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Frente Sandinista de Libertação Nacional

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Frente Sandinista de Libertação Nacional
FSLN.png
Bandeira FSLN
Presidente/aDaniel Ortega Saavedra
Fundação1961
SedeManagua, Nicarágua
Ideologia políticaEsquerda, Socialismo, Sandinismo, Socialdemocracia, Marxismo-leninismo
Afiliación internacionalInternacional Socialista, Foro de São Paulo, Congresso Bolivariano dos Povos, Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina, Coordenação Socialista Latinoamericana e Grupo de Esquerda Parlamentar do Parlamento Centroamericano
Sitio sitewww.elpueblopresidente.com

A Frente Sandinista de Libertação Nacional (F.S.L.N.) é uma organização política de esquerda de tendência social-democrata criada em 1961 na Nicarágua por Carlos Fonseca Amador, Santos López e Silvio Mayorga. Proclamou-se seguidor do movimento empreendido pelo líder nicaragüense Augusto C. Sandino (do que tomou o nome), o qual sustentou uma guerra de guerrilhas contra a intervenção estadounidense em seu país durante as primeiras décadas do século XX.

O FSLN que nasceu originalmente como Frente de Libertação Nacional, FLN (imitando à Frente de Libertação de Argélia que emergiu da luta anticolonialista dessa nação africana) e impulsionado pelo exemplo da Revolução Cubana; ainda que seus principais integrantes, excepto Santos López, identificaram-se rapidamente com uma linha ideológica marxista leninista, de moda nos movimentos de esquerda no mundo naquele momento.

Faz parte da Internacional Socialista, e internacionalmente identificava-se com as forças social-democratas, laboristas e socialistas democráticas do mundo.

Conteúdo

História

O FSLN liderou a luta armada contra a ditadura da família Somoza na Nicarágua a partir de sua fundação, passando por vários períodos; desde muitas acções armadas e políticas, até seu quase desaparecimento a princípios dos anos 70.

Em 1974 inicia um processo crescente de actividades armadas que têm seu ponto máximo para mediados de 1978 e levam ao triunfo revolucionário de 1979 . Esta luta denomina-se Revolução Nicaragüense ou Revolução Popular Sandinista e permitiu a entrada, e ascensão ao poder, dos revolucionários em Managua o 19 de julho de 1979 ; e o derrocamiento da ditadura de Anastasio Somoza Debayle, filho de Anastasio Somoza García quem é a origem do que se denominou a "Dinastía Somoza", no poder na Nicarágua desde o assassinato de Sandino em 1934 .

Antecedentes

Augusto César Sandino.

A segunda intervenção dos Estados Unidos na Nicarágua termina em 1933 quando ganha as eleições o Partido Liberal encabeçado por Juan Bautista Sacasa. O 1 de janeiro de 1933 já não tinha nenhum soldado estadounidense em solo nicaragüense, mas em 1930 os EEUU tinham formado um corpo próprio de segurança, a Guarda Nacional a cujo frente ficou, à saída dos soldados de EEUU, Anastasio Somoza García homem de confiança de Washington. O 21 de fevereiro de 1934 Somoza, utilizando à Guarda Nacional, assassina a Sandino quem tinha lutado contra a intervenção estadounidense e tinha sido o líder indiscutible da oposição a essa intervenção. Leste foi o primeiro acto de uma série que levaram a que Somoza, com apoio de EEUU, se elegesse presidente da Nicarágua em 1936 . Com isso se marcou o começo de uma ditadura familiar da família Somoza, que apoiada por EEUU e auspiciando seus interesses se instaurou no país.[1]

A começos da década dos 60 do século XX, os ideais de esquerda e as lutas pela libertação dos povos colonizados de suas metrópoles estavam em pleno auge e dando resultados. O 1 de janeiro de 1959 entravam em Havana as tropas revolucionárias que lutavam contra a ditadura de Batista em Cuba e em Argélia se formava a Frente de Libertação Nacional de Argélia para lutar pela independência da França. Na Nicarágua os diferentes movimentos contra a ditadura somocista iam dar como resultado a constituição da Frente de Libertação Nacional da Nicarágua que seria o embrião do que veio a se denominar, posteriormente, Frente Sandinista de Libertação Nacional.

A situação económica da Nicarágua, em meados do século XX, vê-se deteriorada ao cair os preços de produtos agrícolas exportáveis como o eram o algodón e o café. Politicamente o Partido Conservador da Nicarágua sofre uma escisión e uma das facções, os que foram chamados popularmente os zancudos, passa a colaborar com o regime somocista. Anastasio Somoza García é assassinado pelo poeta nicaragüense Rigoberto López Pérez em 1956 e vinculam com esta acção a Carlos Fonseca e Tomás Borge. Em outubro de 1958 Ramón Raudales inicia uma série de acções guerrilleras que constituem o início da luta armada contra a ditadura somocista. Em junho de 1959 produzem-se os factos conhecidos como "O Chaparral", um lugar do território hondureño, fronteiriço com Nicarágua, em onde uma coluna guerrillera "Rigoberto López Pérez" ao comando do Comandante Rafael Somarriba (na que estava integrado Carlos Fonseca) foi detectada e aniquilada pelo Exército de Honduras em coordenação com os serviços de inteligência da Guarda Nacional da Nicarágua.[2]

Após "O Chaparral" deram-se várias acções armadas mais, em agosto morria o jornalista Manuel Díez Sotelo, em setembro Carlos Haslam, em dezembro Heriberto Reis, ao ano seguinte produzem-se os factos de "O Dourado" e mantêm-se uma série de acções onde resultam morridos, entre outros, Luis Morais, Julio alonso, Manuel Baldizón e Erasmo Montoya.[3]

A oposição convencional, até então liderada pelo Partido Comunista da Nicarágua, não tinha sido capaz de formar uma frente comum contra a ditadura. A oposição à ditadura foi-se estabelecendo em torno de diversas organizações clandestinas estudiantiles. Entre seus líderes destacava, já a começo da década dos anos 60, Carlos Fonseca Amador.

Em 1957 Carlos Fonseca Amador, Silvio Mayorga, Tomás Borge, Oswaldo Madriz e Heriberto Carrillo formam a primeira célula que se identifica com os princípios proletarios. Em outubro forma-se em México o Comité Revolucionário Nicaragüense que preside Edén Pastora Gómez, Juan José Ordóñez, Roger Hernández Porfirio Molinay Pedro José Martínez Alvarado.

Em março de 1959 , cria-se Juventude Democrática Nicaragüense (JDN), em sua constituição participam, entre outros, Carlos Fonseca e Silvio Mayorga. Esta organização tinha a finalidade de chegar à juventude não estudiantil urbana. No final desse mesmo ano desaparece para dar passo à Juventude Revolucionária Nicaragüense (JRN), grupo que manteve uma actividade internacional elevada. O 21 de fevereiro de 1960 participa em uma conferência de exilados nicaragüenses em Maracaibo (Venezuela) organizada pela Frente Unitária Nicaragüense (FUN) (coalizão de diversas forças opositoras a Somoza). Assistiram a essa conferência Fonseca, em qualidade de delegado da Universidade Autónoma Nacional da Nicarágua (UANN) e Silvio Mayorna, em qualidade de representante das JRN, em onde assinaram o manifesto Intervenção sangrenta: Nicarágua e seu povo" e seu "Programa mínimo" ao mesmo tempo que conheceram a outros colegas com os que, posteriormente, formariam o FSLN. Pouco depois organiza-se a Frente Interna da Resistência que segundo o próprio Fonseca é O primeiro auxiliar do Exército Defensor do Povo Nicaragüense.

