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Glucólisis

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Conteúdo

A glucólisis ou glicolisis (do grego glycos, açúcar e lysis, ruptura), é a via metabólica encarregada de oxidar a glucosa com a finalidade de obter energia para a célula. Consiste em 10 reacções enzimáticas consecutivas que convertem à glucosa em duas moléculas de piruvato , o qual é capaz de seguir outras vias metabólicas e assim continuar entregando energia ao organismo.[1]

O tipo de glucólisis mais comum e mais conhecida é a via de Embden-Meyerhoff, explicada inicialmente por Gustav Embden e Otto Meyerhof. O termo pode incluir vias alternativas, como a via de Entner-Doudoroff. Não obstante, glucólisis usa-se com frequência como sinónimo da via de Embden-Meyerhoff. É a via inicial do catabolismo (degradação) de carbohidratos , e tem três funções principais:

Generalidades

Durante a glucólisis obtém-se um rendimento neto de duas moléculas de ATP e duas moléculas de NADH ; o ATP pode ser usado como fonte de energia para realizar trabalho metabólico, enquanto o NADH pode ter diferentes destinos. Pode usar-se como fonte de poder redutor em reacções anabólicas; se há oxigénio, pode oxidarse na corrente respiratória, obtendo-se três ATPs; se não há oxigénio, se usa para reduzir o piruvato a lactato (fermentación láctica, ou a CO2 e etanol (fermentación alcohólica), sem obtenção adicional de energia.

As funções da glucólisis são:

  1. A geração de moléculas de alta energia (ATP e NADH) como fonte de energia celular em processos de respiração aeróbica (presença de oxigénio) e fermentación (ausência de oxigénio).
  2. A geração de piruvato que passará ao ciclo de Krebs, como parte da respiração aeróbica.
  3. A produção de intermediários de 6 e 3 carbonos que podem ser utilizados em outros processos celulares.

Em eucariotas e procariotas, a glucólisis ocorre no citosol da célula. Em células vegetales, algumas das reacções glucolíticas encontram-se também no ciclo de Calvin, que ocorre dentro dos cloroplastos. A ampla conservação desta via inclui os organismos filogenéticamente mais antigos, e por isto se considera uma das vias metabólicas mais antigas.[2]

Enzimas da glucólisis.

Descoberta

Os primeiros estudos informais dos processos glucolíticos foram iniciados em 1860 , quando Louis Pasteur descobriu que os microorganismos são os responsáveis pela fermentación,[3] e em 1897 quando Eduard Buchner encontrou que certo extracto celular podem causar fermentación. A seguinte grande contribuição foi de Arthur Harden e William Young em 1905, quem determinaram que pára que a fermentación tenha lugar são ncesarias uma fracção celular de massa molecular elevada e termosensible (enzimas) e uma fracção citoplasmática de baixa massa molecular e termorresistente (ATP, ADP, NAD+ e outros cofactores). Os detalhes da via em sim determinaram-se em 1940, com um grande avanço de Otto Meyerhoff e em alguns anos depois por Luis Leloir. As maiores dificuldades em determinar o intrincado da via foram a curta vida e as baixas concentrações dos intermediários nas rápidas reacções glicolíticas.

Visão geral

A glucólisis é a forma mais rápida de conseguir energia para uma célula e, no metabolismo de carbohidratos, geralmente é a primeira via à qual se recorre. Encontra-se estruturada em 10 reacções enzimáticas que permitem a transformação de uma molécula de glucosa a duas moléculas de piruvato mediante um processo catabólico.

A glucólisis é uma das vias mais estudadas, e nos livros de texto geralmente encontra-lha dividida em duas fases: a primeira, de despesa de energia e a segunda fase, que obtém energia.

A primeira fase consiste em transformar uma molécula de glucosa em duas moléculas de gliceraldehído -uma molécula de baixa energia- mediante o uso de 2 ATP. Isto permite duplicar os resultados da segunda fase de obtenção energética. Na segunda fase, o gliceraldehído transforma-se em um composto de alta energia, cuja hidrólisis gera uma molécula de ATP, e como se geraram 2 moléculas de gliceraldehído, se obtêm em realidade duas moléculas de ATP. Esta obtenção de energia consegue-se mediante o acoplamento de uma reacção fortemente exergónica após uma levemente endergónica. Este acoplamento ocorre uma vez mais nesta fase, gerando duas moléculas de piruvato. Desta maneira, na segunda fase obtêm-se 4 moléculas de ATP.

