O esqui alpino é uma das modalidades do desporto conhecido como esqui. Começou a praticar-se nos Alpes, daí que receba este nome. Nas competições o objectivo é realizar o descenso no menor tempo possível, seguindo um traçado sinuoso marcado por umas balizas especiais chamadas portas.
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O esqui moderno o reinventa Sondre Nordheim criador da técnica telemark, fazendo desta actividade uma nova modalidade desportiva. Finalmente, graças ao fenómeno da emigración deixa de ser uma actividade exclusiva dos países nórdicos.
O exército também tem parte de culpa na evolução deste desporto já que se criam batalhões de montanha, se introduzindo mudanças nas fixações, cunha, fixações e inclusive se colocam os cantos metálicos no ano 1930.
Ao mesmo tempo que surgiam melhoras tanto nas técnicas da prática do esqui como no esqui em 1924 se celebram os Jogos Olímpicos de Inverno em Chamonix e os primeiros Campeonatos do mundo. A partir do ano 1950 seguem aparecendo novas melhoras técnicas como a puntera de segurança ou esquis mais curtos. As melhoras no material e o aparecimento de estações de esqui fazem crescer a afición da prática do esqui conseguindo incrementar o número de aficionados deste desporto no mundo.
Já no Século XXI seguem aparecendo novos materiais, novas técnicas e novos desenhos nos esquis como pode ser o Carving. As estações de esqui também seguem melhorando seus serviços para oferecer mais segurança e melhor neve durante mais tempo com novos remontes especiais para debutantes, telesillas desembragables, melhores sistemas de inovação artificial e melhor maquinaria para o acondicionamiento das pistas.
Em 2007 a esquiadora sueca Anja Paerson tem sido a primeira mulher na história em ganhar em cinco modalidades. Isto meta o conseguiu nos Mundiais de Are (Suécia).
Em Espanha a afición a esta actividade chegou sobre o ano 1908 começando-se a praticar na zona de Rasos de Peguera, próximo a Barcelona. Anos mais tarde, grupos de aficionados, autodidactas em sua maioria, praticam este desporto na Molina, Candanchú, Valgrande-Pajares, Serra Nevada, Navacerrada, e outros lugares que mais tarde converter-se-ão em estações de esqui.
Durante a Guerra Civil Espanhola ambos bandos criaram unidades militares de esquiadores na que se formava aos soldados para o uso dos esquis. Depois da guerra, em 1939 , retomou-se a prática do esqui entre os aficionados mas o material era quase inexistente, reduzindo-se à o produzido por alguns artesãos.
Dois anos mais tarde, em 1941 , funda-se a Federação Espanhola de Esqui (anteriormente já se tinha criado a Federação Catalã de Desportos de Inverno ou FCEH), provocando um crescimento na afición deste desporto e no nível dos aficionados graças à chegada de especialistas do desporto vindos do centro da Europa. Em 1943 inaugura-se o primeiro remonte mecânico de toda Espanha na estação da Molina.
Um grupo de diplomados e aficionados provenientes da Escola Militar de Montanha de Jaca criam a escola de esqui de Candanchú em 1958 convertendo todo o vale de Aragón em uma zona na que a afición a este desporto crescesse amplamente.
A equipa básica, ainda que com algumas variações, é similar para todas as formas de esqui. Os esquis estão fabricados com faixas de madeira, metal ou materiais sintéticos, que permitem se acoplar a umas botas desenhadas para isso. A união consegue-se através de uns dispositivos chamados ataduras ou fixações, que permitem regular a força do enganche. A superfície de costume-a do esqui é de materiais muito resistentes e deslizantes, e mantêm-se com a aplicação de ceras especiais que aumentam a velocidade de deslizamento, dependendo das condições da neve. Os esquis são de diferente longitude de acordo com a altura. Sua largura também varia desde 7 até 10 cm no extremo atacante (espátula), se estreitam ligeiramente para o centro e voltam a se alargar um pouco para o extremo trasero (bicha). A espátula costuma estar curvada para acima para evitar fincar na neve. Os esquis da modalidade alpina são mais curtos e largos que os utilizados para a modalidade de fundo.
As botas, de costume plana, são uma parte importante da equipa; para o esqui alpino usam-se botas de couro rígido ou plásticos especiais e para o esqui nórdico utilizam-se materiais mais ligeiros e flexíveis com a parte superior de couro ou nailon. Na modalidade alpina as ataduras sujeitam as botas pela puntera e o talón com uns mecanismos que proporcionam flexibilidade e segurança, e saltam em caso de queda, permitindo que se desenganche a bota. Para o esqui de fundo se enganchan só na puntera, deixando livre o talón para permitir o movimento acima e abaixo na zancada. As bengalas —que costumam ter uma longitude entre 1,2 e 1,5 m— se usam para manter o equilíbrio e facilitar os movimentos. Estão feitos de cano ligeiro, metal ou fibra, e têm punhos e correias para facilitar o agarre, bem como um pequeno disco na ponta para apoiar na neve.
A competição: A competição consta de três dias. No primeiro os participantes examinam a pista e o traçado para conhecer as características gerais. No segundo dia os competidores têm direito a fazer uma baixada de treinamento pelo mesmo traçado em que celebrar-se-á a competição. No terceiro dia celebra-se a competição em si mesma. Os tempos estão habitualmente entre 1:30 (minuto e médio) e 2:30.
