A faca é qualquer borda cortante ou folha, de mão ou de outro tipo, com ou sem um cabo. Consta de uma delgada folha, normalmente metálica, frequentemente acabada em ponta e com um ou dois lados afiados, e de um cabo pelo que se sujeita. Usou-se como ferramenta (como, por exemplo, utensilio de cozinha) e como arma desde a Idade de Pedra, tal e como têm evidenciado as excavaciones realizadas em Olduvay , nas que podem se ver instâncias com uma antigüedad de 2 milhões e médio de anos.[1]
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As primeiras facas elaboradas foram de pedra (por exemplo Obsidiana) conformados por percussão, e muito possivelmente fossem um lucro manual do Homo habilis. Durante o Paleolítico provavelmente utilizaram-se ferramentas similares de madeira, osso e outros materiais perecíveis, pelo que não se conservaram. Os avanços posteriores da metalurgia, faz uns cinco mil anos, permitiram a fabricação de facas mais refinados como folhas construídas de materiais metálicos, tais como o cobre, o bronze, o ferro e finalmente o aço (século XVII).[2] [3]
É o primeiro dos elementos que aparece na cubertería moderna da Idade Média, seguido pela colher e finalmente o tenedor. Todos eles têm fazer# parte dos utensilios utilizados para comer em Occidente desde a Idade Média na Europa. Menciona-se um tipo de trabalho especial no "cortador" ou "trinchador"[4] no que se descreve a uma pessoa capaz de oferecer aos comensales as carnes cortadas nos platos.
Seu emprego como arma, nas épocas posteriores, alarmó a alguns dirigentes como Felipe V, quem no século XVIII mandou proibir o uso de puñales e facas, pelo que o Conselho de Castilla denegó a fabricação de armas brancas e ordenou inutilizar as fabricadas anteriormente à data. Desta forma, no ano 1728 se penaba com grande dureza o uso de facas como arma branca. No reinado de Carlos III se penaba com dois anos de presídio a primeira vez que se usasse uma arma de fio e com seis anos de cárcere aos reincidentes. Estas medidas frearam o uso da faca. Outros reis tiveram a mesma precaução e, deste modo, Luis XIV da França proibiu o uso de facas nas vias públicas no ano 1669.
Ao século XIX denomina-lho no "século de ouro" da faca, quiçá devido à melhora substancial em sua elaboração e tratamento de ferros e aços. Fez-se muito popular e era muito habitual levar um como parte da indumentaria normal; é nesta época da história quando apareceram a maioria das versões especializadas de facas e navajas que se conhecem na actualidade. Apareceu a navaja plegable (imagem unida aos bandoleros), sendo famosas e de alta qualidade as fabricadas na cidade de Sheffield , na Inglaterra. Numerosas cidades na Europa especializaram-se na fabricação de facas, navajas, espadas, etc., sendo destacables as seguintes: Solingen(Alemanha); Albacete e Toledo(Espanha); Gembloux, Namur e Houyet (Bélgica); Thiers, Laguiole, Saint-Jean-de-Maurienne, Dauphinois, Nontron, Châtellerault, Nogent, Albiez-Montrond (França).
O uso da faca também se difundiu em América do Sul, onde a "faca criollo" na Argentina, Uruguai e sul do Brasil lhe deu ao Gaucho uma de suas características distintivas. Algumas facas fizeram-se populares nesta época, como a "daga" ou o reconhecido "facón" (faca de folha longa e delgada de 25 a 40 cm), ainda que também o caronero(faca de 40 ou 50 cm de longitude assim chamado porque o gaucho -e o homem de campo no Uruguai, Argentina e sul do Brasil- o levava baixo a "carona", peça de couro que faz parte do "recado" com que se ensilla o cavalo e onde se monta o homem), o verijero assim chamado por ser uma faca curta, com folha de 10 a 15 cm de longitude que o gaucho e o homem de campo levam em seu cintura (popularmente "verija", zona entre o osso da cadera e as ingles) baixo o cinto e apontando a seu ingle, usado para comer ou "churrasquear" carne e às vezes também para a castración de animais. Nos Estados Unidos, o 19 de setembro do ano de 1827 criou-se a lenda da faca Bowie, em honra ao coronel James Bowie que lutou no Álamo, da mesma forma que a faca Randall, renomeado na cuchillería artesanal.
Todas as culturas empregam a faca como ferramenta. Nos meios rurais é habitual sua utilização e é considerado um elemento de sobrevivência, bem como também uma arma. O período de desenvolvimento do século XX fez que a faca (bem como o artesanato associado ao mesmo) sofressem um forte declive. A maior parte da produção dedica-se a cobrir o uso que se faz sobretudo na cozinha para cortar e separar os diferentes alimentos. Sua importância como arma tem ido decayendo nos séculos XX e XXI.
As duas partes principais de uma faca são o cabo e a folha. As facas agrupam-se por tipos, segundo seu uso ou função, e pela distribuição do cabo.
