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Eleições presidenciais do Uruguai de 2009

eleições presidenciais do uruguai de 2009 - Wikilingue - Encydia

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Eleições presidenciais 2009
25 de outubro e 29 de novembro de 2009.
Tipo de eleição:  Presidencial
Nível nacional
Cargos a eleger:  Presidente
Parlamento
Juntas Eleitorais Departamentales
Período:  1 de março de 2010 ao
1 de março de 2015.
Demografía eleitoral
População:  3.344.938[3]
Hab. inscritos:  2.563.397[1]
Votantes : 2.304.686 / 2.285.958[2]
Votos válidos: 2.227.537 / 2.245.248[2]
Votos nulos: 27.149 / 40.710[2]
Pepemujica2.jpg
José MujicaFrente Amplo
Votos 1º volta: 1.105.262  
Em balotaje. 1.197.638 Green Arrow Up.svg 8.4%
  
47.96%
  
52.39%
Luisalbertolacalle2.jpg
Luis Alberto LacallePartido Nacional
Votos 1º volta: 669.942  
Em balotaje. 994.510 Green Arrow Up.svg 48.4%
  
29.07%
  
43.51%
Pedrobordaberry.jpg
Pedro BordaberryPartido Colorado
Votos 1º volta: 392.307  
  
17.02%
Pablomieres.jpg
Pablo MieresPartido Independente
Votos 1º volta: 57.360  
  
2.49%
Silver - replace this image male.svg
Raúl Rodríguez dá SilvaAssembleia Popular
Votos 1º volta: 15.428  
  
0.67%
Blanco landscape.svg
Votos em alvo e anulados
Votos 1º volta: 64.387  
Em balotaje. 93.810 Green Arrow Up.svg 45.7%
  
2.79%
  
4.10%

Coat of arms of Uruguay.svg
Presidente do Uruguai
Resultados oficiais


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Eleições legislativas de 2009
99 deputados para o período 2010-2015
30 senadores para o período 2010-2015
25 de outubro de 2009.
Flag of Frente Amplio.svg
Frente Amplo
Senadores obtidos: 16 Red Arrow Down.svg 0%
Deputados obtidos: 50 Red Arrow Down.svg 3.8%
Flag of the National Party (Uruguay).svg
Partido Nacional
Senadores obtidos: 9 Red Arrow Down.svg 18.2%
Deputados obtidos: 30 Red Arrow Down.svg 16.7%
Flag of Colorado Party.svg
Partido Colorado
Senadores obtidos: 5 Green Arrow Up.svg 66.7%
Deputados obtidos: 17 Green Arrow Up.svg 70%
Banderaindependiente.JPG
Partido Independente
Deputados obtidos: 2 Green Arrow Up.svg 100%
Resultados oficiais


As eleições presidenciais e parlamentares do Uruguai levaram-se a cabo em duas voltas. A primeira teve lugar no dia 25 de outubro de 2009 e a segunda (o balotaje) no dia 29 de novembro de 2009 . Nesta última instância resultou vencedora a fórmula presidencial da Frente Ampla, integrada por José Mujica e Danilo Astori.

Conteúdo

Generalidades

O sistema eleitoral uruguaio actual define que o processo de eleição presidencial consta, ao menos, de duas etapas, podendo chegar a requerer uma terça. Por outra parte, na segunda etapa elege-se ademais aos membros do parlamento. Em uma primeira instância, a cada um dos partidos políticos deve submeter a uma eleição interna, com o fim de determinar uma candidatura presidencial única por partido. Esta instância leva-se a cabo mediante sufragio não obrigatório entre todos os habitantes adultos habilitados para votar. Na segunda etapa, estabelece-se a eleição propriamente dita entre os candidatos presidenciables únicos dos diferentes partidos -junto com os candidatos à vicepresidencia ratificados pelo congresso da cada partido- ao mesmo tempo que se conforma o Poder Legislativo. Se, levada a cabo esta instância, nenhum partido obtém a maioria absoluta dos votos emitidos (tomando-se em conta para o caso os votos anulados e em alvo), executa-se uma terceira instância de balotaje ou segunda volta, na qual competem pela Presidência da República as fórmulas de presidente e vice-presidente dos dois partidos mais votados. Em caso contrário, dá-se por eleita a fórmula que obteve essa maioria absoluta. Tanto na segunda como na terceira etapa o sufragio é obrigatório.

Em junho de 2009 celebraram-se as eleições internas, nas que vários precandidatos disputaram as candidaturas únicas dos partidos para a Presidência da República. No domingo 25 de outubro de outubro levaram-se a cabo as eleições presidenciais e, dado que nenhum dos partidos atingiu a maioria absoluta dos votos emitidos, foi necessária a celebração de uma segunda volta ou balotaje no domingo 29 de novembro, instância na que se votaram os cargos a Presidente e Vice-presidente da República entre as duas fórmulas mais votadas em outubro: José Mujica-Danilo Astori pela Frente Ampla e Luis Alberto Lacalle-Jorge Larrañaga pelo Partido Nacional. Tanto o presidente eleito nesta ocasião, José Mujica, como o vice-presidente eleito, Danilo Astori, assumirão seus cargos o 1 de março de 2010 , substituindo a seus predecessores respectivos, Tabaré Vázquez e Rodolfo Nin Novoa.

Na instância de outubro conformou-se, ademais, o Parlamento. Elegeram-se 30 senadores para o Senado da XVII Legislatura, e também 99 deputados para a Câmara Baixa de dita legislatura.

Particularidades destas eleições

As anteriores eleições presidenciais concitaron particular interesse, como pela primeira vez um partido de esquerda acercava-se ao Governo. Mas nesta ocasião, segundo os politólogos, «já não ficavam vírgenes», em alusão ao facto de que os partidos mais importantes já estiveram todos no Governo. Portanto, a expectativa respecto de «quem poderia ganhar» foi aumentando; todos os grandes partidos carregam com uma história de governo a suas costas, e a capacidade para governar bem é um factor finque à hora de decidir.

Um elemento que gravitó a princípio do ano foi uma tentativa de reeleição presidencial imediata de Tabaré Vázquez. Como a mesma está proibida pela Constituição, se requeria um plebiscito, que se fazia questão de celebrar junto com as eleições presidenciais.[4] Mas apesar do grande apoio dentro e fora da Frente Ampla, Tabaré Vázquez não quis, e se colectaram mal 100.000 assinaturas.[5] A tentativa reeleccionista abortou; de ter prosperado, hoje o panorama poderia ter sido diferente: um presidente popular, apelando a seguir, com algum candidato desafiante na vereda de defronte.

Uma vez realizadas as eleições internas de junho, os partidos se abocaron a um complexo processo de recomposición interna, para acompanhar a seus respectivos candidatos únicos e poder competir exitosamente, tanto pela primeira magistratura, como por bancas parlamentares, fundamentais à hora de conformar e levar adiante um governo. Cabe destacar que só um ex presidente competiu nesta eleição; os outros ex presidentes, Julio María Sanguinetti e Jorge Batlle Ibáñez, têm chegado ao final de suas lideranças políticas. Se a isto se soma que o presidente Tabaré Vázquez estava impedido de participar, e também que vários líderes sectoriais frenteamplistas já promedian os 70 anos de idade, estas eleições concitaron enorme interesse pelo grau definitorio para as novas lideranças sectoriais a nível nacional.[6]

O panorama foi muito competitivo, dado que vários líderes políticos provaram suas respectivas forças em junho, e quiseram voltar a fazer valer seu peso em outubro; a diferença do normal uma década atrás, em que poucos líderes delineaban e dirigiam o mapa político, agora múltiplos dirigentes crescentes aspiravam a conquistar posições de primeira linha. Não é exagerado concluir que as eleições internas estão pouco a pouco se transformando em uma nova maneira de reperfilar o mapa político a cada cinco anos, em um formidable preâmbulo das eleições legislativas onde si se termina jogando tudo; e, olhando ainda mais para adiante, se podem perfilar candidatos para as eleições de 2014.

A cidadania uruguaia, outrora tradicionalista à hora de eleger partido, foi-se voltando a cada vez mais flutuante. E conquanto entre 1984 e 2004 o actual oficialismo tinha vindo somando na cada eleição a quase um 10% do total do electorado, partindo de 21% para terminar ganhando com maioria absoluta em 2004, nada garantia que este processo prosseguisse. Em definitiva, cinco anos depois a Frente Ampla viu quase congelada sua votação, que desceu um par de pontos percentuais. Em palavras do politólogo Óscar Bottinelli, "a FA ganhou de novo, porque a pelota colou no pau": ajudou-lhe a popularidade de Tabaré Vázquez, mas não tinha a vitória assegurada de antemão.[7]

Postulantes

Tal como o assinala a Constituição da República, todo o partido que deseje apresentar às eleições presidenciais de outubro, deve eleger seu candidato único nas internas; e ademais, deve cosechar um mínimo de 500 votos. A experiência anterior indica que em general os partidos sem representação parlamentar costumam ficar afora da contenda em outubro; e esta ocasião também não foi a excepção: de oito partidos que compareceram em junho, só cinco puderam o fazer em outubro. Numerosas listas ao Senado respaldaram as candidaturas presidenciais.[8]

Frente Amplo

A Frente Ampla apresentou-se à cidadania, propondo continuar com as mudanças implementadas durante o primeiro governo de esquerda da História uruguaia; e com um presidente saliente gozando de amplas simpatias entre a cidadania.[9] O precandidato José Mujica, político que fala na linguagem plana do povo e o campo, resultou eleito candidato pela Frente Ampla para as eleições de outubro. Seu colega de fórmula Danilo Astori foi em procura do voto do centro político.[10]

Discutiu-se muito o critério para formar as listas ao Senado. Teve uma original proposta do senador Eleuterio Fernández Huidobro: encabeçar todas as listas com a mesma nómina, em aras de preservar a unidade frenteamplista, e fazendo honra à tradição de levar candidaturas comuns.[11] Mas, como em anteriores eleições a prática de apresentar múltiplas prontas (mais de dez) lhes resultou proveitosa, vários agrupamentos começaram a formar espaços.[12] [13] Finalmente, teve três grandes sublemas:[14]

Partido Nacional

O principal actor da oposição parlamentar apresentou-se como um forte desafiante do oficialismo. Ao longo do governo frenteamplista, manteve um alto índice de aprovação nas encuestas, e sua intenção de voto quase sempre esteve próxima à votação que obtiveram em outubro de 2004. Nas eleições internas de junho de 2009, obtiveram uma nutridísima votação e ademais proclamaram essa mesma noite a fórmula presidencial Luis Alberto Lacalle - Jorge Larrañaga, pelo qual se auguró uma dura batalha eleitoral.[16]

Listas ao Senado:[17]

Partido Colorado

O histórico «partido de Governo», reduzido em 2004 a uma expressão mínima, saiu a recuperar posições eleitorais, um caminho que se mostrava sumamente difícil. Pedro Bordaberry se esmeró na tentativa, acompanhado na fórmula pelo director técnico e ex jogador de futebol Hugo De León.[21]

Apresentaram-se várias listas ao Senado, como uma maneira de convidar à cidadania a participar.[22] Conformaram-se dois sublemas:

Manejou-se a possibilidade de outra lista encabeçada pelo ex presidente Jorge Batlle Ibáñez, opção que não teve lugar.

