Uma estrada é uma via de domínio e uso público, projectada e construída fundamentalmente para a circulação de veículos automóveis. Existem diversos tipos de estradas, ainda que coloquialmente usa-se o termo estrada para definir à estrada convencional que pode estar conectada, através de acessos, às propriedades colindantes, diferenciando de outro tipo de estradas, as autovías e autopistas, que não podem ter passos e cruzes ao mesmo nível. As estradas distinguem-se de um simples caminho porque estão especialmente concebidas para a circulação de veículos de transporte. Em alguns países do sul de Sudamérica , como Paraguai, Argentina e Uruguai, lhas conhece como rotas.
Uma das grandes impulsadoras da evolução vial foi a civilização romana, deixando até hoje (e ainda em boas condições) uma vasta rede de estradas.
Em Espanha foi no século XVIII, concretamente em 1759 e durante o reinado de Fernando VI, quando se criou a figura do "peón caminero". Situado a pé de caminho, era o encarregado de cuidar do estado da estrada na cada légua, unidade de distância equivalente a uns cinco quilómetros e médio.
Nas áreas urbanas as estradas divergen através da cidade e chama-se-lhes ruas tendo um papel duplo como via de acesso e rota. [1] A economia e a sociedade dependem fortemente de umas estradas eficientes. Na União Européia o 44% de todos os produtos são movidos por camiões e o 85% dos viajantes se movem em autocarro ou em carro.[2]
Conteúdo |
Acha-se que os primeiros caminhos foram criados a partir do passo dos animais, ainda que isto está posto em dúvida já que os animais não costumam percorrer os mesmos caminhos. O Caminho de Icknield é um exemplo deste tipo de origem onde humanos e animais seguiam o mesmo caminho. A estes caminhos denomina-lhos caminhos do desejo.
A construção de estradas requer a criação de uma superfície contínua, que atravesse obstáculos geográficos e tome uma pendente suficiente para permitir aos veículos ou aos peatones circular.[5] e quando a lei o estabeleça devem cumprir uma série de regulamentos e leis[6] [7] ou guias oficiais que não são de obrigado cumprimento.[8] O processo começa às vezes com a retirada de vegetación (desbroce) e de terra e rocha por excavación ou voladura, a construção de terraplenes , pontes e túneis, seguido pelo estendido do pavimento. Existe uma variedade de equipa de movimento de terras que é específico da construção de vias.[9] [10]
O desenho da via deve realizar-se considerando as características do terreno, o impacto ambiental e o impacto social como expropiaciones, o planejamento do tráfico, a economia e financiamento da obra e outras considerações legais. O traçado deve cuidar que o veículo possa manter uma velocidade determinada a seu passo pela via, à que se denomina velocidade de projecto, uma vez conhecida esta se pode estudar se a circulação será fluída ou não no momento da inauguração ou se as acelerações centrífugas que perceba o viajante serão as correctas ou será necessário ajustar o peralte nas curvas. Será importante ademais estudar a visibilidade que tem o condutor da via e a possibilidade que existe de frear dantes de encontrar o obstáculo. Este estudo levará ademais a estimar as zonas de adelantamiento se tivê-las.
Também ter-se-ão em conta aspectos medioambientales como são:
As antigas superfícies de estradas, as vallas, e edifícios em traça-a precisam ser eliminados dantes de começar a construção, o que se denomina despeje. Os encanamentos e condutos ademais requererão um estudo especial pois geralmente não se conhecem sua posição exacta. As árvores dever-se-iam deixar para reter a água ou ser deslocados quando impeça a visibilidade. Deve-se evitar afectar ao solo circundante das árvores que temos protegido para que sigam sãos. O solo vegetal deve retirar da construção já que não resiste o ónus de tráfico e afecta à resistência da via, à operação de retirada de terra vegetal se lhe denomina desbroce. O interessante será apartá-lo e dispo-lo posteriormente sobre os espaldones dos terraplenes para protegê-los da erosión superficial.
O processo mais longo vem dado pelos movimentos de terras para construir a superfície da estrada. As zonas onde se eleva o terreno serão os terraplenes e os trechos onde se rebaja o terreno são os desmontes. Segundo a dureza do terreno e os rendimentos que se interessem obter utilizar-se-á uma determinada maquinaria para movimentos de terra ou se não fosse possível utilizar-se-ia voladura. Ao estendido das capas acompanhar-lhe-á um processo de compactación para aumentar a capacidade portante do terreno. O conjunto nivelar-se-á e refinar-se-á para estender em cima a capa de explanada melhorada e de firme. A construção termina com a colocação da señalización vertical e horizontal.
Ao igual que qualquer estrutura as estradas requerem manutenção. O deterioro é produzido principalmente pelo passo de veículos ainda que também se vêem afectadas pelas condições meteorológicas: chuva, expansão térmica ou oxidación. De acordo aos experimentos realizados na década dos 50, chamados AASHO Road Teste está empiricamente demonstrado que o desgaste produzido no pavimento é proporcional ao peso dos eixos elevado à quarta potência.[12] Em Espanha o peso máximo por eixo está limitado a 10 toneladas por eixo [13] e o de um automóvel pode rondar a tonelada por eixo, então a afección do camião seria aproximadamente 6000 vezes maior que o automóvel. Por esta razão no desenho de firmes utiliza-se como dato primeiramente a intensidade de tráfico pesado e se despreza o tráfico ligeiro.