Reacção

A reacção global da glucólisis é:[1]

Reacção global da glucólisis
Alpha-D-Glucopyranose.svg \Longrightarrow Pyruvat.svg + Pyruvat.svg
Glucosa + 2 NAD^+ + 2ADP + 2P_i \Longrightarrow 2 piruvato + 2 NADH + 2 ATP + 2 H^+ + 2H_2O

O enlace éster-fosfato

Destino do piruvato

Vejam-se também: Fermentación e Ciclo de Krebs

Depois de que uma molécula de glucosa se transforme em 2 moléculas de piruvato, as condições do médio em que se encontre determinarão a via metabólica a seguir.

Em organismos aeróbicos, o piruvato seguirá oxidándose pela enzima piruvato deshidrogenasa e o ciclo de Krebs, criando intermediários como NAD+ e FAD. Estes intermediários não podem cruzar a membrana mitocondrial, e portanto, utilizam sistemas de intercâmbio com outros compostos chamados lanzaderas (em inglês, shuttles). Os mais conhecidos são a lanzadera malato-aspartato e a lanzadera glicerol-3-fosfato. Os intermediários conseguem entregar seus equivalentes[4] ao interior da membrana mitocondrial, e que depois passarão pela corrente de transporte de elétrons, que usá-los-á para sintetizar ATP.

Desta maneira, pode-se obter 38 moles de ATP a partir de 1 mol de glucosa.

No entanto, quando as células não possuam mitocondrias (ej: eritrocito) ou quando requeiram de grandes quantidades de ATP (ej.: o músculo ao ejercitarse), o piruvato sofre fermentación que permite obter 2 moles de ATP pela cada mol de glucosa, pelo que esta via é pouco eficiente com respeito à fase aeróbica da glucólisis.

O tipo de fermentación varia com respeito ao tipo de organismos: em fermentos, produz-se fermentación alcohólica, produzindo etanol e CO2 como produtos finais, enquanto em músculo, eritrocitos e alguns microorganismos se produz fermentación láctica, que dá como resultado ácido láctico ou lactato.

Etapas da glucólisis

A glucólisis divide-se em duas partes principais e dez reacções enzimáticas, que se descrevem a seguir.

Fase de despesa de energia (ATP)

Esta primeira fase da glucólisis consiste em transformar uma molécula de glucosa em duas moléculas de gliceraldehído. Até o momento só se consumiu energia (ATP), no entanto, na segunda etapa, o gliceraldehído é convertido a uma molécula de muita energia, onde finalmente obter-se-á o benefício final de 4 moléculas de ATP.

1er passo: Hexoquinasa

Veja-se também: Hexoquinasa
Reaction-Glucose-Glucose-6P oc.png
Glucosa + ATP Biochem reaction arrow foward NNNN horiz med.png Glucosa-6-fosfato + ADP
\Delta G^0 = -16,7 \frac{kJ}{mol}[5]

A primeira reacção da glucólisis é a fosforilación da glucosa, para activá-la (aumentar sua energia) e assim poder utilizar em outros processos quando seja necessário. Esta activação ocorre pela transferência de um grupo fosfato do ATP, uma reacção catalizada pela enzima hexoquinasa,[6] a qual pode fosforilar (acrescentar um grupo fosfato) a moléculas similares à glucosa, como a fructosa e manosa.

As vantagens de fosforilar a glucosa são 2: A primeira é fazer da glucosa um metabolito mais reactivo, mencionado anteriormente, e a segunda vantagem é que a glucosa-6-fosfato não pode cruzar a membrana celular -a diferença da glucosa-já que na célula não existe um transportador de G6P. Desta forma evita-se a perda de sustrato energético para a célula.