Partido Independente

Um actor político com pouca presença parlamentar, tentou permanecer como um actor articulador na areia política, que pode chegar a ser sumamente relevante na próxima legislatura. Seu candidato foi o líder Pablo Mieres, quem também lutou, sem sucesso, por uma banca no Senado.[25] O candidato a vice-presidente foi o deputado Iván Posada.[26]

Levaram duas listas ao Senado:

Assembleia Popular

Grupo de posturas radicais de esquerda, escindido pouco tempo dantes da Frente Ampla. Sua fórmula presidencial foi Raúl Rodríguez Leles dá Silva - Delia Villalba.

Tentaram que Helios Sarthou retornasse ao Senado;[27] apresentaram cinco listas ao Senado:

Outros partidos

Nas eleições internas, também tinham participado mais três partidos: Partido dos Trabalhadores, Quatro Pontos Cardinales e Comissões Unitárias Antiimperialistas (COMUNA). Nenhum deles superou os 500 votos necessários para poder participar nas eleições presidenciais de outubro.[29] [30]

A campanha

Desde julho, esta campanha caracterizou-se pela polarización entre os candidatos presidenciais. De facto, instalou-se uma polémica a respeito do clima mais ou menos atraente para os investidores internacionais se ganhava um ou outro candidato.[31] [32]

Ademais, teve diferenças generacionales entre os candidatos principais: Mujica tinha 74 anos e Lacalle 67, em tanto Bordaberry só tinha 49; Mujica e Lacalle carregavam sobre seus ombros com meio século de história política do país.[33]

Diferenças entre candidatos e programas

O debate ideológico, manifesto ou velado, caracterizou a estas eleições: depois da presidência de Tabaré Vázquez que, em termos gerais, teve um sesgo social-democrata, abarcativa do espectro da sociedade, esta eleição com Mujica e Lacalle como favoritos, deu para pensar em uma polarización entre as opções «pelo pobrerío» ou «pelo capital», conquanto teve quem tentam minimizar este extremo[34] e até os próprios candidatos tentaram contrarrestar essa sensação, com discursos que convidavam a «não assustar ao capital» e a «se centrar no social». O facto de que os candidatos a vice-presidente tivessem posições respectivamente mais moderadas, tentou ir nessa direcção.[35] De todos modos, evidentemente tinha diferenças sustantivas no plano económico e financeiro, em particular no relativo ao tratamento do segredo bancário no Uruguai.[36]

José Mujica removeu a interna de seu partido, propondo a venda de acções das empresas estatais,[37] o qual foi resistido pelos grémios de servidores públicos públicos.[38] Conquanto teve quem reclamaram que um próximo governo da Frente Ampla fosse «de esquerda em sério», com um intenso intervencionismo do Estado.[39]

O tamanho da despesa pública e sua atribuição também foi tema de campanha; Lacalle expressou a necessidade de «passar a motosierra à despesa pública», em alusão ao incremento da despesa durante a administração de Vázquez.[40] Posteriormente aclarou que sua afirmação se referia a que se propunha administrar em forma mas eficaz os recursos para a área social. A Frente Ampla aproveitou o facto para afirmar que os alvos pretendiam recortar a despesa social; o politólogo Daniel Chasquetti qualificou à imagem da motosierra como «o principal símbolo da campanha».[41]

Também esteve muito presente o passado da cada candidato: Mujica foi guerrilheiro tupamaro, Lacalle um presidente questionado.[42] Pedro Bordaberry carregava com o apellido de seu pai ditador.[43]

Ante a eventualidade de uma segunda volta eleitoral em novembro, especulou-se com que Bordaberry apoiasse a Lacalle,[44] o que finalmente ocorreu.

O papel dos candidatos a vice

As fórmulas presidenciais dos dois partidos com maiores chances para ganhar reuniram na cada caso ao ganhador e ao segundo em votos das internas de junho. Não se tratou, portanto, de candidatos de consenso» ou «de recheado», senão de líderes de importantes sectores em seus respectivos partidos, aos quais se lhes deu um destacado papel na campanha. De acordo a declarações do candidato José Mujica, Danilo Astori, ministro de economia durante os quatro primeiros anos da presidência de Tabaré Vázquez, seria uma espécie de premiê de facto» e se lhe delegaría a designação da equipa económica.[45] Por sua vez, Jorge Larrañaga adoptou um papel de atacante dos adversários frenteamplistas.[46]

Em mudança, o candidato à vicepresidencia pelo Partido Colorado, Hugo de León, perfilou-se como uma figura totalmente inovadora em política, e apelou à fidelidade colorada e ao crescimento de seu até então minguado partido.[47]

Publicidade eleitoral

Como em todas as eleições uruguaias, a propaganda em via pública foi infaltable. Também a música jogou um papel fundamental; não só os jingles oficiais,[48] senão ademais outros temas que se difundiram entre o electorado: «Vamos Pepe»,[49] «O dance do Qki»[50] e o «Reggaeton de Pedro».[51]

Inusitada quantidade de indecisos

Como pode se apreciar mais adiante nos quadros de encuestas, nesta campanha se deu um fenómeno muito desacostumbrado no Uruguai: faltando menos de um mês para as eleições, aumentava a quantidade de indecisos e, em particular, os dois partidos com maiores chances de conquistar a Presidência perdiam pontos.[52] [53] Dois factores que incidiram decisivamente para que assim fora, foram os erros cometidos pelos próprios candidatos: Lacalle com suas declarações relativas a sua intenção de «passar-lhe a motosierra à despesa pública», e Mujica com a publicação do livro «Pepe coloquios», o qual desatou uma polémica pública e até críticas da Argentina.[54]

Não faltaram ademais, quem provieron o voto em branco como forma de protesto.[55]

