| Golfo de Venezuela | ||
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| Localização administrativa | ||
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| País | | |
| Divisão | | |
| Geografia | ||
| Mar (oceano) | Mar Caraíbas | |
| Continente | América do Sul | |
| Subdivisiones | Lago de MaracaiboGolfete de Coro | |
| Ilhas interiores | Archipiélago Os Monges (VÊEM) | |
| Acidentes | ||
| • Outros | Península da GuajiraPenínsula de Paraguaná | |
| Superfície | 17.840 km² | |
| Coordenadas | Coordenadas: | |
| Outros dados | ||
| Primeira exploração | Amerigo dei Vespucci (1499) | |
| Áreas protegidas | Parque nacional Médanos de Coro (VÊEM) | |
| Mapas | ||
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O golfo de Venezuela é um golfo situado na parte meridional do mar Caraíbas, ao norte de América do Sul e cujas águas e costa pertencem quase em sua totalidade a Venezuela (estados de Zulia e Falcón), com uma pequena parte de Colômbia (departamento da Guajira).
Conteúdo |
Encontra-se no norte de América do Sul, entre as penínsulas de Paraguaná e da Guajira; está conectado ao lago de Maracaibo através de um canal de navegação. Cabe destacar que se usa o archipiélago dos Monges como a fronteira imaginaria entre o mar Caraíbas e dito corpo de água.
O principal factor que lhe dá importância a estas águas é o facto de que servem de enlace entre o Lago de Maracaibo e o Mar Caraíbas, como já é sabido, no lago e zonas adjacentes a este se extrai grande quantidade de petróleo cru, o qual sai dos poços às refinarias e mercados do mundo através de barcos, mas, não só é um enlace, senão que também se encontram nele grandes quantidades de gás natural e petróleo que ainda não se explodiram e que se mantêm como reservas estratégicas.
As primeiras explorações por parte dos europeus levaram-se a cabo em 1499, quando uma expedição comandada por Alonso de Ojeda na qual é acompanhado pelo florentino Américo Vespucio, estuda a costa venezuelana reunindo dados e dando nomes às terras recém descobertas; dita expedição chegou ao golfo depois de passar pelas Antillas holandesas e a península de Paraguaná em sentido este-oeste.
Praticamente desde a separação da Grande Colômbia tem existido um diferendo limítrofe entre Venezuela e Colômbia pela deslocação da linha limítrofe em terra firme e a consequente não delimitação das águas territoriais e submarinas que corresponder-lhe-iam respectivamente à cada país sobre A península da Guajira. A cada uma das partes tem recorrido a diferentes documentos e versões sobre a história colonial para justificar suas respectivas pretensões sobre a extensão marítima a delimitar.
Considera-se que o que golfo de Venezuela possui uma grande importância estratégica pela existência de petróleo no mesmo como uma das razões que motivam a disputa entre as partes em tempos modernos.
Colômbia faz questão de que o archipiélago dos Monges, como islotes deshabitados a 20 milhas marinhas da costa colombiana, não constituem plataforma continental. A tese colombiana apresenta uma divisão de linha média entre os territórios continentais de Colômbia e Venezuela e estabelece que os Monges se encontram dentro do mar territorial colombiano.
A tese venezuelana parte da linha de prolongamento de fronteira terrestre —favorável a Venezuela com respeito à perpendicular da costa que implica a linha média entre territórios continentais—, além do estabelecimento da linha média entre a península da Guajira e o Archipiélago dos Monges. Entre alguns comentaristas venezuelanos tem surgido a tese da costa seca, de acordo com a qual a totalidade do Golfo de Venezuela seria soberania do país homónimo e Colômbia não teria jurisdição alguma sobre as águas do golfo, tomando o meridiano de Ponta Espada como o limite entre os mares territoriais de Venezuela e Colômbia, no entanto esta opção não tem sido adoptada oficialmente pelo governo venezuelano.
Na época contemporânea, o ponto cúspide de tensão na questão do diferendo ocorreu em agosto de 1987 quando a corbeta colombiana Caldas ingressou em águas consideradas por Venezuela como próprias e por Colômbia como em disputa. Isto provocou que o presidente Jaime Lusinchi ordenasse uma forte mobilização das forças armadas venezuelanas com a intenção de disuadir a incursão colombiana.
Em um princípio a corbeta, para então já acompanhada de um submarino colombiano, se recusou a abandonar a zona e se considerava iminente o início de hostilidades por parte de algum dos dois bandos. Paralelamente tinham-se activado as vias diplomáticas bilaterais para tratar de impedir um desvincule bélico. Finalmente a crise terminou quando o presidente colombiano Virgilio Barco ordenou a retirada da corbeta. Este acontecimento conhece-se como a «crise da Corbeta Caldas»".
A partir desse momento as discussões para avançar na solução definitiva do diferendo mantiveram-se congeladas por mútuo acordo entre os dois países. Uma comissão binacional veio-se reunindo a cada verdadeiro tempo para tratar os assuntos limítrofes e alguns aspectos do diferendo, sem modificar substancialmente o status quo.