Tecnicamente falando, a hexoquinasa só fosforila o D-hexosas, e utiliza de sustrato MgATP2+, já que este catión permite que o último fosfato do ATP (fosfato gama, γ-P ou Pγ) seja um alvo mais fácil para o ataque nucleofílico que realiza o grupo hidroxilo (OH) do sexto carbono da glucosa, o que é possível devido ao Mg2+ que apantalla o ónus dos outros dois fosfatos.[1] [7]

Esta reacção possui um ΔG negativo, e por tanto trata-se de uma reacção na que se perde energia em forma de calor. Em numerosas bactérias esta reacção esta acoplada à última reacção da glucólisis (de fosfoenolpiruvato a piruvato) para poder aproveitar a energia sobrante da reacção: o fosfato do fosfoenolpiruvato transfere-se de uma a outra proteína de um sistema de transporte fosfotransferasa, e em última instância, o fosfato passará a uma molécula de glucosa que é tomada do exterior da célula e libertada em forma de G6P no interior celular. Trata-se por tanto de acoplar a primeira e a última reacção desta via e usar o excedente de energia para realizar um tipo de transporte através de membrana denominado translocación de grupo.

2ou passo: Glucosa-6-P isomerasa

Veja-se também: Fosfohexosa isomerasa
Reaction-Glucose-6P-Fructose-6P oc.png
Glucosa-6-fosfato Biochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png Fructosa-6-fosfato
\Delta G^0 = 1,7 \frac{kJ}{mol}[5]

Este é um passo importante, já que aqui se define a geometria molecular que afectará os dois passos críticos na glucólisis: O próximo passo, que agregará um grupo fosfato ao produto desta reacção, e o passo 4, quando se crêem duas moléculas de gliceraldehido que finalmente serão as precursoras do piruvato.[1]

Nesta reacção, a glucosa-6-fosfato se isomeriza a fructosa-6-fosfato, mediante a enzima glucosa-6-fosfato isomerasa. A isomerización ocorre em uma reacção de 4 passos, que implica a abertura do anel e um traspasso de protones através de um intermediário cis-enediol[8]

Já que a energia livre desta reacção tanto faz a +1,7 kJ/mol a reacção é não espontánea e se deve acoplar.

3er passo: Fosfofructoquinasa

Veja-se também: Fosfofructoquinasa-1
Reaction-Fructose-6P-F16BP oc.png
Fructosa-6-fosfato + ATP Biochem reaction arrow foward NNNN horiz med.png Fructosa-1,6-bifosfato + ADP
\Delta G^0 = -14,2 \frac{kJ}{mol}[5]

Fosforilación da fructosa 6-fosfato no carbono 1, com despesa de um ATP, através da enzima fosfofructoquinasa-1 (PFK1). Também este fosfato terá uma baixa energia de hidrólisis. Pelo mesmo motivo que na primeira reacção, o processo é irreversible. O novo produto denominar-se-á fructosa-1,6-bifosfato.

A irreversibilidad é importante, já que fá-la ser o ponto de controle da glucólisis. Como há outros sustratos aparte da glucosa que entram na glucólisis, o ponto de controle não está colocado na primeira reacção, senão nesta. A fosfofructoquinasa tem centros alostéricos, sensíveis às concentrações de intermediários como citrato e ácidos grasos. Libertando uma enzima chamada fosfructocinasa-2 que fosforila no carbono 2 e regula a reacção.

4ou passo: Aldolasa

Veja-se também: Aldolasa
Reaction-F16BP-DOAP-GA3P unlabel.png
Fructosa-1,6-bifosfato Biochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png Dihidroxiacetona-fosfato + Gliceraldehído-3-fosfato
\Delta G^0 = 23,8 \frac{kJ}{mol}[5]

A enzima aldolasa (fructosa-1,6-bifosfato aldolasa), mediante uma condensación aldólica reversible, rompe a fructosa-1,6-bifosfato em duas moléculas de três carbonos (triosas): dihidroxiacetona fosfato e gliceraldehído-3-fosfato. Existem dois tipos de aldolasa, que diferem tanto no tipo de organismos onde se expressam, como nos intermediários de reacção.

