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Ernesto Cavour é um músico, artista, inventor de instrumentos musicais e escritor boliviano. Nasceu o 9 de abril de 1940 na cidade de La Paz, Bolívia. Começou sua carreira em 1957 como solista. Em 1962 creio o “Primeiro Museu do Charango” o que em 1984, ampliado em variedade de instrumentos fosse fundado como "Museu de Instrumentos Musicais de Bolívia". A colecção privada como mostra de seu trabalho na investigação de instrumentos musicais e seu amor pela música, chegou a contabilizar quase as duas mil peças, distribuídas em salas dedicadas aos instrumentos prehispánicos, cordófonos, membranófonos, aerófonos, instrumentos do mundo e de nova criação (muitos deles criados pelo artista polivalente), tanto arqueológicas como bolivianas e estrangeiras. Em 1997 este Museu consolida-se definitivamente em seu novo local na categoria "Museus da cidade de La Paz", localizado na rua Apolinar Jaen em uma cazona colonial mais conhecida como a "Casa da Cruz verde". Em 1966 funda o agrupamento musical “Os JAIRAS” integrado por Gilbert Favre, Julio Godoy e Yayo Jofré e o “TRIO Dominguez, Favre, Cavour “ agrupamentos com as quais deu a conhecer a música tradicional boliviana na Europa entre 1969 a 1971. Após ter difundido a música boliviana denominada por então 'neo -folkore', bem como conformar novos agrupamentos motivados pelo boom do novo folklore boliviano, em 1971 desvincula-se do conjunto “Os Jairas” e retorna a Bolívia formando seu próprio conjunto com Mario P. Gutiérrez, Luis Valdez e Luto Cavour (Charango, guitarras e quena respectivamente). Em 1973 fundou a “Sociedade Boliviana do Charango” e Congressos Nacionais de Charanguistas com William Ernesto Centellas e Abdon Cameo no mês de abril na cidade de La Paz. Em 1974 junto ao cantor Luis Rico reinicia as actividades artísticas e culturais de “Peña Naira”, localizada na rua Sagarnaga da cidade de La Paz, a que se constitui em um referente da música boliviana para além de suas fronteiras. No mesmo ano foi convidado pelo Programa “Encontro” de Televisa México e o Instituto Mexicano de Segurança Social, compartilhando palcos com famosos artistas como Atahuallpa Yupanqui (Argentina), Nicomedes Santa Cruz (Peru), Octavio Marulanda (Colômbia) e René Villanueva (México), se estendendo seu labor e seu reconhecimento como grande expoente do charango no continente americano. Em 1979 forma o Trío “Bolívia, Coração da América”, junto ao maestro Nilo Soruco e ao cantautor Luis Rico, percorrendo todos os confines do país Em 1985 participa no Festival Internacional da Guitarra no ALTE OPER, junto a outros artistas reconhecidos mundialmente como Paco de Luzia, Stefan Jeremías, Manuel Barrueco e a Filarmónica Moskaner. Em outubro de 1986 no Concerto Internacional da Guitarra em Hamburgo, no MUSIC HALL da Alemanha, compartilhou palco junto a artistas como Andrés Segovia (Espanha), Pepe Romero (Espanha), Raúl García Zárate (Peru) e outros grandes consagrados.
Em 1997 ingressou à Associação de Inventores de Bolívia A.I.B., dependente da Academia Nacional de Ciências de Bolívia em qualidade de sócio inventor e junto aos directores da Associação de Inventores, organiza o “Concerto de Novos Instrumentos Musicais”, La Paz. Tem 50 LP e 11 CD em sua carreira e sua habilidade com o charango é conhecida internacionalmente sendo um dos melhores expoentes deste instrumento.
Sai no filme estadounidense que se chama O Charango. A experiência cinematográfica de Cavour começa em 1967 em CRIME SEM ESQUECIMENTO” PROINCA junto ao primeiro actor Jorge Mistral. “MINA ALASKA” Proinca. 1985 “TINKU” Panamericana FILMES. Em 1992 é convidado a criar a banda musical do filme japonês “Rio sem Ponte” [River without bridge].
Dentro dos instrumentos inovados e inventados de Ernesto Cavour desde 1966 a 1999, os instrumentos que mais se destacam são: A guitarra muyu muyu (em língua aymara volta-voltada), o charango muyu muyu, a estrellita, o celestino, as zampoñas cromáticas, violín dupla, charango manguerito, charango sonkoy, etc. Muitos dos quais são Instrumentos Mixtófonos e Hidrófonos, ordens também incorporadas por Cavour. Em março de 1991 apresenta sua colecção de instrumentos inventados e inovados em Tóquio – Japão como convidado especial do programa de televisão NARUHODO DE WORLD (O RARO DO MUNDO).
