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Galactosemia

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Galactosemia
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Galactose Haworth.png
Galactosa
CIE-10 E74.2
CIE-9 271.1
eMedicine ped/818 
MeSH D005693

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Herança autosómica recesiva.

A galactosemia é uma doença hereditaria causada por uma deficiência enzimática e manifesta-se com incapacidade de utilizar o açúcar simples galactosa, o qual provoca um agregado deste dentro do organismo, produzindo lesões no hígado e o sistema nervoso central.

Conteúdo

Conceito

A galactosemia é uma doença caracterizada pela incapacidade de metabolizar a galactosa em glucosa . A galactosa é um monosacárido obtido principalmente da hidrólisis da lactosa contida no leite, ainda que também pode estar presente a outros alimentos. A galactosa absorve-se no intestino e principalmente transforma-se em glucosa no hígado.

Genética

A galactosemia segue um padrão de herança autosómico recesivo em seus três tipologías. Geralmente os pais portadores asintomáticos terão um 25% dos filhos sãos, um 50% dos filhos portadores asintomáticos e um 25% dos filhos com galactosemia.

Bioquímica

A metabolización da galactosa a glucosa realiza-se através da via Leloir, a qual implica uma série de reacções enzimáticas realizadas por diferentes enzimas:[1]

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Galactitol.

Galactosa + ATP --- (Galactoquinasa) ---> Galactosa 1-fosfato + ADP.

Galactosa 1-fosfato + UDP-glucosa ---(Galactosa 1-fosfato uridiltransferasa) ---> Glucosa 1-fosfato + UDP-galactosa.

UDP-galactosa --- (UDP-galactosa 4-epimerasa) ---> UDP-glucosa.


Se a galactosa não é metabolizada pela via Leloir pode metabolizarse por duas vias alternativas:

Na primeira a galactosa é reduzida por uma aldosa reductasa a galactitol , enquanto na segunda a galactosa é oxidada por uma galactosa deshidrogenasa a galactonato.[2]

Tipos

As deficiências da cada um destas enzimas produzem os diferentes tipos de galactosemia:

Deficiência de galactoquinasa (GALK). Neste tipo de galactosemia a galactosa não pode ser fosforilada a galactosa 1-fosfato, pelo que se acumula nos tecidos e se metaboliza pelas vias alternativas citadas anteriormente. Os genes mutados que codifican a enzima GALK se encontram nos cromosomas 15 e 17. Sua frequência estimada é de 1/150.000-1.000.000 de nascimentos.[2]

Deficiência de UDP-galactosa 4-epimerasa (GALE). A reacção que transforma a UDP-galactosa em UDP-glucosa e vice-versa não se realiza. O gene mutado que codifica a enzima GALE se encontra no cromosoma 1.[2] [3]

Deficiência de galactosa 1-fosfato uridiltransferasa (GALT). É o tipo mais comum e grave. Também se conhece com o nome de Galactosemia clássica. Neste tipo de galactosemia a galactosa 1-fosfato não pode ser convertida a glucosa 1-fosfato. Produz-se agregado nos tecidos de galactosa e galactosa 1-fosfato. O gene que codifica a enzima GALT se encontra no cromosoma 9. Sua frequência estimada é de 1/40.000-60.000 nascimentos.[2]

Sintomas

A sintomatología e sua intensidade está determinada pelo tipo de deficiência enzimática que se presente.

Deficiência de galactoquinasa (GALK). Unicamente apresenta-se a formação de cataratas devido ao agregado de galactitol no cristalino. Não há afectación de hígado, riñones ou cérebro. Aumento de galactosa e galactitol em plasma e galactosuria.

Deficiência de UDP-galactosa 4-epimerasa (GALE). Podem-se não mostrar sintomas ou apresentar sintomas parecidos aos da galactosemia clássica. Em ambos casos se produz um agregado de UDP-Galactosa e Galactosa 1-fosfato.

Deficiência de galactosa 1-fosfato uridiltransferasa (GALT). Apresentam-se letargo, rejeição ao alimento e manifestações tóxicas gerais, incluindo vómitos e diarreas, perda de importância, ictericia, hepatomegalia, ascitis e a formação de cataratas entre outros devido ao agregado de galactosa, galactitol e galactosa 1-fosfato nos tecidos. Aumento de galactosa e galactitol em plasma, galactosuria e hiperaminoaciduria.[2]

Diagnóstico

O díagnóstico realiza-se por:[2]

Possíveis complicações

As compliaciones mais frequente são:[2]

Tratamento

O tratamento consiste em:[3]

Referências

  1. Marks’ Basic Medical Biochemistry. A Clinical Approach. Smith, C. et a o. 2nd Edition. 2004. Lippincott Williams & Wilkins. ISBN 0-7817-2145-8.
  2. a b c d e f g Inborn Metabolic Diseases. Diagnóstico and Treatment. Fernades, J. et a o. 4th Edition. 2006. Springer. ISBN 978-3-540-28783-4.
  3. a b Diagnóstico e tratamento de doenças metabólicas. Moreno, B. 1ª edição. 1997 Editorial Díaz de Santos S.A. ISBN 978-84-7978-303-7.

Veja-se também

Enlaces externos

Insights into the pathogenesis of galactosemia. Natural Course and Treatment of Neuropsychological Deficits in a Child with Early-treated Galactosemia. Parents of Galactosemic Children, Inc. Associação espanhola para a Galactosemia. A common mutation associated with the Duarte galactosemia allele. Classical galactosemia and mutations at the galactose-1-phosphate uridyl transferase (GALT) gene. ARHI: A new target of galactose toxicity in Classic Galactosemia.

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