A folha é o elemento principal da faca. Elaboram-se hoje em dia de aço inoxidável e existem versões de cerâmica. A cerâmica tem a vantagem de que não precisa ser afiada regularmente, mas sua desventaja é a fragilidad, e se rompe com facilidade se se golpeia (é empregue com frequência na alta cozinha); outro material que costuma ser usado é o talonite. Antigamente empregava-se o aço forjado, de fácil oxidación, e na actualidade o aço inoxidável é a opção mais habitual, ainda que apresenta a desventaja de perder seu fio com facilidade, sendo necessário proceder a seu afiado frequente mediante o uso de uma pedra de afiar. Os aços mais caros e de maior prestígio internacional para as folhas das facas são aqueles que se elaboram de aço damasquinado. Estas folhas têm a vantagem de ser resistentes e de conservar por mais tempo o fio. Em algumas ocasiões, como nos menus que servem nos aviões, ou nos restaurantes dos aeroportos, as facas que se servem nos serviços de mesa têm as folhas de plástico com o fio aserrado; nestes casos as facas com estas características consideram-se de "um só uso".[5]
As folhas das facas são de formas muito diversas e por regra geral respondem às especificidades para as que estão desenhadas. Por exemplo, as facas com folha de serra empregam-se no corte de sensatas ou cartón; há acabados em ponta fina ou em ponta roma, podem ter um fio (fio e contrafilo) ou dois, podem ser de folha flexível (faca jamonero) ou de folha rígida. Em alguns casos, a folha recobre-se mediante carbonitruración (com zirconio) pata evitar a corrosão.
Os cabos das facas desenham-se por regra geral com ergonomía, para que se adaptem à mão e permitam estar em equilíbrio quando são sujeitos, sem necessidade de fazer forças desnecessárias. Os cabos elaboram-se com dois materiais principais: com plástico e com madeira. Os mais exóticos empregam outros materiais como hasta de animais, ossos, ou raízes de árvores. Com a chegada do século XX, foram-se incorporando novos materiais como o nylon, o Zytel, os compostos de fibra de carbono, o G-10 e o titanio. Existem versões de faca elaborados de uma sozinha peça, na que o cabo e a folha fazem parte do mesmo material: é o caso mais habitual das facas de mesa na cubertería e alguns de cozinha.
Como arma, a faca tem sido adoptado universalmente como uma ferramenta essencial. Por exemplo:
Na cozinha costumam-se empregar (sempre junto com uma tabela de cortar) diversos tipos de facas para diferentes funções. A forma da folha é determinada pelo uso para o que se lhe tenha desenhado: para cortar carne, pan, deshuesar, cortar pescado, etc. Exemplos destes incluem:
Trata-se de uma faca que oferece uma utilidade específica a certas profissões, alguns deles são:[5]
A faca tem uma função específica e resulta desaconsejable empregar para outros usos para os quais não está preparado; por exemplo, é perigoso e deteriora-se a folha de uma faca de cozinha se emprega-se como abrelatas. A principal manutenção é sua limpeza, deixando que não se acumule sujeira entre o cabo e a folha. Por esta razão, a cada vez que se empregue a faca se aconselha limpar com um trapo limpo de algodón a superfície do fio; desta forma não só se limpa a superfície, senão que demais se evita a oxidación e a mistura de cheiros e sabores (no caso de que seja uma faca de cozinha). As navajas de partes móveis precisam periodicamente um pouco de azeite para evitar oxidaciones e atascos da maquinaria.
Deve-se manter afiado a faca: uma faca pouca afiado é perigoso já que o esforço extra para cortar um objecto pode causar um acidente e ferir ao funcionário. É por esta razão pela que se aconselha levar as facas a um afilador profissional ou dispor de uma pedra de afiar capaz de poder pôr ao dia o fio da faca. Convém para manter o fio que a faca se guardem em um "tocho" de madeira com ranhuras especiais nos que se inserem as facas "boca-abaixo" ou em uma banda magnética sobre a que se possa colocar as folhas das facas à vista....
As facas requerem de um manejo apropriado já que resultam perigosos para a integridade das pessoas se não se manipulam com cuidado. Por esta razão deve-se comprovar que:
A faca joga um papel importante em algumas culturas por seu uso em rituales e seu aparecimento em algumas superstições. Como a faca é uma ferramenta essencial para a sobrevivência desde os começos da história humana,[1] pode encontrar em algumas sociedades empregado junto aos berços para proteger aos recém nascidos de seres malignos[7] [8] ou colocado nas tumbas para que os mortos se defendam no outro mundo.[9] [10] [11] Em forma similar as facas jogam um papel importante nos ritos de iniciación nos que se empregam certas facas geralmente elaboradas com metais preciosos: ouro, prata, etc. nos sacrifícios ceremoniales de animais (veja-se Itzli).[12]
No Japão, os guerreiros samurái, como parte do bushidō, podiam desenvolver o rito do suicídio, ou seppuku, com um tantō.[13] O athame, que é uma daga ceremonial empregada na religião Wicca.[14] [15]
Levar facas na via pública está proibido em países como : Chile, Espanha, Argentina entre outros, ainda que existem excepções nos casos de portar uma faca por razões profissionais: faca de electricista. As navajas de bolsillo têm, na maioria das jurisdições, restrições de diferentes tipos: longitude da folha, tamanho da navaja, etc. A lei regula-se baixo a posse de armas brancas, sendo em alguns casos o porte deste tipo de armas considerado como um agravante na perpetración de delitos. A proibição faz-se total, sem nenhuma excepção, no caso de transportar faca ou navaja nos aviões comerciais.