando sem candidato o PMDB.[26]
Entre os candidatos menores destacava Heloísa Helena do Partido Socialismo e Liberdade à que as encuestas outorgavam um terceiro posto. Seu candidato a vice-presidente foi César Benjamin. A candidatura de Helena foi confirmada o 24 de maio,[27] ainda que tinha sido lançada dois anos dantes ao formar-se o PSOL.[28] Teve outros quatro candidatos: Cristovam Buarque do Partido Democrático Laborista (Jefferson Peres como vice-presidente),[29] José Maria Eymael do Partido Social Democrata Cristão (José Paulo dá Silva Neto como vice-presidente),[30] Ana Maria Rangel do Partido Republicano Progressista e Luciano Bivar do Partido Social Liberal (João Américo de Souza como vice-presidente).[30]
A candidatura de Ana Maria Rangel foi a mais problemática. Seu partido expulsou-a por "danificar suas siglas". Afirmaram que sua candidatura era ilegal por não contar nem com vice-presidente nem com apoio de nenhum partido.[31] No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral aceitou a candidatura de Rangel o 20 de setembro, ainda que sem direito a horário eleitoral pelas impugnaciones de sua antiga formação.[32]
A candidatura de Lula foi apoiada oficialmente pelo Partido Republicano Brasileiro e o Partido Comunista do Brasil. Os três partidos formaram a coalizão A Força do Povo.[33] O Partido Liberal e o Partido Socialista Brasileiro pediram também o voto para Lula.[34] Em comparação com as anteriores eleições a candidatura de Lula perdeu o apoio de três partidos. Deixaram de apoiar-lhe o Partido Comunista Brasileiro (que apoia a Heloísa Helena), o Partido da Mobilização Nacional e o Partido Verde. Este último partido baralhou a ideia de apresentar candidato próprio, mas finalmente não o fez e decidiu não apoiar a nenhum outro candidato.[35] O vice-presidente da candidatura de Lula, José Alencar, é um dos fundadores do Partido Republicano Brasileiro.
Alckmin foi respaldado pela Coalizão por um Brasil Decente. Aparte de por seu partido, estava formada pelo Partido da Frente Liberal (PFL).[19] José Jorge de Vasconcelos Lima, do PFL, foi o vice-presidente desta candidatura. O Partido Popular Socialista apoiou a Alckmin sem entrar na coalizão.[36] Este partido opôs-se a Lula pese a ser ao princípio da legislatura aliado seu. Seu apoio a Alckmin deveu-se em grande parte a que seu candidato presidencial nas duas últimas convocações, Ciro Gomes, foi expulso da cúpula do partido por não abandonar o governo do presidente Lula. Outros líderes do partido, como o governador Blairo Maggi, também foram apartados por seguir apoiando a Lula.[37] O PPS também se propôs apresentar candidato próprio. De facto, lançou a seu presidente, Roberto Freire, como precandidato em abril de 2005.[38] Uma série de denúncias obrigaram a Freire a renunciar e inclusive anunciou sua decisão de abandonar a política.[39] No entanto, dois dias depois, apresentou-se como suplente de Jarbas Vasconcelos para o Senado.[40]
Por sua vez, Heloísa Helena formou a Frente de Esquerdas. A coalizão incluía a seu partido, o PSOL, ao Partido Socialista Unificado dos Trabalhadores e ao Partido Comunista Brasileiro.[41] Seu principal argumento eleitoral foi que o governo de Lula tinha traído o programa que lhes levou ao poder em 2002.[42] Os demais candidatos não formaram nenhuma coalizão, contando tão só com o apoio de seu próprio partido.[1]
O Tribunal Superior Eleitoral denegó o registo 1.671 candidatos. Se denegaron por não apresentar o aval necessário, por encausamiento judicial ou outras considerações do Tribunal. De qualquer forma, nesse total contam-se políticos de partidos que já tinham candidato, como José Raimundo de Albuquerque Faria do PSDB, de partidos que apoiavam informalmente a algum candidato, como Carlos Rosa de Lima do Partido Popular Socialista, e de partidos que tinham decidido não apresentar candidatos como Romero Cessar dá Cruz Peixoto do Partido Verde.[1] Também teve partidos que tentaram apresentar candidaturas, mas estas foram negadas por intervenção directa do Tribunal. Foi o caso do Partido dos Retirados da Nação e do Partido Laborista do Brasil.[43]
