A escola austríaca, também denominada escola de Viena, é uma escola de pensamento económico que se opõe à utilização dos métodos das ciências naturais para o estudo das acções humanas, e prefere utilizar métodos lógicos deductivos e a introspección, o que se denomina individualismo metodológico.
Sua origem acha-se no debate metodológico com a Escola Histórica Alemã, que em um ânimo historicista tentava confinar as leis do mercado a diferentes etapas da história.
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Esta escola caracterizou-se por sua forte crítica para programas de investigação como o Marxismo, o Socialismo fabiano, o Nazismo, o Fascismo e o Keynesianismo. Deve-se a Eugen von Böhm-Bawerk a conhecida monografía A conclusão do sistema marxiano em que refuta, tanto desde a teoria "objectiva" como a "subjetiva" do valor, a teoria marxista do valor-trabalho e o conceito de plusvalía , ante uma evidente contradição que se produzia em sua aplicação quando a chamada taxa de ganho não cumpria a predição de Karl Marx em sua tendência decreciente, senão que pelo contrário, se incrementava. Dita contradição foi reconhecida por Marx no terceiro volume de sua complexa obra O Capital, respondendo em consequência que conquanto dita aparente contradição se regista em casos pontuas, na economia geral logo se superam mantendo vigente seu sistema,[cita requerida] o que o levou a introduzir uma modificação notável neste[cita requerida]: a lei do valor (que afirma 'as mercadorias se trocam por seu valor') já não tem de se cumprir na cada caso individual, senão a escala geral considerando o sistema económico em seu conjunto. Böhm-Bawerk constatou que estes "casos pontuas" eram em realidade praticamente todos, e que a explicação dos preços em função da medida média do valor do trabalho "socialmente necessário" se remetia novamente aos preços mesmos voltando ao método marxista uma petição de princípio. A obra tem feito famoso a Böhm-Bawerk, e mostrado os rasgos deliberadamente críticos da Escola Austríaca.
O mesmo pode dizer-se de Ludwig von Mises, quem tem dedicado um volume a dita empresa, em seu conhecido livro O socialismo onde expõe seu argumento contra as teorias comunistas ao mesmo tempo em que justifica a propriedade privada em termos económicos, demonstrando que só esta possibilita a livre formação de preços em um mercado, e isto outorga a quem intervêm nele informação sobre a escassez e utilidade de um bem económico. Só com propriedade privada será possível minimizar a escassez, que a Escola Austríaca considera como propriamente humana.
Sem propriedade privada terá, declara Mises, um irracional manejo da escassez. Mises afirma que será impossível em ausência de preços O cálculo económico na comunidade socialista,[1] monografía com a qual introduz seu argumento, posteriormente aceitado pelo socialista de mercado Oskar Lange, quem adopta para sua análise a praxeología miseana.
A teoria austríaca do ciclo económico, desenvolvida inicialmente por Mises, tem sido uma das principais contribuições desta escola ao entendimento do desenvolvimento económico e o por que das crises.
A praxeología, desenvolvida com maior profundidade por Ludwig von Mises em sua magnus opus A acção humana possui fortes vínculos com a sociologia comprensiva weberiana e tem servido de base axiomático-deductiva a posteriores estudos sociológicos que tomam da Escola Austríaca sua individualismo metodológico. A praxeología é uma teoria que não necessariamente é aceite por todos os economistas austríacos como base da que se possa deduzir directamente a teoria económica, pelo qual apelam a hipóteses auxiliares intermediárias e preservam a praxeología como núcleo central do programa de investigação.
Entre seus principais teóricos fundadores encontram-se Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk, Friedrich von Wieser; e seguidores e continuadores, Ludwig von Mises, Friedrich von Hayek. Na actualidade há numerosos pensadores que continuam o desenvolvimento destas ideias como Hans-Hermann Hoppe, Joseph Salerno, Alberto Benegas Lynch (h), Juan Carlos Cachanosky, Jörg Guido Hülsmann,Gabriel J. Zanotti e Jesús Huerta de Soto. A Escola Austríaca, algo afastada da corrente principal da teoria neoclásica, tem sido muito influente por seu questionamento da teoria do comportamento de dita corrente. Costuma-se-lhes associar com o liberalismo libertario por suas ideias sobre a organização social, política e económica. Os partidários desta escola costumam ver na Escola de Salamanca e na Escola Escocesa a origem de muitas das ideias que eles defendem.
A Teoria Evolutiva das Instutuciones do Professor César Martínez Meseguer