| Grupo Especial de Operações | |
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| Activa | 1978-presente |
| País | |
| Ramo | Ministério do Interior. |
| Tipo | Corpo de Segurança do Estado |
| Acuartelamiento | Quartel do GEO, Guadalajara |
| Comandantes | |
| Actual | Comissário chefe Félix Antolín |
| Cultura e história | |
| Aniversários | 1 de abril |
O GEO ou Grupo Especial de Operações, conhecido popularmente como os Geos, é uma unidade de operações especiais do Corpo Nacional de Polícia de Espanha especializada em operações de alto risco. Também estão presentes em alguns conflitos de Oriente, já seja para proteger a cidadãos e altas personalidades espanholas ou em missões de resgate.
Conteúdo |
O GEO foi criado pelo capitão de Infantería Ernesto García-Quijada Romero e fundado em 1978, junto com o capitão de Engenheiros Juan Senso Galã, sendo Presidente do Governo Adolfo Suárez e Ministro do Interior [Rodolfo Martín Villa].
A ideia da necessidade de um grupo deste tipo foi tomando corpo na mente de seu criador, experiente em luta antiterrorista e guerrilha urbana, em resposta ao aumento de actos de violência que ocorreram durante a década dos setenta, como o sequestro e assassinato da delegação desportiva israelita na villa olímpica de Munique durante a Olimpiada de 1972 e a consiguiente massacre no aeroporto muniqués. Este fatídico desvincule levou ao governo alemão a propor-se a criação de uma unidade contra o terrorismo que contasse com meios e preparação especiais, e assim surgiu o GSG9 da Polícia de Fronteiras, que foi um dos modelos a seguir, junto com as SAS britânicas, entre outros.
No referente a Espanha, a violência de ETA que, até 1968, se limitava a propaganda e atentados contra instalações e edifícios, se incrementa em meados dos setenta incluindo o atentado a Carrero Blanco. A isto se somou o aparecimento, em 1975, de outro grupo terrorista, o GRAPO, cuja primeira acção foi o assassinato de quatro polícias. Ante esta situação, no final de 1977, o Governo aceita pôr em marcha a ideia proposta desenvolvida pelo capitão García-Quijada.
O GEO tem sua base em Guadalajara e conta com dois núcleos, o de apoio e o operativo. Unicamente os agentes do grupo operativo têm realizado as provas de acesso, os do grupo de apoio encarregam-se de labores de logística. Actualmente o grupo operativo conta com 93 agentes.
No dia 5 de abril do 2008 cumpriram seu 30º aniversário ao que foi o ex chefe da polícia nacional e policia civil. Durante sua celebração, realizaram diferentes simulacros tais como assalto a edifícios, situações de emboscadas em uma zona de conflito, detenções com cães, etc.
Actualmente está a construir-se em Linares (Jaén) o Centro de Práticas Operativas da Polícia Nacional "A Enira", com um orçamento de 2.700.000 €, que estará destinado ao treinamento do GEO, bem como das Unidades de Intervenção Policial (UIP).[1]
A organização interna da Unidade está composta por uma Secção Operativa, que se encarrega de executar as missões específicas, e uma Secção de Apoio, que facilita que a anterior possa realizar sua actividade, modelo que na actualidade compreende quase uma centena de homens', dos que a maioria se inscrevem em tarefas operativas.
A Secção Operativa está dividida actualmente em dois grupos de acção operativa denominados Alfa" e "Bravo", antigamente chamavam-se "10", "20" e "30", mas devido à falta de pessoal modificou-se dita estrutura, passando a criar-se dois grupos operativos denominados "40" e "50", e estes, finalmente passaram a se chamar "Alfa" e "Bravo", como mencionamos anteriormente. Esta última mudança afectou à estrutura de ditos grupos no referente a comandos e a normas.
