Enrique Congrains Martin (Lima, Peru, 1932 - Cochabamba, Bolívia, 6 de julho de 2009 ),[1] foi um escritor e editor peruano.
Enrique Congrains pertenceu à chamada Geração do 50 –da que formam também parte Mario Vargas Llosa, Julio Ramón Ribeyro e Carlos E. Zavaleta–, publicou em 1954 o livro de contos Lima, hora zero, inaugurando o realismo urbano no Peru, que seus colegas de geração explorariam depois, ao igual que autores posteriores, como Oswaldo Reynoso. Este livro descreve a marginalidad das barriadas limeñas, sobre as que nessa década recayó a mirada da sociedade, dada a importância da onda migratoria andina para a capital do Peru nesse então. Ao ano seguinte publicou seu segundo livro, a colecção de contos Kikuyo, que circulou minoritariamente. Em 1957, vivendo em Buenos Aires, apareceu Não uma senão muitas mortes –sua única novela durante cinquenta anos–. Nesta obra grafica, mediante a vida de uma adolescente dos extramuros de Lima, os problemas da marginación extrema com singular agudeza e precisão nas descrições. Esta novela, central na narrativa peruana do século XX, foi levada ao cinema em 1983 por Francisco Lombardi, baixo o título de Maruja no inferno.
Para o final de sua vida publicou as novelas O narrador de histórias e 999 palavras para o planeta Terra, obras que denotam, depois de cinquenta anos de silêncio literário, um estilo mais livre na técnica e com temáticas com interesse pelo fantástico e o futurista.
É também autor do livro Assim se desenvolve a inteligência e Assim é como se estuda. Em Venezuela, onde esteve radicado muitos anos, organizou o Centro Latinoamericano de Capacitação Intelectual.
Suas obras mais importantes são: