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Fauna de Espanha

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Monte do Pardo, cerca de Madri . Enclave de bosque mediterráneo que alberga uma rica fauna autóctona: ciervos, buitres, grullas, jabalíes, rapaces, lagomorfos, reptiles, insectos, etc..

A fauna de Espanha apresenta uma ampla diversidade que se deve em grande parte a posição geográfica da Península Ibéria, entre o Atlántico e o Mediterráneo e entre África e Eurasia, e a grande diversidade de hábitats e biotopos, consequência de uma variedade considerável de climas e regiões bem diferenciadas.

Certas espécies autóctonas estenderam-se por todo mundo, como o fez na Antigüedad o coelho (Oryctolagus cuniculus), animal que deu nome à própria Espanha[1] , ou o canario (Serinus canaria) na Idade Moderna.

Conteúdo

Península ibéria

Artigo principal: Fauna ibéria

Na Península Ibéria é possível encontrar espécies desaparecidas em outras regiões européias. É como historicamente tem sido um território escassamente povoado se compara-lho com países como Alemanha, Grã-Bretanha ou Itália, todos eles de menor extensão, e à tardia industrialización, que fez que o declive de numerosas espécies e a extinção de algumas outras fosse um fenómeno documentado ao longo do século XX. Também há que destacar a grande quantidade de espécies presentes devido à influência da fauna africana (camaleón comum, corredor, arrepio moruno, gineta, calamón, meloncillo, etc.)

Ilhas Canárias

Artigo principal: Fauna de Canárias

A diversidade dispara-se ao somar a fauna rica em endemismos das ilhas. São exclusivas de Canárias as pombas da laurisilva (Columba bollii; Columba junoniae), a tarabilla canaria (Saxicola dacotiae), a hubara (Chlamydotis undulata) e o halcón tagarote (Falco pelegrinoides).

É também endémica de Fuerteventura e Lanzarote a musaraña canaria (Crocidura canariensis).

Não há anfibios em Canárias, ainda que os reptiles estão bem representados com um importante número de endemismos entre os que se contam o perenquén (Tarentola boettgeri) e as diversas espécies do género Gallotia, entre as que destaca o ameaçado lagarto gigante do Ferro (Gallotia simonyi) .

Ilhas Baleares

Artigo principal: Baleares#Fauna

Em Baleares aparece o ferreret (Alytes muletensis) e a pardela balear (Puffinus mauretanicus)

Norte da África

A fauna norteafricana tem importantes elementos característicos que a diferenciam da fauna ibéria. Os territórios espanhóis transfretanos, (Ceuta, Melilla e islotes norteafricanos), apesar de sua reduzida extensão supõem um importante ponto de diversidade na fauna de Espanha. [2]

Entre os mamíferos destacam o muflón (Ovis aries), arrui (Ammotragus lervia), meloncillo (Herpestes ichneumon), gineta (Genetta genetta), gato montés africano (Felis libyca), arrepio moruno (Atelerix algirus), lebre magrebí (Lepus schlumbergeri), asarfif (Elephantulus rozeti) e a musaraña magrebí (Crocidura whitakeri).

Ademais há descritas 32 espécies de anfibios e reptiles.

Mares e costa

A costa espanhola estão banhadas pelo Mar Mediterráneo e o Oceano Atlántico. A diversidade marinha é notável em todos quase os grupos de vertebrados e entre os invertebrados.

Invertebrados marinhos

Peixes marinhos

Categoria principal: Peixes marinhos de Espanha

Reptiles marinhos

Em águas espanholas podem-se encontrar 5 espécies de tortugas marinhas:

Mamíferos marinhos

Mamíferos marinhos representados na costa espanhola (Mediterráneo ocidental, costa cantábrica e Archipiélago canario).

Cetaceos:[3] [4] Rorcual aliblanco (Atl.), Baleia azul (Atl.), Baleia de barbatana (Atl. e Medit.), Rorcual norteño (Atl. e Medit.), Rorcual tropical (Atl.), Yubarta (Atl. e Medit.), Baleia basca (Atl.), Cachalote (Atl. e Medit.), Cachalote pigmeo (Atl.), Cachalote anão (Atl.), Zifio de Cuvier (Atl. e Medit.), Zifio de Sowerby (Atl.), Mesoplodon de Balinville (Atl. e Medit.), Zifio de True (Atl.), Zifio de Gervais (Atl.), Calderón de focinho boreal (Atl.), Delfín comum (Atl. e Medit.), Delfín listagem (Atl. e Medit.), Delfín mular (Atl. e Medit.), Delfín de Risso (Atl. e Medit.), Calderón Comum (Atl. e Medit.), Calderón de barbatana curta (Atl.), Falsa orca (Atl. e Medit.), Orca (Atl. e Medit.), Delfín de flancos brancos ati. (Atl.), Delfín de focinho branco (Atl.), Delfín de dentes rugosos (Atl.), Marsopa comum (Atl.)