A cada membro do comando encontra-se enquadrado em uma especialidad concreta que complementa a total polivalencia do mesmo, permitindo extrair um melhor rendimento de seu cualificación pessoal. As especialidades dos membros do comando são a de aberturas (utilização dos meios oportunos para a entrada em lugares fechados), puxador, puxador de apoio, meios especiais e buceador de combate.
Desta forma consegue-se que a cada comando operativo seja autosuficiente para realizar múltiplas actividades, ainda que em algumas ocasiões se recorre a concentrar certos especialistas de vários comandos para assumir uma determinada missão.
Na Secção Operativa também se enquadram o Grupo Operativo de Formação e Especialidades (GOFE) e o Grupo Operativo de Técnicas e Experiências (GOTE).
Na Secção de Apoio concentram-se os agentes enquadrados em administração, previdência, automoción, gestão de meios e segurança do recinto policial.
As operações nas que intervém o G.E.Ou. são aquelas que outros membros do Corpo Nacional de Polícia não podem realizar devido a sua alta peligrosidad ou nas que se exige uma especial cualificación, como assim o reflete a Resolução de 27 de dezembro de 1989 em seu apartado segundo referindo a suas funções, dizendo:
Convocam-se concurso de acesso anualmente, normalmente no terceiro-quarto trimestre do ano.
Já que é um dos melhores grupos de elite do mundo, as provas de acesso são muito duras. Mostra disso é que dos 300 polícias que se costumam apresentar a cada ano às convocações, só conseguem passar as provas 10, ao longo de sua história somente têm conseguido entrar pouco mais de 400 agentes.[2]
O emblema do GEO é um escudo negro com uma águia dourada capturando uma serpente. A águia é provavelmente uma referência à Águia de San Juan, ainda presente ao escudo de Espanha ao se criar o GEO. A serpente é um símbolo clássico do mau.
Também assinalar que as letras do grupo e o marco se representam em cor dourado (símbolo de vitória), enquanto a serpente se representa em cor plateado ou alvo.
Os membros do GEO levam uma boina de cor granate com o emblema do Corpo Nacional de Polícia no lado direito.[3]
Os agentes do GEO estão destinados a operações de alto risco nos que outros agentes do Corpo Nacional de Polícia não podem intervir. Entre suas acções estão: resgate de reféns, protecção de pessoas VIP e autoridades, detenção de delinquentes perigosos, desarticulación de bandas de crime organizado ou de comandos terroristas, protecção de embaixadas no estrangeiro, etc.
Em seus quase trinta e dois anos de história, o GEO tem desarticulado trinta e cinco comandos armados de diferentes grupos terroristas e tem resgatado a mais de quatrocentos reféns, com tão só três baixas entre suas bichas em acto de serviço. A do capitão e cofundador do G.E.Ou Juan Senso Galan, a do cabo primeiro Arturo Pascual e a do Subinspector de polícia Francisco Javier Torronteras Gadea, que morreu durante o assalto a um andar franco de Leganés (Madri) depois dos atentados do 11 de março de 2004, quando os suspeitos se suicidaram detonando as bombas que possuíam. Somente três operações dos GEO têm-se saldado com a morte de um ou vários dos criminosos implicados.
Armas:[4]
PISTOLAS E SUBFUSILES DE 9 mm. PARABELLUM
REVÓLVER
GRANADAS DE 40 mm. PARA LANZAGRANADAS
ESCOPETAS
RIFLES DE PRECISÃO
ARMAS CURTAS
Sig Sauer P226 (No módulo As/TAC):
SUBFUSILES DE ASSALTO
HK MP5:
FN P90:
FUZIS DE ASSALTO
HK 33:
HG G3 FS:
Sig Sauer 551 SWAT (Alguns com lanzagranadas SIG GWA 97K de 40 mm):
Sig Sauer 552 Commando:
ESCOPETAS
Franchi SPS 350:
RIFLES DE PRECISÃO
Mauser 66SP:
Sig Sauer SSG-2000:
Sako TRG-21:
Sako TRG-41:
HK PSG-1D:
GRANADAS DE MÃO
OUTROS
Outro material[5]