Nas distinções mais importantes do músico charanguista encontram-se: Em 1964, premiado com a medalha de Ouro, solista em Charango. No Festival San Miguel de Tucumán, os meios de informação realçam sua participação sobresaliente no Primeiro Festival Folklórico Estudiantil, qualificando-o de charanguista e ejecutor ambidextro “VIRTUOSO DO CHARANGO”. Em 1965 obteve o Primeiro Prêmio Solista Instrumental no FESTIVAL LATINOAMERICANO DO FOLKLORE em Salta - Argentina. No mesmo ano a Imprensa Cusqueña “O COMÉRCIO”, a tempo de destacar sua actuação, assinala-o como “O MAGO DO CHARANGO”. Em 1966 vontade um troféu à melhor canção com conjunto “Os Jairas”, ganhadores do II Festival Lauro da canção boliviana. Cochabamba. Em 1973 vontade um troféu no Festival de Cosquin – Argentina. Foi designado como o mais afamado intérprete do Charango em Buenos Aires – Argentina (Jornal “A Razão”). Elogiado com a denominação: “PASSO O CONDOR”, pela Revista Folklore de Buenos Aires – Argentina. No mesmo ano, a Secretaria da Rectoría, Direcção de Actividades Socioculturais da Universidade Mexicana, declara-o “O MELHOR CHARANGUISTA DO MUNDO”. Acto de reconhecimento na Peña dos Folkloristas, México D.F.. A Televisão equatoriana, Canal 8 da cidade de Quito – Equador, designa-o como o melhor charanguista do Mundo. A Peña JATARI de Quito – Equador nomeia-o como: “O PRIMEIRO CHARANGO DO MUNDO”. Em 1977 recebeu uma placa recordatoria “Ao MELHOR CHARANGUISTA DO MUNDO”, outorgado pelo Programa Sentir Boliviano de Rádio Argentina da cidade de Buenos Aires. Em 1978, A Casa da Cultura da cidade de Ambato - Equador e o periódico Avanço apresentam-no como o “MELHOR CHARANGUISTA DO MUNDO”. Em 1981 A cidade de Gamagori - Japão entregou-lhe a Chave de Ouro da Cidade por incentivar à juventude japonesa suas inquietudes para a música. Em 1982 é apresentado por parte de Music Amigos de Tokio – Japão como o "Charango de Ouro". Em 1988 obtém outro troféu na Casa da Cultura Argentina – Bolívia. Foi também condecorado como Cidadão Ilustre pelo Prefeito de Cuiaba – Brasil. Em 1991 O Diário do Norte de Ibarra – Equador, declara-o: “O MELHOR CHARANGUISTA DO UNIVERSO”. Em 1993, a Prefectura do departamento de La Paz, outorga-lhe a condecoración “FRANZ TAMAYO” no grau de oficialen a Gestão de Alfredo Franco Guachalla. Em 1994 no VII Festival da Guitarra da Habana – Cuba foi nomeado "Membro Honorable". Em 1995 recebe um troféu, “Chile terra do Sol e do Cobre” Calama – Chile. Em 1996 é galardoado pela Municipalidad Ponta Areias - Chile. Em 1997 recebe um troféu de Municipalidad de Arica – Chile. Em 1999 Recebe uma homenagem e reconhecimento como intérprete e compositor da Época de Ouro da música folklórica boliviana, pelo Círculo de Comunicadores de Música boliviana CICOMBOL. La Paz. Em 2003, recebe diplomas de distinção outorgados pela Secretária de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Acapulco e da Embaixada de Bolívia em México. Em 2004 recebe a condecoración "Prócer Pedro Domingo Murillo" no Grau de Honra ao Mérito", outorgada pelo Honorable Concejo Municipal da cidade de La Paz. No mesmo ano o "International Press" - Semanário em espanhol, de Tóquio-Japão, em sua edição do 18 de setembro denomina-lhe “O Génio do Charango”. Em 2007 recebeu uma homenagem a sua trajectória artística no 7º Congresso de Charanguistas e o 6º Encontro internacional do Charango a que se realizou no mês de julho levando o nome de “Ernesto Cavour”.
Dentro da produção intelectual mais destacada de Cavour encontram-se:“O ABC DO CHARANGO” Método de ensino (1962).“APRENDA A TOCAR O CHARANGO” Método de ensino Audiovisual e “A QUENA” Método Inicial por música.(1966). “APRENDA A TOCAR GUITARRA” Método de ensino Audiovisual e “APRENDA A TOCAR A QUENA” Método de ensino Audiovisual(1971).“APRENDA A TOCAR ZAMPOÑA” Método de ensino Audiovisual (1973). “O QUIRQUINCHO CANTOR” Cancionero e poemario (1979), traduzido ao japonês no ano 1982 Tokio - Japão. “O ABC DA MANDOLINA”(1982). “PENSAMENTOS CHIQUITITOS”, conta com dois volumes (1983-84). “O CHARANGO, SUA VIDA, SEUS COSTUMES E SEUS DESVENTURAS (1980, 2001,2003, 2008 última edição revisada e aumentada).“METODO PARA WALAYCHO E RONRROCO” (1991).“A ZAMPOÑA CROMÁTICA DE DUAS BICHAS”(1993). “Os INSTRUMENTOS MUSICAIS DE BOLÍVIA”(1994). “METODO PARA CONCERTINA” (1996).“INVENTOS DE CAVOUR” (1999). “DICIONÁRIO ENCICLOPEDICO DOS INSTRUMENTOS MUSICAIS DE BOLÍVIA” (2003).
Fontes: Curriculum Vitae Ernesto Cavour. Museu de Instrumentos Musicais de Bolívia e Concerto dos 50 anos de trajectória do artista no ano 2007, "Teatro Municipal de La Paz Alberto Saavedra Pérez".