Visita Encydia-Wikilingue.com

Estado Novo (Portugal)

estado novo (portugal) - Wikilingue - Encydia

Estado Novo
República Portuguesa (ditadura)
Flag of Portugal.svg 1926–1974

Flag of Portugal.svg

Bandera Escudo
Bandeira Escudo
Hino nacional: A Portuguesa
Ubicación de Portugal
Capital Lisboa
38°42′N 9°11′Ou / 38.7, -9.183
Idioma oficial português
Governo República
Presidente
 • 1926 José Mendes Cabeçadas
 • 1958-1974 Américo de Deus Rodrígues Tomás
Premiê
 • 1926 José Mendes Cabeçadas
 • 1932-1968 António de Oliveira Salazar
 • 1968-1974 Marcello Caetano
História
 • Golpe de Estado 1926
 • Constituição de 1933 1933
 • Revolução dos Claveles 1974
Superfície
 • 1911 1 92,391 km2
População
 • 1911 1 est. 5,960,056 
     Densidade 0,1 hab./km²
 • 1920 est. 6,032,991 
Moeda Escudo português
Membro de: ONU, OTAN,OCDE,OSCE
1 Superfície e população sem contar as colónias portuguesas.

O Estado Novo (em espanhol, Estado Novo ou Novo Estado) é o nome do regime político autoritario e corporativista que esteve em vigor durante 48 anos em Portugal sem interrupção, ainda que com alterações de forma e conteúdo, como em 1933 com a aprovação de uma Constituição por referendo nacional, até 1974 com a Revolução dos Claveles em abril e depois de um período turbulento levaram a Portugal à democracia.

É também chamado Salazarismo, ainda que este último termino possa também ser aplicado ao período em que António de Oliveira Salazar governou, isto é, desde sua ascensão ao cargo de Presidente do Conselho de Ministros em 1932 , até sua substituição por doença em 1968 por Marcelo Caetano.

Foi uma das ditaduras mais duradouras da Europa Ocidental. A ditadura portuguesa (incluindo a ditadura militar -1926 a 1933- e o Estado Novo -1933 a 1974) durou 48 anos.

Conteúdo

Que é o Estado Novo?

O Estado Novo (1933-1974) é um regime autoritario, corporativista, conservador, tradicionalista, colonialista, nacionalista, antiliberal, antiparlamentario, anticomunista, antidemócrata e repressivo (apoiado em PEDE-A ) instituído baixo a direcção de António de Oliveira Salazar, um conservador e tradicionalista católico muito influenciado por Charles Maurras e pelas encíclicas do Papa León XIII (especialmente a Rerum Novarum) e de outros Papas. O regime apoiava-se na censura, a propaganda, as organizações juvenis (Mocidade Portuguesa) e paramilitares (Legión Portuguesa), no culto ao Chefe e na ideologia católica.

O Estado Novo apresenta muitos aspectos semelhantes aos regimes fascistas instituídos por Benito Mussolini na Itália e por Adolf Hitler na Alemanha, mas costuma considerar-se que o Estado Novo não foi um regime fascista convencional pela falta de um movimento fascista de massas autónomo e porque Salazar apreciava o tradicionalismo católico e desconfiava do carácter modernista e pagano dos fascismos. Pode-se dizer que é um regime fascista com particularidades ou melhor dito, um regime autoritario e corporativo de inspiração integrista e fascista. O Estado Novo, por suas características de organização, é um regime político similar ao projecto de Estado corporativo de todos os fascismos.

Algumas vezes, o Estado Novo é simplesmente chamado República Corporativa (II República) devido a sua principal característica: o corporativismo. Salazar dava muita importância ao corporativismo e tentou implantá-lo totalmente em Portugal.

Características do Estado Novo

Escuela salazarista

Maiores problemas enfrentados pelo Estado Novo

Formas de resolver estes problemas efectuadas pelo Estado Novo

Mas, comparado com outros países, o crescimento económico de Portugal continuou sendo insuficiente. No final dos 60, Portugal era um dos países com uma renda per capita entre as mais baixas da Europa. Tinha desequilíbrios regionais muito marcados em Portugal, entre as cidades (principalmente as que se encontravam junto ao litoral como Lisboa e Porto) que progrediam e se beneficiavam do crescimento económico, e as zonas rurais que continuavam sem se desenvolver (muitos camponeses portugueses praticavam só a agricultura de subsistencia). Por isso, quase 2 milhões de pessoas, em sua grande maioria das zonas rurais, emigraram em massa às cidades que estavam a crescer, ou se dirigiram ao estrangeiro em procura de um melhor nível de vida, especialmente para a França.

Mas, na década dos 60, o país começou a sentir alguma instabilidade por causa da oposição democrática que iria aumentando pelo anseio de liberdade e, principalmente, o fim da Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974). Esta situação instável agravou-se nos 70, com a insistencia do regime na continuação da guerra pese a seus fortes custos em vidas e dinheiro e com a "renovação em continuidade" de Marcelo Caetano, quem assumiu o poder à morte de Salazar mas sem executar mudança algum no regime.

- Preservar aos portugueses dos efeitos mais dolorosos da guerra. Por isso Salazar tentou e conseguiu manter a neutralidade portuguesa na Segunda Guerra Mundial. Devido ao desequilíbrio dos sistemas de produção da maioria dos países europeus, a produção nacional aumentou para abastecer ao país, privado de importações, e para a venda de produtos alimentários, téxtiles, metais (sobretudo wolframio) aos países europeus em guerra (sejam do Eixo ou dos Aliados), acumulando muitas divisas e desenvolvendo de certa forma a economia portuguesa.

- A contribuição muito significativa para a manutenção da neutralidade espanhola (com o consiguiente benefício para a causa aliada); o alineamiento espanhol com a Alemanha de Hitler tivesse tido projecções negativas de dimensões imprevisíveis no decurso e resultado da guerra, e também afectaria à segurança, e possivelmente à independência de Portugal .

- O apoio oportuno dado à causa aliada, com a concessão de facilidades para estabelecer bases aéreas nas Açores às forças armadas aliadas, sem afectar à soberania nacional, constituiu um acto de grande relevância e contribuiu à sobrevivência do Estado Novo na posguerra, evitando a posterior hostilidade dos vencedores.

Os problemas de Ultramar implicavam também um pesado ónus financeiro que a economia portuguesa não podia suportar eficazmente, e o escasso desenvolvimento económico das colónias africanas causou que a emigración de portugueses fosse preferencialmente a nações que oferecessem um meio mais favorável (sobretudo França ou Canadá, mas também Brasil e Venezuela), sendo que o estabelecimento de colonos portugueses nas colónias (quem deviam executar a assimilação prevista na Solução Portuguesa) sempre foi muito menor ao fluxo migratorio dirigido ao estrangeiro e só gerou dispersas minorias étnicas nos territórios da África, tornando impracticable o novo projecto colonial do Estado Novo. Os problemas do império colonial foram muito mau resolvidos, o que aumentou a oposição ao regime entre a população civil, e inclusive se estendeu o descontentamento até as bichas das Forças Armadas, o qual gerou sua posterior queda em 1974 (mediante a Revolução dos Claveles).

Outras desordens (internos) sofridos no Estado Novo

O Estado Novo sofrerá diversas conmociones provocadas:

Presidentes da República durante o Estado Novo

Presidentes do Conselho de Ministros durante o Estado Novo

Lemas

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/r/t/Encydia-Wikilingue%7EArt%C3%ADculos_solicitados_2358.html"