Esta reacção tem uma energia livre (ΔG) entre 20 a 25 kJ/mol, portanto em condições regular não ocorre de maneira espontánea. No entanto, em condições intracelulares a energia livre é pequena devido à baixa concentração dos sustratos, o que permite que esta reacção seja reversible.[1]


5ou passo: Triosa fosfato isomerasa

Artigo principal: Triosa fosfato isomerasa
Reaction DHAP to GAP.png
Dihidroxiacetona-fosfato Biochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png Gliceraldehído-3-fosfato
\Delta G^0 = 7,5 \frac{kJ}{mol}[5]

Já que só o gliceraldehído-3-fosfato pode seguir os passos restantes da glucólisis, a outra molécula gerada pela reacção anterior (dihidroxiacetona-fosfato) é isomerizada (convertida) em gliceraldehído-3-fosfato. Esta reacção possui uma energia livre em condições regular positiva, o qual implicaria um processo não favorecido, no entanto ao igual que para a reacção 4, considerando as concentrações intracelulares reais do reactivo e o produto, se encontra que a energia livre total é negativa, pelo que a direcção favorecida é para a formação de G3P.




Este é o último passo da "fase de despesa de energia". Só temos gastado ATP no primeiro passo (hexoquinasa) e o terceiro passo (fosfofructoquinasa-1). Cabe recordar que o 4to passo (aldolasa) gera uma molécula de gliceraldehído-3-fosfato, enquanto o 5to passo gera uma segunda molécula deste. De aqui em adiante, as reacções a seguir ocorrerão duas vezes, devido às 2 moléculas de gliceraldehído geradas desta fase. Até esta reacção há intervenção de energia (ATP).

Fase de benefício Energético

6ou passo: Gliceraldehído-3-fosfato deshidrogenasa

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Gliceraldehído-3-fosfato+ Pi + NAD+ Biochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png 1,3-Bisfosfoglicerato + NADH + H+
\Delta G^0 = 6,3 \frac{kJ}{mol}[5]

Esta reacção consiste em oxidar o gliceraldehído-3-fosfato utilizando NAD+ para acrescentar um ion fosfato à molécula, a qual é realizada pela enzima gliceraldehído-3-fosfato deshidrogenasa ou bem, GAP deshidrogenasa em 5 passos, e desta maneira aumentar a energia do composto.

Tecnicamente, o grupo aldehído se oxida a um grupo acil-fosfato, que é um derivado de um carboxilo fosfatado. Este composto possui uma energia de hidrólisis sumamente alta (próxima aos 50 kJ/mol) pelo que se dá início ao processo de reacções que permitirão recuperar o ATP mais adiante.

Enquanto o grupo aldehído se oxida, o NAD+ reduz-se, o que faz desta reacção uma reacção redox. O NAD+ reduz-se pela incorporação de algum [H+] dando como resultado uma molécula de NADH de ónus neutra.

7ou passo: Fosfoglicerato quinasa

Veja-se também: Fosfoglicerato quinasa
350px
1,3-Bifosfoglicerato+ ADP Biochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png 3-Fosfoglicerato + ATP
\Delta G^0 = -18,5 \frac{kJ}{mol}[5]

Neste passo, a enzima fosfoglicerato quinasa transfere o grupo fosfato de 1,3-bisfosfoglicerato a uma molécula de ADP, gerando assim a primeira molécula de ATP da via. Como a glucosa se transformo em 2 moléculas de gliceraldehído, ao todo se recuperam 2 ATP nesta etapa. Note-se que a enzima foi nomeada pela reacção inversa à mostrada, e que esta opera em ambas direcções.

Os passos 6 e 7 da glucólisis mostram-nos um caso de acoplamento de reacções, onde uma reacção energeticamente desfavorável (passo 6) é seguida por uma reacção muito favorável energeticamente (passo 7) que induze a primeira reacção. Em outras palavras, como a célula se mantém em equilíbrio, o descenso nas reservas de 1,3 bifosfoglicerato empurra à enzima GAP deshidrogenasa a aumentar suas reservas. A cuantificacion da energia livre para o acople de ambas reacções é de ao redor de -12 kJ/mol.