Pinnípedos:[5] Foca cinza, foca comum, foca fraile

Raças domésticas autóctonas

Asno zamorano..

Actualmente existem pelo todo o território espanhol uma série de raças autóctonas de animais domésticos com diferenças notáveis quanto a número e grau de conservação. Destacam as raças ovinas (ovelha merina, ovelha xalda, churra tensina, colmenareña, segureña, ojalada, sasi ardi, vermelha levantina, ovella galega), vacinas (touro de lidia, branca cacereña, retinta, pajuna, tudanca, loira galega, alistana-sanabresa, morucha, negra avileña, betizu, vaca canaria, vaca palmera), caprinas (payoya, tinerfeña, retinta extremeña, azpi gorri, cabra pitiusa) e porcinas (porco ibério, porco negro canario, porco celta, chato murciano, torbiscal).

Também existem várias raças autóctonas de burros (Andaluza-cordobesa, Asno zamorano-leonesa, catalão, burro majorero), cavalos (Pottoka, asturcón, cavalo andaluz, jaca navarra, raça losina), pombas (colom gavatxut, colom borino) e gallinas (utrerana, pardo de León, castelhana negra), bem como umas quase quarenta raças de cães autóctonos.

Fauna alóctona

O Coipú tem sido introduzido na Península procedente de escapes de granjas peleteras.

Ao longo da história, o ser humano tem introduzido em Espanha, como em muitas outras partes do mundo, diversas espécies exóticas por diversos motivos. Algumas com fins cinegéticos, como o gamo na época romana, ou mais recentemente, o muflón de Córcega e o arruí norteafricano. Outras porque escaparam de granjas peleteras (visón americano, coipú) ou das moradias que as albergavam como animal de companhia, como as numerosas espécies de cotorras australianas e sudamericanas como a cotorra argentina, hoje aclimatadas a parques e jardins urbanos.

Algumas espécies põem em perigo o equilíbrio natural existente em seu hábitat, como o voraz lucio. Outras têm prejudicado a espécies autóctonas semelhantes: dois bons exemplos são os casos da malvasía americana em frente à malvasía comum, ou o cangrejo de rio vermelho em frente ao autóctono. As espécies autóctonas vêem reduzidas suas populações a costa dos recém chegados, como o visón europeu.

A situação nas Ilhas Canárias é especialmente preocupante, por seu delicado equilíbrio ecológico.

Espécies extinguidas

Ao longo dos séculos têm desparecido diversas espécies e subespecies animais em Espanha. Descartando as espécies fósseis (Iberomesornis, Myotragus) ou desaparecidas na Idade Média (Zebro), observa-se que a maior parte se extinguiram em datas relativamente recentes. Devido à industrialización dos séculos XIX e XX muitas delas desapareceram nesses séculos, como o bucardo, Capra pyrenaica lusitanica, ostrero unicolor canario ou a foca monge, espécie não extinta mas sim desaparecida dos enclaves da geografia espanhola onde estava presente: ilha de Lobos, Chafarinas, Ilhas Baleares.

Também há raças domésticas em grave perigo de extinção e algumas já extintas, como o porco dourado gaditano. [cita requerida]

Bibliografía

  1. [1]Sobre a origem do nome de EspanhaCeltiberia.net
  2. [2] Atlas e Livro Vermelho de mamíferos terrestres de Espanha. Pombo L.J.; Ed. Secem; Pág. 586; 2007; ISBN: 9788480147118
  3. [3] Cetáceos na costa espanhola
  4. [4] Inventario de cetáceos mediterráneos ibérios: Status e problemas de conservação. Departamento de Biologia Animal (Vert.) Faculdade de Biologia Universitat de Barcelona; E-08071; Barcelona
  5. Guia dos mamíferos marinhos da Europa. Duguy, R. Robineau, D. Ed Omega; Barcelona; 1987
  • Barbadillo, L. J. Anfibios e reptiles da península ibéria, Baleares e Canárias. 1999. Planeta
  • Blanco, J.C., Gonzalez, J.L. Livro Vermelho dos Vertebrados de Espanha. 1992. ICONA. Madri.
  • Doadrio, I. Atlas e livro vermelho dos peixes continentais de Espanha. 2001. DGCN
  • Soriguer Escofet, Milagrosa C. Peixes da península ibéria: chaves para sua determinação. 2000
  • Salvador, Alfredo. Anfibios espanhóis: identificação, história natural e distribuição. 2001. Esfagnos.
  • Salvador, Alfredo. Reptiles espanhóis: identificação, história natural e distribuição. 2002.
  • Mamíferos de Espanha, 2 vols. Blanco, J.C. 1998. Planeta
  • Guia das aves de Espanha: Península, Baleares e Canárias. Juana, Eduardo de. 2000. SEO - Lynx
  • Tola, José. Peixes continentais da Península Ibéria. 2002. Jaguar

Veja-se também

Enlaces externos

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