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Happening

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Happening (da palavra inglesa que significa evento, ocorrência, acontecimento). Manifestação artística, frequentemente multidisciplinaria, surgida em 1950 caracterizada pela participação dos espectadores. Os happenings integram o conjunto do chamado performance art e mantém afinidades com o chamado teatro de participação.

A proposta original do happening artístico tem como tentativa o produzir uma obra de arte que não se focaliza em objectos senão no evento a organizar e a participação dos "espectadores", para que deixem de ser sujeitos pasivos e, com sua actividade, atinjam uma libertação através da expressão emotiva e a representação colectiva. Ainda que é comum confundir o happening com o telefonema performance o primeiro difere da segunda pela improvisación ou, dado que é difícil uma real improvisación, pela imprevisibilidad.

O happening quanto a manifestação artística é de muito diversa índole, costuma ser não permanente, efémero, já que procura uma participação espontánea do público. Por este motivo os happenings frequentemente produzem-se em lugares públicos, como um gesto de surpresa ou irrupción na cotidianeidad. Um exemplo disso são os eventos organizados por Spencer Tunik nos quais se implicam a massas de gente nua.

Conteúdo

História

Os primeiros happening foram os efimero panico de Alejandro Jodorowsky. Considera-se como o primeiro happening propriamente dito à obra Theater piece Nº1 realizada em 1952 por John Cage no Black Mountain College, tal tipo de obra foi explicada pelo próprio John Cage como eventos teatrais e sem trama, ainda que foi Allan Kaprow (aluno de Cage) quem em abril de 1957 durante um Picnic artístico improvisaciones que se representavam.

Em janeiro de 1958 a frase acuñada por Kaprow é generalizada`pela revista estudiantil da Rutgers University Antologist, desde então tal forma artística e tal denominação foi adoptada em outros países. Jack Kerouac referindo-se a Kaprow chamou-lhe o homem Happening ao observar a obra 18 Happenings in 6 parts (1959).

Ainda que o happening surge nos Estados Unidos durante os 50s e teve seu apogeo durante alegre-los “” 1960 com esteticas próximas ao chamado pop-art e às do movimento hippie, entre 1964 e 1960 os provos improvisavam verdadeiros happenings nas praças de Ámsterdam , encontram-se claros precedentes do mesmo em certas expressões artísticas vanguardistas de “os anos loucos” ( nos anos 1920), muitas delas vinculadas ao surrealismo e, sobretudo ao dadaísmo sendo claros antecedentes as exhibiciones não convencionais realizadas no Cabaret Voltaire por Richard Huelsenbeck, Tristan Tzara entre outros.

Em Espanha, as primeiras obras de happening foram escritas em catalão pelo poeta Joan Brossa em 1946 , isto é muito dantes de que Kaprow acuñara o termo. Seu autor denominou-as acciones espectáculo.

O Happening na Alemanha durante os anos 60

Nos anos 60 do século passado, manifestou-se na que então era a República Federal da Alemanha um movimento cultural e intelectual de carácter transgresor e revolucionário, cujos expoentes mais carismáticos e comprometidos foram personalidades artísticas como Joseph Beuys, Wolf Vostell e o artista de origem coreano Nam June Paik. Foi em Colónia, onde se viveu com mais intensidade a conmoción que supôs para a arte o aparecimento deste movimento.

Os aspectos provocativos do Happening e o ataque frontal contra os valores que representavam o milagre económico alemão da posguerra apontavam para uma agudización da consciência crítica do público, evocando sensações e vivências desconhecidas e marginadas. Os Happenings criaram por sua motivação provocadora uma expressão artística crítica da ordem estabelecida que, em muito pouco tempo, ganhou uma multidão de adeptos entusiastas.

A estratégia que perseguiam os artistas com os Happenings era esboçar um retrato da sociedade de maneira marcadamente purista, mostrando sua crua realidade sem tapujos com o fim de poder ampliar a visão e as expectativas do público, polarizando sua atenção, apelando a sua consciência, agudizando os sentidos, estruturando seu estado emocional e, à postre, conseguir que o público presente não se evada da vida quotidiana durante a acção.

A extravagancia, uma originalidad especial, as referências e percepciones políticas e sociológicas e dotes visionarias, quase proféticas, foram ingredientes com os que Wolf Vostell compunha seus Happenings. Aqueles eventos absolutamente insondables que absorviam todos os sentidos, junto à dedicação eufórica e o compromisso férreo dos corifeos dessa revolução artística, Beuys e Vostell, resultavam inaceitáveis para os amantes da arte naquele tempo.

Do mesmo modo que durante a época da Ilustração se entendia a natureza através da razão, assim os activistas artísticos dos Happenings estavam convencidos de que a mera participação do público nestes eventos lhes ajudava a perfeccionarse e a se inspirar em recursos próprios de sua criatividade.

No Happening 24 HORAS Wolf Vostell dedicou-se a lançar 200 bombillas contra uma vidriera de plexiglás montada como barreira entre ele e o público, destroçou brinquedos bélicos a martillazos, e fincou alfileres em trozos de carne crua.

Em muitas ocasiões, se malinterpretaba e criticava essa afición dos artistas por dar aos bens de consumo um carácter alheio à realidade, considerando que se tratava de um despilfarro inútil. O público via-se exposto a essas escenificaciones viscerales de maneira muito directa e procurava um ponto de apoio. Esse equilíbrio encontrava-o em sua soberania pessoal.

Pretendia-se que os participantes naqueles eventos reflexionassem sobre sua consciência, definissem suas qualidades positivas e suas virtudes, captassem a esencia dos elementos vitais e experimentassem sua vida como arte no mais puro dos sentidos.

Crítica

O happening tem passado a ter um caracter paradójico, se a intenção proposta teoricamente e em suas origens é a da participação activa dos espectadores para livrar-lhes da masificación, costuma ver-se actualmente nos "happenings" um resultado completamente oposto ao enunciado, efectivamente, muitos dos "happenings" terminam sendo um espectáculo mais da chamada cultura de massas.

Principais referentes

Além de Cage e de Kaprow consideram-se como principais realizadores de happenings a :  Tadeusz Kantor, Joseph Beuys, George Brecht, Bazon Brock, Jim Dine, Rede Grooms, Ao Hansen, Roy Lichtenstein, Youri Messen-Jaschin, Marta Minujín, Claes Oldenburg, Eōko Ono, Robert Rauschenberg, Wolf Vostell e Robert Whitman, Charlotte Moorman.

Bibliografía

Veja-se também

Obtido de http://ks312095.kimsufi.com../../../../articles/c/ou/m/Comunicações_de_Andorra_46cf.html"