Um caso especial foi o candidato Rui Costa Pimenta, que já se tinha apresentado às eleições de 2002. O Tribunal Supremo impugnou sua candidatura por problemas no financiamento de sua campanha nas anteriores eleições.[44] Ainda que pôde-se-lhe votar no dia das eleições, os sufragios foram considerados nulos, aparecendo no registo como se não tivesse obtido nenhum voto.[45]
Outro político que já se tinha apresentado em anteriores eleições, Enéas Carneiro, do Partido da Reconstrução da Ordem Nacional, retirou sua candidatura à presidência dantes de enfrentar ao registo por problemas de saúde. Conformou-se com uma candidatura à Câmara de Deputados do Brasil.[46] Apresentou-se em 1989 , 1994 e 1998. Em 1994 ficou em terceiro lugar com mais de quatro milhões de votos graças a um discurso muito nacionalista e directo, caracterizado pela frase Meu nome é Eneas.[47]
Dantes das eleições realizaram-se diversas sondagens de opinião que refletiram o possível sentido de voto da cidadania. No último mês dantes das eleições publicaram-se seis encuestas principais, todas com uma margem de erro entre duas e três pontos percentuais. A primeira, do Grupo Ibope, publicada o 8 de setembro, situou a Lula com o 48% dos votos, Alckmin com o 27% e Helena com o 9%. Os indecisos situaram-se no 8%. A seguinte encuesta, também de Ibope, publicada o 21 de setembro reduziu o campo de indecisos ao 4% crescendo a intenção de voto de Alckmin em três pontos. O 30 de setembro o Instituto Data Folha publicou a última encuesta com todos os candidatos, situando a Alckmin com o 35% dos votos, reduzindo distâncias com Lula, que se manteve no 49%.
O 22 de setembro publicou-se a primeira encuesta com só dois candidatos, os favoritos Lula e Alckmin. A encuesta, que foi realizada pelo Grupo Ibope, outorgava a vitória a Lula com o 50% dos votos, mas deixando um amplo espectro de indecisos (9%). Por sua vez, a encuesta de Data Folha, publicada o 27 de setembro, mal diferia da do Grupo Ibope. A última encuesta com os dois candidatos principais, do 30 de setembro, reduziu a vantagem de Lula a só cinco pontos, com um 49% em frente ao 44% de Alckmin, ainda com um alto número de indecisos (7%). Esta última encuesta foi obra do Instituto Data Folha.
As encuestas realizadas dantes da segunda volta davam a Lula um 62% dos votos, baixando Alckmin ao 38%.[48]
A campanha eleitoral dos candidatos teve como eixo dois aspectos: os debates, dos quais teve sete, e o horário eleitoral onde a cada candidato podia explicar seu programa e pedir o voto a sua candidatura. A campanha centrou-se na televisão devido aos escândalos de corrupção. O governo viu-se obrigado a estabelecer uma lei muito restrictiva sobre o financiamento dos partidos políticos.[49]
O primeiro debate produziu-se o 14 de agosto em TV Bandeirantes com a presença de todos os candidatos menos Lula. Os temas a debate centraram-se na educação, os impostos, a corrupção de partidos dirigentes e a ausência do presidente, que Heleoísa Helena criticou com "tristeza e indignação".[50] Ao dia seguinte iniciou oficialmente o horário eleitoral. Geraldo Alckmin tinha mais tempo de exhibición, 10 minutos e 22 segundos, Lula tinha 7'21" e Cristóvam Buarque 02'23". Os demais candidatos contaram com pouco mais de um minuto. O tempo da cada candidato outorga-se segundo os membros que tenha a cada coalizão no Congresso Nacional do Brasil.
