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Fernando Borlán

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Fernando Borlán
NomeFernando Borlán
Nascimento18 de agosto de 1932
Galleguillos de Campos (León) Flag of Spain 1931 1939.svg Espanha
Morte20 de janeiro de 2008
Guadalajara Bandera de España Espanha
OcupaçãoPoeta e catedrático de Bachillerato
NacionalidadeBandera de España Espanha
Período1975-2008
GéneroPoesia
MovimentosPoesia espanhola contemporânea

Fernando Borlán Rodríguez (n. Galleguillos de Campos, Arenillas de Valderaduey, León, Espanha; 18 de agosto de 1932 - Guadalajara, Espanha; 20 de janeiro de 2008 ) foi um poeta e catedrático de Bachillerato espanhol.

Biografia

De jovem estudou com o colégio Marista em Tuy chegando inclusive a consagrar ao serviço da Igreja Católica, mas a começos dos anos 1950 Borlán rompe com o âmbito religioso que lhe rodeia e se acerca ao pensamento marxista.

Foi então quando começa a surgir o Fernando Borlán poeta. Durante o curso 1952-1953 trabalha no reformatorio Arcebispo Gandásegui de Valladolid . Ao ano seguinte translada-se a trabalhar ao colégio El Salvador desta cidade onde funda com Julio Jiménez, no colégio maior da Santa Cruz, um Aula de Oratoria, à qual assistiu também o poeta Francisco Pino. Colaborava também com a emissora de rádio de Valladolid EAJ47 enviando poemas ao programa Versos ao Vento".

Em janeiro do 1954 deve cumprir o serviço militar, pelo que é transladado a Colmenar Velho. Ao acabar o acampamento destinam-lhe ao Quartel do Conde Duque para dar classe aos cabos. No outono de 1955 , Borlán descobre a Cripta de Dom Quijote no desaparecido Café de Levante. Ali reunia-se com vários poetas e humoristas da Codorniz e conhecerá a um de seus grandes amigos, José Durán.

Licenciado do serviço militar começa a trabalhar no diário O Alcázar e poucos meses depois colabora com a revista Dez minutos. Ao mesmo tempo prepara as oposições a Agente Judicial, as quais aprova e é destinado à localidade asturiana de Luarca onde colabora com a emissora local e os periódico Horizontes. Em 1957 é internado no hospital Monte Naranco de Oviedo onde colabora com Pablo Villamar em seu programa radiofónico "Dele para elas".

O 25 de agosto de 1961 casa-se com Lydia Pazos. Ao mesmo tempo em que vai formando família, Borlán estuda Filosofia e Letras na Universidade de Oviedo.

Em 1966 junto com sua família translada-se a Ferrol onde segue trabalhando como Agente Judicial e ademais dará algumas classes no colégio Montefaro. Nessas datas apresenta-se às oposições de Francês e Literatura mas, ainda que não consegue as aprovar, termina trabalhando como professor de francês no instituto Concepção Arenal. Também contacta com o grupo de teatro de ex-alunos denominado Teatro Estudo ao que pertencem figuras finque em desenvolvimento do teatro galego como Eduardo Alonso e Luma Fernández.

Em 1972 aprova as oposições de Língua e Literatura e será destinado ao instituto Esteban Manuel Villegás de Nájera na Rioja, onde criará o cinema clube Hexágono.

Pouco dantes da morte de Franco , Brorlán translada-se a San Lorenzo do Escorial onde é destinado como secretário ao instituto Juan de Herrera. Nestes meses publica seu primeiro poemario Pela noite, nu e no meio da rua e dedica-se a percorrer as emissoras de Madri recitando seus poemas. É bem como contacta com Rafael Montesinos, Octavio Unha, Manuel Hidalgo, Claudio Rodríguez, Rafael Morais e Luis Rosales.

Em 1978 incorpora-se ao instituto Eijo e Garay em Madri . Aqui conhece a Ángela Bautista e Rosalía Vallejo, com quem funda a revista A cuadratura do círculo. Em 1980 muda-se às Rozas onde tem como aluno a Benjamín Prado e em onde frequenta o Rincão da Arte e a Associação Prometeo de poesia.

No ano 1982 Brorlán se translada de maneira definitiva, até sua aposentação ao instituto Brianda de Mendoza de Guadalajara . Ali se afilia ao grupo literário Enxame e junto com Alfredo Villaverde realiza uma selecção de poesia castelhana editada baixo o título E nasceu a trova em Castilla. Em 1985 publica seu segundo poemario, Cántico carnal. Durante a década dos anos 1980 funda com Mariluz Adama e Francisco Núñez o grupo GENS, que mistura poesia, imagem e som. Ademais impulsiona a criação de Rádio Arrebato no intituto em que trabalha.

Em 1990 cria com Alfredo Villaverde e Fracisco Núñez a colecção "O semáforo verde" em onde publica seu seguinte poemario, Taberna de fumaça e sonho. A taberna será também o título da coluna de opinião com a que colaborará no jornal local O Decano. Em 1992 coincide em seu instituto com María Pedroviejo e Carlos Alva com os que regressa a sua actividade teatral representando, entre outros, pela primeira vez a versão alcarreña do Dom Juan Tenorio de José Zorrilla, o Tenorio Mendocino.

Ao ano seguinte em Sahagún apresenta Clássicos pela rua, um espectáculo lírico. Nesse ano escreve seu terceiro poemario, Zálata. Três anos depois, na revista literária Barataria, surge seu último poemario, Derrota dos ídolos. Em 1998 escreve sua primeira novela, O arcón da Argamasilla.

Em 2007 aparece uma edição de todas suas poesias baixo o título de Poesias Completas (Ed. Diputación de Guadalajara) realizada por Carlos Alva e onde se oferece a primeira biografia. Na primavera de 2008 publica-se como obra póstuma Ainda que a alma se avarie, uma recopilación de seus últimos poemas, editado e introduzido também por Carlos Alva.

Obra Literária

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