A JRN tinha uma muito escassa presença dentro da Nicarágua (estava mais activa nos centros do exílio nicaragüense de Costa Rica, México ou Cuba) mas estabeleceu contacto com a Juventude Patriótica Nicaragüense (JPN), vinculada ao Partido Conservador e fundada o 12 de janeiro de 1960 e na que participavam, entre outros, José Benito Escobar, Germán Pomares, Salvador Buitrago, Roger Vásquez, Julio Buitrago, Daniel Ortega, Fernando Gordillo, Manolo Morais, Jorge Navarro, Orlando Quiñonez, Ignacio Briones, German Vogl e Joaquín Solís Piura, ao calor dos acontecimentos da Revolução Cubana e sua influência em Latinoamérica. A JPN definia-se como um grupo de jovens comprometidos com a democracia e a justiça social sem seguir o estandarte de nenhum partido. Em suas bichas militavam Julio Buitrago e José Benito Escobar que chegariam a ser líderes importantes no FSLN.

No ano 1960 a JPN realiza uma série de mobilizações em diferentes cidades da Nicarágua, Managua, Matagalpa e Carazo. Estes protestos são devidas à repressão de estudantes que se tinham saldado com a morte de vários deles e como apoio ao novo governo cubano que encontrava dificuldades com o governo somocista. A JPN jogou um importante papel na mobilização contra a ditadura. Sua linha de actuação estava à margem dos partidos opositores, como o Partido Socialista da Nicarágua ou o Partido Comunista e bem longe da oposição conservadora. Fonseca promove o rendimento à JPN de Marcos Altamirano, que conhecia de actividades anteriores. Altamirano cedo chega a Secretário Geral da organização.

Edén Pastora junto a cinco nicaragüenses mais integra-se no movimento guerrilheiro "Frente Revolucionário Sandino" nas Segovias.

A começos de 1961 funda-se o Movimento Nova Nicarágua (MNN) no que participam pessoas provenientes do mundo da educação, como Carlos Fonseca, Silvio Mayorga, Tomás Borge, Gordillo, Navarro e Francisco Buitrago; pessoas provenientes de meios operários como José Benito Escobar; do campo, como Germán Pomares e inclusive pequenos empresários como Julio Jerez Suárez. Também participava no MNN Santos López, guerrilheiro que tinha lutado com o chamado Geral de Homens Livres, Augusto César Sandino.

O Movimento Nova Nicarágua estabeleceu sua base em três cidades do país, Managua, León e Estelí. Ainda que seu quartel geral encontrava-se na vizinha Honduras. Sua primeira actividade pública realizou-se o março de 1961 em apoio da revolução Cubana e em protesto da posição que o governo da Nicarágua mantinha com Cuba, totalmente dobrada aos interesses dos Estados Unidos. O MNN dissolve-se para dar passo à Frente de Libertação Nacional.[4]

Nascimento do FSLN

Carlos Fonseca, fundador do FSLN.

O Movimento Nova Nicarágua cedo dissolve-se e seus membros formam a Frente de Libertação Nacional, FLN. Que toma o nome da organização independentista argelina Frente de Libertação Nacional de Argélia, que liderava a luta pela independência de Argélia da França.

A formação do Frente não surge mediante um congresso ou uma assembleia cuja preparação tenha tivesse requerido um processo teórico prévio, senão da própria acção. O próprio Carlos Fonseca expunha-o da seguinte forma:
O Frente não nasceu de uma assembleia ou de um congresso, nem lançou uma proclama anunciando sua criação. Nem também não apresentou um programa. Na Frente primeira foi a acção e em base a suas primeiras experiências foi formulando e reformulando, porque sempre tem tido um grande sentido autocrítico, seu programa, sua estratégia e sua táctica. O FSLN é um produto genuino da história popular da Nicarágua.

O FSLN precisou para sua formação de um período de longo de preparação. Realizaram-se diferentes tentativas e discutiu-se muito. Ainda em 1963 ainda baixo a denominação de FLN se observa uma falta de coerência interna ampla com ideias políticas heterogéneas (se pode ver na publicação clandestina do jornal Trinchera). O agrupamiento dos primeiros anos realizou-se em torno de umas ideias básicas compartilhadas por todas as forças que se iam integrando. O reflito da Revolução cubana, a ineficacia da oposição convencional ao regime somocista e a necessidade de manter-se independente dela (dos partidos conservador, liberal e comunista), a necessidade de um movimento revolucionário que utilizaria a luta armada como oposição à ditadura somocista e, após alguma discussão, a identificação com a luta de Sandino. Até 1969 não se realizou a publicação de nenhum documento programático.

Manteve-se que a Frente Sandinista de Libertação Nacional foi fundado em uma reunião em Tegucigalpa (Honduras) entre Carlos Fonseca, Tomás Borge e Silvio Mayorga. Inclusive chegou-se a dizer que dita reunião se realizou um 19 de julho de 1961. Em realidade não existe referente documental algum que avale dita afirmação se tendo as primeiras notícias sobre isso após o triunfo revolucionário de 1979. O histórico militante sandinista Rodolfo Romero afirmava em uma entrevista realizada em 1994 que
Nunca teve uma reunião formal para fundar a Frente ../.. Frente Sandinista nunca teve nenhum aniversário oficial; nunca teve nenhum congresso, nenhuma convenção, nenhuma assembleia de fundação. Não teve nada. Jamais. O FSLN foi criado no calor do combate.
[4] Do mesmo modo expressa-se o Comandante Víctor Atirado López, de origem mexicano e um dos Membros Históricos da Direcção Nacional do FSLN.[5]

A calificación de "Sandinista"

Ainda que pouco depois da criação da Frente de Libertação Nacional, em junho de 1961, Carlos Fonseca propôs que se denominasse "sandinista" esta não seria aceite nem utilizada até 1963.

Carlos Fonseca já tinha expressado seu "sandinismo" em 1960 quando chamava a sua geração "os filhos de Sandino" e denominava ao exército de libertação que projectava Exército Defensor da Soberania Nacional" em clara referência ao do "General de Homens Livres". Em seu ensaio Nicarágua, terra amarga alabava o heroísmo de Sandino e citava várias de suas máximas.

Por outro lado Noel Guerreiro Santiago, um advogado de León que tinha estado exilado em México e filiado ao Partido Comunista de México e ao Partido Socialista da Nicarágua, que mantinha uma ampla base marxista, recusava a identificação com Sandino já que não apreciava que se tivesse interessado pela propriedade dos meios de produção e da terra, se preocupando somente da ocupação estrangeira. Também assinalava como contraproducente a exaltación que faziam de sua figura os ideólogos dos partidos burgueses. Guerreiro manteve certas diferenças com Fonseca sobre diversas questões. Acabou abandonando o FSLN em 1963 e exiliándose em México.

A adopção do qualificativo de "sandinista" deveu-se à realização de três processos entre os anos 1961 e 1962; o estudo da vida e ideias de Sandino, a necessidade de um processo revolucionário que fosse genuinamente nicaragüense e a irrupción de Fonseca como indiscutible dirigente central do movimento.

Em 23 dejulio de 1962 adopta-se o apelativo de "sandinista". Os primeiros comunicados assinados como Frente sandinista de Libertação Nacional aparecem nos meses de setembro e outubro de 1963, em novembro, em uma entrevista a Fonseca publicada na revista mexicana Sempre, sai pela primeira vez publicado o nome de Frente Sandinista de Libertação Nacional.[4]

A influência cubana

Tomás Borge.
A Revolução Cubana foi uma das referências fundamentais do FSLN desde, inclusive, dantes de seu nascimento. A formação do Frente não coincidiu com os factos de Serra Mestre senão com as mudanças revolucionárias dos anos 1960 e 1961 que culminam com a declaração de Fidel Castro declarando socialista à revolução. Da Revolução Cubana os militantes do FSLN adquirem fundamentos ideológicos de marxistas. O próprio Fonseca declara que
tinha importância para os revolucionários nicas porque dava ideia que era a identificação com os explodidos, a melhor garantia de sustentar uma luta vitoriosa contra a reacção e contra o imperialismo.

Em 1968 Julio Buitrago responsável pela clandestinidade urbana, dizia que "ele estava a brigar por atingir para os operários e camponeses nicaragüenses os direitos que tinha visto com seus próprios olhos na Cuba socialista".

A estratégia da luta na montanha

Inspirados na luta de Fidel e o Che nas montanhas de Cuba. A visão da guerrilha vitoriosa com o apoio do campesinado faziam-lhe subestimar a mobilização urbana e sobrestimar o componente da luta armada rural. A proposta que tem o FSLN em 1962 é o de um levantamento com um acampamento baseie na montanha, uma guerrilha rural apoiada pelo campesinado que seria o detonante de uma insurrección geral que derrotaria à ditadura sem importar o apoio dos EEUU.

O "foquismo" como se lhe denominava a esta concepção da luta que não deu os frutos que se esperavam. Isto ainda que se corrigiu chegou a causar tensões inclusive após o triunfo revolucionário.

O FSLN não conseguiu mimetizar os lucros dos guerrilheiros cubanos. Depois de várias derrotas como as de Rio Coco, Rio Bocay e Pancasán que quase fazem desaparecer a organização. O ritmo de baixas era maior ao de novas incorporações, em 17 anos não se conseguiu controlar totalmente nenhuma área do país.

Em 1963 os dirigentes do FSLN estavam convencidos de poder emular a a guerrilha cubana ainda quando a maioria deles não tinham experiência militar prévia. Ainda que tiveram o apoio de antigos combatentes de Sandino e do governo cubano que acedeu a que alguns sandinistas se treinassem em Cuba e participassem, junto ao Ejercito Rebelde em diversas acções militares contra a contrarrevolución, inclusive na defesa de Havana no episódio de Baía de Cochinos.

Em 1962 Carlos Fonseca e Santos López percorreram a montanha da Nicarágua procurando um lugar idóneo para começar as operações. Seleccionaram um lugar ao noroeste de Matagalpa cerca da confluencia do rio Coco e o Bocay. Uma das razões que lhes fizeram decidir por esta localização foi as condições de miséria que viviam os camponeses ali, pensando que ia ser um factor de apoio à guerrilha. Tempo depois Carlos Fonseca reconhecia que foi um erro pelo isolamento do lugar e o atraso da população, muito elevado.[4]

A guerrilha

Celebração do décimo aniversário do triunfo da Revolução.

Durante 1962 prepara-se a acção guerrillera. Compram-se armas, seleccionam-se e formam quadros e preparam-se planos de combate. Uma parte importante realiza-se em Honduras. Introduz-se o material bélico e os várias dezenas de combatentes desde Honduras. A zona eleita foram as áreas fronteiriças com Honduras denominadas Raití e Bocay.

A operação de introdução das forças na zona de guerra designada foi dificultosa e nelas se perdeu um homem e parte do material. As milícias chegaram a contar com três colunas que somavam um total de 63 homens. Só a metade deles contavam com arma de fogo e uma boa parte destas eram rifles de caça.

Carlos Fonseca dava-se conta de que tinha certos problemas na organização da guerrilha, em especial um optimismo exagerado que não ajudava em nada ao avanço real da luta. Ao mesmo tempo manteve com Noel Guerreiro Santiago certas discussões que lhe mantiveram ocupado chegando, inclusive, a não lhe deixar participar directamente nas acções militares de Rio Coco e Bocay como ele tinha planeado.

Não se tinha preparado politicamente a área de actuação já que as operações da MNN e do próprio FSLN foram muito escassas ao dar prioridade aos preparativos militares. O FSLN era um desconhecido para a sociedade nicaragüense a começos de 1963. A população da área de estabelecimento elegida, com alto grau de desconocimiento do espanhol (falavam sumo e miskito) e uma desconocimiento político total, desconhecia totalmente ao FSLN e não chegaram nunca a entender o que era. Fonseca também reconheceu que "foi um enorme obstáculo o não possuir praticamente nenhum contacto, por isolado que fosse, com camponeses das zonas montanhosas; considerando o importantísimo papel que justamente se lhe tem dado à montanha.

A experiência não pôde avançar. Como expunha Borge em uma entrevista em 1979:
a guerrilha não pôde prosperar. A verdade, porque a guerrilha era muito atrasada. Não tinha conhecimento do terreno, não tinham linhas logísticas de abastecimento, não existiam as condições para que uma guerrilha pudesse prosperar
. Nesta situação e com um comando rotativo semanal que resultou ser desastroso. A operação foi abandonada quando um grupo foi praticamente aniquilado em uma emboscada da Guarda Nacional. A retirada para Honduras durou mais de um mês. Caíram nessa acção, entre outros, Francisco Buitrago, Jorge Navarro, Iván Sánchez, Modesto Duarte e Faustino Ruiz. Não teve praticamente reacção na cidadania, a excepção dos estudantes que pertenciam à própria organização.[4]

Popularización do FSLN

Mausoleo dos heroes e mártires em León.

Após a derrota de 1963 começa-se o trabalho da preparação política do campesinado. Foi Rigoberto Cruz (Pablo Úbeda), que se tinha ficado na montanha após a derrota de Bocay, quem tomou a iniciativa de desenvolver certa preparação política entre os camponeses.

Fonseca atrasou seu regresso a Nicarágua ao ficar estudando as lutas revolucionárias que se tinham produzido até o momento no mundo e analisando o ocorrido em sua pátria. Fonseca voltou a Nicarágua em maio de 1964 e é detido em Managua o 26 de junho junto a Víctor Atirado López e encarcerado, essa era a oitava e última vez que os detinham.

Fonseca não foi assassinado, como costumava passar com outros detentos, pela relevância política de sua figura. Em 1963 tinha sido eleito presidente da Nicarágua René Schick Gutiérrez que era um homem de palha de Anastasio Somoza mas suavizou o trato aos opositores políticos. Foi julgado o 9 de julho e condenado a seis meses de cárcere. O movimento estudiantil organizou um grande número de protestos e Fonseca realizou um alegato no que expôs o projecto do FSLN e o porque do mesmo. Este alegato publicou-se integralmente no jornal A Imprensa. Estes factos, junto com um redoble no esforço de publicitar os objectivos de programas do FSLN deram como resultado que a cidadania nicaragüense fosse conhecendo ao FSLN.

O jornal A Imprensa, propriedade da família Chamorro (importante família nicaragüense que tem mantido em postos relevantes do governo desde o século XIX), publicava todo o referente aos julgamentos contra os militantes do FSLN. Junto às notícias sociais da alta sociedade nicaragüense chegava à cidadania a informação sobre as actividades sandinistas. Ainda que desaprovava seus métodos de acção, tratava com a mesma linguagem que o governo a seus militantes e a sua organização e o jornal se converteu em um altavoz das proclamas do FSLN.

Carlos Fonseca foi julgado o 9 de julho e para então já tinha preparado o chamado Manifesto da prisão titulado Desde o cárcere eu acuso à ditadura (com conteúdo e estilo similar ao que tinha realizado Fidel Castro em seu julgamento pelos factos do Monacada conhecido como A história absolver-me-á).

Neste manifesto Fonseca definia à Frente Sandinista como o partido da nova geração e destacava sua atitude luchadora em contraposição e em crítica dos partidos de "a velha geração" que perdiam o tempo em charlas nos sábados e domingos. Leste manifesto não teve uma resposta entusiasta pelas forças políticas e inclusive em alguns sectores do sandinismo se lhe fez oco chegando, inclusive, a ser criticado por algumas forças revolucionárias internacionais.

Em setembro, Carlos Fonseca fez público um novo escrito titulado Esta é a verdade. Neste escrito defendia ao FSLN das acusações que o governo lhes realizava. Acusações que iam desde lhes acusar de querer incendiar o jornal A Imprensa até a de querer assassinar a membros de outras forças políticas, incluída o PCN.

Durante sua estadia em prisão casa-se com María Haydeé Terán. Depois é deportado a Guatemala e de ali a México em onde se reencuentra com María realizando a cerimónia religiosa do casamento o 3 de abril de 1964. Permanecem fora da Nicarágua em um ano, até dezembro de 1965 . Nesse tempo Fonseca discute com os outros membros do FSLN a mudança de estratégia da Frente.

Entre 1963 e 1967 realiza-se uma política mais tendente à conciliação e ao trabalho junto à esquerda tradicional que não obtém resultados. Aproveita-se nesses anos para, por outro lado, realizar importantes experiências no seio das massas populares e ligazón com o campesinado pobre. Estas experiências levariam à tentativa de estabelecer-se de novo na montanha, desta vez na zona de Pancasan e Bicha Grande, no departamento de Matagalpa.

A fundação da Frente Estudiantil Revolucionário, FER, organização que situou suas acções no marco legal (ainda que foi duramente reprimida) e que se constituiu na ponta de lança para organizar aos estudantes e aos pobladores urbanos, deu como resultado que as escolas de secundária e as universidades dessem um importante contribua de militantes ao FSLN.[4]

Pancasán

Em 1967 ainda a estratégia de luta que se mantinha era o foquismo. Em janeiro desse ano destacam-se o grosso da militancia à montanha. A coyuntura social era muito diferente já que o FSLN começava a ser conhecido pela cidadania nicaragüense. No campo o labor de infra-estrutura e concienciación do campesinado empreendida por Rigoberto Cruz, conhecido como "Pablo Úbeda" e os sindicalistas como Bernardino Díaz Ochoa e sua mulher Benigna Mendiola proporcionavam ao FSLN uma infra-estrutura logística e apoio popular da que careceram em Raiti e rio Cocos. No meio urbano as actividades do Frente tinham conseguido saltar do mundo estudiantil e educacional ao trabalhista o que diversificava e aumentava a fonte de militantes do FSLN. Mesmo assim a força da Guarda Nacional era muito superior à que mantinha a Frente.

O palco de actividades bélicas centrou-se na montanha do departamento de Matagalpa na zona do cerro Pancasán e Bicha Grande. O 27 de agosto de 1967 produziu-se o facto conhecido como Gesta de Pancasán em onde uma columan guerillera, comandada por Silvio Mayorga foi aniquilada em uma emboscada da Guarda Nacional. Esta derrota militar da guerrilha converteu-se em um ponto de inflexão na luta contra a ditadura e em uma vitória política ao tomar consciência a cidadania nicaragüense que a única possibilidade real de acabar com a ditadura da família Somoza era mediante a luta armada e identificar à oposição antisomocista com a Frente Sandinista.

O telefonema "Gesta de Pancasán", teve sua origem na perda de uns cartuchos de munição de um jovem guerrilheiro que andava pondo buzones. Estas balas foram achadas por uns "Juízes de Mesta" (autoridade rural da Nicarágua) que põem o facto em conhecimento da Guarda Nacional que sem mais conhecimento se lança à busca dos guerrilheiros. Inteirado Carlos Fonseca tenta pôr em conhecimento deste facto a Silvio Mayorga mas dantes de chegar a comunicar-lho a Guarda Nacional detecta a coluna de Mayorga e o 27 de agosto de 1967 tende-lhe uma emboscada.

Esta emboscada produz-se nas cercanias da Fazenda Washington nas montanhas de Pancasán no Departamento de Matagalpa. Nesta acção é praticamente aniquilada a coluna guerrillera morrendo nela, entre outros, o próprio Mayorga, Rigoberto Cruz, Carlos Reyna, Carlos Tinoco, Otto Capacetes e Francisco Moreno. Oscar Danilo Rosales é capturado, torturado e assassinado[6]

Luta desigual

A identificação da oposição à ditadura somocista com o FSLN foi impondo-se o todos os sectores da sociedade nicaragüense. A brutal diferença de forças e a desmesurada resposta que o Guarda Nacional dava aos ataques sandinistas foram calando nos cidadãos que admiravam os comportamentos heroicos dos jovens combatentes.

O 15 de julho de 1969 a Guarda Nacional ataca a casa "As Termópilas" situada no bairro das Delícias do Volga em Managua. A Guarda Nacional tinha recebido informação de que nessa casa se encontrava uma célula guerrillera. O ataque realiza-se com todos os meios disponíveis, participam nele mais de 300 efectivos. No interior da casa encontravam-se Doris Tijirino, Glória Campos, a filha desta Martha Lorente, Mirna Mendoza e Julio Buitrago, chefe da resistência urbana do FSLN e membro de sua Direcção Nacional. Julio Buitrago ordenou aos demais parceiros que abandonassem a casa e se refugiou na primeira planta, durante mais de 3 horas resistiu os ataques da Guarda Nacional que chegou a bombardear a moradia. Na fugida caíram prisioneiros Glória Campos e sua filha.[7]

A operação foi retransmitida por televisão com o propósito de desprestigiar ao FSLN. Uma vez destruída vencida a resistência guerrillera encontraram-se que o combate tinha sido sustentado por um sozinho homem. A atitude de Buitrago foi entendida como o sacrifício heroico pela liberdade. Pouco depois volta a dar-se um caso similar em Managua onde morre, entre outros Leonel Rugama. Acções como esta foram ganhando o apoio popular no que o FSLN pôde estabelecer sua luta.[8]

Nesse ano faz-se público o programa de 14 pontos entre os que destacam:

Arquivo:Leon nicaragua 1988.jpg
Cartaz em uma rua de León (Nicarágua) em março de 1988 .

Agregado de forças em silêncio

Em 1970 , em uma coyuntura repressiva muito intensa, algumas escaramuzas bélicas na zona de Zinica (Matagalpa) e acções urbanas, o FSLN lança consigna-a de agregado de forças em silêncio reduzindo ao mínimo as acções bélicas e passando a um trabalho de preparação de quadros e militantes bem como o fortalecimiento da organização em todos os âmbitos, tanto políticos e sindicais como militares. O período de agregado de forças durou quatro anos.

Durante este período não se reivindico nenhuma acção política nem militar dedicando todos os recursos à formação e fortalecimiento da organização para a preparar para empreender uma luta sustentada até o fim da ditadura.

Prepararam-se planos de organizativos dos diferentes sectores, estudiantil, operário, camponês, urbano... Acumularam-se recursos de todo o tipo, financeiros, armamentísticos, materiais... e de fez hincapié na formação de quadros tanto na vertente política como militar inclusive com estadias no estrangeiro, principalmente em Cuba e com a guerrilha palestiniana de Fatah .

Especialmente desde 1971 desenvolveu-se um grande trabalho de preparação entre as massas populares, que rebasando as escolas chegou aos bairros, comunidades camponesas e fábricas.

Ainda que não teve muitos confrontos e não se deram muitas baixas caíram alguns militantes sandinistas, como os membros da Direcção Nacional Oscar Turcios e Ricardo Morais.

O período de agregado de forças em silêncio" duro até o 27 de dezembro de 1974 no que se produz o assalto à casa de Chema Castillo por parte de um grupo guerrilheiro dirigido por Eduardo Contreras e Germán Pomares. Leste foi o início de uma ofensiva interrompida e crescente que culminou com a entrada a Managua o 26 de julho de 1979.

Fim do silêncio e começo da ofensiva

A noite do 27 de dezembro de 1974 um grupo de guerrilheiros assalta a moradia de José María Castillo, importante personagem do círculo de governo da ditadura dos Somoza, situada no bairro dos Robles de Managua. O grupo de guerrilheiros sandinistas estava dirigido por Eduardo Contreras e Germán Pomares. O assalto irrompe em uma festa homenagem que se lhe brindava ao embaixador dos EEUU na Nicarágua Turner B. Shelton.

Na acção deixou-se livre aos diplomatas estrangeiros e mantiveram-se como reféns às personalidades nicaragüenses, todos elas unidas com as altas esferas do poder. O ataque realizou-se por 13 guerrilheiros (10 homens e 3 mulheres) organizados em 3 escuadras e foi planificada com muita antelación. Os participantes não se conheciam entres se previamente, Depois de várias observações se elege no dia da festa ao embaixador de EEUU e às 22:50 começa o assalto à casa.

Os objectivos desta acção eram, a libertação de 18 sandinistas encarcerados, dar um golpe demoledor à ditadura e procurar o eco internacional para mostrar a situação do país e a obtenção de um resgate. Negociou-se a saída dos asaltantes do país.

Esta acção põe fim ao silêncio que por quatro anos tinha guardado a Frente Sandinista de Libertação Nacional e é o começo de uma ofensiva que não deter-se-ia até o derrocamiento da ditadura.

Pouco depois realiza-se o ataque ao quartel de Waslala que dá passo ao início de acções armadas a todo o largo e longo do país.

A divisão, os três FSLN

Nos seguintes anos intensificam-se as acções guerrilleras no campo e nos núcleos urbanos. A resposta do governo foi o aumento da repressão decretando o estado de lugar e encarcerando a todo aquele do que se pudesse ter suspeitas de sua conexão com a guerrilha. O trabalho realizado no período anterior deu seus frutos e o FSLN viu-se reforçado pela entrada de muitos novos militantes.

Em 1976 surgem discrepâncias no seio da organização e consuma-se uma divisão da mesma. Surgem três organizações com o mesmo nome mas com apelativos diferentes. O FSLN Proletario, o FSLN Guerra Popular Prolongada (GPP) e o FSLN Insurreccional (terceristas). As razões da divisão foram, fundamentalmente, de ordem táctico e organizativo.

Desde a fundação do FSLN têm passado distinas ideologias, como a marxista, por exemplo. A divisão do FSLN foi principalmente pela radicalización das diferentes ideologias.

FSLN Guerra Popular Prolongada ou GPP: De inspiração guevarista (quem cria no foquismo como método revolucionário) o grupo populista ou GPP, é considerado sectario pelos outros blocos do FSLN. Sua acção estava principalmente no campo, na zona nordeste da Nicarágua, onde a aceitação pelos camponeses pobres foi boa; sustentaram sangrentos confrontos contra a Guarda Nacional. Achavam que estavam listas as forças para derrocar a Somoza.

FSLN Proletario: Consideravam ao trabalhador como "A vanguardia revolucionária da luta pelo socialismo". Sua acção é o foquismo, como uma tentativa apressada de semjanza com a Revolução Cubana. Actuavam nas urbes, com atentados e sabotagens à ditadura de Anastasio Somoza. Consideravam falto de maturidade ao movimento revolucionário para pôr fim à ditadura de Somoza.

FSLN Insurreccional ou Terceristas: Foram uma mistura hetrogénea de demócratacristianos, marxistas amplos que aceitam o pluralismo, social democratas, estudantes idealistas, empresários, professores. Seu cometido era pôr fim à ditadura somocista e estabelecer um governo democrata entre força-as opositoras. Organizavam-se em comandos rápidos e móveis, passavam do campo à cidade e foram quem asestadro golpes graves à ditadura.

O 7 de novembro de 1976 cai em combate na região de Zinica Carlos Fonseca. Nesse mesmo ano também morre Eduardo Contreras que tinha destacado na tomada da casa Castrillo em 1974.

A ofensiva de Outubro

No final de 1977 o FSLN Insurreccional lança uma ofensiva urbana atacando quartéis de Masaya, San Carlos em rio San Juan e na Frente Norte Carlos Fonseca que se salda com um sucesso inicial ainda que a superioridad armamentística da Guarda Nacional faz que as instalações se recuperem rapidamente. Esta ofensiva é conhecida como "Ofensiva de Outubro".

Em Managua e Tipitapa caem vários quadros da fracção FSLN Guerra Popular Prolongada entre os que está o membro da Direcção Nacional Pedro Aráuz Palácios.

Um grupo de personalidades nicaragüenses no exílio fazem publico o chamado "Manifesto do Grupo dos Doze" no que chamam ao país a apoiar a luta contra Somoza.

A Ofensiva de Outubro leva pela primeira vez a luta guerrillera às cidades demonstrando a vulnerabilidad militar do somocismo e criando as condições subjetivas para acções posteriores acções insurreccionales.

A tomada do Palácio Nacional

No ano 1978 começa com o assassinato do director do jornal A Imprensa, Pedro Joaquín Chamorro Cardeal. Este assassinato é atribuído ao regime ao ser Chamorro um conhecido opositor do somocismo. O mal-estar e os protestos estenderam-se entre a classe média e empresarial do país.

Em fevereiro desse ano produz-se a insurrección do bairro Monimbó de Masaya e já a situação nicaragüense é notícia internacional. Nos Sabogales morre Camilo Ortega Sabedra, irmão de Daniel Ortega quem à postre seria presidente do país.

O 22 de agosto um comando da fracção FSLN Insurreccional toma o Palácio Nacional do Congresso no meio de uma sessão conjunta retendo a deputados e senadores. À frente do operativo estava Edén Pastora, conhecido como o comandante "zero", e Diana Fonseca, comandante "lorena" (pastora após o triunfo da revolução alçar-se-ia em armas contra seus antigos colegas do FSLN). Somoza vê-se obrigado a aceitar os pontos da Frente e deve libertar prisioneiros políticos (entre os que se encontrava Tomás Borge), publicar comunicados revolucionários, dar dinheiro em numerário e permitir a partida do comando ao estrangeiro.

Em setembro produz-se um levantamento insurrecional nos departamentos de León , Matagalpa, Chinandega, Estelí, Masaya e Managualos cuales agrupam a mais de 50% da população do país.

A resposta da Guarda Nacional é a de atacar por todos os meios e indiscriminadamente às cidades produzindo muitas vítimas entre a população civil. A luta dura mais de um mês e acaba obrigando ao abandono dos guerrilheiros das praças urbanas redobrando às montanhas e zonas rurais. Na retirada muitos civis decidem somar aos grupos da guerrilha.

Está acção foi o começo de uma insurrección generalizada contra a ditadura ao mesmo tempo que é o ponto de inflexão quanto à superação da divisão do FSLN. As diferentes tendências começam a procurar acordos para conseguir uma nova unificação. Por outro lado Costa Rica, Panamá, Venezuela e México posicionam-se a favor da luta do FSLN promovendo o isolamento internacional do regime somocista.

O ofensiva final

A insurrección vai ganhando adeptos e as bichas guerrilleras vão-se nutrindo de militantes que decidem somar à luta contra a ditadura. O FSLN constitui diversas frentes de combate, os que denomina com o nome de colegas caídos. Formam-se as seguintes frentes; no sul a Frente Sur Benjamín Zeledón; no norte, a Frente Norte Carlos Fonseca; a zona central, a Frente Pablo Úbeda; na área de Chontales, a Frente Oriental Carlos Roberto Huembes; na zona de León e Chindandega, a Frente Ocidental Rigoberto López Pérez e o as áreas de Masaya e Carazo, a Frente Central Camilo Ortega a estes se acrescentava a Frente urbana de Managua.

Em março de 1979 assina-se o acordo de unidade por parte dos representantes das três fracções sandinistas e decide-se impulsionar a luta. Na cidade norteña de Estelí produz-se uma nova insurrección em abril.

Em junho o Frante Sandinista de Libertação Nacional faz um apelo a participar no Ofensiva Final. Todas as frentes são convocados intensificar a luta contra a Guarda Nacional e converger na capital, se convoca a toda a população a uma greve geral.

Estelí, Matagalpa, Chinandega, León, Managua, Masaya, Carazo e Rivas alçam-se de novo contra o governo o qual responde desesperadamente bombardeando as cidades. As colunas do FSLN avançam libertando todas as cidades a seu passo. O governo de EEUU tenta, mediante a OEA (Organização de Estados Americanos), parar o avanço da Frente. O governo norte-americano tenta que a OEA destaque tropas de interposición na Nicarágua, mas não obtém apoio necessário dos países latinoamericanos presentes na organização. Posteriormente, pondo como pretexto motivos humanitários, tenta estabelecer tropas em Costa Rica para intervir na Nicarágua, mas esta operação também fracassa. O mesmo que as tentativas de negociação com o FSLN para a composição de uma Junta de Governo de Reconstrução nacional. Finalmente, os Estados Unidos da América do Norte vêem-se obrigados a pedir a Anastasio Somoza sua renúncia à presidência da Nicarágua em uma tentativa de controlar a situação. Somoza é substituído pelo presidente do Congresso Nacional, Francisco Urcuyo, que em um de seus primeiros actos como presidente faz um apelo ao FSLN a que deponha as armas. A resposta sandinista foi a de incrementar o avanço e Urcuyo abandona o país. A Guarda Nacional derruba-se a Frente Sandinista de Libertação Nacional entra em Managua o 19 de julho de 1979 pondo fim à etapa ditactorial somocista e começando o que se conhece como "A Revolução Sandinista" assumindo as responsabilidades de governo mediante a Junta de Governo de Reconstrução Nacional.

Período de governo

Artigo principal: Revolução sandinista
Bandeira que ondeó no bairro Laura Sofía Olivas Paz de Ocotal (Nova Segovia) quando foi declarado território vitorioso de analfabetismo.
O FSLN iniciou um governo de reconstrução nacional, incorporando a pessoas dos diversos sectores da sociedade nicaragüense, o qual se rompe por diferenças em como fazer valer a hegemonía popular. O FSLN assumiu o governo nicaragüense e começou a realizar uma política de economia mista ao mesmo tempo que se repartia as terras dos latifundistas na reforma agrária e se nacionalizaba a banca. Os bens da família Somoza e de outros membros relevantes da sociedade que sustentou à derrotada ditadura foram expropiados, equivalendo ao 40% da economia nacional. Esta expropiación realizou-se mediante o Decreto número 3 do 20 de julho de 1979 que diz:
faculta ao Procurador Geral de Justiça para que de imediato proceda à intervenção, requisa e confiscación de todos os bens da família Somoza, militares e servidores públicos que tivessem abandonado o país a partir de dezembro de 1977.

No ano 1981, escassamente ano e médio do triunfo revolucionário, os Estados Unidos da América, pondo como desculpa o suposto suporte e apoio dos sandinistas ao movimento guerrilheiro de El Salvador, impõem um bloqueio económico ao mesmo tempo que organiza e financia a denominada contra (de contrarrevolución), partindo das unidades do exército de Somoza que fugiram ao vizinho país de Honduras e criando assim uma situação de guerra (em 1987 tinha mais de 10.000 contras armados lutando contra o governo da Nicarágua). O apoio dos Estados Unidos aos contra trouxe-lhes diversos problemas tanto de índole internacional como interno, entre o mais relevante se encontra a sentença condenatoria firme do Tribunal Internacional da Tenha contra os EE.UU. (ver a Nicarágua contra Estados Unidos) pelo minado de portos civis como o de Corinto , que EEUU nunca acatou, além da rejeição ao apoio do governo estadounidense à contra em 1985 que promulgó o Congresso dos EEUU quando saiu à luz pública o escândalo Irangate.

Em resposta à contrarrevolución, estabeleceu-se uma situação de guerra, trazendo como consequência mortes calculadas em mais de 38.000 pessoas e perdas económicas de uns 17 mil milhões de dólares, em conceito de destruição de infra-estrutura, além da aplicação do serviço militar obrigatório, a provisão de cuantiosos fundos para a defesa mediante um maior controle dos recursos do país.

A solidariedade internacionalista virou-se com Nicarágua e organizações solidarias de todo mundo bem como os países que compartilhavam um mesmo sentido de governo com os Sandinistas, com a União Soviética e Cuba à cabeça, apoiaram à Revolução Rojinegra mitigando os imensos danos da guerra civil.

Nas eleições do 4 de novembro de 1984 [10] o representante sandinista, Daniel Ortega Saavedra, vence por uma ampla margem de votos (o 67%). Ao ano seguinte, ante o incremento das hostilidades, decreta-se o estado de emergência durante um ano. Em 1987 o FSLN voltou a resultar ganhador das eleições convocadas. Em março de 1988 iniciam-se conversas, arropadas pelos presidentes dos outros países centroamericanos, no que se conheceu como "Acordo de Esquipulas II", entre o governo sandinista e a Contra no que se lembra uma trégua. Em fevereiro do ano seguinte chega-se ao acordo de dissolução da Contra e da realização das reformas constitucionais que permitiriam sua participação na vida política do país, este acordo se assinou na localidade salvadoreña de Costa do Sol.

O custo atroz da guerra demandaba, desde o interior do país, a paz, ao mesmo tempo que o panorama internacional mudou; mudanças na presidência de EEUU (Reagan já não era presidente), começa a perestroika na URSS, pressão a cada vez maior dos países vizinhos...

Entre os lucros do período de governo revolucionário destaca a campanha de alfabetización que conseguiu reduzir o índice de analfabetismo a mais de 50% a menos de 13% e o acesso ao ensino superior a indivíduos de escassos recursos, bem como a reforma agrária, uma firme vontade de desenvolver a política cultural e a tentativa de universalización da previdência fazendo que as taxas de doenças e mortalidade infantil diminuíssem significativamente.

Críticas e condenações

Desde o triunfo mesmo da revolução, o novo governo teve que fazer frente a uma série de episódios que tentavam frear as acções de mudança revolucionário. No contexto da desordem que acaeció nos primeiros dias após o triunfo, os erros e abusos que se puderam cometer foram aproveitados pelos derrotados seguidores do regime somocista, opositores ao sandinismo e quem os apoiavam para tentar frear as incipientes reformas revolucionárias e avanços sociais.

Entre as principais críticas encontram-se a censura aos meios de comunicação por decreto de lei (apesar disso o principal jornal de oposição, A Imprensa, mantinha sua linha editorial íntegra originando seu fechamento em várias ocasiões). A Igreja Católica foi acusada de desestabilizar a Revolução e manteve umas tirantes relações com o governo.

"Artigo 13.-Todo o que tiver estabelecido ou estabelecer daqui por diante uma imprenta, litografia, empresa editora, ou qualquer outro médio de publicidade ou outra forme electrónica que serve para difundir em forma em massa uma ideia, uma opinião ou notícia, terá obrigação de solicitar autorização à Direcção de Meios de Comunicação, manifestando por escrito onde consta o lugar ou lugares que ocupe o negócio, o nome e apellido do empresário ou sociedade a que pertence, o domicílio daquele ou desta, e o nome, apellidos e domicílio do Gerente se os tiver; igual obrigação terá quando o proprietário ou gerente mude de domicílio ou de lugar o estabelecimento do negócio."[11]

Em 1982 a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA com sede em Washington, DC (Estados Unidos), em referência a umas mortes em estranhas circunstâncias ocorridas no Cárcere Modelo de Managua em dezembro de 1979.

que Por aplicação do Artigo 39 do Regulamento, presumir verdadeiros os factos denunciados na comunicação de 3 de dezembro de 1979, relativa à morte em prisão de Pedro Pablo Calderón Urbina, Marcos Dávila Andrade, Guillermo Sánchez Pinell, Perfeito Pérez e Humberto Villavicencio Montoya.

- -  :2. Observar ao Governo da Nicarágua que tais mortes, considerando a juventude de quatro dos réus, configuram graves violações ao direito à vida (Artigo IV da Convenção Americana sobre Direitos Humanos) e ao direito à integridade pessoal (Artigo V). -

-  :3.Recomendar ao Governo da Nicarágua que pesquise os factos denunciados e, se for o caso, sancione aos responsáveis; e que se sirva comunicar à Comissão a decisão que adopte, dentro de um prazo máximo de 60 dias...
.[12]

Da mesma forma, uma vez abandonado o poder, o F.S.L.N. e alguns de seus dirigentes foram acusados pelo médios de comunicação afines à contrarrevolución e ao governo dos Estados Unidos de se combinar com propriedades estatais. Este facto foi conhecido como a piñata, mas não deu lugar a nenhuma acusação ante a justiça, nacional ou internacional, e nenhum dirigente sandinista foi acusado, enjuiciado ou encarcerado por isso. Algumas destas propriedades tinham sido expropiados no período revolucionário e posteriormente, seus antigos proprietários foram indemnizados mediante bonos denominados BPI (Bonos de Pagamentos de Indemnização).

O 8 de junho de 2006 , em vésperas do período eleitoral para as eleições à presidência do governo nicaragüense (o 5 de novembro de 2006), o presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos (C.P.D.H.), Marcos Carmona, apresentou uma denúncia contra ex-dirigentes sandinistas que tiveram responsabilidades no período de governo revolucionário, entre eles Daniel Ortega (re-eleito no 2006 como presidente), ante a Promotoria Geral da República de Porto Cabeças. As acusações são por delitos de genocídio]] e crimes de lesa humanidade" contra indígenas miskitos. Os factos supostamente ocorreram entre 1981 e 1982 e foram denunciados ao C.P.D.H. no 2005, segundo o jornal O Novo Diário da Nicarágua[13]
Um total de 64 pessoas foram assassinadas, 13 torturadas e 15 desaparecidas em 17 comunidades miskitas da Região Autónoma do Atlántico Norte (RAAN), segundo a denúncia do C.P.D.H., uma férrea opositora ao regime sandinista.
O sandinista Enrique Figueroa tem manifestado que é
"lamentável" que um organismo de direitos humanos "a cada vez que se apresenta uma campanha eleitoral é instrumentalizado pelos adversários do FSLN para organizar campanhas de desprestigio para afectar a imagem de seus candidatos e do partido".

Perda do Poder Executivo

Reagan reunido com (de izqquierda a direita) o Secretário de Defesa, Caspar Weinberger; o secretário de Estado, George Shultz; o Procurador Geral, Ed Meese e o Chefe do Staft Dom Regan no despacho Oval da Casa Branca.

Em 1986 depois do destape do escândalo Irangate, o congresso estadounidense detém todo o orçamento para a Contra, e esta se vê imposibilitada de manter sua luta. Enquanto, o governo Sandinista não podia seguir mantendo uma guerra impopular que tinha socavado a economia no final dos anos 80, Nicarágua ficou sem o apoio da União Soviética. Baixo os acordos de Esquipulas II procurou-se uma saída política ao conflito que contemplava a convocação de eleições gerais.

Nas eleições presidenciais do 25 de fevereiro de 1990 , o F.S.L.N. entregou o poder a Violeta Bairros de Chamorro, líder da UM (União Nacional Opositora), coalizão antisandinista apoiada pelos EE.UU., o 25 de abril do mesmo ano, depois de perder as eleições. Desde então, ainda que a UM se dissolveu, os diferentes partidos de corte de direita têm mantido o poder, ainda de forma precária nas eleições seguintes (1996 e 2001), sendo os resultados a cada vez mais ajustados.

No tempo que o partido leva fora do governo este tem sofrido várias escisiones e confrontos internos que não têm ajudado a conseguir melhores resultados eleitorais nas eleições nacionais, além das críticas dos sectores liberais do suposto populismo e proselitismo político ao que recorre o F.S.L.N.

No entanto, o F.S.L.N. tem tido certo repunte nas eleições municipais em onde tem conseguido obter resultados significativos, incluindo a obtenção da prefeitura de Managua (cidade capital) em duas eleições consecutivas (2000 e 2004).

Baixo a liderança de Daniel Ortega Saavedra a Frente Sandinista tem sofrido uma profunda reconversión que lhe levou a realizar uma política mais centrista e parlamentar com alianças com antigos inimigos e pactos com seus rivais políticos. A aproximação à Igreja Católica, que inclui inclusive a "formalización" das relações de casal de Daniel[14] e a mudança de discurso, daquele Ganhamos e adiante Daniel Presidente tudo será melhor!!! da campanha eleitoral de fevereiro de 1990 à RECONCILIAÇÃO E UNIDADE NACIONAL Uma opção preferencial pelos pobres! da campanha das eleições do ano 2006[15] há toda uma transição que alguns consideram, como o fazia o jornal O Novo Diário em sua edição do dia após a vitória de Daniel Ortega nas eleições presidenciais;
E é que o sandinismo revolucionário que chegou ao poder em 1979 tem ido desvirtuándose baixo a férula de Ortega para se converter no “danielismo” actual, mais próximo à esquerda populista.
[14]

A escisión mais forte produziu-se com a saída do ex-prefeito de Managua, o popular Herty Lewites que denunciou a liderança impositivo de Daniel Ortega. Junto a Herty abandonaram o partido relevantes figuras como Carlos Mejía Godoy. De facto ao triunfo eleitoral do 4 de novembro de 2006 só ficavam no seio do FSLN três dos nove comandantes que constituíram a Direcção Nacional em tempos da revolução.