Esta maneira de obter ATP sem a necessidade de Ou 2 se denomina fosforilación a nível de sustrato.

8ou passo: Fosfoglicerato mutasa

Veja-se também: Fosfoglicerato mutasa
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3-FosfogliceratoBiochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png 2-Fosfoglicerato
\Delta G^0 = 4,4 \frac{kJ}{mol}[5]

8. Se isomeriza o 3-fosfoglicerato procedente da reacção anterior dando 2-fosfoglicerato, a enzima que cataliza esta reacção é a fosfoglicerato mutasa. O único que ocorre aqui é a mudança de posição do fosfato do C3 ao C2. São energias similares e por tanto reversibles, com uma variação de energia livre próxima a zero.

9ou passo: Enolasa

Veja-se também: Enolasa
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2-FosfogliceratoBiochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png Fosfoenolpiruvato + H2Ou
\Delta G^0 = 7,5 \frac{kJ}{mol}[5]

9. A enzima enolasa propicia a formação de um duplo enlace no 2-fosfoglicerato, eliminando uma molécula de água formada pelo hidrógeno do C2 e o OH do C3. O resultado é o fosfoenolpiruvato.

10ou passo: Piruvato quinasa

Veja-se também: Piruvato quinasa
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FosfoenolpiruvatoBiochem reaction arrow reversible NNNN horiz med.png Piruvato
\Delta G^0 = -31,4 \frac{kJ}{mol}[5]

10. Desfosforilación do fosfoenolpiruvato, obtendo-se piruvato e ATP. Reacção irreversible mediada pela piruvato quinasa.

A enzima piruvato quinasa é dependente de magnésio e potasio. A energia livre é de -31,4 kJ/mol, portanto a reacção é favorável e irreversible.

O rendimento total da glucólisis de uma sozinha glucosa (6C) é de 2 ATP e não 4 (duas pela cada gliceraldehído-3-fosfato (3C)), já que se consomem 2 ATP na primeira fase, e 2 NADH (que deixarão os elétrons Nc na corrente de transporte de elétrons para formar 3 ATP pela cada elétron). Com a molécula de piruvato, mediante um passo de oxidación intermediário chamado descarboxilación oxidativa, mediante o qual o piruvato passa ao interior da mitocondria, perdendo CO2 e um elétron que oxida o NAD+, que passa a ser NADH mais H+ e ganhando um CoA-SH (coenzima A), se formando em acetil-CoA graças à enzima piruvato deshidrogenasa, se pode entrar ao ciclo de Krebs (que, junto com a corrente de transporte de elétrons, se denomina respiração).

Regulação

O efeito Pasteur

Artigo principal: Efeito Pasteur

O efeito Pasteur é a visualização do poder que possui o Ou2 na fermentación mediada por fermento, que foi descoberto por Luis Pasteur ao observar a relação entre a taxa de fermentación e a existência de ar. O determinou que estas tinham uma relação inversa, e ademais observou que em condições aeróbicas, as células de fermento aumentavam e a fermentación diminuía.

Desta maneira, o efeito Pasteur foi uma das primeiras observações que alguém realizou ao processo da glucólisis de maneira indirecta, mas observando que o metabolismo primário de glucosa se podia realizar com presença ou ausência de oxigeno, e que neste último ocorre a fermentación alcohólica.

Obtenção de glucosa

Vejam-se também: Glucosa, Glucógeno e GLUT (transportador)

Regulação enzimática

Gráfico que mostra a Energia livre da cada reacção na Glucólisis

A glucólisis regula-se enzimáticamente nos três pontos irreversibles desta rota, isto é, na primeira reacção (G -- >G-6P), por médio da hexoquinasa; na terceira reacção (F-6P --> F-1,6-BP) por médio da PFK1 e no último passo (PEP --> Piruvato) pela piruvato quinasa.