Repercussões no estrangeiro

A contenda eleitoral uruguaia acaparó a atenção dos meios de imprensa internacionais. Um claro exemplo foi The Economist, onde se considerou que, apesar da profundidade tão diferente entre os dois candidatos mais importantes, era innegable a imperiosa necessidade de conquistar os votos do centro político, tanto para ganhar a eleição, como para fazer gobernable ao país. Também se destacou o compromisso com a solidez institucional.[56]

Por sua vez, na imprensa alemã retrataron estas eleições como um dilema de orientação: entre dar-lhe impulso às reformas de esquerda com um tufillo dos anos 1960, ou voltar ao passado com receitas neoliberales dos anos 1990.[57]

Na Argentina destacou-se que se tratava de uma carreira entre dois hábeis e populares políticos, que a priori pareciam estar nas antípodas ideológicas.[58] Também se realçou o plebiscito anulatorio da Lei de Caducidad, que podia inscrever em uma tendência regional ao revisionismo.[59]

As visitas da fórmula frenteamplista à presidenta Michelle Bachelet em Chile [60] e ao presidente Lula no Brasil tiveram repercussão no marco de uma Sudamérica comovida pelo fenómeno de Hugo Chávez, apontando a marcar um perfil social-democrata e dialoguista.[61]

O jornal estadounidense Washington Pós realçou a «dura decisão» que enfrentavam os uruguaios nesta instância.[62] No entanto, o semanário britânico The Economist considerou que Uruguai não corre risco de converter em um país governado pela extrema esquerda, ao ter suficiente equilíbrio nos procedimentos parlamentares.[63]

A campanha para o balotaje

A primeira volta arrojou como resultado um parlamento com maioria legislativa frenteamplista, 16 senadores e 50 deputados. Ante tal panorama, vários auguraron um seguro triunfo da fórmula José Mujica-Danilo Astori no balotaje do 29 de novembro.[64] Por sua vez, Lacalle afirmou que seu governo representaria uma continuidade do estilo de gestão de Tabaré Vázquez e apelou ao «equilíbrio» que poderia contribuir seu triunfo (entendido como maioria parlamentar em mãos de um Partido e Poder Executivo em mãos de outro).[65] [66] A politóloga e senadora eleita pela FA, Constanza Moreira, considerou que esta interpretação de equilíbrio» era falaz. Neste sentido, argumentou que, quando um governo tem um Executivo em mãos de um partido ou coalizão e um parlamento adverso ao mesmo por maioria absoluta, não se está em uma situação de governo equilibrado senão de governo dividido», o qual põe «ao próprio sistema à beira de um conflito de poderes».[67]

Considerou-se que se estavam a confrontar diferentes modelos de país.[33] Por outra parte, Lacalle e Mujica acordavam rejeição em boa parte da população; e muitos não lhes perdoaram uma quantidade de erros cometidos em plena campanha. Lacalle pronunciou sua frase da "motosierra", que abriu um flanco muito débil aproveitado por seus adversários; posteriormente tratou de «atorrantes» aos recipientes de ajuda social. Por sua vez, Mujica foi publicamente criticado pelo presidente Vázquez, por dizer estupidezes» na campanha.[33]

Um insuceso de natureza policial, o «Caso Feldman», enrareció a campanha, quando se achou um verdadeiro arsenal clandestino em pleno Montevideo.[68]

Encuestas

As encuestas realizadas para a instância de outubro indicaram que o oficialista Frente Amplo convocaria entre um 44% e um 45% de intenção de voto, seguido pelo Partido Nacional, que oscilaria entre o 28,7% e o 32%, e em um longínquo terceiro lugar o Partido Colorado entre um 10% e um 13,4%. Em quarto lugar localizar-se-ia o Partido Independente com entre o 2% e 3% das preferências eleitorais, e finalmente uma percentagem dentre 9% e 14% da população se manifiestaría indecisa ou a favor de outras opções (Assembleia Popular, votar em alvo ou anulado). Com respeito à grande percentagem de indecisos existentes, considerou-se que seriam os definitorios, especialmente ante um possível balotaje.[69] Durante o ano 2008, os políticos colorados preocuparam-se pela polarización entre alvos e frentistas, prevendo uma sorte de «balotaje antecipado» em outubro.[70] No entanto, com o resultado das eleições internas, não perderam as esperanças de remontar alguns pontos percentuais.

Segunda Volta

Tal qual o preanunciaron as encuestas, a segunda volta se disputou entre José Mujica e Luis Alberto Lacalle. Pedro Bordaberry brindou seu apoio a Lacalle nesta instância.[71]