O segundo debate realizou-se o 13 de setembro em TV Gazeta. Só estiveram presentes três candidatos, Alckmin, Helena e Buarque. Outro candidato, Eymael, assegurou que se lhe tinha impedido participar e denunciou o facto ao Tribunal Superior Eleitoral.[51] A ausência de Lula foi muito comentada e relacionou-se com os casos de corrupção. Buarque afirmou que o presidente tinha medo de responder sobre a corrupção e Helena disse que queria perguntar a Lula sobre "o enriquecimento ilícito de seu filho". No debate não teve confrontos entre os três candidatos presentes. O momento de maior tensão foi quando Helena perguntou a Alckmin se apoiava a reforma agrária. O "tucano" (como se conhece aos membros do PSDB) contestou que sim, mas que não apoiaria uma invasão do campo.[52]
O último debate dantes da primeira volta celebrou-se o 29 de setembro, com os mesmos protagonistas que o anterior. Realizado por TV Balão, teve como um de seus temas centrais de discussão a ausência de Lula a todos os debates, gerando duras críticas de parte dos três candidatos, especialmente de Helena e Buarque. A diferença do anterior debate, Helena também criticou aos governos anteriores pelas privatizações, sobretudo ao do tucano Fernando Henrique Cardoso.[53] [54]
Depois da primeira volta, o presidente Lula mudou de estratégia. Decidiu enfrentar-se directamente a Alckmin, indo aos debates propostos. Teve um primeiro debate entre os candidatos o 8 de outubro em TV Bandeirantes, muito agressivo e sem mal discussões de programas.[55] O 19 de outubro o SBT celebrou um novo debate entre os dois candidatos. Lula quis marcar as diferenças entre seu governo e o de Cardoso, sendo especialmente crítico com as privatizações do anterior governo. Enquanto, Alckmin destacava os casos de corrupção do governo de Lula. Na última parte do debate, ambos candidatos tiveram um tom emocional. Lula parafraseó a Martin Luther King e Alckmin citou a Mário Covas, histórico dirigente do PSDB e precedesor de Alckmin como governador de São Paulo, que tinha falecido anos dantes.[56]
Dantes da celebração da segunda volta celebraram-se outros dois debates, o 23 de outubro e o 27 de outubro. Foram realizados por Rede Record e TV Balão respectivamente. No de TV Record, Alkcmin recrudeció seus ataques para Lula. Uma vez mais, o candidato tucano falou da corrupção do Governo. O próprio Lula afirmou, nas considerações finais, que nunca um governo tinha sido tão atacado.[57] O último debate centrou-se no votante indeciso, seleccionando 80 eleitores para que perguntassem aos candidatos. Os dois candidatos adoptaram um tom agressivo, com descalificaciones contínuas, para tentar atrair-se o voto ainda não decidido. Os temas foram muito variados: educação, emprego, previdência, corrupção, etc.[58]
No fechamento da campanha Lula partia como máximo favorito depois de ir ascendendo nas encuestas ao longo do mês de outubro. No dia prévio às eleições mostrou-se confiado e seguro de sua vitória. No entanto, Alckmin ainda tinha esperanças de dar a volta às sondagens.[59] No mesmo dia das eleições Alckmin seguia confiando em sua vitória, afirmando em São Paulo, onde votou, que "o que vale não é a encuesta, é o voto na urna". Lula, que também votou em São Paulo, agradeceu ao povo brasileiro "o momento mágico que vive a democracia".[60]
A primeira volta das eleições presidenciais realizou-se o 1 de outubro. Lula venceu, mas não conseguiu superar o 50% dos votos, condição necessária para ser designado presidente, pelo qual teve que se enfrentar a Alkcmin em uma segunda volta o 29 de outubro. Nela, Lula ganhou de novo, superando o 60% dos votos e conseguindo sua reeleição como presidente do Brasil.[1]
Na primeira volta Lula venceu em 16 estados (Alagoas, Amapá, Amazonas, Baía, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins) e Alckmin no resto (Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo) e no distrito federal. Como se pode observar no primeiro mapa da direita, Lula ganhou no norte, menos Roraima, Rondônia e Acre, e estes, enquanto Alckmin triunfou no sudoeste e centro oeste. Em outra ordem, na circunscrição do exterior do país ganhou Alckmin a Lula por dois mil votos.