A pista: A pista de descenso deve estar homologada pela FIS (Federação Internacional de Esqui) e deve estar completamente vallada para impedir a entrada a toda pessoa alheia à competição e para garantir a integridade dos participantes em caso de queda. Desde 2003 (aproximadamente) a FIS obriga aos organizadores a "pintar linhas azuis para guiar aos esquiadores e para que possam ver o relevo da pista em zonas com sombra. A neve macia pode ser perigosa pelos possíveis agregados de neve que pode provocar, por esta razão os organizadores utilizam produtos químicos ou riegan (literalmente) a pista para a endurecer. As portas utilizadas são todas da mesma cor (normalmente vermelhas ainda que em ocasiões azuis) e as bandeiras são de um tamanho maior que nas outras disciplinas para facilitar a visão dos competidores.
Equipamento: O uso do capacete é obrigatório. Os esquis utilizados devem ter uma medida mínima de 215 cm para homens e 210 cm para mulheres (ainda que podem chegar a medir 225 cm) e com uma rádio de giro não inferior a 45m. Estes longos esquis caracterizam-se também por ter a espátula menos levantada para ser mais aerodinámicos. O não_cumprimento de alguma destas regras supõe a descalificación do competidor. Ademais os paus utilizados são curvados para que se acoplem melhor ao corpo quando se vá em posição de ovo" (schuss).
O descenso no circuito de copa do mundo: Os descensos são as provas mais seguidas do circuito da copa do mundo. Os mais prestigiosos são o descenso de Kitzbuehel (AUT), mais conhecido como a "Hahnenkamm", o descenso de Wengen (SUI) com um traçado de 4,4 km muito exigente e o que se celebra em Bormio (ITA).
Foi introduzido no circuito de copa do mundo em 1982. O Súper G (Súper Gigante) mistura velocidade e precisão, combinando a velocidade do Descenso, ainda que mais curto, e o traçado de um Eslalom Gigante. Ao igual que no Descenso, unicamente se realiza uma baixada e o ganhador é o que o faz em menos tempo.
Equipamento: Para aumentar a segurança dos participantes a FIS estabeleceu na temporada 2003-2004 que os esquis deviam medir no mínimo 205 cm para homens e 200 cm para mulheres. A rádio de giro mínimo para os esquis de Súper Gigante é de 33 m.
Reduzindo as distâncias entre portas a uma distância mínima de 5 metros e com menos portas que o eslalom -se exige um mínimo de 30 portas- o traçado precisa de giros mais fechados que as provas de velocidade. Realizam-se dois descensos por percursos com diferentes traçados durante o mesmo dia. O ganhador é aquele cuja soma de ambos tempos seja menor.
Equipamento: A invenção dos esquis "carving" encurtou muito as medidas dos esquis de Gigante. Para incrementar a segurança, na temporada 2003-2004 a FIS incrementou a rádio de giro até os 21 metros e estabeleceu que a medida mínima dos esquis deviam ser de 185 cm para homens e 180 cm para mulheres. Não obstante, para a temporada 2007-2008 aprovou-se o aumento da rádio de giro até os 27 metros para homens e 23 para mulheres.
O eslalom gigante na copa do mundo: O eslalom gigante mais prestigioso da copa do mundo masculina é o que se celebra na estação italiana de Alta Badia.
Nesta categoria o percurso é mais curto que em todas as demais, mas o número de portas é maior (entre 55 e 75) e a distância entre elas entre 75 cm e 15 metros, sendo estas portas um simples pau, em vez de dois paus como nas outras modalidades. Esta disciplina precisa uma habilidade maior, pois os giros são mais fechados e complicados que nas outras, nas que a velocidade é muito maior, ao ser giros mais abertos. A forma de decidir o ganhador é idêntica ao Grande eslalom, duas mangas com diferentes traçados e vontade aquele cuja soma de ambos tempos seja menor.
Equipamento: As curvas em eslalom são muito pequenas, por isto os esquiadores para fazer menos percorrido e ir mais rápido tocam as portas. Para proteger das portas os esquiadores levam protecções nas espinilleras nos paus e no capacete. Nos anos 80 e 90 os esquiadores utilizavam esquis com longitudes entre 203 cm e 207 cm. O aparecimento dos esquis "carving" revolucionou as medidas destes bem como o estilo utilizado pelos esquiadores que podiam melhorar seus tempos até em três segundos por baixada. As medidas regulamentares actuais são 165 cm para homens e 155 cm para mulheres. Esta mudança realizou-se na temporada 2002.
O eslalom na copa do mundo: A prova de eslalom mais prestigiosa no circuito da copa do mundo masculina celebra-se em Schladming (AUT) e é uma prova nocturna. Outros eslaloms prestigiosos são os de Wengen (SUI), Kitzbuehel (AUT) e Kranjska Gora (SLO).
É uma prova que consta de duas partes, uma de Descenso e outra de Eslalom. Realizam-se como se fossem independentes mas a duas mangas e no mesmo dia. O ganhador da prova é aquele cuja soma dos dois melhores tempos seja menor. Devido à especialização dos esquiadores há poucos competidores que possam optar a ganhar nesta disciplina, pois requer um domínio das especialidades de velocidade e também das mais técnicas.
É uma prova muito recente no calendário da copa do mundo. Trata-se de uma prova que combina um descenso (mais curto do habitual) e uma sozinha manga de Eslalom. As duas mangas (baixadas) realizam-se no mesmo dia e o ganhador é o competidor que obtém uma soma de tempos menor.
Esta modalidade só se costuma praticar ao final de uma copa ou une, mas não é uma especialidad muito praticada. Consiste em dois descensos simultâneos sobre um traçado mais curto que um Eslalom. A distância entre portas esta a médio caminho entre um Eslalom Gigante e um Eslalom. É uma modalidade muito vistosa porque aprecia-se a luta de ambos corredores por chegar dantes à meta; realizam-se duas baixadas e o ganhador é o que menos tempo tem demorado.