Encuesta Data Frente Amplo Partido Nacional NS/NR/NN
Cifra[72] Entre o 21 e 22 de novembro de 2009 José Mujica 49,7% 41,7% Luis Alberto Lacalle 8,6%
Factum[73] Entre o 21 e 22 de novembro de 2009 José Mujica 50,0% 41,0% Luis Alberto Lacalle 9,0%
Equipas Mori[74] Entre o 19 e 22 de novembro de 2009 José Mujica 50,0% 41,0% Luis Alberto Lacalle 9,0%
Interconsult[75] Entre o 19 e 22 de novembro de 2009 José Mujica 49,6% 42,1% Luis Alberto Lacalle 8,3%
Interconsult[76] Entre o 14 e 16 de novembro de 2009 José Mujica 48,0% 42,0% Luis Alberto Lacalle 10,0%
Factum[77] Entre o 14 e 15 de novembro de 2009 José Mujica 50,0% 40,0% Luis Alberto Lacalle 10,0%
Equipas Mori[78] Entre o 11 e 12 de novembro de 2009 José Mujica 50,0% 42,0% Luis Alberto Lacalle 8,0%
Cifra[79] Entre o 7 e 9 de novembro de 2009 José Mujica 49,0% 40,0% Luis Alberto Lacalle 11,0%
Factum[80] Entre o 7 e 8 de novembro de 2009 José Mujica 49,0% 40,0% Luis Alberto Lacalle 11,0%
Interconsult[81] Entre o 31 de outubro e o 2 de novembro de 2009 José Mujica 47,0% 40,0% Luis Alberto Lacalle 13,0%
Equipas Mori[82] Entre o 30 de outubro e o 3 de novembro de 2009 José Mujica 50,0% 42,0% Luis Alberto Lacalle 8,0%
Factum[83] Entre o 30 de outubro e o 1 de novembro de 2009 José Mujica 49,0% 42,0% Luis Alberto Lacalle 9,0%
Grupo Radar[84] Entre o 10 e o 18 de outubro de 2009 José Mujica 47,0% 41,0% Luis Alberto Lacalle 12,0%
Equipas Mori[85] 4 de agosto de 2009. José Mujica 46,0% 45,0% Luis Alberto Lacalle 9,0%
Interconsult[86] Entre o 6 e 9 de fevereiro do 2009 Danilo Astori 45,0% 42,0% Jorge Larrañaga 13,0%
Danilo Astori 46,0% 39,0% Luis Alberto Lacalle 15,0%
José Mujica 44,0% 44,0% Jorge Larrañaga 12,0%
José Mujica 47,0% 42,0% Luis Alberto Lacalle 11,0%
Ipsos - Mora e Araujo[87] Entre o 4 e o 9 de dezembro de 2008 Danilo Astori 50,0% 37,0% Jorge Larrañaga 13,0%
Danilo Astori 49,0% 38,0% Luis Alberto Lacalle 13,0%
José Mujica 48,0% 41,0% Jorge Larrañaga 11,0%
José Mujica 51,0% 38,0% Luis Alberto Lacalle 11,0%
Factum[88] Entre o 15 e o 20 de novembro de 2008 Danilo Astori 48,0% 48,0% Jorge Larrañaga 4,0%
Danilo Astori 50,0% 44,0% Luis Alberto Lacalle 6,0%
José Mujica 48,0% 48,0% Jorge Larrañaga 4,0%
José Mujica 50,0% 45,0% Luis Alberto Lacalle 5,0%
Tabaré Vázquez 46,0% 49,0% Jorge Larrañaga 5,0%
Tabaré Vázquez 49,0% 45,0% Luis Alberto Lacalle 6,0%

Primeira Volta

Encuesta Data José Mujica Luis Alberto Lacalle Pedro Bordaberry Pablo Mieres NS/NC/Outros
Factum[89] Entre o 17 e 18 de outubro de 2009 46,0% Blue Arrow Up Darker.png 29,0% Equals.svg 13,0% Blue Arrow Up Darker.png 3,0% Equals.svg 9,0% Red Arrow Down.svg
Cifra[90] Entre o 16 e 18 de outubro de 2009
(Com projecção de indecisos)
49,0% 32,0% 14,0% 2,5% 2,5%
Grupo Radar[84] Entre o 10 e o 18 de outubro de 2009
(Com projecção de indecisos)
48,0% 31,3% 14,9% 3,4% 2,5%
Interconsult[91] Entre o 2 e 5 de outubro de 2009 44,0% Red Arrow Down.svg 31,0% Red Arrow Down.svg 12,0% Blue Arrow Up Darker.png 3,0% Blue Arrow Up Darker.png 10,0% Equals.svg
Factum[92] Outubro de 2009 44,0% Equals.svg 29,0% Red Arrow Down.svg 11,0% Equals.svg 3,0% Blue Arrow Up Darker.png 13,0% Blue Arrow Up Darker.png
Cifra[93] Entre o 26 e 28 de setembro de 2009 45,0% Equals.svg 31,0% Red Arrow Down.svg 12,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Equals.svg 10,0% Red Arrow Down.svg
Equipas Mori[94] Entre o 18 e 24 de setembro de 2009 44,0% Red Arrow Down.svg 30,0% Red Arrow Down.svg 10,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Red Arrow Down.svg 14,0% Blue Arrow Up Darker.png
Factum[95] Setiembre de 2009 44,0% Red Arrow Down.svg 32,0% Red Arrow Down.svg 11,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Equals.svg 11,0% Blue Arrow Up Darker.png
Grupo Radar[96] Entre o 12 e o 20 de setembro de 2009 45,0% Red Arrow Down.svg 32,0% Blue Arrow Up Darker.png 11,0% Blue Arrow Up Darker.png 3,0% Blue Arrow Up Darker.png 9,0% Red Arrow Down.svg
Interconsult[97] Entre o 12 e 14 de setembro de 2009 45,0% Blue Arrow Up Darker.png 32,0% Red Arrow Down.svg 11,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Equals.svg 10,0% Blue Arrow Up Darker.png
Cifra[98] Entre o 29 de agosto e o 1 de setembro de 2009 45,0% Blue Arrow Up Darker.png 32,0% Red Arrow Down.svg 10,0% Equals.svg 2,0% Equals.svg 11,0% Blue Arrow Up Darker.png
Factum[99] Entre o 22 e 30 de agosto de 2009 46,0% Blue Arrow Up Darker.png 34,0% Red Arrow Down.svg 10,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Blue Arrow Up Darker.png 8,0% Blue Arrow Up Darker.png
Equipas Mori[100] Entre o 19 e 26 de agosto de 2009 45,0% Blue Arrow Up Darker.png 34,0% Equals.svg 9,0% Red Arrow Down.svg 3,0% Blue Arrow Up Darker.png 9,0% Red Arrow Down.svg
Interconsult[101] Entre o 15 e 17 de agosto de 2009 44,0% Blue Arrow Up Darker.png 35,0% Red Arrow Down.svg 10,0% Equals.svg 2,0% Equals.svg 9,0% Red Arrow Down.svg
Cifra[102] Entre o 25 e 29 de julho de 2009 44,0% Blue Arrow Up Darker.png 36,0% Red Arrow Down.svg 10,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Blue Arrow Up Darker.png 8,0% Red Arrow Down.svg
Factum[103] Entre o 24 e 29 de julho de 2009 45,0% Red Arrow Down.svg 38,0% Blue Arrow Up Darker.png 9,0% Blue Arrow Up Darker.png 1,0% Red Arrow Down.svg 6,0% Blue Arrow Up Darker.png
Equipas Mori[104] Entre o 23 e 30 de julho de 2009 44,0% Equals.svg 34,0% Equals.svg 11,0% Blue Arrow Up Darker.png 1,0% Equals.svg 10,0% Red Arrow Down.svg
Interconsult[105] Entre o 10 e 12 de julho de 2009 42,0% Red Arrow Down.svg 36,0% Blue Arrow Up Darker.png 10,0% Blue Arrow Up Darker.png 2,0% Blue Arrow Up Darker.png 10,0% Red Arrow Down.svg

