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Enrique Alejandro Mancini

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Enrique Alejandro Mancini
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Nome realEnrique Alejandro Pedro Mancini
Nascimento1930
Bandera de Argentina A Rioja, Argentina
Morte9 de julho de 2008 (78 anos)
Bandera de Argentina Buenos Aires, Argentina
MédioRádio, Televisão.

Enrique Alejandro Pedro Mancini (A Rioja, 1930 - † Buenos Aires, 9 de julho de 2008 ) foi um jornalista, locutor de rádio e presentador de televisão argentino.

Conteúdo

Trajectória

Enrique Mancini viveu sua infância na Rioja. Foi parceiro de primária do ex presidente Carlos Saúl Menem.[1]

Debutó em 1951 no então denominado Serviço Radiofónico Internacional Argentino, actualmente Radiodifusión Argentina ao Exterior (RAE).[2]

A partir de 1954 desempenhou-se como locutor e redactor no histórico noticiero Acontecimentos Argentinos, projectado durante anos nos cinemas do país.[1]

Teve destacada participação em diferentes emissoras do país, tanto como jornalista e como locutor, estando à frente de ciclos de grande repercussão como De igual a igual, Exigências, As quatro horas e Pessoalmente, ciclo que teve uma duração a mais de 50 anos e com o que acedeu à grilla de programação da AM 870 Rádio Nacional. Em seu passo pela mesma, à que chegou junto a Juan Carlos Mareco, Julio Lagos e Marcelo Simón, e onde compartilhou ar com Carlos Rodari e Hugo Guerreiro Martinheitz, foi artífice da mudança que dotou à emissora oficial de um conteúdo mais popular que o que a caracterizava até então, centrado na difusão de música clássica.[1]

Junto ao locutor Juan Carlos Pascual lançou ao ar a FM 102.3 Mhz, primeira estação de frequência modulada da Argentina, na actualidade Aspen Classic.[3]

Filiado à União Cívica Radical, associou-lho com a ex presidenta María Estela Martínez de Perón, ainda que afirmou ter sido proibido por José López Rega.[1] Apesar disto, em uma reportagem de 2002 sustentou: "Não estou politizado, ainda que alguns sectores o tentem. Alguém me politizó e cedo, em uma carta aberta, vou pedir que não o façam mais."[4]

Autodefinido como "um profundo nacionalista que fustiga o jugo aceitado do imperialismo",[4] teve uma importante participação na cobertura da Guerra de Malvinas, que incluía a condução de um noticiero em inglês pensado para ser transmitido nas ilhas — através de uma estação de rádio denominada Liberty — o que tempo mais tarde lhe valeu alguns questionamentos.[5]

Enrique Mancini esteve à frente do canal oficial argentino — por então ATC — nos inícios do primeiro mandato do governo de Carlos Menem, por um período de 15 meses, no que inclusive conduziu o noticiário da emissora.[1]

Foi membro consultor da Academia Argentina de Arte e Meios de Comunicação.[6]

Nos últimos anos continuava exercendo seu labor ainda que com muita menos repercussão.[7]

Referências

  1. a b c d e Uma voz sobria que marcou um estilo, Diário Clarín, 11-07-2008.
  2. O adeus a uma voz inconfundível, LANACION.com, 10-07-2008. Publicado em edição impressa de 13-07-2008.
  3. Apagou-se a voz de Enrique Mancini Agência NOVA, 10-07-2008.
  4. a b Reportagem a Enrique Mancini em Blogspot.com, 11-01-2002.
  5. A rádio que nasceu para desalentar aos soldados ingleses, LANACION.com, 07-04-2002.
  6. Anal publicado pela Academia Argentina de Arte e Ciências da Comunicação procedente da Universidade de Texas , ano 2000, pág. 33
  7. Morreu o locutor Enrique Alejandro Mancini, Diário A Voz de Córdoba, edição digital, 10-07-2008.

Enlaces externos

Livros que fazem referência ao jornalista


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