O resto de candidatos não conseguiu a vitória em nenhum estado. Heloísa Helena ficou em terceiro lugar, superando os seis milhões e médio de votos. Cristovam Buarque ficou em quarto lugar, com dois milhões e médio de votos. Mais longe ficaram o resto de candidatos: Ana María Rangel conseguiu superar os 125.000 votos mas José Maria Eymael e Luciano Bivar mal superaram os 60.000 votos.[1]
Na segunda volta Lula venceu em 19 estados, três mais que na primeira volta (Goias, Rondônia e Acre), como se pode ver no segundo mapa da direita. Em general Alckmin baixou em mais de dois milhões de votos, enquanto Lula ascendeu em quase doze milhões de votos. Em comparação com sua primeira vitória, Lula subiu 5.522.567 em votos mas baixou em percentagem ligeiramente. Desde a volta das eleições presidenciais directas em 1989 tem sido o segundo maior percentagem do vencedor na segunda volta.[1]
O 29 de outubro, às 17:00 hora local, os colégios eleitorais foram fechados. Ao utilizar-se urnas electrónicos o escrutinio foi muito rápido. Às 19:00 já se soube que Lula tinha ganhado as eleições. Às 21:30, o derrotado Geraldo Alckmin realizou umas declarações reconhecendo a vitória de Lula. Acrescentou que a derrota faz parte da democracia. Acompanhado de sua mulher destacou como relevante que não tivesse ocorrido nenhum incidente grave durante a campanha. Ademais desejou a Lula um bom governo pelo bem dos brasileiros.[61] Por sua vez, o líder do partido de Alckmin, o PSDB, anunciou "uma oposição dura e enérgica".[62]
O presidente reelecto, Lula, agradeceu em um comunicado o apoio recebido, destacando todo o que a seu julgamento tinha feito bem o governo. Acrescentou que a vitória não era sua nem de nenhum partido, senão do povo brasileiro.[63] No mesmo comunicado elogiou a rapidez do processo eleitoral.[64]
O presidente reelecto recebeu também as felicitaciones de outros presidentes e chefes de governo, como Evo Morais que felicitou a Lula nada mais se conhecer sua vitória, recalcando que fortalecer-se-iam a cooperação e os acordos entre Bolívia e Brasil.[65] Aparte de governos também saudaram a vitória de Lula outros grupos como as FARC[66] e organizações mundiais como a FIFA.[67]
| Candidatos | Votos | % Primeira rodada | Votos | % Segunda rodada |
|---|---|---|---|---|
| Luiz Inácio Lula dá Silva (PT, PRB, PCdoB, PL, PSB) | 46,662,365 | 48.6 | 58.295.042 | 60,83 |
| Geraldo Alckmin (PSDB, PFL, PPS) | 39,968,369 | 41.6 | 37.543.178 | 39,17 |
| Heloísa Helena (PSOL, PSTU, PCB) | 6,575,393 | 6.9 | - | - |
| Cristovam Buarque (PDT) | 2,538,844 | 2.6 | - | - |
| Ana Maria Rangel (PRP) | 126.404 | 0.13 | - | - |
| José Maria Eymael (PSDC) | 63.294 | 0.07 | - | - |
| Luciano Bivar (PSL) | 62.064 | 0.06 | - | - |
| Total (turnout 83.2 and ) | 95,996,733 | 100 | 100 | |
| Notas: partido do candidato, partido que apoiam oficialmente, partidos que apoiam informalmente | ||||
| Fonte: Banco de Dados Eleitorais do Brasil | ||||
O poder legislativo no Brasil é bicameral. Está composto pela Câmara duas Deputados e o Senado Federal. A Câmara de deputados do Brasil está formada por 513 deputados eleitos por um sistema proporcional e tem um mandato de quatro anos. O Senado do Brasil por sua vez tem 81 senadores eleitos para um mandato de oito anos. Todas as unidades federativas do Brasil (26 estados e o distrito federal) têm a mesma representação na câmara alta, três senadores.[68]
As eleições à câmara baixa do Congresso Nacional foram ganhadas, por número de votos, pelo Partido dos Trabalhadores, o partido de Lula. No entanto, o partido que obteve mais deputados foi o opositor Partido do Movimento Democrático Brasileiro.[5]
O sistema de eleição é o seguinte: vota-se directamente ao candidato, não a uma lista de um partido político, ainda que também se pode outorgar um voto à lista do partido. A cada estado do Brasil é uma circunscrição eleitoral.[16] O número de deputados por estado varia em função da população. Por exemplo, em São Paulo elegeram-se setenta deputados enquanto em Tocantins só se elegeram oito.[1]
Em comparação com as eleições legislativas de 2002, o Partido dos Trabalhadores perdeu oito deputados, o Partido da Social Democracia Brasileira seis, o Partido da Frente Liberal dezanove, o Partido Progressista sete, o Partido Laborista Brasileiro quatro, o Partido Liberal três e o Partido da Reconstrução da Ordem Nacional quatro.