Encuestas pré-internas

Encuesta Data Frente Amplo Partido Nacional Partido Colorado Partido Independente NS/NC/Outros
Factum[106] 25 de junho de 2009 46,0% 39,0% 10,0% 2,0% 3,0%
Cifra[107] Entre o 5 e 8 de junho de 2009 43,0% 39,0% 8,0% 1,0% 9,0%
Radar[108] Entre o 21 e 30 de maio de 2009 46,7% 31,6% 7,7% 0,8% 13,2%
Equipas Mori[109] Entre o 22 e 30 de maio de 2009 44,0% 34,0% 8,0% 1,0% 13,0%
Interconsult[110] Entre o 8 e 17 de maio de 2009 43,0% 35,0% 7,0% 1,0% 14,0%
Cifra González Raga & Associados[111] Entre o 8 e 11 de maio de 2009 43,0% 38,0% 7,0% 2,0% 10,0%
Equipas Mori[112] Entre o 23 e 30 de abril de 2009 44,0% 35,0% 8,0% 1,0% 12,0%
Interconsult[113] Entre o 13 e 19 de abril de 2009 43,0% 35,0% 8,0% 1,0% 13,0%
Cifra González Raga & Associados[114] Entre o 3 e 7 de abril de 2009 45,0% 35,0% 7,0% 2,0% 11,0%
Radar[115] Entre o 20 e 27 de março de 2009 45,5% 31,4% 7,7% 0,8% 14,6%
Equipas Mori[116] Entre o 18 e 26 de março de 2009 44,0% 35,0% 7,0% 1,0% 13,0%
Interconsult[117] Entre o 12 e 16 de março de 2009 42,0% 37,0% 7,0% 2,0% 12,0%
Factum[118] Entre o 7 de março e 15 de março de 2009 45,0% 35,0% 8,0% 1,5% 10,5%
Cifra González Raga & Associados[119] Entre o 28 de fevereiro e 4 de março de 2009 43,0% 38,0% 7,0% 1,0% 11,0%
Equipas Mori[120] Entre o 5 e o 21 de fevereiro de 2009 44,0% 34,0% 7,0% 2,0% 13,0%
Ipsos - Mora e Araujo[87] Entre o 4 e o 9 de dezembro de 2008 40,0% 27,0% 4,0% 1,0% 29,0%
Interconsult[121] Entre o 12 e 16 de dezembro de 2008 41,0% 36,0% 9,0% 1,5% 12,5%
Equipas Mori[122] Entre o 28 de novembro e o 11 de dezembro de 2008 43,0% 36,0% 8,0% 1,0% 12,0%
Grupo Radar[123] Entre o 18 de novembro e o 14 de dezembro de 2008 42,0% 32,0% 7,0% 1,0% 18,0%
Factum[88] Entre o 15 e o 20 de novembro de 2008 42,0% 37,0% 9,0% 12,0%
Interconsult[124] Entre o 14 e 17 de novembro do 2008 40,0% 36,0% 8,0% 2,0% 14,0%
Cifra González Raga & Associados[125] Entre o 15 e 24 de novembro de 2008 41,0% 36,0% 9,0% 1,0% 13,0%
Cifra González Raga & Associados[126] Entre o 6 e 14 de setembro de 2008 43,0% 37,0% 9,0% 1,0% 10,0%
Radar[127] Entre o 17 de setiembre e o 8 de outubro de 2008 40,0% 34,0% 8,0% 1,0% 17,0%
Cifra González Raga & Associados[128] Entre o 19 e 27 de julho de 2008 42,0% 35,0% 7,0% 1,0% 15,0%
Factum[129] Junho de 2008 46,0% 34,0% 9,0% 1,0% 10,0%
Equipas Mori Junho de 2008 34,0% 32,3% 13,3% 20,4%
Cifra González Raga & Associados[130] Entre o 26 de abril e o 3 de maio de 2008 40,0% 32,0% 8,0% 20,0%
Factum[131] Março de 2008 42,0% 35,0% 8,0% 1,0% 14,0%
Factum[132] Dezembro de 2007 44,0% 34,0% 9,0% 2,0% 11,0%
Factum[133] Entre o 9 ao 23 de setembro de 2007 47,0% 31,0% 9,0% 1,0% 12,0%
Plebiscitos
Papeleta por el SI a la anulación de la Ley de Caducidad
Papeleta pelo SE à anulação da Lei de Caducidad
Papeleta por el SI para habilitar el Voto Epistolar
Papeleta pelo SE para habilitar o Voto Epistolar


Plebiscitos

Segundo estabelece a Constituição, no dia das eleições nacionais podem submeter-se a voto popular propostas de reformas da Carta Magna. Estas propostas podem ser submetidas com uma quantidade de 10% do padrón eleitoral (uns 250.000 cidadãos) de assinaturas de cidadãos. Ou com o voto de 2/5 da Assembleia Geral.

