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Fisioterapia

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Profissão das ciências da saúde, caracterizada por procurar o desenvolvimento adequado das funções que produzem os sistemas do corpo, onde seu bom ou mau funcionamento, repercute na cinética ou movimento corporal humano. Intervém quando o ser humano tem perdido ou se encontra em risco de perder ou alterar de forma temporário ou permanente o adequado movimento e com isso as funções físicas mediante o emprego de técnicas cientificamente demonstradas.

A palavra fisioterapia prove da união das vozes gregas: physis, que significa natureza e therapeia, que quer dizer tratamento. Por tanto, desde um ponto de vista etimológico, fisioterapia ou physis-therapeia significa Tratamento pela Natureza”, ou também “Tratamento mediante Agentes Físicos”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define em 1958 à fisioterapia como: "a ciência do tratamento através de: meios físicos, exercício terapêutico, masoterapia e electroterapia. Ademais, a Fisioterapia inclui a execução de provas eléctricas e manuais para determinar o valor da afectación e força muscular, provas para determinar as capacidades funcionais, a amplitude do movimento articular e medidas da capacidade vital, bem como ajudas diagnósticas para o controle da evolução".

Por sua vez, a Confederación Mundial pela Fisioterapia (WCPT) em 1967 define à Fisioterapia desde dois pontos de vista:

A fisioterapia é uma profissão livre, independente e autónoma.

Conteúdo

História

A história da Fisioterapia deve-se entender desde o conjunto de actuações, métodos e técnicas que de forma pessoal ou colectiva se basearam no emprego dos agentes físicos dentro de situações histórico-sociais diferentes com o fim de promover a saúde. Assim, desde o homem primitivo, encontramos referências a tratamentos naturais ou baseados em agentes físicos para combater a doença associadas em um princípio a rituales mágico-religiosos.

Na Antiga Mesopotamia, uma casta sacerdotal telefonema “Asu” era a encarregada de realizar o tratamento mediante agentes físicos e também mediante a fitoterapia. No Antigo Egipto, por sua vez, esta função recaía na figura dos chamados “Sinú”, sanadores laicos.

Existem numerosas referências ao uso de agentes físicos como agentes terapêuticos na cultura que se desenvolveu no Vale do Indo no 1500 a. C., bem como na antiga China.

Na América precolombina, os Aztecas desenvolveram métodos terapêuticos baseados na água em seus “banhos de vapor” (temazcalli) da mesma maneira que os Mayas com seus “banhos de suor” (zumpulche). No entanto, um ponto de referência importante para o desenvolvimento da fisioterapia foi o florecimiento da cultura helénica. A partir da Grécia, o empirismo no qual se tinha baseado até então todo acto terapêutico, deixa passo a um enfoque mais racional de entender a saúde e a doença e em consequência, do tratamento.

Hipócrates, pai da Medicina Ocidental, e que pode se considerar também como um dos grandes impulsores da Terapêutica Física, afastando das práticas religiosas e a acercando a posições mais experimentales. Sua filosofia terapêutica era a de “ajudar à natureza”, isto é, impulsionar mediante meios naturais, as forças de autocuración do corpo (Vis Naturalis Medicatrix). No tema do Movimento como Agente Terapêutico (Kinesioterapia), Hipócrates desenvolveu manobras de correcção das incurvaciones do raquis de causa externa, mediante compressões, tracções e manipulações. No campo do Masaje como Agente Terapêutico (Masoterapia) descreveu o telefonema anatripsis, ou “atrito para acima” que aplicava para realizar drenajes vasculares. Assim mesmo, impulsionou métodos gimnásticos preparatorios para o fortalecimiento das extremidades na arte da caça, o desporto e a guerra, método que posteriormente perfeccionaría Herodio em seu tratado “Ars Gimnástica”.

Aristóteles por sua vez consagrou seus esforços neste campo ao estudo da Kinesiología ou ciência do corpo humano em movimento, e ao estudo da marcha humana. No campo da Electroterapia, ou Electricidade como Agente Terapêutico, realizou experiências com descargas eléctricas de peixe torpedo (tremielga), que aplicava para os ataques de gota, método que depois populizarían os romanos.

A Civilização Romana desenvolveu esta herança terapêutica do mundo helénico. Assim, o masaje era prática habitual no Império e se realizava dantes e após os banhos, de grande auge naqueles dias, a cargo dos chamados frictori e ungüentarii. Celio Aureliano introduz a hidrokinesiterapia (gimnasia acuática), e a suspensão-terapia (kinesiterapia com pesas e polias), bem como pautas para exercícios postoperatorios e doenças reumáticas como a artritis entre outras. Asclepíades desenvolveu exercícios terapêuticos baseados no movimento activo e pasivo, bem como os chamados “banhos colgantes”. A figura principal desta época, no entanto, foi Galeno, que descreveu uma grande variedade de exercícios terapêuticos com seus parámetros de vigor, duração, frequência, uso de aparelhos e parte do corpo interviniente, bem como gimnasia planificada do tronco e os pulmões, para a correcção do tórax deformado cifótico ou escoliótico.

Na Idade Média, a consolidação do cristianismo implica um abandono da cultura da saúde, já que o homem deixa de preocupar-se pelas vicisitudes físico-terrenales e põe sua mirada no cultivo do espírito e o para além. A Civilização, a cultura e o legado dos clássicos, refugiam-se nos monasterios e os conhecimentos sanitários ficam em mãos da classe religiosa. Com tudo, na Europa, se uniram e ajudaram os homens de igual e ocupação: cirujanos-barberos e sanitário-boticarios. No entanto, em 1215 uma lei aprovada em vários países europeus, proíbe a prática da cirurgia aos médicos. Aqui, o cirujano (da voz grega kier, mão) separa-se da medicina (farmacopea) já que utilizará a mão como instrumento, se consagrando pois à arte manual. Os médicos, que fundamentalmente utilizavam a botánica, eram considerados os sanadores das classes altas e influentes e tinham acesso à Universidade, enquanto os cirujanos-barberos eram desprezados por aquelas, não desfrutavam de formação universitária e atendiam principalmente às classes mais humildes. A parte mais importante deste grupo evoluirá no tempo até desenvolver a Cirurgia actual, que muitos séculos depois, na época moderna, e devido a suas benefiecios e eficácia demonstrada, voltaria a integrar com a Medicina. No entanto, outro grupo deles, se decantaron pela aplicação dos Agentes Físicos com fins terapêuticos e foram precisamente os que mantiveram esta tradição no medievo. Como se vê, Cirujanos e Fisioterapeutas têm historicamente um tronco comum. Voltando à Idade Média, ao invés que na Europa cristã, no mundo muçulmano bebem as fontes dos clássicos e se experimenta um grande interesse e cultivo por todas as ciências, e entre elas a medicina. Médicos como Avicena, Averroes ou Maimónides descrevem em seus textos remédios para numerosas doenças, muitas delas tratadas com Agentes Físicos, sobretudo problemas reumáticos e afecciones de coluna, utilizando para isso masaje, tracções, exercícios e diversas manipulações.

No Renacimiento resurge o interesse na Europa pelo legado dos clássicos e as obras dos grandes terapeutas do passado são releídas e estudadas.

Na Época Moderna, o progresso e desenvolvimento da ciência amplia em grande parte os horizontes da medicina. Começam-se a realizar aplicações práticas das descobertas científicas nos laboratórios das Universidades, bem como ampliam-se os conhecimentos anatómicos, de fisiología e de terapêutica.

No campo da Terapia Física, desenvolve-se a Hidroterapia e Balneoterapia (Vincent Priessnitz, (Gonzalo Altamirano e Sabastian Kneipp). No campo da Masoterapia destaca P.Henrik Ling, que desenvolve a prática e ensino do masaje, o “Masaje Sueco”. No campo do exercício, desenvolve assim mesmo um método Gimnástico próprio, a “Gimnasia Sueca”, sendo um precursor da Kinesiterapia, termo que se cria oficialmente em 1847 . O campo da Mecanoterapia (utilização de talentos mecânicos como Agente Terapêutico) avança graças aos estudos de Gustav Zander. Os grandes avanços no entendimento e controle do fenómeno eléctrico bem como da fisiología do sistema nervoso, permitem uma aplicação a cada vez mais qualificada da electroterapia. A princípios do século XX, impulsiona-se nos hospitais de Londres o uso dos agentes físicos para o tratamento de patologia respiratória, sendo o germen da actual fisioterapia respiratória.

Em meados do século XX, e após as Guerras Mundiais ou epidemias várias como a da poliomielitis, cujas facturas foram a de uma grande quantidade de doentes, lesionados e discapacitados, pouco a pouco se vai assentando na classe médica mundial a ideia da criação de um corpus profissional que se consagre exclusivamente ao estudo e prática desta disciplina, a Terapêutica Física. Este é o motivo da criação oficial dos corpos de Fisioterapeutas em todo mundo e a profesionalización e a descolagem da mesma ao aceder a Fisioterapia à faixa de estudo de carácter Universitário. Algumas figuras importantes que têm enriquecido a Fisioterapia nesta segunda metade do século XX são Kalternbon, Maitland, McKenzie, Sohier, Cyriax, Souchard, Mézières, Busquets, Butler, Postiaux, Giménez, Perfetti, ou Vojta entre outros muitos.

Na actualidade, graças aos avanços da tecnologia e fiel a sua história e tradição, a Fisioterapia dispõe a seu alcance do uso de numerosos agentes físicos (masaje, água, som, electricidade, movimento, luz, calor, frio...) nas modalidades de electroterapia , ultrasonoterapia, hidroterapia, mecanoterapia, termoterapia, magnetoterapia ou laserterapia, entre outras, mas sem descuidar ou abandonar o desenvolvimento e impulso de novas concepções e métodos de Terapia Manual (principal ferramenta do fisioterapeuta) para a prevenção, tratamento, cura e recuperação de um grande número de patologias e lesões.

Funções

São três: Asistencial, Docente e Investigadora e de Gestão.

Função Asistencial

Relação que o fisioterapeuta, como profissional sanitário, estabelece com uma sociedade sã e doente com a finalidade de prevenir, curar e recuperar por médio da actuação e técnicas próprias da fisioterapia. O fisioterapeuta deverá estabelecer uma valoração prévia e personalizada para a cada doente a partir do diagnóstico médico, que consistirá de um sistema de avaliação funcional e um sistema de registo e história clínica de fisioterapia, em função dos quais, proporá uns objectivos terapêuticos e em consequência desenhará um plano terapêutico utilizando para isso os agentes físicos próprios e exclusivos de sua disciplina. Sem nenhum género de dúvidas, a ferramenta principal do fisioterapeuta é a mão e em consequência, a terapia manual. Assim:

Mas também se ajuda de outros agentes físicos mediante o uso de tecnologias sanitárias:

Função Docente e Investigadora

A Fisioterapia é uma profissão sanitária que está integrada na Universidade; corresponde pois ao fisioterapeuta docente proporcionar uma formação qualificada a seus alunos, adaptar-se aos novos avanços científicos que se produzam na profissão para assim poder proporcionar uma formação em todo momento actualizada e participar em estudos de investigação próprios de sua disciplina.

Função de Gestão

O Fisioterapeuta pode ou não ter a responsabilidade de participar na Gestão dos Gabinetes ou Centros de Fisioterapia onde realiza sua actividade sanitária, variando isto segundo a legislação vigente da cada país.

Por exemplo na Republica Argentina coexisten os kinesiólogos, kinesiólogos fisiatras, licenciados kinesiólogos fisiatras, licenciados em kinesiología e fisioterapia, fisioterapeutas e terapistas físicos, Licenciado em Kinesiología e Fisiatría (todos o mesmo título profissional).

Segundo diz a Lei Nacional (Lei 24.317 Exercício profissional de especialistas em kinesiología[1] ), dentro do considerado exercício profissional encontramos: a docencia, investigação, planejamento, gestão, direcção, administração, avaliação e assessoramento e auditoría, todos eles sobre temas de seu incumbencia, tanto no âmbito sanitário como académico, público ou privado, permitindo assim a gestão em Gabinetes ou Centros de Fisioterapia ou demais instituições sanitárias. xD

Processos nos que intervém a Fisioterapia

A Fisioterapia intervirá nos processos patológicos de todas as Especialidades de Medicina física e Reabilitação sempre que neles esteja indicada baixo prescripción médica a aplicação de qualquer das modalidades de Terapêutica Física dantes descritas, sendo o médico o responsável pela valoração e planejamento de objectivos e medidas terapêuticas próprias de sua disciplina:

Em função da patologia ou a lesão, a fisioterapia em alguns casos é terapia de primeira eleição e em outros é um apoio de grande ajuda ao tratamento médico ou farmacológico.

Especialidades

Precisamente por isso, surgem as especialidades da fisioterapia que se cursan a modo de estudos de postgrado: Fisioterapia Veterinária. Fisioterapia Odontologica.

Contando todas elas com uma proposta terapêutica próprio para o abordaje dos quadros nosológicos específicos dantes citados.

Possíveis efeitos secundários

A Fisioterapia, ao ser uma terapia que se baseia em elementos naturais, como são os agentes físicos, em general não produz efeitos secundários, nem muito menos toxicidad de nenhum tipo. Se tiver efeitos secundários, estes dever-se-iam às contraindicaciones que as diversas terapias apresentam, ou bem, como em toda praxis médica, devido a uma má actuação profissional.

Fisioterapia e reabilitação

Existe um erro comum e é considerar que fisioterapia e reabilitação é o mesmo.

Não é exactamente assim. A reabilitação é a recuperação física, psíquica, social e trabalhista, isto é, a reabilitação é a recuperação global do doente ou lesionado.

A fisioterapia só se ocupa da recuperação física. A reabilitação, é pois, um trabalho multidiciplinar. Poder-se-ia dizer que no processo de reabilitação, intervém a fisioterapia, mas a fisioterapia não é toda a reabilitação. No processo de reabilitação de um doente, além da fisioterapia, intervém o especialista, a logopedia, a terapia ocupacional, a psicologia, etc.

Por outro lado, como se explicou anteriormente a fisioterapia tem dentro de suas funções asistenciales além da recuperação, a prevenção.

Modelos da saúde usados na fisioterapia

Propuseram-se diferentes modelos conceptuais para explicar e entender a discapacidade e o funcionamento. Esta variedade pode ser expressada em uma dialectica de Modelo médico" contra "modelo social".

Campo trabalhista

Os Fisioterapeutas trabalham em clínicas e hospitais, colégios de educação especial, residências de idosos e centros de saúde, centros de investigacon, tanto em atenção primária como especializada dependendo do médico. Assim mesmo, em gabinetes de exercício livre, centros médicos, mútuas de acidentes de trabalho ou de tráfico, clubes desportivos, centros de dia, centros geriátricos, colégios de educação especial, balnearios e spa, associações de doentes, gimnasios e centros desportivos, atenção domiciliária. Também se encontram fisioterapeutas docentes em universidades ou centros de formação continuada.

Enlaces externos

Recursos de investigação em fisioterapia

Associações Profissionais de Fisioterapia

Diretórios de Fisioterapia

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