A equação de Hamilton-Jacobi é uma equação diferencial em derivadas parciais usada em mecânica clássica e mecânica relativista que permite encontrar as equações de evolução temporária ou de movimento".
A equação de Hamilton-Jacobi (EHJ) permite uma formulación alternativa à mecânica lagrangiana e a mecânica hamiltoniana (e por tanto à mecânica newtoniana, baseada na tentativa de integração directa das equações de movimento). O emprego da equação de Hamilton-Jacobi resulta ventajoso quando se conhece alguma integral de movimento.
Ademais a formulación baseada em EHJ é a única formulación da mecânica na que o movimento de uma partícula e o de uma onda se descrevem nos mesmos termos. É por isto que a EHJ constitute uma meta longamente perseguida da física teórica, desde Johann Bernoulli no século XVIII procurou uma analogia entre a propagación de ondas e partículas. Esta razão foi a que levo a Schrödinger a procurar uma equação para a "mecânica ondulatoria" ou mecânica cuántica generalizando a equação de Hamilton-Jacobi (em lugar de usar os outros enfoques alternativos da mecânica clássica). Inclusive a primeira equação para mecânica cuántica relativista, a equação de Klein-Gordon, baseou-se na EHJ relativista em lugar de outros enfoques alternativos.
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A equação de Hamilton-Jacobi é uma equação em derivadas parciais não-linear para a função principal de Hamilton
, telefonema também integral de acção:
(1)![]()
Tal como se descreve neste artigo, esta equação pode ser deduzida da mecânica hamiltoniana considerando a como
a função generatriz de uma transformação canónica. Os momentos conjugados das coordenadas correspondem às derivadas da função
com respeito às próprias coordenadas generalizadas:
(2)![]()
Analogamente, as coordenadas generalizadas podem-se obter como derivadas com respeito aos novos momentos conjugados, tal como se descreve mais adiante. Investindo estas equações algebraicamente, um pode encontrar as equações de evolução do sistema mecânico, determinando a variação das coordenadas com o tempo. As posições iniciais e as velocidades iniciais aparecem dentro das constantes de integração para uma solução completa da equação (). As constantes de integração neste método usualmente coincidem com integrales do movimento como a energia, o momento angular ou o vetor de Runge-Lenz.
A equação de Hamilton-Jacobi (EHJ) para n coordenadas generalizadas contém ademais o tempo, pelo qual uma solução completa de dita equação conterá n+1 constantes de integração arbitrárias. Como a função
só intervém na EHJ através de suas derivadas primeiras uma destas constantes será aditiva e por tanto uma integral completa da equação terá a forma:[1]
(3)![]()
Onde o n+1 constantes são precisamente α1, ..., αn e A . Para encontrar a solução das equações de movimento basta construir n equações algébricas:
(4)![]()
Investindo estas equações para despejar as coordenadas generalizadas qi obtêm-se ditas coordenadas como função do tempo e de 2n coordenadas, tal como ter-se-ia obtido pelos métodos da mecânica lagrangiana ou a mecânica hamiltoniana.
Esta solução pode ser justificada se pensamos na função
como a função generatriz de uma transformação canónica, onde as constantes α1, ..., αn representam os novos momentos conjugados sócios a dita transformação, do facto que f seja uma função generatriz de segundo tipo implicará que:
Mas como a função f satisfaz a equação de Hamilton-Jacobi a nova hamiltoniana
será nula e por tanto:
E por tanto a solução trivial do anterior sistema é αi = cte. e βi = cte. , já que as αi são conhecidas, porque conhecemos uma integral completa, as βi podem obter da condição:
Que é precisamente a solução que se tinha assinalado anteriormente.
Em muitos sistemas físicos importantes para encontrar a solução das equações de movimento no enfoque de Hamilton-Jacobi procura-se uma solução completa de dita equação pelo método de separação de variáveis.
Um caso interessante apresenta-se quando alguma das coordenadas, por exemplo q1, só aparece formando uma combinação com a derivada da acção respecto do próprio q1, isto é, quando a equação de Hamilton-Jacobi pode escrever na forma:
(5a ).![]()
Nesse caso pode procurar-se uma solução da forma:
(5b)![]()
A substituição de uma equação deste tipo na (permite reduzir o número de variáveis envolvida em uma unidade já que cumprir-se-iam simultaneamente as relações:
Em alguns casos de sistemas totalmente integrables de facto este procedimento pode-se repetir para a cada uma das variáveis obtendo-se uma integral completa mediante cuadraturas simples da forma:
(5c)![]()
Em mecânica hamiltoniana chama-se coordenadas cíclica a umas coordenadas
que não aparece explicitamente no hamiltoniano. Uma coordenada cíclica é sempre um caso particular no que a equação de Hamilton-Jacobi pode se escrever em forma (puediéndose conseguir a redução da equação em uma variável mediante a mudança:
(6)![]()
Para um sistema conservativo o tempo t comporta-se de maneira análogo a uma coordenada cícilica,[2] como se pode ver a partir da forma da solução ().
Fixado um sistema de coordenadas, a equação de Hamilton-Jacobi admitirá separação de variáveis em dito sistema de coordenadas dependendo da forma funcional da energia potencial. A seguir vão alguns exemplos:
que , e nessas circunstâncias a acção admite uma solução dependente de três constantes
da forma:
Da própria definição do funcional de acção segue-se trivialmente a seguinte relação entre a acção e o lagrangiano:
Por outra parte , considerando a acção como uma função das coordenadas, os momentos conjugados e o tempo se tem que:
Desta última equação deduze-se simplesmente que:
Já que o segundo termo coincide precisamente com a definição do Hamiltoniano. Esta última equação coincide com a equação de Hamilton-Jacobi se nela se substituyen de novo os momentos conjutados pelas derivadas da acção com respeito às coordenadas.
A equação de Hamilton-Jacobi relativista para uma partícula livre em um espaço-tempo de Minkowski tem usualmente a seguinte forma:
(6)![]()
Introduzindo na anterior equação
pode obter-se o limite clássico de dita equação:
Na teoria da relatividad geral usando um sistema de coordenadas arbitrário e usando o convênio de sumación de Einstein a forma covariante usual da equação para uma partícula livre é:
(7)![]()
A formulación baseada na equação de Hamilton-Jacobi é a primeira formulación completa da mecânica clássica que é aplicável tanto a partículas como a ondas. É por isso que quando De Broglie propôs o comportamento dual onda-corpúsculo em 1923 para dar conta de certos factos experimentales, se tratasse de procurar uma equação para a "onda de matéria" baseada nesta equação, já que a grandes escalas dita onda devia se manifestar como partícula, de modo que parecia que uma generalização da formulación de Hamilton-Jacobi, era a forma mais singela de encontrar essa equação de ondas.
De facto dita equação de ondas" continuando com a proposta de De Broglie foi obtida por Schrödinger em 1925 quando formulou a hoje conhecida como equação de Schrödinger:
Onde a função de onda relacionar-se-ia com a função de acção que aparece na equação de Hamilton-Jacobi seria relação que uma vez introduzida na equação de Schrödinger leva ao seguinte limite clássico:
Equação que coincide com a equação de Hamilton-Jacobi para uma partícula em um potencial V(x), excepto por um termo adicional, que resultaria despreciable no nível macroscópico dada a pequeñez da constante de Planck
.