No dia da eleição quem acompanhem esta iniciativa podem incluir no sobre de votação a papeleta correspondente à aprovação da ou as reformas plebiscitadas.

Duas propostas foram avaliadas pela cidadania em outubro de 2009:

Resultados

Primeira volta

Resultados da Primeira Volta por departamento.      Departamentos onde a Frente Ampla foi o partido mais votado.      Departamentos onde o Partido Nacional foi o partido mais votado.

Na primeira volta destas eleições, que tiveram lugar o 25 de outubro de 2009, a Frente Ampla resultou o partido mais votado, com 1.105.262 votos, o qual corresponde a um 47,96% do total dos votos emitidos. Seguiu-o o Partido Nacional com 669.942 (29,07%), o Partido Colorado com 392.307 (17,02%), o Partido Independente com 57.360 (2,49%) e Assembleia Popular com 15.428 (0,67%).[136] Dentro dos 2.304.686 votos emitidos também teve 22.828 (0,99%) votos totalmente em alvo, 14.410 (0,63%) votos em alvo a nível partidário mas com papeleta plebiscitaria, 26.950 votos anulados (1,17%) e 199 votos observados-anulados.[136]

Nesta primeira volta, também ficou definida a integração da Câmara de Senadores e a Câmara de Representantes. Na primeira, a Frente Ampla obteve a maioria absoluta com 16 integrantes, o Partido Nacional conseguiu 9 membros e o Partido Colorado 5.[137]

Assim mesmo na Câmara de Representantes, a Frente Ampla também obteve a maioria absoluta do organismo, com 50 membros. Em tanto, o Partido Nacional conseguiu 30 bancas, o Partido Colorado 17 e o Partido Independente 2.[138]

Segunda volta

Na segunda volta destas eleições, que tiveram lugar o 29 de novembro de 2009, a fórmula da Frente Ampla resultou vencedora, com 1.197.638 votos que representam o 52,60% do total dos votos emitidos. A fórmula do Partido Nacional obteve 994.510 votos, isto é o 43,33%. Teve, ademais 53.100 votos em alvo (2,29%), 40.103 votos anulados (1,78%) e 607 votos observados que resultaram anulados.[139] Portanto, José Mujica e Danilo Astori resultaram eleitos presidente e vice-presidente respectivamente.

Referências

  1. Corte Eleitoral: Habilitados para votar
  2. a b c O corte proclamou a Mujica e a Astori
  3. INE: Projecções de população
  4. Lançaram campanha para a reeleição de Vázquez. Reforma. Querem reeditar mecanismo que utilizou Pacheco
  5. Impulsores da reeleição de Tabaré dão por terminado a tentativa
  6. A luta pela herança
  7. A FA ganhou porque colou a pelota no pau
  8. Novo mapa político nas listas
  9. Vázquez pensa na transição e define equipa para instrumentarla
  10. Astori serei o vice de Mujica
  11. Lista comum ao Senado
  12. Astoristas avaliam apresentar lista única ao Senado
  13. O MPP abrirá um sublema e agregaria ao PS e a Vertente Artiguista
  14. (2009) Sublemas: a oferta eleitoral da FA, Brecha, Nº 1.242.
  15. 13 de Dezembro
  16. Lacalle auguró que a luta será dura mas espera que não se perca nível
  17. Os votos mandam à hora de armar as listas
  18. Perdomo com lista própria
  19. Cristãos por Uruguai
  20. Resultados de votação - Corte Eleitoral
  21. Se oficializa a fórmula colorada
  22. Depois de internas preparam várias listas ao Senado
  23. Novo espaço batllista encabeçado por José Amorín e Tabaré Visse
  24. Iglesias joga-se com lista própria
  25. Hoje começam as que doem
  26. Os independentes repetem fórmula
  27. Assembleia Popular tentará que Helios Sarthou volte à Câmara de Senadores
  28. Partido Bolchevique do Uruguai
  29. Internas: dados do Corte Eleitoral
  30. Partidos garotos" duvidam de resultados
  31. Governo ingressa à contenda eleitoral e responde-lhe a Lacalle
  32. Governo definiu como "criminosos" ditos de Lacalle sobre investimentos
  33. a b c Uruguai elege presidente
  34. Nem tão tão
  35. Larrañaga e Astori procuram neutralizar a polarización
  36. Diferenças económicas entre Mujica e Lacalle
  37. Mujica quer vender acções de entes, o que resiste a esquerda
  38. Grémios resistem ideia de vender acções de empresas públicas
  39. A consolidação dos governos de esquerda em jogo
  40. "Motosierra". Atribuem-lhe querer recortar a despesa social
  41. Mudou o vento - Zoom Politikon, Montevideo Portal, 8 de setembro de 2009
  42. Um ex guerrilheiro e um ex presidente perfilam-se como candidatos no Uruguai
  43. "A Mujica acusa-lho de seu passado e a Lacalle também"
  44. Lacalle já trabalha os acordos para novembro
  45. Mujica delegó em Astori eleição da equipa económica
  46. Larrañaga assumiu papel de ataque a Mujica e à Frente
  47. Hugo De León, a “super renovação”
  48. Cantando por um voto
  49. Vamos Pepe (Youtube)
  50. Dance do Qki (Youtube)
  51. Reggaeton de Pedro
  52. Aumenta número de indecisos à medida que avança campanha eleitoral no Uruguai
  53. O interior está morno
  54. Frases polémicas de "Pepe coloquios"
  55. Votoenblanco.com.uy
  56. O olho posto no centro (em inglês)
  57. Guerrilheiro urbano rutinizado enfrenta a dinossauro neoliberal (em alemão)
  58. A carreira presidencial uruguaia na Nação
  59. Uruguai plebiscitará a amnistia
  60. Dupla presidencial da Frente Ampla do Uruguai visita A Moeda
  61. Chapa dá esquerda uruguaia para eleição presidencial visita Lula
  62. Os uruguaios elegem entre um exrebelde e um expresidente (em inglês)
  63. O mistério depois da máscara de Mujica (em inglês)
  64. A largada para o segundo balotaje na história do Uruguai
  65. A campanha para o balotaje
  66. Lacalle apela ao equilíbrio e Mujica à estabilidade
  67. Escrutinio final: a FA chegou ao 49,34% dos votos válidos e em Montevideo ganhou em todos os bairros, incluído Carrasco
  68. Sem bandeira
  69. Indecisos: um 7% define quem vontade
  70. Colorados afectados pela polarización
  71. Lacalle-Bordaberry
  72. Eleições do domingo 29 de novembro de 2009.
  73. As encuestadoras coincidem em que Mujica será o ganhador.
  74. Mujica favorito para ganhar a presidência: 50,9% contra 43,7% de Lacalle.
  75. Resultados da última encuesta Interconsult arrojam que Mujica será o próximo presidente.
  76. Alvos encurtam vantagem. O outro repechaje.
  77. Factum: FA aumenta a 10% sua vantagem em frente ao PN.
  78. Encuesta de Equipas Mori. O lume que chama ao eleitor.
  79. A intenção de voto no balotaje.
  80. A segunda fotografia das preferências dos uruguaios para a segunda volta.
  81. Interconsult: Mujica 47%, Lacalle 40%.
  82. Equipas Mori: FA 50% e PN 42% .
  83. Factum: FA 49% e PN 42% .
  84. a b A última encuesta de Radar. À urna, às duas e às três.
  85. Ballotaje entre Mujica e Lacalle segundo Equipas Mori
  86. Ante um hipotético balotage não é possível predizer resultados.
  87. a b Novo encuesta de intenção de voto - Vota que vota.
  88. a b Que votariam hoje os uruguaios? A carreira presidencial no Partido Nacional e a concorrência binária.
  89. A FA arranha triunfo em primeira volta.
  90. As elecciónes do 25 de outubro.
  91. Terá balotage entre Mujica e Lacalle.
  92. Factum: Partido Nacional volta a cair e a FA mantém-se estável.
  93. Intenção de voto em outubro de 2009.
  94. A um mês da eleição crescem fortemente os indecisos.
  95. FA mantém 12 pontos de vantagem sobre o PN.
  96. Encuesta nacional de Grupo RADAR sobre intenção de voto.
  97. A FA continua crescendo (45%), enquanto o P. Nacional cai 3 pontos e colorados chegam ao 11%.
  98. Intenção de voto em outubro de 2009.
  99. A Frente Ampla chega a 46% e iguala a toda a oposição junta.
  100. Intenção de voto para outubro.
  101. A FA recupera-se, chegando ao 44%.
  102. Intenção de voto em outubro 2009.
  103. «Factum - Uruguai».
  104. Intenção de voto por partido para outubro.
  105. FA cai 2 pontos; o Partido Colorado cresce
  106. Factum: FA 46%, PN 39% e PC 10% para outubro
  107. Mujica consolida-se e alvos põem-se a 4 pontos da Frente.
  108. Esquerda com 46,7%, segundo Radar.
  109. Intenção de voto por partido para outubro.
  110. Mujica, Lacalle e Bordaberry encaminham-se para outubro.
  111. Preferências partidárias para outubro de 2009 - Intenção de voto na interna da FA em junho.
  112. Intenção de voto para outubro: FA 44%, PN 35%.
  113. A oposição atinge a Frente Ampla e sobe ao 44%.
  114. As preferências para outubro de 2009. Intenção de voto na interna da FA em junho.
  115. Nova encuesta de Radar.
  116. "A FA continua liderando intenção de voto".
  117. Oposição com uma vantagem de 4 pontos sobre a FA. Cresce o P. Nacional e Mujica aumenta diferença com Astori.
  118. Que votariam hoje os uruguaios? A concorrência entre partidos e a carreira presidencial na Frente Ampla.
  119. Voto outubro 2009 e interna FA.
  120. Eleições 2009: Simpatia política por partido.
  121. A oposição segue superando por 6 pontos à FA.
  122. Eleições 2009: "Frente Amplo 43%, Partido Nacional 36%".
  123. A Frente Ampla aumentou intenção de voto, segundo Equipas, Interconsult e Radar.
  124. Cai a FA (40%) e o P. Nacional localiza-se a só 4 pontos (36%).
  125. Preferências para outubro de 2009.
  126. Preferências partidárias para o 2009.
  127. Radar dá ganhador à FA ainda que teria balotaje.
  128. Para as eleições 2009.
  129. Que votariam os uruguaios se hoje tivesse eleições? - Oscar A. Bottinelli.
  130. Intenção de voto: FA 40%, brancos 32%, colorados 8%.
  131. Que votariam os uruguaios se hoje tivesse eleições? - Oscar A. Bottinelli.
  132. Que votariam os uruguaios se hoje tivesse eleições? - Oscar A. Bottinelli.
  133. Que votariam os uruguaios se hoje tivesse eleições? - Oscar A. Bottinelli.
  134. a b O Observador: Resultado final da primeira volta
  135. «O controle das assinaturas.».
  136. a b Resultados finais da Primeira Volta do Corte Eleitoral.
  137. Os senadores eleitos.
  138. Montevideo.COMM: Matematicamente os dois têm chance
  139. Resultados finais do Balotaje do Corte Eleitoral.

Enlaces externos

Notícia[1]Wikinoticias[2]

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