Alguns factos e pactos com a direita no Governo, como o realizado para a mitigación das penas impostas pela justiça ao ex-presidente Arnoldo Alemão (antigo dirigente contra) que permitiu a possibilidade de reduzir a percentagem requerida para ganhar as eleições em primeira rodada eleitoral com mal um 35%, ou o pacto a favor da derogación da lei do aborto (lei que foi apoiada e impulsionada pela Frente em tempos da revolução) e que existia desde tempos da Revolução Liberal de José Santos Zelaya, ao poder ganhar com um 38,7% dos votos as eleições presidenciais de novembro de 2006 contra o 62% dos votos dos partidos de direita divididos em Partido Liberal Constitucionalista (PLC), Aliança Liberal Nicaragüense (ALN) e Alternativa Cristã (AC) mais o partido esquerdista dissidente do FSLN, Movimento Renovador Sandinista (MRS).

Volta ao poder

Nas eleições presidenciais levadas a cabo o 5 de novembro de 2006 o candidato sandinista, Daniel Ortega vence com um 38% dos votos. O jornal O Novo Diário expressa desta maneira os resultados
O CSE (Conselho Supremo Eleitoral) informou que das mais de 11 mil JRV (Juntas Receptoras de Votos) escrutadas, o FSLN em eleição presidencial atingia o 40,04%, Aliança Liberal Nicaragüense (ALN) 33,29%; o Partido Liberal Constitucionalista (PLC) 19,51%; o Movimento Renovador Sandinista (MRS) 6,89%, e Alternativa pela Mudança (AC) 0.27%.[16]
Com esta vitória põe-se fim a 16 anos de governos neoliberales e conservadores. O diário espanhol O Mundo descrevia a situação da seguinte forma, nos dias prévios à campanha:[17]
Um país açoitado pela pobreza
Dá-se por facto que quanto mais alta seja a participação dos quase 3,4 milhões de nicaragüenses com direito a voto (o duplo que em 1990), melhor será o resultado para Ortega. Com o 80% de seus quase seis milhões de habitantes na ombreira da pobreza (rendimentos de menos de dois dólares diários), a metade em desemprego ou em subempleo, salários de 100 dólares ao mês e uma dívida externa de 6.500 milhões de dólares depois da condonación de quatro em cada cinco dólares que devia, o balanço dos três presidentes (Chamorro, Alemão e Bolaños) que têm sucedido a Ortega é claramente negativo.
Ainda que a economia nicaragüense fosse uma das de maior crescimento na América Central e o FSLN mantivesse uma ampla presença nos diferentes âmbitos de poder.

A campanha eleitoral levada a cabo pelo FSLN chamava a uma política de reconciliação, o segundo de Ortega, Jaime Morais Carazo, era um antigo contra suposto agente da CIA, e baixo o lema Unida, Nicarágua Triunfa dava-se, dita campanha, em um ambiente caracterizado pelo triunfo de tendências esquerdistas na América Latina. Com o apoio do presidente da Venezuela Bolivariana de Hugo Chávez, a Bolivía de Evo Morais e o baluarte revolucionário cubano faziam prever, junto com os resultados das encuestas, o triunfo rojinegro.

A escisión sandinista Movimento Renovador Sandinista (MRS) obtinha um 6,89% após ter que substituir a seu primeiro de lista, o carismático ex prefeito de Managua, Herty Lewites, por Edmundo Jarquín e com a participação destacada, como candidato à vicepresidencia, de Carlos Mejía Godoy. Nestas eleições ficou pendente de emitir-se o resultado de cerca do 8% do total de Juntas Receptoras de Votos, no que constitui uma anomalía constantemente destacada pelos Partidos de Oposição.

As primeiras acções de governo do FSLN foram o restabelecer a gratuidad dos serviços de Educação e Saúde. Em educação proíbe-se a cobrança nas escolas públicas, de matrículas, mensualidades, material escolar e outros insumos. Em Saúde eliminam-se as consultas privadas nos centros públicos e restabelece-se a gratuidad dos medicamentos, as operações quirúrgicas e prova-las clínicas que se realizem nos centros sanitários dependentes do Estado.[18]

Nas eleições municipais nicaragüenses do passado 9 de novembro do 2008, o FSLN obteve o 48.79% dos votos em frente a seu rival mais imediato o Partido Liberal Constitucionalista que obteve o 45.88%, enquanto o ALN obteve o 3.80% dos votos, PRN Ou.86% e AC 0.67%. O FSLN ganhou 10 departamentos (Nova Segovia, Estelí, Madriz, Chinandega, León, Managua, Masaya, Carazo, Rivas e Matagalpa) e o PLC: 7 (Granada, Chontales, Boaco, Jinotega, RAAN, RAAS e Rio San Juan). Para um total de 105 prefeituras (13 cabeceiras departamentales) incluindo a capital Managua, em contraposição a 37 do PLC (5 cabeceiras departamentales) e o ALN ganho 4 Prefeituras (nenhuma cabeceira departamental).No entanto, certas anomalías e a falta de observadores internacionais nas eleições, originou um descontentamento social e a rejeição dos resultados por parte da oposição.[19] Situação que até o dia de hoje não tem sido solucionada.

Presidentes do poder Executivo

Daniel Ortega.

O partido tem dado os seguintes Presidentes da República, a saber:

Candidatos presidenciais

Sandinistas prominentes

Comandante Donald Ignacio Mendoza García, 1973 até hoje no FSLN

Veja-se também

Referências

  1. *Bosch, Juan (1983). De Cristobal Colón a Fidel Castro. O caribe, fronteira imperial., Havana: Editorial de Ciências Sociais.. ISBN.
  2. A estrela da Nicarágua. A Foto Histórica.
  3. Wheelock Román, Jaime (1980). Ernesto Chávez Álvarez (ed.). Frente Sandinista: Hecia o ofensiva final., Cidade de Havana: Editorial de ciências sociais..
  4. a b c d e f * Matilde Zimmermann. «Fundação do FSLN, 1960-1964». Consultado o 26 de janeiro de 2009 de 2009.
  5. Atirado não viu a Borge fundar nenhum Frente - O Novo Diário - Managua, Nicarágua
  6. O 19
  7. 38 anos de “as Termópilas” das Delícias do Volga Julio Buitrago maior que Leónidas
  8. A histórica Revolução Popular Sandinista
  9. Resumem da história oficial do FSLN
  10. 4 de Novembro: análise dos resultados eleitorais
  11. Regulamento de registo dos meios de comunicação decreto Não. 39, Aprovado o 29 de Maio de 1986.
  12. Nicarágua 5154
  13. O Novo Diário - Managua, Nicarágua - Ortega acusado de genocídio contra miskitos
  14. a b O Novo Diário - Managua, Nicarágua - 16 anos depois, o sandinismo volta ao poder
  15. Programa de governo - A Voz do Sandinismo
  16. O Novo Diário - Managua, Nicarágua - Ganhou Ortega.
  17. Regresso ao futuro ou mais do mesmo | elmundo.é
  18. Governo sandinista restabelece gratuidad em Educação e Saúde (Managua, 17 de janeiro) http://www.granma.cubaweb.cu/2007/01/18/interna/artic05.html
  19. «A fraude eleitoral divide a Nicarágua · ELPAÍS.com».

Fontes

Kampwirth, Karen. 2007. Mulheres e Movimentos Guerrilheiros: Nicarágua, El Salvador, Chiapas, Cuba. México: Praça e Valdes Editores.

Enlace externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/r/t/Encydia-Wikilingue%7EArt%C3%ADculos_solicitados_2358.html"
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