HQ: Inhibe G-6P

Esta enzima é controlada por regulação alostérica mediante: Por um lado activa-se graças a níveis energéticos elevados de ADP e AMP, inhibiendose em abundância de ATP e citrato, e por outro se activa em presença de um regulador gerado pela PFK2 que é a Fructosa-2,6-Bisfosfato (F-2,6-BP), que não é um metabolito nem da glucolisis nem da gluconeogénesis, senão um regulador de ambas vias que reflete o nível de glucagón em sangue.

A lógica da inhibición e activação são as seguintes:

PFK1: Inhibe: ATP - Activa: ADP, AMP e F-2,6-BP.

PQ: Inhibe: ATP, A-CoA - Activa: PEP e F-2,6-BP

Regulação por insulina

Ao aumentar a glucosa no sangue, após uma comida, as células beta do páncreas estimulam a produção de insulina, e esta a sua vez aumenta a actividade da glucocinasa nos hepatocitos.

As concentrações altas de glucagon e as baixas de insulina diminuem a concentração intracelular de fructosa 2,6 bisfosfato. Isto traz por consequência a diminuição da glicólisis e o aumento da gluconeogenésis.

Glucólisis em outros organismos

Glucólisis em plantas

Nas plantas, uma parte da fotosíntesis é a rota glucolítica. Esta aparece mediante o ciclo de Calvin, que através de pentosas, produz glucosa, fructosa e almidón.

Gluconeogénesis

Artigo principal: Gluconeogénesis

A gluconeogénesis é a rota anabólica pela que tem lugar a síntese de nova glucosa a partir de precursores não glucosídicos (lactato, piruvato, glicerol e alguns aminoácidos). Leva-se a cabo principalmente no hígado, e em menor medida na cortezarenal .

A glucogénesis é estímulada pela hormona glucagón, secretada pelas células α (alfa) dos islotes de Langerhans do páncreas e é inhibida por seu contrarreguladora, a hormona insulina, secretada pelas células β (beta) dos islotes de Langerhans do páncreas, que estímula a rota catabólica telefonema glucogenólisis para degradar o glucógeno armazenado e o transformar em glucosa e assim aumentar a glucemia (açúcar em sangue).

Desde o ponto de vista enzimático, produzir glucosiliosas desde lacticosinidas custa mais do que produziu sua degradação fosfórica. A equação extrafundamental é: 2 ac. piruviconio + 4 ATP + 2 GTP + 9 NADH + 7 H + 3 H2Ou --> Glucosa + 4 ADP + 2 GDP + 6 P + 2 NAD+

O processo de Glucogénesis, também conhecido como síntese de nova glucosa.

A mitocondria é o orgánulo encarregado da respiração celular e a produção de ATP .

Referências

  1. a b c d e David Nelson & Michael Cox (2004). «Glycolysis, Gluconeogenesis and the Pentose Phosphate Pathway», Lehningher's Principles of Biochemistry, W.H.Freeman. 0716743396.
  2. Romano AH & Conway T. Evolution of carbohydrate metabolic pathways. Rês Microbiol. 147(6-7):448-55 (1996) PMID 9084754
  3. Papers de Pasteur
  4. Não se usam os intermediários gerados, senão que por médio das lanzaderas se recriam dentro da mitocondria. Por isto se lhes chama seus equivalentes. Para uma visão química, visitar equivalentes
  5. a b c d e f g h i j Valorizes tomados de Lehningher's Principles of Biochemistry (ISBN 0-7167-4339-6) e do Volume 3 de Biochemistry por J. Stenesh (ISBN 0-306-45733-4)
  6. Meyerhof, Ou. Ueber die enzymatische Milch-säurebildung im Muskelextrakt; die Milch-säurebildung aus dêem gärfähigen Hexosen. Biochem Z. 183:176 (1927)
  7. Colowick, S. e Kalckar H.. The role of myokinase in trans-phosphorylations; the enzymatic phosphorylation of hexoses by adenyl pyrophosphate. J. Biol. Chem. 148: 117 (1943).
  8. Irwin A. Rose (2006). «Mechanism of the Aldose-Ketose Isomerase Reactions», Advances in Enzymology - and Related Areas of Molecular Biology, Volume 43, Wiley Interscience. ISBN 0471591788. - doi 10.1002/9780470122884.ch6

Veja-se também

Enlaces externos

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