Pelo lado contrário, subiram o Partido do Movimento Democrático Brasileiro em quinze, o Partido Socialista Brasileiro em cinco, o Partido Democrático Laborista em três, o Partido Popular Socialista em seis, o Partido Verde em oito, o Partido Comunista do Brasil em um, o Partido Social Cristão em oito e o Partido da Mobilização Nacional em duas.
Teve outros partidos que obtiveram deputados em 2002 mas nestas eleições os perderam, já seja por uma baixada de votos ou por que o partido tinha desaparecido. É o caso do Partido Social Laborista, que conseguiu três deputados nas anteriores eleições, mas se uniu ao Partido Liberal em 2003. Também é o caso do Partido Social Democrático que depois de obter quatro deputados se dissolveu. Perderam suas cadeiras o Partido Social Liberal e o Partido Social-democrata Cristão pese a dobrar sua percentagem de votos.
Também entraram novos partidos na Câmara. O Partido Socialismo e Liberdade, criado em 2004, conseguiu três deputados. Ademais, o Partido Humanista da Solidariedade, o Partido Laborista do Brasil, o Partido dos Retirados da Nação e o Partido Republicano Brasileiro conseguiram ao menos um deputado depois de fracassar na tentativa nas eleições de 2002.[1]
| Partido | Votos | % | Cadeiras | |
| Partido dos Trabalhadores (Partido dois Trabalhadores) | 13.989.859 | 15 | 83 | |
| Partido do Movimento Democrático Brasileiro (Partido do Movimento Democratico Brasileiro) | 13.580.517 | 14,6 | 89 | |
| Partido da Social Democracia Brasileira (Partido dá Social Democracia Brasileira) | 12.691.043 | 13,6 | 65 | |
| Partido da Frente Liberal (Partido dá Frente Liberal) | 10.182.308 | 10,9 | 65 | |
| Partido Progressista (Partido Progressista) | 6.662.309 | 7,1 | 42 | |
| Partido Socialista Brasileiro (Partido Socialista Brasileiro) | 5.732.464 | 6,2 | 27 | |
| Partido Democrático Laborista (Partido Democrático Trabalhista) | 4.854.017 | 5,2 | 24 | |
| Partido Laborista Brasileiro (Partito Trabalhista Brasileiro) | 4.854.017 | 4,7 | 22 | |
| Partido Liberal | 4.074.618 | 4,4 | 23 | |
| Partido Popular Socialista | 3.630.462 | 3,9 | 21 | |
| Partido Verde (Partido Verde) | 3.368.561 | 3,6 | 13 | |
| Partido Comunista do Brasil (Partido Comunista do Brasil) | 1.982.323 | 2,1 | 13 | |
| Partido Social Cristão (Partido Social Cristão) | 1,747,863 | 1,9 | 9 | |
| Partido Socialismo e Liberdade (Partido Socialismo e Liberdade) | 1,149,619 | 1,2 | 3 | |
| Partido da Reconstrução da Ordem Nacional (Partido de Reedificação dá Ordem Nacional) | 907,494 | 1,0 | 2 | |
| Partido da Mobilização Nacional (Partido dá Mobilização Nacional) | 875,686 | 0,9 | 3 | |
| Partido Laborista Cristão (Partido Trabalhista Cristão) | 806,662 | 0,9 | 4 | |
| Partido Humanista da Solidariedade (Partido Humanista dá Solidariedade) | 435,328 | 0,5 | 2 | |
| Partido Social Democrata Cristão (Partido Social Democrata Cristão) | 354,217 | 0,4 | 0 | |
| Partido Laborista do Brasil (Partido Trabalhista do Brasil) | 311,833 | 0,3 | 1 | |
| Partido dos Retirados da Nação (Partido dois Acomodados dá Nação) | 264,682 | 0,3 | 1 | |
| Partido Republicano Brasileiro (Partido Republicano Brasileiro) | 244,059 | 0,3 | 1 | |
| Partido Republicano Progressista | 233,497 | 0,3 | 0 | |
| Partido Social Liberal | 190,793 | 0,2 | 0 | |
| Partido Renovador Laborista Brasileiro (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) | 171,908 | 0,2 | 0 | |
| Partido Laborista Nacional (Brasil) (Partido Trabalhista Nacional) | 149,809 | 0,2 | 0 | |
| Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (Partido Socialista dois Trabalhadores Unificado) | 101,307 | 0,1 | 0 | |
