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Golfo de Venezuela

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Golfo de Venezuela
Imagen satelital del golfo de Venezuela.
Imagem satelital do golfo de Venezuela.
Localização administrativa
País Bandera de Colombia Colômbia
Bandera de Venezuela Venezuela
Divisão Flag of La Guajira.svg A Guajira (COL)
Flag of Zulia State.svg Zulia (VÊEM)
Flag of Falcón.svg Falcón (VÊEM)
Geografia
Mar (oceano) Mar Caraíbas
Continente América do Sul
Subdivisiones Lago de Maracaibo
Golfete de Coro
Ilhas interiores Archipiélago Os Monges (VÊEM)
Acidentes
 • Outros Península da Guajira
Península de Paraguaná
Superfície 17.840 km²
Coordenadas 11°30′N 70°57′Ou / 11.5, -70.95Coordenadas: 11°30′N 70°57′Ou / 11.5, -70.95
Outros dados
Primeira exploração Amerigo dei Vespucci (1499)
Áreas protegidas Parque nacional Médanos de Coro (VÊEM)
Mapas
Mapa del golfo de Venezuela.
Mapa do golfo de Venezuela.
Diferendo limítrofe en el golfo de Venezuela.
Diferendo limítrofe no golfo de Venezuela.

O golfo de Venezuela é um golfo situado na parte meridional do mar Caraíbas, ao norte de América do Sul e cujas águas e costa pertencem quase em sua totalidade a Venezuela (estados de Zulia e Falcón), com uma pequena parte de Colômbia (departamento da Guajira).

Conteúdo

Localização

Encontra-se no norte de América do Sul, entre as penínsulas de Paraguaná e da Guajira; está conectado ao lago de Maracaibo através de um canal de navegação. Cabe destacar que se usa o archipiélago dos Monges como a fronteira imaginaria entre o mar Caraíbas e dito corpo de água.

Importância económica

O principal factor que lhe dá importância a estas águas é o facto de que servem de enlace entre o Lago de Maracaibo e o Mar Caraíbas, como já é sabido, no lago e zonas adjacentes a este se extrai grande quantidade de petróleo cru, o qual sai dos poços às refinarias e mercados do mundo através de barcos, mas, não só é um enlace, senão que também se encontram nele grandes quantidades de gás natural e petróleo que ainda não se explodiram e que se mantêm como reservas estratégicas.

História

As primeiras explorações por parte dos europeus levaram-se a cabo em 1499, quando uma expedição comandada por Alonso de Ojeda na qual é acompanhado pelo florentino Américo Vespucio, estuda a costa venezuelana reunindo dados e dando nomes às terras recém descobertas; dita expedição chegou ao golfo depois de passar pelas Antillas holandesas e a península de Paraguaná em sentido este-oeste.

Diferendo limítrofe

Praticamente desde a separação da Grande Colômbia tem existido um diferendo limítrofe entre Venezuela e Colômbia pela deslocação da linha limítrofe em terra firme e a consequente não delimitação das águas territoriais e submarinas que corresponder-lhe-iam respectivamente à cada país sobre A península da Guajira. A cada uma das partes tem recorrido a diferentes documentos e versões sobre a história colonial para justificar suas respectivas pretensões sobre a extensão marítima a delimitar.

Considera-se que o que golfo de Venezuela possui uma grande importância estratégica pela existência de petróleo no mesmo como uma das razões que motivam a disputa entre as partes em tempos modernos.

Tese colombiana

Colômbia faz questão de que o archipiélago dos Monges, como islotes deshabitados a 20 milhas marinhas da costa colombiana, não constituem plataforma continental. A tese colombiana apresenta uma divisão de linha média entre os territórios continentais de Colômbia e Venezuela e estabelece que os Monges se encontram dentro do mar territorial colombiano.

Tese venezuelana

A tese venezuelana parte da linha de prolongamento de fronteira terrestre —favorável a Venezuela com respeito à perpendicular da costa que implica a linha média entre territórios continentais—, além do estabelecimento da linha média entre a península da Guajira e o Archipiélago dos Monges. Entre alguns comentaristas venezuelanos tem surgido a tese da costa seca, de acordo com a qual a totalidade do Golfo de Venezuela seria soberania do país homónimo e Colômbia não teria jurisdição alguma sobre as águas do golfo, tomando o meridiano de Ponta Espada como o limite entre os mares territoriais de Venezuela e Colômbia, no entanto esta opção não tem sido adoptada oficialmente pelo governo venezuelano.

Momentos de crise

Na época contemporânea, o ponto cúspide de tensão na questão do diferendo ocorreu em agosto de 1987 quando a corbeta colombiana Caldas ingressou em águas consideradas por Venezuela como próprias e por Colômbia como em disputa. Isto provocou que o presidente Jaime Lusinchi ordenasse uma forte mobilização das forças armadas venezuelanas com a intenção de disuadir a incursão colombiana.

Em um princípio a corbeta, para então já acompanhada de um submarino colombiano, se recusou a abandonar a zona e se considerava iminente o início de hostilidades por parte de algum dos dois bandos. Paralelamente tinham-se activado as vias diplomáticas bilaterais para tratar de impedir um desvincule bélico. Finalmente a crise terminou quando o presidente colombiano Virgilio Barco ordenou a retirada da corbeta. Este acontecimento conhece-se como a «crise da Corbeta Caldas»".

A partir desse momento as discussões para avançar na solução definitiva do diferendo mantiveram-se congeladas por mútuo acordo entre os dois países. Uma comissão binacional veio-se reunindo a cada verdadeiro tempo para tratar os assuntos limítrofes e alguns aspectos do diferendo, sem modificar substancialmente o status quo.

Veja-se também

Referências

Enlaces externos

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/a/t/e/Ate%C3%ADsmo.html"
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