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Escultura románica

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Relevo representando a dúvida de Santo Tomás. Monasterio de Silos.
Capitel románico.

Denomina-se escultura románica à aplicação dos cánones da arte románico no campo da escultura.

Conteúdo

Características

Sem chegar a desenvolverse com a perfección da arquitectura, seguiu a escultura románica os mesmos passos e evoluções que ela, contribuindo a sua formação e desenvolvimento as mesmas causas que para a arquitectura. Pelo mesmo, teve de ser componentes seus os elementos romanos com os setentrionais, bizantinos, persas da dinastía sasánida e árabes como o são da arquitectura. Inspirava-se com frequência nos desenhos e figuras dos códices regionais e dos tapices vindos de Oriente.

Abraça o desenvolvimento desta escultura nos séculos XI e XII (com seus antecedentes carlovingios do século IX) introduzindo-se em boa parte do XIII e paulatinamente dá lugar à gótica, sem que a separe desta uma linha perfeitamente divisória. O carácter geral da escultura románica consiste na imitação de modelos artificiais e de aqui sua amaneramiento ou rotina. A diferença da escultura gótica, na qual se revela um positivo estudo e imitação da Natureza ainda que sem a desenvoltura dos artistas modernos. Como ponte de união entre uma e outra se acha nos últimos anos do século XII e primeira metade do XIII o estilo que pode se chamar de transição que trata de imitar algo a realidade da Natureza e dá a suas obras maior vida e movimento sem se desprender completamente o artista dos convencionalismos e amaneramientos precedentes. E tal é a variedade resultante de dita transição aumentada pela destreza ou impericia dos escultores pelas influências de escolas diferentes que não é raro se juntar em uma mesma localidade e de uma mesma data relevos ou estátuas muito dignas de aprecio e louvor com outras de reprobable gosto e sem nenhum valor artístico.

Precisando mais o carácter da escultura románica, dizemos que se constitui pela imitação de modelos bizantinos ou romanos de estilo decadente mas realizada com mão latina e frequentemente baixo a influência do gosto persa ou do árabe. Caracteriza-se, ademais, por certa rigidez de formas, falta de expressão adequada (às vezes, exagerada) nas figuras, esquecimento do canon escultórico na forma humana, forçada simetría no dobrado dos paños (muito parecida à do período arcaico grego), repetição e monotonia nos tipos de uma cena, tosquedad na execução da obra e frequente adopção de flora estilizada e de fauna monstruosa como assuntos ornamentales e simbólicos. A escultura románica da época de transição vai perdendo algo de dita rigidez, simetría e exagero da linha recta e vertical enquanto ganha em finura, realismo e movimento se distinguindo também pela abundância de menudos e estreitas dobras na vestimenta.

Alguns estudiosos têm querido ver, dentro da dinâmica de imitação de modelos, uma série de leis ou normas gerais que se encontram com frequência nas obras románicas. Destaca entre elas a Lei de Adaptação ao Marco que enuncia Henri Focillon e que subordina o desenvolvimento escultórico ao espaço arquitectónico cedido a tal fim. O resultado serão cenas nas que as personagens se adaptam a esse espaço, às vezes se contraindo ou se esticando, sem ter em conta outras considerações mais naturalistas. Outra norma geral é a isocefalia que encontramos em alguns grupos de figuras situadas todas com a cabeça à mesma altura.

Na escultura románica e, inclusive, na gótica já se trate de obras de pedra, marfil ou madeira foi muito comum a policromía sempre sobria na viveza de cores por mais que tenha desaparecido a pintura com a acção do tempo em quase todas as instâncias ou tenha sido substituída por decoraciones mais modernas.