| Partido Comunista Brasileiro (Partido Comunista Brasileiro) | 64,766 | 0,1 | 0 | |
| Partido de causa-a Operária (Partido dá Causa Operária) | 29,083 | 0,0 | 0 | |
Destas eleições saiu um parlamento muito fragmentado no que Lula, ganhador da eleição presidencial, teve que procurar os apoios necessários para poder governar sem contratiempos.
Na Câmara existia uma cláusula de barreira que afectava aos partidos que não superavam o 5% dos votos, lhes impedindo desfrutar dos benefícios parlamentares. Esta cláusula foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Supremo em dezembro de 2006.[69] No entanto, dantes desta decisão judicial já tinha tido movimentos nos partidos para a evitar. O Partido dos Retirados da Nação fundiu-se com o Partido Laborista Brasileiro[70] enquanto o PRONA e o Partido Liberal criaram o Partido da República.[71] Também o Partido Popular Socialista, o Partido da Mobilização Nacional e o Partido Humanista da Solidariedade iam criar um novo partido que denominar-se-ia Mobilização Democrática,[72] mas a decisão judicial abortou os planos, ficando independentes os três partidos. De não se ter declarado inconstitucional, a cláusula de barreira teria afectado à grande maioria dos partidos, deixando só sete formações acima da ombreira de 5% dos votos.[73]
Por outro lado, a debacle do Partido da Frente Liberal, ao perder dezanove deputados, levou a seus dirigentes a modificar o nome do partido a Democratas.[74] Com a mudança de nome, os líderes do partido esperavam mudar também seus resultados.
O 1 de fevereiro de 2007 a câmara elegeu como presidente a Arlindo Chinaglia, do Partido dos Trabalhadores, substituindo a Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil. Na votação, Chinaglia ficou por adiante de Rebelo na segunda volta por tão só 18 votos.[75] Rebelo declarou depois da votação que aceitava a decisão do plenário e que continuaria na câmara de deputados, recusando qualquer possibilidade de ter um cargo no governo.[76]
O sistema de eleição dos membros da câmara alta do Congresso brasileiro é diferente ao da Câmara de Deputados. Os senadores têm um mandato de oito anos, o duplo que os deputados. A cada quatro anos renova-se parte do senado: ou bem dois terços ou bem um terço. Nas eleições legislativas de 2002 renovaram-se dois terços pelo que nestas só se renovava um. Deste modo, elegeu-se um senador pela cada estado e pelo Distrito Federal. Na cada votação, o candidato mais votado era designado automaticamente senador, sem necessidade de segunda volta.[6]
Dos 27 senadores eleitos, seis eram do Partido da Frente Liberal, cinco do Partido da Social Democracia Brasileira, quatro do Partido do Movimento Democrático, três do Partido Laborista do Brasil e dois do Partido dos Trabalhadores. Os outros sete senadores pertenciam a outros tantos partidos políticos: Partido Comunista do Brasil, Partido Democrático Laborista, Partido Liberal, Partido Progressista, Partido Popular Socialista, Partido Renovador Laborista Brasileiro e Partido Socialista do Brasil. Entre os senadores eleitos encontrar dois ex presidentes, Fernanco Collor de Mello e José Sarney. Também tinha ex governadores como Álvaro Dias e ex ministros como Alfredo Nascimento, em general os senadores já tinham experiência política de alto nível.[1]
O Senado manteve a seu presidente, Renan Calheiros, na nova legislatura.[77]
Ao mesmo tempo que as eleições presidenciais, se celebraram eleições à gobernadoría e ao parlamento na cada um dos estados que compõem o Brasil. A maioria dos governadores foram eleitos baixo coalizões eleitorais, às vezes de carácter ideológico e outras puramente regionalista. Ademais, renovaram-se os parlamentos estatais.
