Uma função de utilidade é uma função real que mede a "satisfação" ou "utilidade" obtida por um consumidor quando desfruta via consumo de certa quantidade de bens.
Matematicamente pode demonstrar-se que se é possível renderizar a conduta de um consumidor perfeitamente racional mediante funções de utilidade convexa, então esta conduta pode resumir mediante uma curva de demanda decreciente. Mais singelamente, se existe uma função de utilidade para o consumidor racional e dão-se uns supostos matematicamente razoáveis então existe uma "curva de demanda".
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Dada uma economia em que um consumidor pode adquirir n mercadorias diferentes (as quais se supõem infinitamente divisibles ou altamente divisibles), a função de utilidade se define como:
Onde:
interpreta-se como a quantidade disponível do bem i-ésimo.
interpreta-se como a utilidade total de uma verdadeira combinação de bens.
Algumas propriedades usualmente requeridas são que:
se
. Se a função é diferenciable então todas as derivadas parciais serão positivas.
A condição (1) é mera conveniencia matemática, a condição (2) é importante deve ser satisfeita por toda a função de utilidade, enquanto a condição (3) tem que ver com o princípio de utilidade marginal decreciente.
A função de utilidade ainda sendo um conceito altamente asbstracto, e aparentemente axiomática, sua existência pode se derivar de supostos ainda mais básicos. Para deduzir a existência de uma função de utilidade se introcuen os seguintes supostos sobre as preferências de qualquer consumidor consumidor:
e
o consumidor tem preferência definida, isto é, ou bem
(prefere
a )
ou bem
(prefere
a )..
se cumpre que
.
,
e
tais que
e
, cumprirão que
.
e
são conjuntos fechados.
Pode provar-se o seguinte teorema:
que representa essas preferências.