Os principais labores de escultura románica admiram-se hoje nos relevos de muito variados capiteles e nas magníficas portadas e elegantes cornisas de muitos edifícios da época, em cujos frontis representam-se cenas bíblicas e figuras alegóricas (entre elas, os chamados bestiarios e as personificaciones dos signos do zodiaco, etc.) a uma com imagens de Santos em grande relevo. Ademais, se ejercitó a escultura románica na talha de curiosos dípticos de marfil, de graves crucifijos (de marfil e de bronze) e de estátuas da Virgen María (em pedra e em madeira, já sozinha já chapeada em bronze) que se conservam em seus santuários ou nos Museus e, em fim, se manifestou ingeniosa dita escultura na decoración de arquetas ou cofrecillos para guardar reliquias e jóias, de ricas tampas para livros litúrgicos, de fontales ou antipéndium para os altares, de pilhas e sepulcros de pedra com relevos, etc. Desde a invasão dos bárbaros ficou esquecido quase por completo em Occidente o cultivo da glíptica no que se refere a pedras finas mas se utilizaram as gemas anteriormente lavradas por gregos e romanos as aplicando sem estudo a objectos preciosos e de enfeito especialmente, alianças. Teve, no entanto, alguns entalhes com inscrições ou com alguma figura tosca, como a esmeralda do Tesouro de Guarrazar, e grande emprego de pedras finas em forma de cabujón para objectos de orfebrería.

Escolas européias

Até os últimos anos do século XI não parece que tivesse escolas, propriamente ditas de escultura románica as quais só atingiram importância e desenvolvimento no decurso do século XII. Mas dantes de ditos séculos tinham-se formado já em Occidente notáveis centros de artes decorativas e suntuarias, sobretudo, de orfebrería com carácter próprio ou derivado da arte bizantino que muito bem podem se admitir, ao menos, como precursores das escolas de escultura románica. Consideradas em seu conjunto, distinguem-se as seguintes:

Escola irlandesa e anglosajona

Esta escola dá-se desde o século VII e caracteriza-se pelos entrelazados e adornos caligráficos que da escritura de códices passaram a servir de motivos ornamentales na escultura. Chegada já a época propriamente románica, cultivou o relevo com figuras alongadas parecidas às da escultura francesa de Toulouse .

Desenvolve-se desde o século IX, devida ao impulso que lhe deu Carlomagno às artes e telefonema pelo mesmo carolingia. Continuou com algum florecimiento e baixo o império dos Otones no século X no qual pode se considerar como constituída por seu próprio carácter germánico dois séculos dantes que as francesas. Distingue-se por suas obras de bronze (opus teutónicum) e por sua bizantinismo, não exagerado, senão conservando certa fisonomía clássica. Trabalharam-se antipéndiums, com figuras esmaltadas em plano ou pouco salientes, mas com as cabeças de alto relevo em várias instâncias, aberración estética copiada dos bizantinos e seguida igualmente em Espanha (Silos) e em outras nações durante a época románica. São muito celebradas, entre outras peças, o marfil carolingio de Francfort que representa a celebração da Missa (século IX), as portas de bronze com relevos na catedral de Hildesheim, as quais representam cenas do Génesis, e o precioso antipéndium ou altar de ouro com imagens que pertenceu à catedral de Basilea devido à munificencia do imperador Enrique II o Santo que, com as mencionadas portas data do princípio do século XI. Desde a segunda metade do século XII e no XIII lavraram-se com estilo románico de transição preciosas arquetas para reliquias e outros objectos de orfebrería , enfeitados com imagens em relevo, cinceladuras, esmaltes e pedrería sendo o centro artístico de tais produções a cidade de Colónia. De aqui tomou seu nome e carácter a celebrada escola de Colónia ou rhiniana e foram obras suas a urna dos reis Magos e a dos restos de Carlo Magno de princípios do século XIII, de prata e bronze dourado. Em escultura monumental, da mesma época são célebres as da catedral de Bamberg e as de Münster, Magdeburgo, etc. de muito movimento com dobras em redemoinhos e atitude de falar as personagens representadas uns com outros.

Escolas francesas

Formaram-se ao longo do século XII sendo as mais destacadas as seguintes

Em todas as escolas referidas se lavraram efigies da Virgen a representando de ordinário sentada em seu trono e com o Menino nos joelhos. Muitas de stas, sobretudo, em Auvernia, recobriram-se com ferro de cobre ou de prata sendo a imagem de madeira.

Veja-se também

Enlaces externos

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