Visita Encydia-Wikilingue.com

Escola postkeynesiana

escola postkeynesiana - Wikilingue - Encydia

A escola Pós-keynesiana é uma escola ou enfoque da economia baseada nas ideias de John Maynard Keynes. Difere da interpretação das ideias de Keynes, da escola keynesiana e da escola neokeynesiana em diversos pontos entre os que poderíamos destacar estes três:


Os economistas postkeynesianos acham que:

  1. O capitalismo não tem nenhuma tendência natural a voltar a uma situação de pleno emprego, e por tanto consideram desejável um tipo concreto de intervenção estatal tendente a restaurar o pleno emprego.
  2. O investimento fixo é o elemento determinante do nível de demanda agregada em uma economia fechada (ou suficientemente grande).
  3. As decisões no nível de investimento e sua direcção realizam-se como anticipación de acontecimentos futuros que não podem ser conhecidos nem tão só probabilisticamente.

Os economistas postkeynesianos enfatizam a necessidade de uma política fiscal que fomente a ocupação e as rendas.

Conteúdo

Elementos essenciais

Demanda efectiva

O princípio de demanda efectiva propõe que a produção se ajusta à demanda.[1] Isto é, que tanto a curto como em longo prazo a economia está dirigida pela demanda não pelas restrições na oferta. Este princípio está presente de maneira indiscutible em todos os enfoques postkeynesianos. Fora da economia postkeynesiana muitos economistas reconhecem também este princípio, especialemente no curto prazo. No entanto no longo prazo, tanto a maioria de economistas neokeynesianos como a maioria dos economistas marxistas presuponen que a economia está dirigida pelas restrições na oferta. Nos modelos neoclásicos, se presupone que a oferta global tanto em curto prazo como em longo prazo é totalmente inelástica e por isso se representa a oferta por uma recta vertical que é a que acaba limitando o resto de valores de equilíbrio, a diferença do que presuponen os economistas postkeynesianos.

Tempo histórico dinâmico

O tempo lógico é o tipo de tempo presente à maioria de modelos económicos. Por exemplo nos exercícios de estática comparada (que encontramos nos esquemas neoclásico e neokeynesiano) se o equilíbrio é perturbado, automaticamente o estado do sistema se move para um novo equilíbrio sem ter em conta o processo pelo qual se chega a este novo equilíbrio. Em mudança, baixo a hipótese de tempo histórico, para os processos dinâmicos em economia não existe em general um equilíbrio. Ademais, as decisões de um período estão marcadas pelas decisões do período anterior, por tanto pode ser difícil e caro voltar atrás uma decisão.

Flexibilidade de preços

A flexibilidade de preços tem efeitos nefastos sobre a economia já que actuam como factor desestabilizador. A flexibilidade dos salários reais reduzirá a demanda efectiva ao diminuir o poder de compra dos trabalhadores. A escola postkeynesiana, contrariamente à escola neoclásica considera que o efeito rende predomina sobre o efeito substituição.

A economia monetária de produção

Os modelos devem ter em conta que os contratos se pactuam em termos de unidades monetárias correntes e não em unidades de produto. As famílias não dispõem normalmente dos activos físicos que precisam as empresas senão activos financeiros. A maior ou menor predisposición a renunciar a activos menos líquidos pode provocar uma crise.

A incerteza

O conceito postkeynesiano de incerteza é a incerteza radical. O futuro é imprevisível. Não se pode nem tão só conhecer probabilisticamente já que se desconhecem tanto as probabilidades que devem se atribuir como o conjunto de estados possíveis. Por tanto, o único que importa é a confiança de quem decide. O conceito de incerteza radical está estreitamente vinculado com o de tempo histórico. Usando termos da física, o mundo é não ergódico. Isto é, não se podem realizar predições do futuro em base à análise estatística e estudos econométricos do passado.

Pluralismo de ideias e métodos

A realidade é multiforme. Isso explica que os economistas heterodoxos, que adoptam uma metodología mais realista, aceitem toda uma variedade de teorias e de enfoques complementares.[2] Ainda que isto pode supor alguma vantagem também comporta o inconveniente, de que se cria a impressão de uma aparente falta de coerência. A diferença do enfoque neoclásico, que ainda que artificioso em alguns pontos, é considerado mais natural só em base a seu uniformidad e consistência na forma em que se apresenta. Entre os economistas postkeynesianos encontram-se influências claras tomadas de Marx , Keynes, Kalecki, Kaldor, Leontief, Sraffa, Veblen, Galbraith, Andrews, Georgescu-Roegen, Hicks ou Tobin e têm-se em conta numerosos estudos procedentes de fora da economia, especialmente da história económica, a sociologia e a economia política.

Tendências

A escola postkeynesiana está formada por um conjunto de economistas ou linhas de pensamento muito heterogéneas. Assim se podem distinguir três tendências principais:

Principais economistas postkeynesianos

Enlaces externos

Referências

  1. Lavoie, 2004, p.22
  2. Lavoie, 2004, p.28
Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"