Os 27 postos de governador repartiram-se da seguinte forma: o partido que mais governadores conseguiu foi o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, sete. Por sua vez, seis novos governadores estavam filiados ao Partido da Social Democracia Brasileira. O Partido dos Trabalhadores obteve cinco. O Partido Socialista Brasileiro ficou em três governadores. Dois partidos conseguiram dois gobernadorías, o Partido Democrático Laborista e o Partido Popular Socialista. Por último, o Partido da Frente Liberal e o Partido Progressista obtiveram um governador. Dezassete gobernadorías decidiram-se na primeira volta (Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Baía, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins) e o resto na segunda volta (Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambucano, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte).[1] Estas eleições foram as primeiras nas que se elegeram até três governadoras: Wilma de Faria (PSB), Yeda Crusius (PSDB) e Ana Júlia Carepa (PT).[78]
Uma das maiores surpresas nas eleições a governador sucedeu em Rio Grande do Sul. O governador eleito em 2002, Germano Rigotto, que tinha sido um dos possíveis candidatos do PMDB às eleições presidenciais, era o favorito nas encuestas. Uma do Correio do Povo do 23 de setembro outorgava-lhe quase o 30% dos votos. Por detrás ficavam Olívio Dutra (23%), do PT, e Yeda Crusius (19%) do PSDB. No entanto, a primeira volta foi ganhada por Crusius, dando um viro absoluto às encuestas com o 33% dos votos. O batacazo de Rigotto não parou aí já que inclusive ficou por trás de Dutra, por tão só 0,27%, ficando fora da segunda volta.
Em São Paulo, produziu-se um facto curioso, os dois candidatos do PSDB, um a nível presidencial (Alckmin) e outro estatal (José Serra), se sucederam mutuamente, já que Alckmin foi o candidato a governador em 2002 e Serra foi o candidato presidencial. Finalmente Serra ganharia as eleições no estado mais povoado do país, na primeira volta, com mais de doze milhões de votos. Também continuará tendo governador tucano no segundo estado mais povoado, Minas Gerais. Aécio Neves conseguiu a reeleição com mais de 77% dos votos, foi o segundo candidato com maior percentagem de votos na primeira volta.
No Distrito Federal, onde se encontra a capital Brasília, ganhou José Roberto Arruda do Partido da Frente Liberal. Enquanto, em Amazonas, o estado maior por superfície do Brasil, ganhou Eduardo Braga, do PMDB. Estes dois últimos candidatos não tiveram necessidade de uma segunda volta, ainda que por pouco, já que nenhum dos dois conseguiu superar o 51% dos votos.
As Assembleias Legislativas estatais ficaram muito atomizadas já que as cadeiras repartem-se sempre entre mais de dez formações. Por exemplo, na Assembleia Legislativa de Roraima, composta por 22 deputados estatais, o partido maioritário, PSDB, só teve 4 deputados. Estatisticamente teve 12.817 candidaturas a deputado estatal e 689 a deputado distrital (equivalente a deputado estatal no Distrito Federal). Os partidos que mais deputados estatais obtiveram foram o PMDB, o PSDB, o PT e o PFL.[79]
Notícia[1]Wikinoticias[2]